Janeiro é o mês de conscientização sobre a Saúde Mental

Ricardo Callado11/01/20196min
Intitulada ‘Janeiro Branco’, a campanha chega para sinalizar a importância dos cuidados emocionais, debater e difundir o conceito de saúde mental no Brasil
A campanha Janeiro Branco é uma iniciativa que acontece no primeiro mês do ano para ajudar a população brasileira a embarcar em um momento de reflexão e mudança que todo mundo almeja na passagem do ano. É um convite para os cuidados com a saúde mental. Instaurada no país em 2013, a campanha tem como objetivo tornar janeiro o mês oficial para pensar e promover ações em prol da saúde mental, assim como já ocorre com o Setembro Amarelo – para prevenção do suicídio; Outubro Rosa – combate ao câncer de mama e Novembro Azul – combate ao câncer de próstata.A psicóloga Juciléia Rezende, chefe da unidade de oncologia do Hospital Universitário de Brasília (HuB), conta que a ideia da campanha é reforçar a importância dos cuidados emocionais por meio das mídias, instituições sociais públicas e privadas. Dessa forma, a implementação de ações estratégicas que sensibilize a iniciativa de projetos dentro do universo político, social e sociocultural pode acontecer de maneira efetiva. Com isso, é mais fácil atender as demandas individuais e coletivas, direta ou indiretamente relacionadas aos diversos cenários que englobam a Saúde Mental.

“O próprio indivíduo precisa saber o valor da sua saúde mental. O impacto do adoecimento emocional pode ser devastador. Pois a saúde mental é aquilo que gerencia nossas vidas, nossas relações, nosso amor-próprio e a forma como lidamos com os problemas e adversidades que surgem ao longo da vida. Sem a saúde mental nós não conseguimos cuidar de coisas importantes como o lado físico, e acabamos deixando de lado comportamentos saudáveis como a própria alimentação. É uma retroalimentação… quanto mais cuido de mim, mais me sinto apto a vivenciar de maneira equilibrada as relações e situações da vida cotidiana”, explica a psicóloga.

Juciléia ressalta que as pessoas precisam voltar seus olhares para a importância da saúde mental e como a doença pode ser impactante no dia a dia. “É preciso otimizar a capacidade de lidar com os problemas da vida. Melhorar a capacidade individual de expressar emoções. A saúde mental engloba uma série de fatores complexos que cada pessoa interpreta e reage de maneira diferente. Ou seja, a saúde mental é nosso equilíbrio”, finaliza.

Como lidar com o lado emocional quando há diagnóstico de câncer na família

Receber o diagnóstico de câncer muda a maneira com que os membros da família se relacionam. De maneira geral as famílias que resolvem bem seus conflitos e que se apoiam entre si são as que melhor enfrentam o câncer de um ente querido.

De acordo com a oncologista Ludmila Thommen, os papéis dentro da família mudam e a maneira com a qual seus membros lidam com as mudanças afetará a forma com a qual se adaptarão no futuro.

“Para o paciente com câncer, as mudanças na família podem desencadear angústia ao não se sentir mais incluída dentro de casa. É importante compreender isso e ajudar o paciente a encontrar maneiras de contribuir e sentir-se útil nas atividades cotidianas quando há condição física para tal. Isso ajuda tanto o paciente quanto os membros da família”, diz a oncologista.

Ludmila fala sobre a importância de os familiares procurarem informações nesse processo de transição, pois é uma ferramenta importante para lidar com a situação. “Sempre que possível leia e aprenda algo sobre a doença e também como é tratada. Inteire-se das novidades relacionadas ao câncer, novos tratamentos e terapias de suporte. Dê preferência para as que focam na qualidade de vida do familiar com câncer”, alerta.

Ver alguém que você ama doente é muito difícil. Para isso, a psicóloga Juciléia Rezende, conta que os amigos e familiares podem enfrentar momentos de altos e baixos, de desânimo, incerteza e dúvidas. Por isso, consideramos importante um espaço para falar sobre o que os membros da família e próprio paciente está sentindo.

Para saber mais

No dia 25 de janeiro, às 13h, a oncologista Ludmila Thommen promove um bate-papo sobre saúde emocional, voltado para pacientes do HuB. Em conjunto com outros profissionais da saúde, ela vai abordar temas como equilíbrio emocional e mental. O encontro é gratuito e tem o intuito de estimular o bem-estar dos pacientes, auxiliando no tratamento.

Ricardo Callado

Jornalista, blogueiro, escritor e consultor político. Exerceu a função de secretário de Comunicação Social do Governo do Distrito Federal. Foi Diretor de Redação do Grupo Comunidade de Comunicação – responsável pelos jornais da Comunidade e O Coletivo. É autor do livro PANDORA – e outros fatos que abalaram a política de Brasília.


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