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Ricardo Callado21/08/201810min
A candidata do GDF também defendeu a liberação do uso das faixas exclusivas fora dos horários de pico. “Não justifica ver elas livres e o pessoal preso nas outras vias. Tem que flexibilizar”
Candidata se diz a favor do diálogo (Foto Rafaela Felicciano / Metrópoles)

A candidata ao Governo do Distrito Federal (GDF) pela coligação Juntos de Você, Eliana Pedrosa (Pros), foi a primeira convidada da sabatinas do portal Metrópoles. Na manhã desta desta terça-feira (21/8), Eliana respondeu perguntas de sindicalistas e de jornalistas. O evento foi transmitido ao vivo em todas as redes sociais do portal: Facebook, Twitter e YouTube.

A coligação Juntos de Você, encabeçada por Eliana Pedrosa, tendo como vice Alírio Neto (PTB), é composta pelo Pros, PTB, PHS, Patriota, PMN, PTC e PMB.

Ao Metrópoles, Eliana afirmou que o diálogo é uma forma de despertar interesse da população. “Hoje as pessoas estão estarrecidas com tantas notícias de corrupção. Esta é uma oportunidade de mostrar a nossa intenção e o nosso propósito, além de proporcionar o retorno de uma esperança com a política que a gente não pode perder”, afirmou.

Veja os principais pontos da entrevistas na matéria dos jornalistas Isadora Teixeira e Ricardo Taffner:

Família e denúncias

Eleita deputada distrital por três vezes, em 2002, 2006 e 2010, foi secretária de Desenvolvimento Social do Distrito Federal. Eliana Pedrosa está pela segunda vez na disputa ao Buriti. Nas eleições de 2014, chegou a ser anunciada pelo PPS, mas não fechou aliança para vice de José Roberto Arruda (PR). Por fim, saiu para deputada federal, mas não conseguiu se eleger. Antes de iniciar carreira na política, atuava em empresas da família.

De família dona de empresas que prestam serviços ao GDF, Eliana disse que vai abrir mão dos contratos. “Vamos sair, caso seja eleita. Já tivemos 18 contratos com o governo e hoje temos apenas três”, disse. No entanto, ela disse que manterá as terceirizações, em caso de vitória, nos serviços de vigilância, limpeza, informática e telefonia. “Dentro dessas áreas, sim, mas as atividades fins o governo tem que preservar”, defendeu.

A candidata garantiu, ainda, que o irmão Eduardo Pedrosa não terá participação em sua eventual gestão. Ele foi citado em investigações como a da máfia dos sanguessugas, que apurou o desvio de recursos públicos em aquisições de ambulâncias. “Já não participou em nenhuma das ações enquanto fui deputada e secretária. Ele tem vida pessoal, é empresário e tem empresas fora de Brasília. Agora, ele, como meus amigos, me ajudam na caminhada política.”

Sobre um suposto envolvimento dela na denúncia do Ministério Público do DF de provimento de cargos com desvio de finalidade na Fundação Câmara Legislativa, Eliana disse que na época estava à frente de secretaria e não na CLDF. “Nunca tolerei que ninguém recebesse contrapartida salarial sem dar seu melhor. Não tenho nada a esconder sobre isso”, pontuou. Ela também refutou qualquer ligação com as suspeitas de irregulares nos cemitérios do DF, alvo de CPI da casa distrital.

Gestão

Sobre a promessa de reduzir em 50% os radares eletrônicos no DF, Eliana disse que a população pode assumir a responsabilidade sobre o controle da velocidade. “Não precisamos ter mais pardais assim. Eles têm que vir com visão educadora e não de arrecadação. Eu ando nas ruas e só enxergo pardais”, avaliou. A ex-distrital também defendeu a liberação do uso das faixas exclusivas fora dos horários de pico. “Não justifica ver elas livres e o pessoal preso nas outras vias. Tem que flexibilizar”, afirmou.

Ainda na mobilidade, ela disse que vai estudar uma possível redução no valor das passagens de ônibus. A representante do Pros lembrou que há uma investigação em relação ao DFTrans sobre desvio de recursos. “Se isso for verdade e puder economizar, a gente pode até sonhar em abaixar um pouquinho.”

Eliana considerou, ainda, ser possível diminuir o valor dos impostos no Distrito Federal. “Recentemente, o governador aumentou o IPTU. Começar a reduzi-los já é um bom caminho”, afirmou.

Na sabatina, a candidata falou em criação da Secretaria de Gestão Estratégica. “É fundamental para fazer acompanhamento de todas as ações do governo”, disse. Também pretende criar a Agência Brasília de Turismo. “Uma empresa de eventos para dar mais celeridade na captação para a cidade.” Ela afirmou, ainda, não ter intenção de diminuir o número de pastas.

Servidores

Eliana Pedrosa (Foto Rafaela Felicciano / Metrópoles)

No primeiro bloco do programa, com perguntas feitas pelos sindicatos parceiros, Eliana afirmou que irá encaminhar o pedido de paridade da Polícia Civil com a Federal. “Também faremos o equacionamento da PM e do Corpo de Bombeiros e nivelar, pelo líquido, com a Civil”, prometeu.

Sobre a terceira parcela do reajuste dos servidores, que deveria ter sido paga em 2015, afirmou que irá efetivá-las de imediato, caso vença: “Se nós aumentarmos a eficiência arrecadatória, dá para cumprir perfeitamente esses aumentos requeridos e que já estão, inclusive, em lei”.

A respeito da conversão em pecúnia das licenças-prêmio, a buritizável declarou que fará uma programação com a participação dos interessados. “De início não dá para quitar tudo em um ano. Depende da nossa capacidade de melhorarmos a nossa arrecadação”, completou.

Na área da Saúde, Eliana mostrou-se contrário ao Instituto Hospital de Base. “Queremos trabalhar com a volta da fundação hospitalar, com o modelo já experimentado e que deu certo”, esclareceu.

Na Segurança, prometeu reabrir as delegacias que, atualmente, fecham as portas durante o período da noite. “Para isso, podemos chamar os que estão aposentados há até cinco anos, principalmente para os serviços administrativos”, explicou. Ela também pretende criar um banco de horas de 20h mensais para cobrir o horário em que os policiais realizam os flagrantes.

Dinâmica

A dinâmica da sabatina funcionará da seguinte forma: primeiro, o candidato fará uso da palavra por um minuto para se apresentar. Em seguida, responderá perguntas elaboradas pelas entidades sindicais patrocinadoras do evento – os questionamentos foram previamente gravados e serão exibidos em um telão. Por fim, os jornalistas indagarão os postulantes ao Palácio do Buriti. No total, a conversa terá duração de 1 hora e 15 minutos.

Serão realizadas perguntas das seguintes entidades: Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Brasília (SindSaúde), Sindicato dos Professores do DF (Sinpro), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol), Sindicato dos Delegados de Polícia (Sindepo), Sindicato da Categoria dos Peritos Oficiais Criminais (SindiPerícia) e o Sindicato dos Bancários de Brasília.


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Ricardo Callado16/08/20185min

Vários nomes se apresentaram para participar dessa renovação. São pessoas que nunca militaram em partidos políticos e que enfrentam as urnas pela primeira vez. Entre esses nomes está o da empresária Paula Belmonte

Paula Belmonte: “O desperdício de dinheiro do contribuinte é a mais absoluta falta de responsabilidade e compromisso com o cidadão”

A aversão à classe política é um fenômeno mundial. Eleições têm sido ganhas por candidatos que até recentemente não eram políticos e partidos recém-criados. A sociedade brasileira exige renovação política em todas as esferas.

Dos oito representantes do Distrito Federal na Câmara dos Deputados, quatro não concorrem à reeleição. Pode-se dizer que a renovação será no mínimo de 50%. Mas para essa renovação ser efetiva e concreta, é preciso que novos nomes sejam eleitos. Não adianta trocar seis por meia dúzia.

Vários nomes se apresentaram para participar dessa renovação. São pessoas que nunca militaram em partidos políticos e que enfrentam as urnas pela primeira vez. Entre esses nomes está o da empresária Paula Belmonte.

Além de nova na política, Paula pode contribuir para aumentar o número de representantes mulheres na Câmara dos Deputados.

O Distrito Federal pode dar exemplo ao país em termos de renovação. O número de deputados federais no Brasil tentando se reeleger deve ser recorde. Nove em cada dez deputados federais devem concorrer à reeleição por um simples motivo: manter o foro privilegiado para reduzir a probabilidade de que venham a ser presos por denúncias de corrupção.

O tempo de campanha será menor — só 45 dias —, tornando mais difícil para novos candidatos ficarem conhecidos, o que aumenta a importância da base eleitoral consolidada daqueles que já têm mandato.

Parlamentares concorrendo a novas eleições sempre tiveram muito mais poder de barganha nas negociações com os partidos por tempo de tevê, mas agora também têm acesso a mais recursos do fundo eleitoral criado por eles mesmos para financiar suas candidaturas.

Esses são alguns desafios que a sociedade enfrentará para renovar a classe política. E nomes como Paula Belmonte precisam ter as propostas conhecidas pela sociedade. São pessoas engajadas nessa renovação que podem fazer a diferença.

Paula Belmonte e Reguffe
Quando anunciou a intenção de participar das eleições, Paula Belmonte foi disputada por vários partidos. Recebeu convites, mas no final decidiu aceitar a recomendação do senador brasiliense José Antônio Reguffe para se filiar no PPS.

As propostas apresentadas por Paula foram elogiadas por Reguffe. Os dois possuem a mesma ideia de como fazer política, com seriedade, ética e honestidade. Representar o cidadão com o respeito que ele merece e ser realmente o seu representante, sem se envolver nas negociatas que infestam o Congresso Nacional.

Paula é casada com o advogado Luis Felipe Belmonte, que também foi convidado a entrar na política. Luis Felipe foi convidado para ser candidato a vice-governador de Alberto Fraga (DEM), mas como já havia um outro nome indicado, tomou a opção de ser primeiro suplente de senador de Izalci Lucas (PSDB).

Luis Felipe declarou que houve consenso na escolha do vice, e que ele faria tudo para harmonizar o grupo. “Tivemos uma conversa muito boa com o Fraga e disse a ele que para o bem do grupo, eu manteria minha posição e aceitaria o convite do Izalci para ser o primeiro suplente ao Senado, conforme configuração anteriormente definida”, enfatizou o advogado.


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Ricardo Callado15/08/20182min

A poucas horas do prazo final para registro de candidaturas no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), a chapa do candidato ao Governo do Distrito Federal, Alberto Fraga (DEM), continua indefinida. Mesmo com tempo escasso – o prazo termina às 19 horas de hoje – os idealizadores da chapa não se entendem. Fraga e o ex-governador José Roberto Arruda (PR) discordam em relação ao nome do vice.

PR e do DEM fizeram conjuntamente suas convenções no dia 4 de agosto, um sábado, quando definiram Fraga como cabeça de chapa, deixando o nome do vice em aberto. Na segunda-feira (6), Alexandre Bispo (PR) foi escolhido como companheiro de chapa.

Nas últimas horas, Fraga barrou o nome de Alexandre e anunciou que seu vice é o empresário Luis Felipe Belmonte. Arruda bateu o pé, fez concessões para aceitar a troca e os dois não se entenderam.

Arruda ameaça abandonar a candidatura de Fraga e tirar o PR da coligação se não foi mantido o nome de Alexandre Bispo ou que suas exigências para aceitar o nome de Luis Felipe não serem atendidas.

Fraga também faz ameaças. Nos bastidores, afirma que pode abandonar a candidatura ao Palácio do Buriti.

A aliança Fraga-Arruda foi firmada buscando unir o campo liberal e conservador contra o governo de Rodrigo Rollemberg (PSB). “Aqui não tem pão com mortadela não. Aqui é na base do amor, da amizade. Acho que todo mundo que está aqui veio porque acredita em uma mudança para a cidade”, afirmou Fraga durante a convenção. Os últimos lances da chapa deixaram o amor e a amizade entre os dois abalados.


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Ricardo Callado10/08/20181min

Para presidente, o teto é de 70 milhões de reais

Os candidatos que vão concorrer nas eleições de outubro terão de respeitar limites com os gastos da campanha. O valor máximo depende do cargo em disputa.

Para presidente, o teto é de 70 milhões de reais. Para segundo turno, metade do valor. Para governador, entre 2,8 milhões a 21 milhões de reais, dependendo do número de eleitores do estado.

Para senador, pelo mesmo motivo, o valor vai de 2,5 milhões a 5 milhões de reais.

Deputados federais: 2,5 milhões e estaduais ou distritais: 1 milhão de reais.

Essa será a primeira vez que as campanhas terão teto dos gastos.


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Ricardo Callado08/08/20182min

PRTB desiste da candidatura do major Paulo Barreto ao governo do DF

Por G1 DF

O candidato a governador Paulo Barreto (esq), a presidente regional do PRTB, Fernanda Estevão, e o candidato a senador Átila Maia (Foto: Gabriel Luiz/G1)

O PRTB anunciou, nesta terça-feira (7), que desistiu de ter candidatura própria ao governo do Distrito Federal nas eleições de 2018. O major Paulo Barreto, do Corpo de Bombeiros do DF, tinha sido anunciado como candidato e, agora, deve disputar vaga na Câmara Federal.

De acordo com o próprio militar, a legenda passará a apoiar a candidatura do general reservista do Exército Paulo Chagas (PRP), de 68 anos.

A candidatura tinha sido lançada no fim de julho. No mesmo evento, o PRTB tinha lançado 12 candidatos a deputados federais e 5 a deputados distritais. A candidatura do brigadeiro Átila Maia ao Senado está mantida, de acordo com o partido.

Nascido em Irecê (BA), Paulo Thiago Barreto chegou ao DF em 2002, para fazer cursinho pré-vestibular. Em 2006, ingressou no Corpo de Bombeiros. Ele é engenheiro de incêndio e pânico, pós-graduado em administração corporativa e faz pós-graduação em processo legislativo.


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Ricardo Callado05/08/201824min

Com a convenção do PPL, que lançou, neste domingo (5), João Goulart Filho como candidato à Presidência da República, 14 candidatos foram escolhidos pelas legendas para concorrer ao cargo de presidente da República. Segundo a legislação eleitoral, as chapas completas com os candidatos, vices, alianças ou coligações têm de ser oficializadas até amanhã (6).

Veja quem são os candidatos a presidente: 

Álvaro Dias (Podemos) 

O senador Álvaro Dias foi escolhido pelos convencionais do Podemos para ser candidato à Presidência da República. A candidatura do parlamentar pelo Paraná foi oficializada em Curitiba, durante convenção nacional do partido. Na primeira fala como candidato, Álvaro Dias anunciou que, se eleito, vai convidar o juiz federal Sérgio Moro para ser ministro da Justiça, e repetiu a promessa de “refundar a República”.

Ele vai compor a chapa com o ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Paulo Rabello de Castro, cujo partido, o PSC, havia decidido lançar candidatura própria à Presidência, mas desistiu em favor de uma aliança com o Podemos. Além do PSC, fazem parte da coligação até agora os partidos PTC e PRP.

 

Podemos confirma Álvaro Dias como candidato a presidente da República, nas eleições de 2018
Podemos confirma Álvaro Dias (de camisa azul) como candidato a presidente da República – Podemos/Direitos reservados

 

Cabo Daciolo (Patriota)

A convenção nacional do Patriota oficializou a candidatura do deputado federal Benevenuto Daciolo Fonseca dos Santos, o Cabo Daciolo. O evento ocorreu no município de Barrinha, no interior de São Paulo. O candidato foi escolhido por unanimidade. A candidata a vice é Suelene Balduino Nascimento, do mesmo partido. Ela é pedagoga com 23 anos de experiência e atua na rede pública de ensino do Distrito Federal.

Daciolo defende mais investimentos em educação e segurança por considerar áreas essenciais para o crescimento do país. Em discurso durante a convenção, Daciolo se posicionou contrário à legalização do aborto e à ideologia de gênero.

Cabo Daciolo é confirmado como candidato do Patriota nas eleições 2018
Cabo Daciolo é confirmado como candidato do Patriota nas eleições 2018 – Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

 

Ciro Gomes (PDT)

O PDT confirmou no dia 20 de julho a candidatura de Ciro Gomes à Presidência da República, na convenção nacional que reuniu filiados do partido.

Esta é a terceira vez que Ciro Gomes será candidato à Presidência da República: em 1998 e 2002, ele concorreu pelo PPS. Natural de Pindamonhangaba (SP), construiu sua carreira política no Ceará, onde foi prefeito de Fortaleza, eleito em 1988, e governador do estado, eleito em 1990. Renunciou ao cargo de governador, em 1994, para assumir o Ministério da Fazenda, no governo Itamar Franco (1992-1994), por indicação do PSDB, seu partido na época. Ciro Gomes foi ministro da Integração Nacional de 2003 a 2006, no governo do ex-presidente Lula. Tem 60 anos e quatro filhos.

 

Brasília: PDT confirma Ciro Gomes como candidato à Presidência da República em  convenção nacional que reuniu filiados do partido. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
PDT confirma Ciro Gomes como candidato à Presidência da República em convenção nacional – Marcelo Camargo/Agência Brasil

 

Geraldo Alckmin (PSDB)

Em convenção nacional realizada na capital federal, o PSDB confirmou, nesse sábado (4), a candidatura do presidente do partido e ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, à Presidência da República nas eleições de outubro. Dos 290 votantes, 288 aprovaram a candidatura de Alckmin. Houve um voto contra e uma abstenção. A senadora Ana Amélia (PP-RS) é a vice na chapa.

No primeiro discurso como candidato, Alckmin disse que quer ser presidente para unir o país e recuperar a “dignidade roubada” dos brasileiros. Ele defendeu a reforma política, a diminuição do tamanho do Estado e a simplificação tributária para destravar a economia.

 

Convenção Nacional do PSDB, em Brasília, lança Geraldo Alckmin como seu candidato à Presidência da República.
Convenção Nacional do PSDB, em Brasília, lança Geraldo Alckmin como seu candidato à Presidência da República – José Cruz/Agência Brasil

 

Guilherme Boulos (PSOL)

O coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores SemTeto (MTST), Guilherme Boulos, foi lançado no dia 21 de julho como candidato à Presidência da República pelo PSOL, na convenção nacional em São Paulo. Também foi homologado o nome de Sônia Guajajara, representante do povo indígena, para vice-presidente.

Boulos destacou que irá defender temas que pertencem aos princípios do partido, como o direito ao aborto e à desmilitarização da polícia.

O  PSOL confirmou a candidatura de Guilherme Boulos à Presidência da República, na convenção nacional que reuniu filiados do partido
O PSOL confirmou a candidatura de Guilherme Boulos à Presidência da República – Rovena Rosa/Agência Brasil

 

Henrique Meirelles (MDB)

O MDB confirmou, no dia 2 de agosto, o nome de Henrique Meirelles, ex-ministro da Fazenda, como candidato à Presidência da República. O partido informou que Germano Rigotto, ex-governador do Rio Grande do Sul, será o vice na chapa.

Henrique Meirelles destacou como prioridades investimentos em infraestrutura, para diminuir as distâncias no país, além de saúde e segurança pública. O presidenciável também prometeu reforçar o Bolsa Família. Para gerar empregos, Meirelles disse que pretende resgatar a política econômica, atrair investimentos e fazer as reformas para que o país cresça 4% ao ano.

 

O ex-ministro Henrique Meirelles durante convenção Nacional do MDB em Brasília.
Convenção Nacional do MDB confirmou candidatura de Henrique Meirelles – Antonio Cruz/Agência Brasil

Jair Bolsonaro (PSL)

O deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ), 63 anos, foi confirmado, no dia 22 de julho, como o candidato à Presidência da República nas eleições deste ano pelo PSL. O vice é o general Hamilton Mourão, do PRTB.

Na convenção, Bolsonaro adiantou que, se eleito, quer excluir o ministério das Cidades e fundir pastas como Fazenda e Planejamento, assim como Agricultura e Meio Ambiente. O candidato prometeu ainda privatizar estatais.

PSL lança candidatura de Jair Bolsonaro  à presidência da República.
PSL lança candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência da República – Fernando Frazão/Agência Brasil

 

João Amoêdo (Partido Novo)

João Dionisio Amoêdo foi oficializado candidato à Presidência da República pelo Partido Novo durante convenção na capital paulista, no dia 4 de agosto. O cientista político Christian Lohbauer foi escolhido como candidato à vice-presidente. Entre as principais propostas de Amoêdo estão equilibrar as contas públicas, acabar com privilégios de determinadas categorias profissionais, melhorar a educação básica e atuar fortemente na segurança. O presidenciável também é favorável à revisão do Estatuto do Desarmamento.

João Amoêdo disse que quer levar renovação à política e mudar o Brasil. O presidenciável defendeu a privatização de empresas estatais.

 

Partido Novo confirma João Amoêdo como candidato a presidente
Partido Novo confirma João Amoêdo como candidato a presidente – Rovena Rosa/Agência Brasil

 

João Goulart Filho (PPL)

O PPL lançou, no dia 5 de agosto, João Goulart Filho como candidato à Presidência da República. Ele é filho do ex-presidente João Goulart, o Jango, que teve mandato presidencial, de 1961 a 1964, interrompido pela ditadura militar. É a primeira vez que João Goulart Filho concorre ao cargo.

O candidato a vice é Léo Alves, professor da Universidade Católica de Brasília. Algumas propostas do candidato são a redução drástica dos juros da dívida pública para dar condições ao Estado de investir no desenvolvimento social, o resgate da soberania, o controle das remessas de lucros das empresas estrangeiras e a revisão do conceito de segurança nacional.

PPL lança João Goulart Filho a candidato a presidente nas eleições de 2018
João Goulart Filho concorrerá a presidente pelo PPL – PPL/Direitos reservados

 

José Maria Eymael (DC)

O partido Democracia Cristã (DC) confirmou, no dia 28 de julho, durante convenção na capital paulista, a candidatura de José Maria Eymael à Presidência da República, nas eleições de outubro, e do pastor da Assembleia de Deus Helvio Costa como vice-presidente.

Na área econômica, as diretrizes gerais de governo do DC incluem política macroeconômica orientada para diminuição do custo do crédito ao setor produtivo, apoio e incentivo ao turismo e a valorização do agronegócio com ações de governo específicas, que ainda não foram divulgadas, e apoio aos pequenos e médios produtores rurais.

 

Convenção Nacionald do Partido Social Democrata Cristão lança Eymael como seu nome para a disputa pela Presidência da República
Convenção Nacionald do DC lançou Eymael como seu nome para a disputa pela Presidência da República – Bruno Murashima/DC/Direitos Reservados

 

Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

A convenção nacional do PT escolheu, por aclamação, no dia 4 de agosto, o nome de Luiz Inácio Lula da Silva para ser o candidato à Presidência da República. O encontro também homologou o apoio do PCO e do PROS à candidatura do PT.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está preso em Curitiba, desde 7 de abril, após ter sido condenado em segunda instância no caso do triplex de Guarujá. O ator Sérgio Mamberti leu, na convenção, uma carta escrita por Lula, onde ele afirmou que “querem fazer uma eleição presidencial de cartas marcadas, excluindo o nome que está à frente na preferência popular em todas as pesquisas”.

 

Convenção Nacional do PT para lançamento da candidatura de Lula para presidente, na Casa de Portugal.
Convenção nacional do PT escolheu Lula para candidato a presidente – Rovena Rosa/Agência Brasil

 

Manuela D’ Ávila (PCdoB)

A deputada estadual Manuela D’Ávila foi confirmada pelo PCdoB, no dia 1º de agosto, como candidata do partido à Presidência da República.

Depois de ter a candidatura lançada com apoio unânime dos delegados do partido, Manuela D’Ávila apresentou bandeiras como a da reforma da segurança pública, a justiça tributária, o combate às grandes corporações e a revogação da reforma trabalhista e da emenda constitucional que estabeleceu um teto para os gastos públicos por 20 anos. Ela criticou o “desemprego recorde”, a queda da massa salarial e a evasão de jovens de universidades e escolas técnicas.

O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) confirma a candidatura de Manuela d'Ávila à Presidência da República, em convenção realizada em Brasília.
Manuela D’Ávila é a candidata pelo PCdoB – Marcelo Camargo/Agência Brasil

 

Marina Silva (Rede)

A primeira convenção nacional da Rede Sustentabilidade confirmou, por aclamação, no dia 4 de agosto, o nome Marina Silva como candidata da sigla à Presidência da República. O candidato à vice na chapa, o médico sanitarista, Eduardo Jorge, do Partido Verde (PV), também foi apresentado oficialmente no encontro.

A presidenciável prometeu uma campanha limpa, sem notícias falsas e sem destruir biografias. Se comprometeu com as reformas da Previdência, tributária e política, que acabe com a reeleição e incentive candidaturas independentes. Se eleita, Marina também disse que pretende fazer uma revisão dos “pontos draconianos” da reforma trabalhista que, segundo ela, seriam feitas a partir de um diálogo com o Congresso.

 

Marina Silva e Eduardo Jorge participam de convenção da REDE (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Marina Silva é confirmada candidata a presidente pela Rede – Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

 

Vera Lúcia (PSTU)

Em convenção nacional, o PSTU oficializou, no dia 20 de julho, a candidatura de Vera Lúcia à Presidência da República e de Hertz Dias como vice na chapa. A escolha foi feita por aclamação pelos filiados ao partido presentes na quadra do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, na zona leste da capital paulista.

De acordo com Vera Lúcia, o plano de governo prevê reforma agrária, redução da jornada de trabalho sem redução de salário e um plano de obras públicas para atender as necessidades da classe trabalhadora.

O PSTU decidiu que não fará nenhuma coligação para a disputa presidencial, nem alianças nas eleições estaduais.

 

Vera Lúcia do PSTU
Vera Lúcia é a candidata do PSTU – Romerito Pontes/Direitos Reservados

 


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Ricardo Callado05/08/20183min

Por André Richter

O PDT deve oficializar amanhã (6) a escolha da senadora Kátia Abreu (TO) como candidata a vice-presidente na chapa de Ciro Gomes, confirmou hoje (6) a assessoria do partido. A senadora aceitou neste domingo (5) convite feito pelo comitê de campanha para concorrer ao cargo. A reunião em que deve ser confirmado o nome de Kátia para vice está prevista para às 11h, na sede do partido, em Brasília.

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Kátia Abreu, durante entrevista coletiva, anuncia novos resultados nas negociações para ampliação de mercados (Antonio Cruz/Agência Brasil)
A senadora Kátia Abreu, do Tocantins – Arquivo/Agência Brasil

Katia Abreu é ligada à bancada do agronegócio. Ela ocupou o cargo de ministra da Agricultura e da Pecuária durante o governo da presidenta Dilma Rousseff e foi presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Esta é a terceira candidatura de Ciro Gomes à Presidência da República: em 1998 e em 2002, ele concorreu pelo PPS. Natural de Pindamonhangaba (SP), Ciro construiu sua carreira política no Ceará: foi prefeito de Fortaleza (1989-1990), e governador do estado (1991-1994). Renunciou ao cargo de governador em 1994, para assumir o Ministério da Fazenda, no governo Itamar Franco (1992-1994), por indicação do PSDB, seu partido na época.


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Ricardo Callado05/08/201824min

Até o momento, 13 candidatos a presidente foram confirmados

Por Agência Brasil

Hoje (5) é o último dia para os partidos definirem seus candidatos para as eleições de 2018. Segundo a legislação eleitoral, as chapas completas com os candidatos, vices, alianças ou coligações têm de ser oficializadas até amanhã (6).

Ainda sem definição se irá apoiar alguma candidatura nacional, o PSB faz sua convenção em Brasília. Em São Paulo, o PPL deve confirmar a candidatura de João Vicente Goulart, filho do ex-presidente da República, João Goulart. E o PRTB deve oficializar Levy Fidélix, que, pela terceira vez, vai tentar disputar na eleição presidencial.

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os partidos têm até hoje para resolverem os impasses sobre os candidatos a vice. Até o momento, cinco presidenciáveis ainda não têm indicação de vice: Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Jair Bolsonaro (PSL), Ciro Gomes (PDT), Manuela D’Ávila (PCdoB) e Levy Fidélix (PRTB).

Veja quem são os candidatos a presidente oficializados até o momento:

 

Álvaro Dias (Podemos) 

O senador Álvaro Dias foi escolhido pelos convencionais do Podemos para ser candidato à Presidência da República. A candidatura do parlamentar pelo Paraná foi oficializada em Curitiba, durante convenção nacional do partido. Na primeira fala como candidato, Álvaro Dias anunciou que, se eleito, vai convidar o juiz federal Sérgio Moro para ser ministro da Justiça, e repetiu a promessa de “refundar a República”.

Ele vai compor chapa com o ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Paulo Rabello de Castro, cujo partido, o PSC, havia decidido lançar candidatura própria à Presidência, mas desistiu em favor de uma aliança com o Podemos. Além do PSC, fazem parte da coligação até agora os partidos PTC e PRP.

 

Podemos confirma Álvaro Dias como candidato a presidente da República, nas eleições de 2018
Podemos confirma Álvaro Dias (de camisa azul) como candidato a presidente da República, nas eleições de 2018 – Podemos/Direitos reservados

 

Cabo Daciolo (Patriota)

A convenção nacional do Patriota oficializou a candidatura do deputado federal Benevenuto Daciolo Fonseca dos Santos, o Cabo Daciolo. O evento ocorreu no município de Barrinha, no interior de São Paulo. O candidato foi escolhido por unanimidade. A candidata a vice escolhida foi Suelene Balduino Nascimento, do mesmo partido. Ela é pedagoga com 23 anos de experiência e atua na rede pública de ensino do Distrito Federal.

Daciolo defende mais investimentos em educação e segurança por considerar áreas essenciais para o crescimento do país. Em discurso durante a convenção, Daciolo se posicionou contrário à legalização do aborto e à ideologia de gênero.

Cabo Daciolo é confirmado como candidato do Patriota nas eleições 2018
Cabo Daciolo é confirmado como candidato do Patriota nas eleições 2018 – Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

 

Ciro Gomes (PDT)

O PDT confirmou no dia 20 de julho a candidatura de Ciro Gomes à Presidência da República, na convenção nacional que reuniu filiados do partido.

O partido ainda não definiu o candidato a vice-presidente. Esta é a terceira vez que Ciro Gomes será candidato à Presidência da República: em 1998 e 2002, ele concorreu pelo PPS. Natural de Pindamonhangaba (SP), construiu sua carreira política no Ceará, onde foi prefeito de Fortaleza, eleito em 1988, e governador do estado, eleito em 1990. Renunciou ao cargo de governador, em 1994, para assumir o Ministério da Fazenda, no governo Itamar Franco (1992-1994), por indicação do PSDB, seu partido na época. Ciro Gomes foi ministro da Integração Nacional de 2003 a 2006, no governo do ex-presidente Lula. Tem 60 anos e quatro filhos.

 

Brasília: PDT confirma Ciro Gomes como candidato à Presidência da República em  convenção nacional que reuniu filiados do partido. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
PDT confirma Ciro Gomes como candidato à Presidência da República em convenção nacional – Marcelo Camargo/Agência Brasil

 

Geraldo Alckmin (PSDB)

Em convenção nacional realizada na capital federal, o PSDB confirmou a candidatura do presidente do partido e ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, à Presidência da República nas eleições de outubro. Dos 290 votantes, 288 aprovaram a candidatura de Alckmin. Houve um voto contra e uma abstenção. A senadora Ana Amélia (PP-RS) é a vice na chapa.

No primeiro discurso como candidato, Alckmin disse que quer ser presidente para unir o país e recuperar a “dignidade roubada” dos brasileiros. Ele defendeu a reforma política, a diminuição do tamanho do Estado e a simplificação tributária para destravar a economia.

 

Convenção Nacional do PSDB, em Brasília, lança Geraldo Alckmin como seu candidato à Presidência da República.
Convenção Nacional do PSDB, em Brasília, lança Geraldo Alckmin como seu candidato à Presidência da República – José Cruz/Agência Brasil

 

Guilherme Boulos (PSOL)

O coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores SemTeto (MTST), Guilherme Boulos, foi lançado no dia 21 de julho como candidato à Presidência da República pelo PSOL, na convenção nacional em São Paulo. Também foi homologado o nome de Sônia Guajajara, representante do povo indígena, para vice-presidente.

Boulos destacou que irá defender temas que pertencem aos princípios do partido, como o direito ao aborto e à desmilitarização da polícia.

O  PSOL confirmou a candidatura de Guilherme Boulos à Presidência da República, na convenção nacional que reuniu filiados do partido
O PSOL confirmou a candidatura de Guilherme Boulos à Presidência da República, na convenção nacional que reuniu filiados do partido – Rovena Rosa/Agência Brasil

 

Henrique Meirelles (MDB)

O MDB confirmou no dia 2 de agosto o nome do ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles como candidato à Presidência da República. Hoje, o partido informou que Germano Rigotto, ex-governador do Rio Grande do Sul, será o vice na chapa.

Henrique Meirelles destacou como prioridades investimentos em infraestrutura, para diminuir as distâncias no país, além de saúde e segurança pública. O presidenciável também prometeu reforçar o Bolsa Família. Para gerar empregos, Meirelles disse que pretende resgatar a política econômica, atrair investimentos e fazer as reformas para que o país cresça 4% ao ano.

 

O ex-ministro Henrique Meirelles durante convenção Nacional do MDB em Brasília.
Convenção Nacional do MDB confirmou candidatura de Henrique Meirelles – Antonio Cruz/Agência Brasil

Jair Bolsonaro (PSL)

O deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ), 63 anos, foi confirmado no dia 22 de julho como o candidato à Presidência da República nas eleições deste ano pelo PSL. A chapa ainda não tem vice.

Na convenção, Bolsonaro adiantou que, se eleito, quer excluir o ministério das Cidades e fundir pastas como Fazenda e Planejamento, assim como Agricultura e Meio Ambiente.

O candidato prometeu ainda privatizar estatais.

PSL lança candidatura de Jair Bolsonaro  à presidência da República.
PSL lança candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência da República – Fernando Frazão/Agência Brasil

 

João Amoêdo (Partido Novo)

João Dionisio Amoêdo foi oficializado candidato à Presidência da República pelo Partido Novo durante convenção na capital paulista. O cientista político Christian Lohbauer foi escolhido como candidato à vice-presidente. Entre as principais propostas de Amoêdo estão equilibrar as contas públicas, acabar com privilégios de determinadas categorias profissionais, melhorar a educação básica e atuar fortemente na segurança. O presidenciável também é favorável à revisão do Estatuto do Desarmamento.

João Amoêdo disse que quer levar renovação à política e mudar o Brasil. O presidenciável defendeu a privatização de empresas estatais.

 

Partido Novo confirma João Amoêdo como candidato a presidente
Partido Novo confirma João Amoêdo como candidato a presidente – Rovena Rosa/Agência Brasil

 

José Maria Eymael (DC)

O partido Democracia Cristã (DC) confirmou no dia 28 de julho, durante convenção na capital paulista, a candidatura de José Maria Eymael à Presidência da República, nas eleições de outubro, e do pastor da Assembleia de Deus Helvio Costa como vice-presidente.

Na área econômica, as diretrizes gerais de governo do DC incluem política macroeconômica orientada para diminuição do custo do crédito ao setor produtivo, apoio e incentivo ao turismo e a valorização do agronegócio com ações de governo específicas, que ainda não foram divulgadas, e apoio aos pequenos e médios produtores rurais.

 

Convenção Nacionald do Partido Social Democrata Cristão lança Eymael como seu nome para a disputa pela Presidência da República
Convenção Nacionald do DC lançou Eymael como seu nome para a disputa pela Presidência da República – Bruno Murashima/DC/Direitos Reservados

 

Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

A convenção nacional do PT escolheu, por aclamação, o nome de Luiz Inácio Lula da Silva para ser o candidato à Presidência da República. Não foi definido quem será o vice-presidente na chapa de Lula. O encontro também homologou o apoio do PCO e do PROS à candidatura do PT.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está preso em Curitiba, desde 7 de abril, após ter sido condenado em segunda instância no caso do triplex de Guarujá. O ator Sérgio Mamberti leu uma carta escrita por Lula, onde ele afirmou que “querem fazer uma eleição presidencial de cartas marcadas, excluindo o nome que está à frente na preferência popular em todas as pesquisas”.

 

Convenção Nacional do PT para lançamento da candidatura de Lula para presidente, na Casa de Portugal.
Convenção nacional do PT escolheu Lula para candidato a presidente – Rovena Rosa/Agência Brasil

 

Manuela D’ Ávila (PCdoB)

A deputada estadual Manuela D’Ávila foi confirmada pelo PCdoB no dia 1º de agosto como candidata do partido à Presidência da República.

Depois de ter a candidatura lançada com apoio unânime dos delegados do partido, Manuela D’Ávila apresentou bandeiras como a da reforma da segurança pública, a justiça tributária, o combate às grandes corporações e a revogação da reforma trabalhista e da emenda constitucional que estabeleceu um teto para os gastos públicos por 20 anos. Ela criticou o “desemprego recorde”, a queda da massa salarial e a evasão de jovens de universidades e escolas técnicas.

O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) confirma a candidatura de Manuela d'Ávila à Presidência da República, em convenção realizada em Brasília.
Manuela D’Ávila é a candidata pelo PCdoB – Marcelo Camargo/Agência Brasil

 

Marina Silva (Rede)

A primeira convenção nacional da Rede Sustentabilidade confirmou, por aclamação, o nome Marina Silva como candidata da sigla à Presidência da República. O candidato à vice na chapa, o médico sanitarista, Eduardo Jorge, do Partido Verde (PV), também foi apresentado oficialmente no encontro.

A presidenciável prometeu uma campanha limpa, sem notícias falsas e sem destruir biografias. Se comprometeu com as reformas da Previdência, tributária e política, que acabe com a reeleição e incentive candidaturas independentes. Se eleita, Marina também disse que pretende fazer uma revisão dos “pontos draconianos” da reforma trabalhista que, segundo ela, seriam feitas a partir de um diálogo com o Congresso.

 

Marina Silva e Eduardo Jorge participam de convenção da REDE (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Marina Silva é confirmada candidata a presidente pela Rede  – Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

 

Vera Lúcia (PSTU)

Em convenção nacional, o PSTU oficializou no dia 20 de julho a candidatura de Vera Lúcia à Presidência da República e de Hertz Dias como vice na chapa. A escolha foi feita por aclamação pelos filiados ao partido presentes na quadra do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, na zona leste da capital paulista.

De acordo com Vera Lúcia, o plano de governo prevê reforma agrária, redução da jornada de trabalho sem redução de salário e um plano de obras públicas para atender as necessidades da classe trabalhadora.

O PSTU decidiu que não fará nenhuma coligação para a disputa presidencial, nem alianças nas eleições estaduais.

 

Vera Lúcia do PSTU
Vera Lúcia é a candidata do PSTU – Romerito Pontes/Direitos Reservados

 


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Ricardo Callado01/08/20184min

Levantamento da Agência Brasil apurou que pelo menos 14 vão tentar governos de estado

Por Karine Melo

Pelo menos 14 senadores vão disputar o governo de seus estados nas eleições de outubro, segundo levantamento feito pela Agência Brasil. Com mandatos de oito anos, com exceção de João Capiberibe (PSB-AP), que está em seu último ano de mandato, todos estão com vaga garantida no Senado até 2023.Para o analista político do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), Antônio Augusto de Queiroz, entre as razões para as candidaturas está a imagem desgastada do Congresso perante a sociedade, mas não é só isso. “Uma das grandes motivações é que, para eles, é um desconforto grande o deslocamento do estado de origem para Brasília toda semana. O segundo fator é que governador tem muito mais poder, mais status que senador”, avaliou.

Há ainda os casos em que a candidatura é posta para reforçar o grupo político ao qual o senador ou senadora pertencem. Segundo o cientista político e professor da Universidade de Brasília, Lúcio Remuzat Rennó, além de mandato, em comum, esses parlamentares têm nomes consolidados, cabos eleitorais fidelizados e base definida. “São pessoas que têm enorme visibilidade nos estado e uma influência grande na estrutura partidária, isso os credencia para disputa de cargos majoritários. Essa é uma tendência natural no mundo todo. Nos Estados Unidos, é muito comum senadores se candidatarem aos estados”, lembrou.

Suplente

Apesar da expectativa de que o suplente na chapa de senador seja escolhido pela capacidade de reforçar o mandato do ponto de vista programático e de angariar votos, na prática, assim como já ocorre historicamente, isso deve continuar não acontecendo, segundo os especialistas. “No passado, os ex-governadores de estado que se candidatavam ao Senado sempre indicavam um parente para ser seu suplente, hoje, cada vez mais, tem preferência para ocupar essa vaga, nomes que tenham dinheiro para financiar a campanha e que tragam votos”, disse Antônio Queiroz.

O analista observa que nessa eleição a indicação de parentes de senadores, ou de postulantes ao Senado, tem ganhado força para ocupar uma vaga na Câmara dos Deputados. Um exemplo disso é o do senador João Capiperibe. Ele tenta emplacar o filho Camilo Capiberibe na Câmara. O movimento contrário também ocorre. Deputados federais que vão tentar uma vaga no Senado querem os filhos na Câmara. É o caso de Silvio Costa (Avante-PE) que quer ver Silvio Costa Filho (PRB-PE), ocupando uma cadeira de deputado federal.

Veja os senadores pré-candidatos a governos estaduais:

1 – Gladson Cameli (PP-AC) – mandato até 2023

2 – Omar Aziz (PSD-AM) –  mandato até 2023

3 – Davi Alcolumbre (DEM-AP) – mandato até 2023

4 – Rose de Freitas (Pode-ES) – mandato até 2023

5 – Ronaldo Caiado (DEM-GO) – mandato até 2023

6 – Roberto Rocha (PSDB-MA) – mandato até 2023

7 – Antonio Anastasia (PSDB-MG) – mandato até 2023

8 – Wellington Fagundes (PR-MT) – mandato até 2023

9 – Paulo Rocha (PT-PA) – mandato até 2023

10 – José Maranhão (MDB-PB) – mandato até 2023

11 – Romário (Pode-RJ) – mandato até 2023

12 – Fátima Bezerra (PT-RN) – mandato até 2023

13 – Acir Gurgacz (PDT-RO) – mandato até 2023

14 – João Capiberibe (PSB-AP) – mandato até 2019


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Ricardo Callado01/08/20187min

A expectativa é que pelo menos 410 se candidatem à reeleição

Por Heloisa Cristaldo

Levantamento preliminar do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) aponta que um número recorde de deputados federais pretende concorrer à reeleição neste ano. Dos 513 deputados, mais de 90% tentarão a recondução ao cargo. A expectativa é que o número de candidatos à reeleição seja de 410, no mínimo, e de 480, no máximo.
A pesquisa indica que 33 deputados já decidiram não se recandidatar  – sendo 21 (4,09%) por desistência e 13 (2,53%) porque resolveram disputar outros cargos. Outros 70 parlamentares (13,65%) admitem concorrer ao Senado, a presidente da República, a governador e vice-governador ou a deputado estadual, dependendo de composições locais.

O levantamento foi divulgado em março e será atualizado após as definições de convenções partidárias, que ocorrem até o dia 5 de agosto. No entanto, para um dos responsáveis pelo estudo, o diretor de Documentação do Diap, Antônio Augusto de Queiroz, os números devem permanecer inalterados.

A necessidade de foro privilegiado a parlamentares que respondem a ações na Justiça, base consolidada nas regiões de atuação política e a redução no tempo de campanha – que passou de 90 para 45 dias – favorecem os candidatos que pretendem concorrer ao mesmo cargo, avalia o diretor do Diap.

As mudanças na legislação eleitoral com a criação do fundo eleitoral e a janela partidária (período no qual se permite a troca de partido entre os parlamentares) também deram aos parlamentares que hoje estão no mandato a possibilidade de negociar dentro dos partidos. Dessa forma, deputados federais puderam negociar melhores condições de recursos nas campanhas e prioridade no horário eleitoral.

“Então, como é que quem vai disputar [pela primeira vez] vai ter mais voto? Com pouco tempo [de campanha], esse candidato não vai ter o nome conhecido. Por mais que haja um apelo por renovação, as condições estão dadas para que isso não aconteça”, disse o coordenador do Diap à Agência Brasil.

Recordista no número de mandatos como deputado federal pelo Piauí, Paes Landim (PTB) exerce o cargo desde 1987. Aos 81 anos, o parlamentar disputará uma vaga pela nona vez consecutiva.

“É uma dificuldade imensa fazer campanha no Nordeste com as limitações de financiamento. Quem tem muito dinheiro certamente terá vantagem nessas eleições, até porque não há uma fiscalização adequada. A luta é difícil, mas não posso largar a política”, disse à Agência Brasil, ao confirmar que disputará mais uma vez a vaga para Câmara dos Deputados.

Desde 1971 na Câmara, Miro Teixeira (Rede-RJ) é o deputado mais antigo em exercício. Ao todo, são 11 mandatos ocupando uma vaga na Casa. Nas próximas eleições, no entanto, o parlamentar deixará a disputa pela reeleição e tentará uma vaga no Senado Federal. O deputado chegou a anunciar a disputa pelo governo do Rio de Janeiro, mas voltou atrás e decidiu apoiar a chapa que deve lançar o senador Romário (Podemos) ao cargo.

“Para partidos menores ficou mais difícil a disputa eleitoral. A repartição do financiamento pelo fundo eleitoral também está mais complexa. Mas, neste ano a disputa será pelo Senado”, informou.

Iniciante na Câmara, o deputado federal André Fufuca (PP-MA) também é candidato à reeleição e tentará o segundo mandato na Casa. Mais conhecido como Fufuquinha, o deputado de 28 anos, é filho do medebista Fufuca Dantas, atual prefeito de Alto Alegre do Pindaré, no oeste maranhense.

Em 2017, o deputado comandou a presidência da Câmara dos Deputados por sete dias quando o presidente Michel Temer viajou para a China. Na ocasião, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), exerceu a presidência da República interinamente.

Histórico

Segundo o levantamento, considerando as últimas sete eleições gerais, foi registrada a média de 408 deputados que tentaram a reeleição. O maior índice é de 1998, quando 443 deputados tentaram a reeleição. Desses, 228 foram reeleitos – o correspondente a 65,01%. Nas eleições de 2014, 387 deputados disputaram o retorno à Câmara, sendo que 273 voltaram ao posto, representando um índice de 70,54% de reeleição.

Para Antônio Augusto de Queiroz, o cenário de renovação pode ser alterado caso a campanha pela não reeleição de candidatos tenha adesão no país.

“Apenas se pegar campanha ‘Não reeleja ninguém’, o cenário pode mudar para renovação. Já que o candidato não pode contratar espaço na televisão e tem limite de gastos na campanha, R$ 2,5 milhões (teto para deputados federais) não é suficiente para fazer uma campanha e se tornar conhecido em 45 dias. Fora disso, vai ter um caso ou outro em situações que o político já era conhecido e está voltando, aqueles que ocupavam cargo no Executivo e celebridades”, prevê.



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