Arquivos Joe Valle - Blog do Callado

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Ricardo Callado17/05/20183min

O esfacelamento da chamada terceira via expôs as vísceras de  um caminho sem volta para o presidente do PTB-DF, Alírio Neto, junto a aliança partidária liderada pelo pré-candidato ao Buriti Jofran Frejat (PR). O aceno de Alírio para ocupar o lugar de vice, do ex-secretário de Saúde, foi descartado. A vaga tem dono. Pertence ao MDB

Por Toni Duarte, do Radar-DF

Faltando menos de 60 dias  para o inicio do registro oficial de candidaturas para a eleição de outubro no Tribunal Superior Eleitoral com prazo limite  em 15 de agosto, a aliança partidária liderada pelo médico Jofran Frejat começa a ser redesenhada com o esfacelamento do grupo da terceira via após a implosão provocada pela guerra de egos de seus integrantes.

Cristovam Buarque (PPS) e Rogério Rosso (PSD) e Wanderley Tavares (PRB), foram os primeiros a pular do barco e coube ao senador fazer a ponte para religar a interlocução com Jofran Frejat, líder imbatível em todas as pesquisas de intenções de votos realizada no DF pela corrida ao Buriti.

Dois motivos políticos teriam levado o senador Cristovam Buarque  a pular do  barco furado das madalenas: o primeiro foi a briga pela vaga de governador travada entre Alírio (PTB) e Izalci (PSDB). Ambos não chegaram a um acordo de quem seria o vice de quem.

O outro motivo de Cristovam para procurar Frejat, foi a possibilidade de disputar o Senado na vaga prometida ao empresário Paulo Octávio (PP).

Segundo se informa, o ex-vice-governador do DF pode sair do jogo diante das orientações jurídicas dadas pelos seus advogados. P.O pode até disputar as eleições esse ano, mas em uma situação subjúdice já que é réu em sete processos judiciais.

Essa mesma vaga vem sendo perseguida pelo deputado distrital e presidente da Câmara Legislativa, Joe Valle (PDT). O distrital abandonou a ideia de ser pré-candidato a governador pelo seu partido e trabalha para ter um lugar na majoritária liderada por Frejat.

Depois do racha da terceira via o próprio José Roberto Arruda (PR) deu uma forcinha para Alírio Neto para retornar a trincheira de onde nunca deveria ter saído, na opinião de um cacique político que integra a aliança de Frejat.

Alírio só viria com uma condição: para  ser o vice.

“Sem chance”, reagiu ao Radar um dirigente de partido.


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Ricardo Callado11/05/20181min

Por Ricardo Callado

A chapa da Terceira Vida já foi definida, mas não anunciada oficialmente. O deputado federal Izalci Lucas (PSDB) será o candidato a governador, como o presidente do PRB, Wanderley Tavares, como candidato a vice-governador.

Os candidatos ao Senado serão Cristovam Buarque (PPS) e Rogério Rosso (PSD). A aliança composta por 10 partidos pretende ampliar ainda mais o leque. As conversas continuam com outras legendas, como o PDT do presidente da Câmara Legislativa, Joe Valle, e a Rede do deputado distrital Chico Leite.

A composição poderia mudar com a chegada de novos integrantes na Terceira Via. Rogério Rosso poderia abrir mão da vaga ao Senado para Joe ou Leite.

O presidente do PTB, ex-deputado Alírio Neto, será um dos principais nomes a ser lançado pela aliança para a Câmara dos Deputados, cargo que ele tentou em 2014 e ficou na suplência.


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Ricardo Callado10/05/20181min

O presidente da Câmara Legislativa, deputado Joe Valle (PDT), criticou a intenção da Companhia Energética de Brasília (CEB) de vender parte de sua participação em Corumbá IV.

“Nossa esperança sobre o fim do racionamento de água paira sobre Corumbá. Essa é uma reserva aquífera que poderia abastecer o DF pelos próximos 10 ou 15 anos, mas se parte daquela água for destinada para geração de energia, poderemos enfrentar graves problemas”, alertou Valle.

O parlamentar, que é ex-aliado do governador Rodrigo Rollemberg (PSB), ressaltou que “não há nenhum outro projeto de captação de água para substituir Corumbá”.


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Ricardo Callado17/04/20183min

O presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, deputado Joe Valle (PDT), resolveu tirar de pauta, definitivamente, o projeto de lei nº 445/2015, de autoria do deputado Ricardo Vale (PT), conhecido como “Lei do Silêncio”. O anúncio foi feito na sessão ordinária desta terça-feira (17), cerca de uma hora após a matéria ter sido colocada em votação. “Desde o início, pela polêmica da proposição, buscamos um acordo. Sem quórum, encerro a sessão e retiro o projeto da pauta”, declarou o parlamentar.

A apreciação do PL na sessão de hoje foi mais uma tentativa de avançar nessa questão, depois de vários adiamentos. Nesse período, houve reuniões entre os deputados distritais e, principalmente, os dois grupos antagonistas com relação à proposta, que determinava limites de intensidade de emissão de sons, e aumentava, entre outras medidas, os níveis máximos de ruídos. O principal grupo defensor da ampliação era composto por músicos e trabalhadores do setor de bares e restaurantes. Do outro lado, estavam representações comunitárias.

Logo no início da “Ordem do dia” (votações), o presidente da CLDF, lembrou de não haver consenso entre as partes e, por esse motivo, a matéria seria apreciada na forma que se encontrava. Naquele momento eram 16 os parlamentares presentes em plenário. Como haviam sido apresentadas emendas, incialmente, seria necessário fazê-las tramitar pelas comissões.

O primeiro a se pronunciar foi o deputado Cristiano Araújo (PSD), em nome da Comissão de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Ciência, Tecnologia, Meio Ambiente e Turismo (CDESCTMAT). O seu relatório foi contrário à proposição. O deputado explicou que, mesmo tendo conhecimento das reivindicações dos dois grupos, procurou “embasamento técnico para decidir sobre o assunto”. Após a leitura do relatório por Araújo já não havia o número de deputados necessários para prosseguir com a votação (no mínimo 13 parlamentares).

A sessão ordinária foi, então, suspensa por 15 minutos, a pedido do autor do projeto de lei, deputado Ricardo Vale. Transcorrido esse tempo, e sem que fosse restabelecido o quórum, o presidente da Casa resolveu encerrar os trabalhos e retirar a matéria da pauta.


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Ricardo Callado07/03/20184min

Por Delmo Menezes – Com a aproximação da data de definição das chapas majoritárias e escolha dos partidos políticos, as conversas de bastidores tem se intensificado nos últimos dias no Distrito Federal. Pré-candidatos ao Buriti começam a lançar seus nomes, como um termômetro para saber se a candidatura vai decolar ou não.

O líder das pesquisa em todos os cenários, Jofran Frejat (PR), tem o apoio incondicional do seu partido tanto a nível regional como nacional. Frejat tem sempre mantido a coerência nos seus discursos, afirmando que aquele que estiver melhor nas pesquisas, será o escolhido do grupo para o Buriti.

O anúncio do lançamento da pré-candidatura do ex-deputado distrital Alírio Neto (PTB) ao GDF nesta quarta-feira (07), sem dúvida nenhuma alterou o tabuleiro político da capital. Abriu-se uma brecha para que novas composições políticas sejam colocadas na mesa.

Uma das negociações em curso, considerada por estrategistas políticos como uma aliança muito forte, seria Jofran Frejat (PR) e Joe Valle (PDT). Nesta composição, Frejat seria o cabeça de chapa e Joe Valle o vice. Neste cenário, Cristovam Buarque (PPS) seria a primeira opção para o Senado, e Chico Leite (Rede) ou Fraga (DEM) como segunda opção. Não é difícil entender que nesta composição, eleitores de centro-direita e centro-esquerda, se uniriam.

A dupla Jofran Frejat e Joe Valle com certeza seria o “dream team” que uniria a experiência com a jovialidade e ambos com ficha limpa. Joe já demonstrou ser um bom executivo nos cargos que ocupou no governo. Apesar de novo, é um político experiente, com bom trânsito tanto na direita quanto na esquerda, tem apoio do setor produtivo, e atualmente é o presidente da Câmara Legislativa do DF. Na sua gestão a frente da Câmara, não teve nenhum problema que pudesse manchar seu mandato.

O médico Jofran Frejat, tem a seu favor uma larga experiência no Executivo, onde ocupou por quatro vezes a direção da Secretaria de Saúde. Eleito por cinco vezes Deputado Federal, Frejat até hoje é o recordista em mandatos pelo DF, tendo participado como constituinte, na elaboração da Carta Magna de 1988. Nas eleições de 2014 faltando pouco mais de 40 dias para o pleito, o ex-secretário de saúde obteve 44,44% dos votos válidos no segundo turno. Tem a seu favor, o “recall” de ter concorrido no último pleito, estando presente na memória do eleitorado.

Como dizia o saudoso Magalhães Pinto:“Política é igual uma nuvem. Você olha está de um jeito, olha de novo e já mudou“.

Da Redação do Agenda Capital


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Ricardo Callado27/02/20187min

Por Ricardo Callado

Ao consultar ao Dicionário Aurélio, a verbete novela tem como sinônimos, pela ordem, romance curto, enredo, intriga, mentira e ficção. Então pode-se afirmar que a disputa pré-eleitoral ao Palácio do Buriti é uma novela. Todas as referências citadas pelo Aurélio são pontuais e verdadeiras.

O romance curto é notado nas rodas de cafés entre políticos, principalmente na oposição ao governador Rodrigo Rollemberg (PSB). São eventos que servem mais para criar fatos políticos e gerar notinhas em colunas de jornais e citações em blogs.

Essas reuniões acontecem desde o final do ano passado. Não possuem serventia alguma. E também nada se decide.  São romances curtos que esbarram em egos.

O enredo da oposição tem como personagens, por ordem alfabética, Alberto Fraga (DEM), Alírio Neto (PTB), Eliana Pedrosa (Podemos), Izalci Lucas (PSD), Joe Valle (PDT), Jofran Frejat (PR) e Tadeu Filippelli (MDB). Dessa lista, todos querem ser candidatos ao governo do DF. Ninguém se entende, por enquanto. Na hora certa, se a razão prevalecer, uma candidatura forte e competitiva deve sair.

Nesse enredo, um personagem também flerta um outro bloco, a ser construído. Joe Valle, presidente da Câmara Legislativa, vem empolgado para viabilizar seu nome. Ele se une a ex-aliados do governador Rollemberg, como o deputado Rogério Rosso (PSD), a deputada Celina Leão, o senador Cristovam Buarque e o atual vice-governador Renato Santana. O próprio Joe foi secretário de Rollemberg e é ex-integrante do PSB. Mas só empolgação não vence eleição.

Essa ala dissidente do governo acredita que pode construir o seu próprio enredo. E tirar o governador de sua cadeira. Joe teve uma baixa nos últimos dias. O PPS de Celina e Cristovam lançou o nome de Valmir Campelo na disputa ao GDF. Teve ainda o apoio do deputado Raimundo Ribeiro (PPS).

O atual presidente da Câmara Legislativa jogou alto e colocou muitas fichas em sua pré-candidatura. É um caminho arriscado. Pode beliscar uma vaga em alguma chapa como vice. Ou disputar o Senado. Voltar para a CLDF o deixaria menor e a disputa a Câmara Federal não é garantida de sucesso.

As intrigas são muitas. E são plantadas diariamente. Seja no bastidor ou na imprensa. É um jogo sujo recheadas de mentiras e ficção. Ou, como queiram, fake News. O termo está na moda, mas sempre existiu. A grande imprensa publica mentiras desde quando existe o jornalismo. E sempre para ajudar um grupo político. Isenção é utopia. A verba quase sempre pauta o verbo nas redações. A diferença é que agora o fake news da grande imprensa tem a concorrência da internet. A democratização da mentira. Uma campanha política tem mais ficção do que realidade. E cabe ao eleitor a difícil missão de filtrar.

A união da direita é a única saída para a sua sobrevivência. Enquanto isso não acontece, Rollemberg vem agindo para minar algumas candidaturas e aglutinar apoios. Um dos alvos é o PSDB de Izalci Lucas. No cenário local, os tucanos já racharam. Se Izalci é oposição, nomes como a ex-governadora Maria de Lourdes Abadia ocupa cargos no primeiro escalão do GDF.

No cenário nacional, o acordo para o PSB apoiar a candidatura do governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB) ao Palácio do Planalto, pode rubricar a ida dos tucanos ao palanque de Rollemberg. Izalci teria que procurar um novo abrigo. E se enfraquece na disputa.

Outro alvo de Rollemberg é o PPS. O partido abriga alguns dos mais ferrenhos opositores do governador. A negociação, novamente, é feita n o cenário nacional. Quem já passou pelo PPS e conhece o seu presidente, Roberto Freire, sabe que isso não é difícil acontecer. Se bem negociado, o PPS cai no colo e no palanque de Rollemberg.

Se o governador vem tendo algum sucesso nas negociações, por outro lado precisa melhorar a sua imagem. As referências negativas à sua administração prevalecem ao noticiário positivo. Vencer a guerra de comunicação é importante para chegar competitivo às eleições.

Hoje seu maior adversário é o ex-deputado Jofran Frejat, segundo colocado nas eleições ao Buriti em 2014. Uma disputa à reeleição é sempre uma espécie de referendo onde o eleitor irá dizer se aprova ou não a administração. Com Frejat na disputa, pode representar mais do que isso. O brasiliense poderá comparar propostas diferentes e decidir se continua no atual modelo e dar uma guinada a 2014.

Bem colocado nas pesquisas, Frejat se manteve até agora de forma discreta. As pesquisas o ajudaram a não se expor tanto e evitar ser alvo de aliados e adversários. A partir de março o jogo é para valer. E Frejat, experiente que é, sabe disso e terá presença mais frequente no cenário político. Acabou o período de especulação e balão de ensaio.

Existem ainda outras candidaturas em gestação. Mas nenhuma relevante. O PT não terá nome competitivo. O PSol, que apareceu bem em 2010 e 2014, será uma mero figurante. O Novo vem com um empresário Alexandre Guerra, herdeiro da rede de fast food Giraffas, e será uma incógnita.

Essa novela pré-eleitoral está em seus últimos capítulos. Dará vez a disputa de fato. Não mais no bastidor e sim no corpo a corpo com o eleitor. Até lá, ainda veremos um enredo com muitas intrigas e mentiras.

 


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Ricardo Callado05/02/20189min
Presidente da CLDF, deputado Joe Valle

Em função da não utilização do orçamento em sua totalidade, a Câmara Legislativa devolveu aos cofres do Distrito Federal em 2017 parte da sua sobra orçamentária no total de R$ 71,2 milhões. A este total se soma a sobra orçamentária de R$ 47 milhões ao final do exercício do ano passado, perfazendo-se um total de economia orçamentaria de R$ 118,7 milhões, a maior dos últimos 4 anos. Esses dados constam do último Relatório Analítico de Acompanhamento da Execução Orçamentária da CLDF, relativo ao encerramento do exercício de 2017, publicado no Diário da Câmara Legislativa (DCL) desta segunda-feira (5), disponível também na internet no seguinte endereço:

De acordo com o documento, o índice que mede a participação das despesas com pessoal da CLDF em relação à Receita Corrente Líquida do DF (RCL) alcançou 1,46% no 3º Quadrimestre de 2017, quando foram computados os últimos doze meses (janeiro a dezembro de 2017), mantendo-se constante em relação aos resultados obtidos nos dois primeiros quadrimestres do ano passado e inferior ao último quadrimestre de 2016, que foi de 1,47%.

O índice de 1,46% permaneceu inalterado em relação aos dois primeiros quadrimestres de 2017, sem registrar variação durante todo o ano, fato inédito desde que a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) passou a vigorar. Analisando a série histórica dos Relatórios de Gestão Fiscal da CLDF, este resultado é o melhor registrado para o 3° quadrimestre, igualando-se apenas ao índice obtido no 3° quadrimestre de 2011.

Despesa total

 De acordo com o relatório, a Câmara Legislativa encerrou o exercício financeiro de 2017 com uma despesa total de RS 405,5 milhões, já incluído nesse valor o montante de R$ 8,2 milhões referente às despesas inscritas no final do exercício em “Restos a Pagar”. Foi utilizado 77,4% do orçamento consignado inicialmente à Lei Orçamentária Anual – LOA 2017. As despesas com pessoal e encargos sociais representaram a maior parte do total gasto (80,9% ou R$ 327,8 milhões). As despesas com manutenção e custeio da Casa totalizaram R$ 73,4 milhões (18,1% da despesa empenhada). Já os investimentos (obras e aquisição de novas máquinas e equipamentos) foram de R$ 4,2 milhões, o que corresponde a 1% do orçamento empenhado.

Os recursos orçamentários destinados ao pagamento de despesas com ”Administração de Pessoal da CLDF” finalizaram 2017 no valor de R$ 332 milhões, com redução de R$ 35,2 milhões em relação ao valor inicialmente previsto na Lei Orçamentária Anual, da ordem de R$ 367,2 milhões.

Analisando apenas o volume de despesas realizadas pela CLDF nos últimos anos, observa-se que em 2017 houve crescimento, em termos nominais, de apenas 5,0% frente ao exercício 2016, enquanto a inflação foi de 2,95% pelo IPCA (IBGE). A principal razão foi a reposição de perdas inflacionárias passadas aprovadas. Em relação ao exercício de 2014 o crescimento acumulado foi de 16,5%, ficando 12 pontos percentuais abaixo da inflação do período, que foi de 28,9% de janeiro de 2014 a dezembro de 2017, medida pelo IPCA (IBGE).

Esses dados mostram que o volume de despesas realizadas em 2017 alcançou o menor índice de execução frente aos recursos orçamentários previstos inicialmente na Lei Orçamentária Anual (77,4%), o menor percentual dos últimos quatro períodos em análise (2014·2017).

Economia

Um ano depois de tomar posse, a atual Mesa Diretora da CLDF já anunciou que pretende intensificar os esforços voltados para maior economia e transparência da instituição, promovendo, logo no início do semestre, um corte de R$ 12,5 milhões no orçamento da Casa. A Câmara pretende diminuir os gastos com comunicação institucional (R$ 8,6 milhões), as despesas com envio de correspondências (R$ 3,3 milhões); e suspender os gastos com diárias e passagens (R$ 0,6 milhão).

Com os cortes, a Câmara Legislativa poderá alcançar desempenho superior ao verificado no ano passado quando a Casa economizou R$ 118,7 milhões de seu orçamento (o melhor desempenho verificado nos últimos quatro anos).

Mesmo levando-se em consideração que os gastos com pessoal poderão subir com a nomeação, ainda este ano, de servidores concursados, a economia acumulada no período 2017-2018 deverá ser superior a R$ 230 milhões, segundo as expectativas da Mesa Diretora.

O corte mais emblemático diz respeito às despesas com a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). Depois de reduzir o valor do contrato em 25% em 2017, haverá agora um novo corte de 90%. Com isso o valor do contrato que era de R$ 5 milhões no início de 2017 cairá para R$ 375 mil.

Além de reduzir em 25% o valor do contrato com a ECT, a CLDF proibiu a distribuição pelos correios de material que pudesse ser relacionado a promoção pessoal (cartões de aniversário, cartões de Natal, etc.), transformou as cotas a que os deputados têm direito em cotas trimestrais e proibiu sua cumulatividade ao longo do ano. Com isso, fechou o exercício de 2017 contabilizando uma despesa de R$ 100.000,00 com a ECT (economia de 95% em relação a igual período de 2016).

Observando-se apenas o mês de dezembro de 2017, verifica-se que a disciplina estabelecida por meio de Ato da Mesa Diretora fez com que as despesas com o envio de correspondências caíssem de R$ 1.291.154,35 (2016) para R$ 3.754,68 (2017), o que corresponde a uma redução de 99,7% em relação à despesa realizada em dezembro de 2016.

Verba indenizatória

A Câmara Legislativa poderá obter também uma economia anual de R$ 7,3 milhões para os cofres públicos. Este é o valor previsto de redução de gastos pela Casa com o fim da verba indenizatória para os deputados distritais – que inclui despesas com aluguel de imóveis e veículos, compra de combustível e assessoria jurídica. A medida consta em projeto de resolução, de autoria da Mesa Diretora da CLDF, apresentado no dia 1º de janeiro.

Segundo o presidente da CLDF, deputado Joe Valle (PDT), a previsão é de que a matéria seja votada em plenário na primeira semana de março, após passar pela análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e da Comissão de Economia, Orçamento e Finanças (CEOF). “Ao mesmo tempo um grupo de trabalho discutirá formas de atender as reais necessidades para que os parlamentares cumpram as funções de legislar, fiscalizar e representar”, explicou.


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Ricardo Callado17/10/20172min

O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, cumpriu a ameaça e começa a retirar os indicados do PDT do governo. O Diário Oficial desta terça-feira (17) traz a exoneração do secretário Gutemberg Gomes da secretaria de Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos (Sedestmidh). Interinamente, assume a secretária-adjunta, Marlene de Fátima Azevedo Silva.

O rompimento do PDT com o governo foi anunciado há uma semana. O partido havia colocado os cargos ocupados por seus filiados à disposição. A justificativa para o PDT abandonar Rollemberg foi a de não concordar com a reforma da previdência dos servidores distritais, aprovada pela Câmara Legislativa. Em nota, o Palácio do Buriti disse lamentar a decisão do partido, “que o obrigará a rever o espaço administrativo que o partido ocupava até então”.

O PDT ocupou cargos importantes no governo, inclusive tendo o atual presidente da Câmara Legislativa, deputado Joe Valle, como secretário. O PDT era considerado um dos principais aliados de Rollemberg. Joe chefiou a supersecretaria de Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos e foi o único deputado a ocupar cargo de primeiro escalão no atual governo.


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Ricardo Callado04/10/20171min

Em reunião realizada na sede do Partido Democrático Trabalhista (PDT), na noite desta terça-feira (3), o presidente nacional do partido, Carlos Lupi; o presidente da legenda no Distrito Federal, Georges Michel e os deputados distritais Joe Valle e Reginaldo Veras , marcaram a data do encontro da Executiva do PDT no DF para deliberar sobre a relação do partido com o Governo de Rodrigo Rollemberg.

A decisão de permanecer ou não na base de sustentação do Governo de Brasília será tomada daqui há uma semana. Na noite da próxima terça-feira (10), na sede nacional do partido, os dirigentes do PDT -DF definirão a situação da legenda.

Pedido de definição- No dia 28 de setembro, o deputado Prof. Reginaldo Veras protocolou requerimento no PDT pedindo que a reunião da Executiva do partido para definir os rumos que PDT-DF tomará em relação a sua relação com o Governo de Brasília fosse agendada.

O parlamentar defende que a legenda se posicione com urgência sobre a questão.



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