OPINIÃO | Nem só de ficha limpa vive um candidato

Ricardo Callado03/05/20184min

A grande aposta do governador Rodrigo Rollemberg (PSB) é surgir no horário eleitoral como o candidato ficha limpa. E explorar ao máximo as ações judiciais que seus concorrentes respondem. Ou dos aliados que estarão apoiando a oposição.

Outra carta de Rollemberg é se apresentar como o governante que pegou uma máquina pública quebrada e conseguiu sanea-la. E usar o mote que se conseguiu fazer bastante sem dinheiro, o que poderia ser feito com as contas do Buriti no azul.

Por Ricardo Callado

A primeira aposta pode até surtir efeito positivo, mas será preciso convencer o eleitor que a máquina pública não é ineficiente. Estamos no quatro ano do governo Rollemberg e até o momento a narrativa de que recebeu o GDF falido continua sendo repetida.

Na cabeça do cidadão, a explicação é aceita, mas só até o primeiro ano. Todos sabemos como Rollemberg recebeu o governo. A degradação das finanças do Buriti é caso de polícia. Houve incompetência e roubalheira. Ações judiciais e prisões mostram muito bem o que foi o governo petista de Agnelo Queiroz, antecessor de Rollemberg.

Mas chegar ao quarto ano de governo ainda batendo nessa tecla não cola mais. Na cabeça do eleitor soa mais como um governo inconpetente que não consegue gerir as contas públicas. E nada faz de melhorias na cidade.

A outra carta de Rollemberg em apresentar um plano de governo levando Brasília ao céu e oferecendo o paraiso ao eleitor é feio, chato e bobo. O “podemos fazer muito mais” é questionável. O marketing tem que ser muito bom para apresentar no horário eleitoral uma Brasília diferente da vida real.

Mostrar o que não existe na televisão é coisa de marqueteiro de primeira. Muitos são os exemplos de campanhas políticas bem sucedidas que levaram o governante mal avaliado pela população a conseguir uma reeleição. Claro que mais na frente, muitas vezes o arrependimento bate no cidadão. Mas ai já é tarde.

Deixar para mostrar apenas nos três meses que antecedem a campanha o que o candidato à reeleição fez – ou maquiar o que não fez – e o que pretende fazer nos próximos quatro anos é fletar com uma derrota eminente.

O brasiliense quer um candidato que se apresente – e seja na real – ficha limpa. Mas que a população acredite que ele possa mudar a cidade e o apagão de gestão.

Ricardo Callado

Jornalista, blogueiro, escritor e consultor político. Exerceu a função de secretário de Comunicação Social do Governo do Distrito Federal. Foi Diretor de Redação do Grupo Comunidade de Comunicação – responsável pelos jornais da Comunidade e O Coletivo. É autor do livro PANDORA – e outros fatos que abalaram a política de Brasília.


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