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Ricardo Callado26/07/20188min

Operação ‘Monopólio’ apurou que empresas dos mesmos empresários participavam juntas das mesmas licitações. Três servidores públicos são suspeitos de integrar esquema

Por Mara Puljiz e Gabriel Luiz, TV Globo e G1 DF – A Polícia Civil do Distrito Federal começou nesta quinta-feira (26) uma operação para extinguir um esquema de fraudes em licitações dentro de administrações regionais. Os crimes teriam ocorrido em contratos que, somados, chegam a R$ 55 milhões. Entre os alvos da operação “Monopólio”, há três servidores públicos.

São cumpridos 24 mandados de busca e apreensão e 18 de prisão temporária (por cinco dias), contra os servidores, mas também empresários e laranjas deles. Até as 6h45, 17 alvos já tinham sido presos. O G1 tenta contato com as defesas.

Os mandados são cumpridos nas administrações regionais de Águas Claras, do Gama, nas casas dos investigados, no DF e em Goiás. Um dos presos é o ex-administrador de Taguatinga Márcio Guimarães, que foi alvo de outra operação sobre fraude em licitações, e o filho dele Márcio Guimarães Júnior. Seis carros de luxo foram apreendidos.

Carro de luxo apreendido pela polícia (Foto: Reprodução/TV Globo)
Carro de luxo apreendido pela polícia (Foto: Reprodução/TV Globo)

As investigações começaram em 2014, a partir de uma denúncia anônima. Elas apontam que os empresários usavam um grupo de empresas registradas em nome dos laranjas (em geral, funcionários ou parentes deles) para fraudar as licitações.

De acordo com a polícia, o esquema ocorria em licitações do tipo “convite”, em que pelo menos três empresas são convidadas para disputar a realização de uma obra com valor menor que R$ 150 mil. Com isso, não é necessário “divulgar” a licitação.

“Ficou demonstrado que empresas eram registradas em nome de laranjas apenas para participarem da concorrência e dar ar de legalidade ao certame, porém todas empresas eram na verdade vinculadas a associação criminosa”, informou a polícia.

Durante o pente-fino, foram analisadas 259 licitações ganhadas pelas empresas investigadas, desde 2011. Em 128 delas, ou seja, quase metade, duas ou mais empresas do grupo concorreram entre si.

Carro da polícia deixa Coordenação de Combate ao Crime Organizado (Foto: Reprodução/TV Globo)
Carro da polícia deixa Coordenação de Combate ao Crime Organizado (Foto: Reprodução/TV Globo)

Os investigados foram indiciados por fraude em licitação, organização criminosa (com aumento de pena por envolverem servidores públicos), lavagem de dinheiro, corrupção ativa e corrupção passiva. As penas podem chegar até 30 anos de prisão.


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Ricardo Callado24/07/20184min
O serviço de manutenção de viaturas da da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) está parado desde a última quinta, 19, quando venceu o contrato com a empresa que realizava esse tipo de serviço, segundo denúncia do Sindicato dos Policiais Civis do DF (Sinpol-DF).
Desde então, dezenas de veículos se acumulam na Divisão de Transporte (Ditran), sem qualquer previsão de retorno às delegacias e demais unidades. No local, até aquela data, 18 mecânicos terceirizados ficavam à disposição da Polícia Civil para consertar as viaturas.
A situação é grave e preocupante porque, segundo o Sinpol-DF, 40% da frota atual – que, no total, soma 1.300 veículos – tem mais de dez anos de uso e, por isso, precisam passar por reparos constantemente. Não há qualquer previsão, até agora, de um novo contrato para esse serviço.
Em algumas unidades, o trabalho, que já era prejudicado pela frota envelhecida, está comprometido. Um exemplo é a 13º Delegacia de Polícia (DP), localizada em Sobradinho I. Os dois camburões utilizados pelos policiais civis do plantão estão parados por causa de problemas mecânicos e, sem manutenção, não se sabe quando eles voltarão a ser utilizados.
Assim, não há como fazer o transporte de presos e nem como os policiais realizarem qualquer trabalho em áreas mais remotas, como a zona rural daquela cidade.
“Sem manutenção, quase metade da frota pode ficar parada. É mais um episódio que ilustra o sucateamento ao qual a PCDF foi submetida no governo de Rodrigo Rollemberg (PSB)”, denuncia Rodrigo Franco, presidente do Sinpol-DF.
Segundo o dirigente, a corporação já vem, há anos, sofrendo com as constantes perdas de recursos, mesmo com o Fundo Constitucional sendo reajustado anualmente. Recentemente, uma licitação para a compra de 200 novos veículos para a PCDF foi suspensa pelo governador.
No ano passado, contudo, foram adquiridas 145 viaturas para a PMDF, cada uma custando R$ 110 mil. “À época, a recomendação era de que os veículos ficassem parados em alguns pontos da capital a fim de criar uma ‘sensação de segurança’ – até aqui, a única política adotada pelo governador para a Segurança Pública da capital do país”, afirma Franco.
Para o presidente do Sinpol, a falta de priorização, por parte da gestão Rolemberg, na Polícia Investigativa (PCDF) tem se refletido no aumento da sensação de insegurança sentido pela população. “A falta de gestão e comando da direção da PCDF, conivente com o atual Governo, também gera graves reflexos à sociedade, tais como a não contratação de serviços de manutenção, a falta de contratação de novos policiais e todo o sucateamento pela qual vem passando a Polícia Civil da Capital”, finaliza.

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Ricardo Callado15/06/20182min
O Plenário do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) decidiu nesta quinta-feira (14), afastar a medida cautelar que impedia a Polícia Civil do Distrito Federal de assinar contrato com a empresa escolhida para emitir documentos de identificação oficial.
Com isso, o órgão poderá retomar o serviço, sem prejuízo da análise futura do Tribunal sobre a regularidade do procedimento licitatório especial que originou o contrato.
A nova decisão da Corte de Contas foi motivada porque, no entendimento dos Conselheiros, o prejuízo causado à população com a suspensão do serviço poderia ser maior do que o dano aos cofres públicos que a medida cautelar pretendia evitar.
Assim, tendo em vista a supremacia do interesse público e o perigo do dano reverso, o Plenário decidiu dar provimento ao recurso apresentado pela Polícia Civil na última segunda-feira, dia 11 de junho, e a medida cautelar foi afastada.
O Tribunal de Contas prosseguirá, agora, com a análise sobre a regularidade do procedimento adotado pela Polícia Civil para escolha e contratação da nova empresa responsável pelo serviço de emissão de documentos de identificação oficial.

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Ricardo Callado14/06/20183min

O deputado Laerte Bessa (PR) rebateu o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), sobre a emenda MP 821 que iria beneficiar a Polícia Civil do DF. Segundo o parlamentar, o governador mente e distorce a verdadeiro teor da emenda. Veja íntegra na nota oficial do deputado:

O governador Rodrigo Rollemberg mente quando diz que a minha emenda à MP 821 que cria o Ministério da Segurança Pública vai retirar recursos da educação e saúde do DF. O que estou propondo é o estrito cumprimento da legislação. O Fundo Constitucional do DF foi criado para organização e manutenção da polícia civil, da polícia militar e do corpo de bombeiros militar do Distrito Federal, e dar assistência financeira para execução de serviços públicos de saúde e educação.

A minha emenda apenas determina que 65% do fundo seja destinado a segurança pública. Não estou tirando recursos de nenhuma outra área.

Segundo uma auditoria do Tribunal de Contas da União, em 2015 e 2016 cerca de 30% do Fundo foi desviado e utilizado para pagamento de aposentados e pensionistas, o que é inconstitucional.

Rollemberg ainda tem coragem de dizer que estou fazendo isso para prejudicar alunos da rede pública e milhões que usam o SUS. Mas parece que ele esquece que em 2015 pediu antecipação da primeira parcela do Fundo para pagar dívidas. Não havia preocupação com investimento e melhorias na qualidade dos serviços prestados.

E o Ministério Público do DF recentemente pediu explicações à Secretaria de Saúde sobre a execução do orçamento a pasta, porque o governador não usou R$ 323 milhões provenientes do SUS. Se ele está tão preocupado com a saúde do DF, porque não investiu esse dinheiro?

Rollemberg, pare de mentir para a população do DF!

Deputado Federal Laerte Bessa (PR-DF)


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Ricardo Callado18/05/20188min
Mais um desdobramento da questão que envolve acidentes com as armas da Forjas Taurus utilizadas pelos policiais civis do DF veio à tona nesta quarta, 16, na coluna Eixo Capital, do Correio Braziliense.
De acordo com o jornal, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) cobra, na Justiça, uma indenização de R$ 11.656.223,90 da empresa. Desse montante, R$ 10 milhões se referem a um dano moral coletivo pelo perigo que esse armamento com defeito de fabricação representa à população do DF.
A ação do MP leva em consideração diversas ocorrências registradas por policiais civis, além de uma perícia do Instituto de Criminalística da Polícia Civil do DF (PCDF), que atestou os disparos acidentais das armas.
ATUAÇÃO DO SINPOL-DF
Entre as vítimas dos defeitos das pistolas produzidas pela Taurus está um ex-diretor do Sinpol-DF [link]. A entidade, inclusive, vem denunciando constantemente o problema nos últimos três anos.
Em maio de 2016, dirigentes do sindicato entregaram ao então procurador de Defesa dos Direitos do Consumidor, Trajano Sousa de Melo, e ao promotor da Justiça Militar, Nisio Tostes, uma uma série de documentos (laudos periciais e históricos vítimas) que confirmam os problemas recorrentes apresentados pelas armas.
Atualmente, informou o Correio Braziliense, as cerca de cinco mil armas usadas pela PCDF foram fabricadas pela empresa que detém o monopólio do mercado brasileiro nos órgãos de Segurança Pública. Apenas em casos excepcionais o Exército Brasileiro autoriza a compra de armas produzidas por empresas estrangeiras.
A ação do MPDFT se refere a um lote com 750 unidades, sendo 100 do modelo PT 100 Plus; 250 do tipo PR 24/7 PRO DS; e 400 PT 640 SA/DA, ao custo de R$ 1,6 milhão, em abril de 2014.
DISPAROS ACIDENTAIS
O problema principal é o risco de disparos acidentais em quedas das armas. Testes mostraram que essa possibilidade é grande, o que coloca em xeque a integridade do policial e dos cidadãos de bem que podem ser alvo de uma bala perdida justamente das armas que deveriam protegê-los.
Há também o chamado efeito chaminé, quando o cartucho fica preso no cano da pistola ou o disparo frustrado, quando a arma nega fogo.
O MPDFT aponta que o contrato da Taurus com a PCDF prevê que os armamentos sejam providos de um mecanismo contra disparos acidentais, mas esse item de segurança não está disponível, mesmo com a trava manual acionada.
A ação é assinada pelos promotores de Justiça Rodrigo Bezerra e Marcel Bernardi, do Núcleo de Investigação e Controle Externo da Atividade Policial (Ncap), e Eduardo Gazzinelli e Marcelo Barenco, da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público e Social do DF (Prodep).
O MPDFT não é o único preocupado com a qualidade das armas fornecidas pela Taurus. O assunto é tratado em vários estados justamente pelos diversos problemas detectados com as pistolas de uso de policiais civis e militares. Um grupo de vítimas de vários estados brasileiros tenta, também desde 2016, instaurar uma CPI para investigar o caso – mas o lobby da Taurus na Câmara Federal tem impedido o avanço da Comissão.
CONDENAÇÃO CRIMINAL
Em outra frente, os promotores de Justiça pedem a condenação criminal de seis executivos da Taurus à época do contrato fechado com a PCDF.
Eles foram denunciados pelos crimes previstos na Lei 8137/90, de induzir o consumidor ou usuário a erro, por via de indicação ou afirmação falsa ou enganosa sobre a natureza, qualidade do bem ou serviço, utilizando-se de qualquer meio, inclusive a veiculação ou divulgação publicitária; e vender, ter em depósito para vender ou expor à venda ou, de qualquer forma, entregar matéria-prima ou mercadoria, em condições impróprias ao consumo. As penas variam de dois a cinco anos de detenção, mais multa.
A ação tramita na 8ª Vara Criminal de Brasília.
Em outra frente, o Ministério Público do DF encaminhou ao diretor-geral da Polícia Civil do DF, Eric Seba, uma recomendação para que as armas usadas pela corporação sejam substituídas por modelos mais eficientes que não coloquem vidas em risco.
O Sinpol-DF também já fez essa reivindicação, por diversas vezes, nesses últimos três anos, ao diretor-geral.
Ao Correio Braziliense, Seba explicou que, realmente, há relatos de panes, especialmente da pistola modelo 24/7. Mas a Polícia Civil está promovendo uma licitação internacional para compra de três mil armas de fogo. Para o Sinpol, esse número é insuficiente uma vez que há 4.600 policiais em atividade e há uma expectativa de aprovados serem nomeados. Além disso, é preciso dimensionar que deverá haver concursos nos próximos anos.
O processo já recebeu autorização do Exército e deve ser concluído até o fim do ano. Com essa licitação, empresas estrangeiras poderão disputar o contrato. A PCDF destinou R$ 9 milhões para essa aquisição.
Outra questão indagada pelo Sinpol é que, ao invés das armas serem adquiridas por meio de recursos do Fundo Constitucional, a PCDF pretende utilizar recursos do Fundo de reestruturação da PCDF. O sindicato acredita que isso se deve ao fato de que o GDF vem cortando, rotineiramente, investimentos da PCDF para alocar em outras áreas. Esse tem sido um dos motivos do sucateamento da PCDF, denunciado pelo SINPOL/DF. aurus

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Ricardo Callado28/03/20182min

A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou hoje (28) a Operação Magister contra fraudes no concurso público da Secretaria de Educação. Seis professores da rede pública de ensino, nomeados no último concurso, são alvos de mandados de prisão.

Os policiais civis da Coordenação de Combate ao Crime Organizado, ao Crime contra a Administração Pública e contra a Ordem Tributária (Ceco) cumprem 11 mandados de prisão temporária e 12 de busca e apreensão em diversas regiões do Distrito Federal.

A Magister é a terceira fase da Operação Panoptes, que investiga a máfia dos concursos públicos e os grupos criminosos que se dedicam a essas fraudes no DF. De acordo com a Polícia Civil, os candidatos que compraram as vagas nos concursos também são alvo das investigações. O valor da vaga variava de acordo com o concurso e era, em média, até 20 vezes o salário do cargo.

Nas duas primeiras fases, 12 pessoas foram presas, suspeitas de aliciar os candidatos para a realização da fraude. Segundo a Polícia Civil, entre os presos estava Hélio Ortiz, considerado o líder do grupo.

De acordo com as investigações, a organização criminosa utilizava quatro formas de fraudes: uso de pontos eletrônicos por onde os candidatos recebiam as respostas; uso de aparelhos celulares deixados em locais da prova, como nos banheiros; utilização de identidades falsas, para que uma pessoa se passasse pelo candidato; participação de integrantes das bancas examinadoras na organização criminosa.

O nome da operação, Panoptes, tem como referência um gigante de 100 olhos da mitologia grega, pois seriam necessários muitos olhos atentos às fraudes em concursos públicos.


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Ricardo Callado23/03/20184min

Em entrevista coletiva nesta sexta-feira (23), o diretor da Divisão de Repressão ao Crime Organizado da Polícia Civil do Distrito Federal, Adriano Valente, informou que a Operação Shooter (atirador, em inglês), deflagrada hoje com o objetivo de desarticular uma organização criminosa voltada ao comércio de armas de fogo no DF, levou à prisão de 25 pessoas e à apreensão de armas de fogo, entre elas pistolas com calibres de uso restrito das forças armadas e policias.

Entre os presos, cinco são militares ou ex-militares. Um deles está na ativa, um é da reserva e 3 são ex-militares. As patentes dos presos não foram divulgadas.

“No decorrer das investigações, identificamos que essa organização criminosa é composta por três núcleos principais. Um núcleo de colecionadores de armas, um núcleo de militares (da reserva e da ativa) e um núcleo de criminosos com antecedentes criminais graves.”, disse Valente. Os núcleos de colecionadores e de militares, por terem acesso facilitado a armas de fogo, comercializavam armas para criminosos, explicou.

A operação foi motivada por uma denúncia anônima que alertou para a comercialização de fuzis pela organização, mas esse tipo de arma ainda não foi encontrada. Durante os 40 dias de investigação, os policiais identificaram a negociação de 40 armamentos e decidiram desarticular o grupo de atuação, “principalmente para tirar de circulação armas que podem vir a lesionar a população e serem usadas por criminosos”, disse Valente.

Armas

Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão e prisão temporária, foram apreendidas armas de fogo, entre elas cinco pistolas, sendo algumas de calibre restrito ao uso das Forças Armadas e das forças policiais, como os calibres .40 e 9 milímetros. Também foi apreendido um revólver e um rifle Winchester calibre 44, além de munições.

As armas apreendidas serão submetidas à perícia para identificar a procedência delas, e a investigação continua tanto em relação aos possíveis membros dessa organização criminosa quanto ao armamento que fazem circular.

A organização atuava principalmente no Distrito Federal (DF), no Cruzeiro e no Riacho Fundo, e no Entorno Sul do DF, principalmente em Valparaíso e no Novo Gama.

Assessor parlamentar

Robson Pereira da Rocha Silva, assessor parlamentar do deputado federal pelo Rio Grande do Sul, José Otávio Germano (RS), também teve prisão temporária decretada hoje, acusado de ter vendido uma arma sem registro ao líder da organização criminosa, Mauro de Souza Ferreira, um ex-militar que, segundo as investigações, atua como ponte entre colecionadores de armas e criminosos. Segundo a polícia, a arma foi negociada e vendida durante os 40 dias da operação.


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Ricardo Callado15/03/20183min

A Polícia Civil e o Ministério Público do Distrito Federal deflagraram na manhã de hoje (15) operação para investigar suposto esquema criminoso criado para fraudar o Sistema de Bilhetagem Automática (SAB) do Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans). Segundo investigações preliminares, o prejuízo aos cofres públicos pode ultrapassar R$ 1 bilhão.

Trinta e oito mandados estão sendo cumpridos em várias cidades do Distrito Federal e, ainda, em João Pessoa (PB) e Recife (PE), sendo 17 de prisão temporária e 21 de busca e apreensão. Entre os principais alvos da Operação Trickster estão o auditor fiscal Pedro Jorge Brasil e sua esposa, Hedvane Ferreira, detidos em casa.

Jorge Brasil também vem sendo investigado no âmbito da Operação Check List, deflagrada no ano passado para apurar a existência de organização criminosa envolvendo servidores públicos da Secretaria de Mobilidade do Distrito Federal (Semob), suspeitos de fraudar a vistoria de ônibus.

A fraude no sistema de bilhetagem começou a ser investigada há cerca de quatro meses. Segundo a Polícia Civil, os suspeitos compravam créditos para transporte em nome de empresas criadas para servir o esquema. Os créditos fraudulentos eram descarregados em permissionários coniventes, no sistema de transporte. Na sequência, os créditos eram ressarcidos pelos cofres públicos.

Segundo a Polícia Civil, o grupo operava de forma ordenada, com clara divisão de tarefas. Enquanto um grupo inseria as informações falsas no sistema – como dados das empresas e de supostos funcionários – outro grupo validava a compra de créditos dos vales-transporte fraudulentos. Um terceiro grupo se encarregava de descontar os créditos dos cartões, de forma que os créditos fossem transformados em dinheiro vivo, por meio do ressarcimento pelo governo.

Os integrantes do grupo criminoso são investigados pelos crimes de associação criminosa, estelionato, peculato, inserção de dados falsos em sistema de informação.


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Ricardo Callado09/03/20184min
Na última sexta-feira (2), o Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol-DF) impetrou, junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), a Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO) 47, cumulada com Ação Direta de Inconstitucionalidade, que demanda a elaboração de Lei Federal para esclarecer a identidade da Polícia Civil do DF (PCDF).
Segundo a ação, aberta por meio da Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis (Cobrapol), o novo dispositivo legal deverá ser norteado por princípios da predominância do interesse da União, observando a competência federal exclusiva e plena para legislar sobre organização e manutenção das forças de Segurança Pública do DF, bem como sobre regime jurídico e remuneração dessas instituições.
A peça jurídica do Sinpol-DF ressalta também que as dotações do Fundo Constitucional do Distrito Federal para a organização e a manutenção das polícias do DF devem ser geridas, executadas e aplicadas diretamente pela União Federal. Segundo o texto, a folha de pagamento das polícias distritais deve ser paga diretamente pela União, sem que haja repasse de valores ao Governo do Distrito Federal (GDF) para posterior pagamento aos servidores.
A peça também argumenta a inconstitucionalidade de serem efetuados pagamentos de inativos e pensionistas das áreas de Saúde e Educação com recursos provenientes do Fundo Constitucional. Tais pagamentos devem ser executados por meio da receita própria do GDF, por meio do Instituto de Previdência dos Servidores do DF (IPREV). Os servidores da saúde e educação, quando em atividade, contribuem para o fundo do IPREV. E são os recursos do IPREV que devem custear as aposentadorias e pensões da saúde e educação. São estes recursos que também deveriam custear a terceira parcela da recomposição de servidores da saúde e educação inativos e pensionistas – que ainda não foi paga – recursos esses que também vem sendo desviados pelo Governo Rollemberg por meio de uma “reforma” no instituto de previdência do DF. Tais recursos serão utilizados para diversas obras e inaugurações no último ano da gestão do atual governador.
Além de todos esses questionamentos, a ADO denuncia a quebra do pacto federativo, uma vez que o Governo Distrital vem usurpando recursos federais, que deveriam estar sendo utilizados para prover a segurança pública da Capital de todos os brasileiros, onde trabalham agentes políticos nacionais e estrangeiros, a exemplo das demais capitais internacionais.
Além da ação no STF, o Sinpol já prepara representações junto ao Tribunal de Contas da União e Comissões de Finanças e Controle da Câmara dos Deputados e Senado Federal. Serão comunicadas ainda a Secretaria de Orçamento Federal, do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão; a Secretaria do Tesouro Nacional, do Ministério da Fazenda, e a Controladoria Geral da União, órgãos esses que fiscalizam as verbas federais.

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Ricardo Callado07/03/20184min

Programa lançado pela PCDF tem objetivo de coibir comércio ilegal de celulares. De outubro de 2017 a fevereiro deste ano, 1.100 aparelhos foram bloqueados

A população do Distrito Federal já pode bloquear celulares que tenham sido roubados ou furtados por meio do site da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). Desde outubro de 2017, o programa Fora da Rede vem passando por testes. A partir desta semana, ele entra plenamente em vigor, permitindo que usuários possam inutilizar os aparelhos. Dessa forma outros chips não poderão ser habilitados nos telefones, desestimulando assim a prática criminosa.

Somente será possível o bloqueio de celulares habilitados a partir do dia 22 de fevereiro, quando a Anatel firmou parceria com o Distrito Federal e Goiás. A medida começa efetivamente em nove de maio. Até lá, os usuários com celulares irregulares serão comunicados sobre a inutilização dos aparelhos por mensagem de texto (SMS).

Para que o bloqueio seja possível é necessário que a vítima faça o registro de ocorrência do roubo ou furto na delegacia mais próxima ou por meio da Delegacia Eletrônica. Para isso, é necessário informar o número da linha, o nome e o CPF do titular da linha (caso não seja a própria vítima) e o número do IMEI.

O número do IMEI não é obrigatório no caso de registro presencial em uma das Delegacias de Polícia, mas ele facilita a validação das informações, garantindo o efetivo bloqueio. Aparelhos celulares com mais de um chip possuem mais de um número de IMEI.

Um levantamento feito pela Secretaria de Segurança Pública e da Paz Social (SSP/DF) em 2017, mostrou que em 70% dos roubos cometidos contra a pedestres, o alvo dos bandidos era o aparelho celular.

Vale ressaltar que o cidadão pode denunciar o comércio ilegal de aparelhos por meio do site da Polícia Civil, pelo disque denúncia no telefone 197, opção 0. Outra opção é mandar uma e-mail para denuncia197@pcdf.df.gov.br ou ainda pelo WhatsApp (61) 98626-1197.



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