Empresas juniores apostam no empreendedorismo durante a graduação

Ricardo Callado04/10/20187min

Universitários fomentam o ecossistema empreendedor ao mesmo tempo em que impulsionam ideias inovadoras e integram a academia ao mercado de trabalho

O Movimento Empresa Júnior (MEJ) chegou ao Brasil há 30 anos, vindo da França, onde jovens universitários se reuniam em empresas juniores (EJs) com o objetivo de aplicar o conhecimento teórico na prática, dentro da universidade. Atualmente, o MEJ é presente mundialmente, formando uma rede de colaboração entre jovens acadêmicos e empreendedores que trocam suas experiências pessoais sobre o ecossistema empreendedor estudantil.

O empreendedorismo jovem no ambiente acadêmico nasce dentro dessas empresas, que são associações sem fins lucrativos, com seus espaços físicos dentro da universidade, formadas e geridas por alunos de cursos de graduação. Fomentando o aprendizado prático do aluno, as EJs integram o mercado profissional ao ambiente de ensino, oferecendo seus serviços, de acordo com o curso de graduação a qual pertencem. Dessa maneira, as empresas contratantes não têm despesas financeiras com os serviços e ainda obtém produtos inovadores, de dentro do ambiente de ensino, que está a todo momento se renovando e pensando em novos produtos.

O movimento no DF – Segundo o MEJ, o Brasil é o país que possui o maior número de empresas juniores do mundo, com 1.200 cadastradas. No DF, a Concentro – Federação de Empresas Juniores do Distrito Federal, representa o movimento, em busca de expansão, oferecendo suporte às empresas locais.

Luiz Filipe Guerra, diretor de Relacionamento da Concentro, aponta que, para uma EJ alcançar o sucesso, é preciso haver compreensão sobre o mercado em que ela está inserida, por meio de uma pesquisa de mercado, por exemplo, que irá mostrar se o produto desenvolvido pela empresa interessa a seu público alvo.

O time da EJ deve conter pessoas envolvidas de fato com o projeto, que sintam afeição e forte engajamento com a causa. “Por fim, mas não menos importante, não podemos esquecer da estruturação da empresa, o mapeamento de seus processos e sempre registrar tudo, permitindo que todos os envolvidos tenham acesso à situação da empresa”, afirma Guerra.

Preparação para a vida real – Para Eduardo Gay, gerente de projetos da Fundação Assis Chateaubriand, que tem o programa Ei! Comunidade de Aprendizagem para Empreendedores, as empresas juniores têm papel importante no ecossistema empreendedor, pois ampliam a visão empreendedora dos jovens e os preparam para muitas situações que irão enfrentar, tanto como empreendedores de seus próprios negócios ou como empreendedores corporativos. “Esse período de preparação e contato com o mercado pode fazer com que o estudante consolide sua ideia já existente ou que ele desenvolva uma ideia inovadora, disruptiva e que gere impacto”, observa Eduardo.

Nessa junção dos ambientes estudantil e profissional, ressalta Eduardo, a Comunidade Ei – que oferece cursos, workshops e palestras para o ecossistema – se aproxima do movimento de empresas juniores, em parceria na área de comunicação com uma empresa da Universidade de Brasília e com a Concentro, apoiando ações inovadoras. Eduardo acredita que essas colaborações contribuem para o impulsionamento do empreendedorismo na capital federal. “Tudo isso demonstra que esse tipo de conexão está no DNA da nossa comunidade”, finaliza.

Desmistificando a ferramenta Canvas para a concepção de projetos empreendedores – Nesta sexta-feira (5/10) e sábado (6/10), a Ei! Comunidade de Aprendizagem para Empreendedores realiza um curso de canvas, ferramenta que possibilita a concepção de projetos de maneira 100% visual, colaborativa e participativa.

Para ministrar o workshop, a Ei convidou o especialista em Project Management pela George Washington University/ESI, Wankes Leandro, que ensinará os participantes a elaborarem o Canvas de um projeto consistente, de forma simples e prática, descomplicando o processo. Ao final das duas aulas, os participantes receberão certificação como Experts em Canvas, pela Brasília School of Business.

Veja o conteúdo do curso:

  • Conceitos fundamentais de projetos;
  • Apresentação do Canvas de projeto;
  • Relação entre o Canvas de projeto e o Canvas de negócio;
  • Definição do objetivo, justificativa e benefícios dos projetos;
  • Identificação das partes interessadas e dos riscos de um projeto;
  • Delimitação do escopo, não escopo, premissas e restrições do projeto;
  • Definição das entregas, datas e orçamento do projeto;
  • Dicas para preenchimento do Canvas: encaixe estratégico, coerência e consistência do projeto (técnica MECE – Mutuamente Excludente, Coletivamente Exaustivo).

As inscrições para o curso são limitadas e podem ser feitas pelo site www.ei.org.br  no menu “Agenda”.

Ricardo Callado

Jornalista, blogueiro, escritor e consultor político. Exerceu a função de secretário de Comunicação Social do Governo do Distrito Federal. Foi Diretor de Redação do Grupo Comunidade de Comunicação – responsável pelos jornais da Comunidade e O Coletivo. É autor do livro PANDORA – e outros fatos que abalaram a política de Brasília.


Comente esta publicação

Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos marcados com (*) são obrigatórios.

 


Sobre o Blog

Aos 14 anos, o Blog do Callado é um veículo consolidado, admirado por seus leitores e em sintonia com o público alvo: a população brasiliense. O blog é um site de opiniões e notícias com atualização diária, sem cunho ideológico. Dedica-se a oferecer aprimoramento da informação, com uma audiência qualificada.


NOS BASTIDORES DA CAIXA DE PANDORA

Pandora




Mídias Sociais

Twitter do Blog


FANPAGE Facebook

Facebook By Weblizar Powered By Weblizar



Parcerias