Arquivos Política - Página 2 de 200 - Blog do Callado

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Ricardo Callado07/01/20193min

Por André Richter

O depoimento começou por volta das 10h, na sede do MPF, em Brasília, e está sendo conduzido sob sigilo. A expectativa é que a oitiva continue amanhã (8) e na quarta-feira (9).

Palocci cumpre prisão domiciliar depois de ter sido beneficiado com acordo de delação premiada na Operação Lava Jato. Com os depoimentos aos investigadores, a defesa do ex-ministro busca fechar outro acordo de delação.

Por ter participado do governo do PT, os procuradores responsáveis pelo caso esperam que Palocci possa trazer informações sobre os supostos desvios nos fundos de pensão de servidores de estatais, como a Funcef (Caixa Econômica Federal), Petros (Petrobras), Previ (Banco do Brasil) e Postalis (Correios). Segundo as investigações, as fraudes podem somar mais de R$ 8 bilhões.

Em uma das denúncias sobre o suposto esquema de corrupção que já foram apresentadas à Justiça Federal, 14 investigados se tornaram réus, incluindo o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto.

De acordo com o MPF, o grupo foi responsável por um prejuízo de R$ 402 milhões ao Funcef, em valores atualizados até 2015, contribuindo para o déficit acumulado de R$ 18 bilhões registrado pelo fundo no final de 2016. Segundo a denúncia, R$ 5,9 milhões do esquema foram direcionados ao PT.

Em função dos benefícios do acordo de delação, Palocci deixou a prisão no dia 29 de novembro do ano passado, depois de passar dois anos preso, e começou a cumprir prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica.


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Ricardo Callado07/01/20192min

“Muitos contratos foram desfeitos”, escreveu o presidente no Twitter

Horas antes de dar posse hoje (7), em solenidade no Palácio do Planalto, aos dirigentes do Banco do Brasil, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Caixa Econômica Federal, o presidente Jair Bolsonaro disse que a caixa-preta de diversos órgãos começou a ser aberta. Na sua conta pessoal do Twitter, Bolsonaro afirmou que “muitos contratos foram desfeitos e serão expostos”.

Segundo ele, “com poucos dias de governo, não só a caixa-preta do BNDES, mas [também] de outros órgãos”, está sendo levantada e será divulgada. “Muitos contratos foram desfeitos e serão expostos, como o de R$ 44 milhões para criar criptomoeda indígena que foi barrado pela ministra [de Mulheres, Família e Direitos Humanos] Damares [Alves] e outros”, completou.

O presidente se refere à decisão de Damares Alves de suspender um contrato de R$ 44,9 milhões da Fundação Nacional do Índio (Funai) que incluía a elaboração de mapeamento funcional, criação de banco de dados territoriais e implementação de criptomoeda para populações indígenas, segundo a imprensa.

No final da manhã, tomarão posse no Banco Brasil, Rubem Novaes; no BNDES, Joaquim Levy; e na Caixa, Pedro Guimarães.

O presidente tem hoje despachos com o ministro Augusto Nardes, do Tribunal de Contas da União (TCU), e o deputado federal Fábio Ramalho (MDB-MG).


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Ricardo Callado06/01/20199min
Paulo Kramer (Foto Elza Fiuza/Agência Brasil)

Para cientista político, popularidade é oportunidade para reformar

Por Gilberto Costa

O presidente Jair Bolsonaro tem oportunidade histórica de fazer as reformas estruturantes na economia brasileira e reverter vícios do chamado “presidencialismo de coalizão”. Deve fazer isso logo no início do mandato, aproveitando a sua popularidade e a alta capacidade de comunicação direta. As avaliações são do cientista político Paulo Kramer, professor aposentado da Universidade de Brasília e, há 25 anos, assessor parlamentar e consultor de empresas para análises políticas. Kramer trabalhou como consultor voluntário da campanha de Jair Bolsonaro no Grupo de Brasília, coordenado pelo general Augusto Heleno, desde o dia 1º janeiro ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República.
Na entrevista à Agência Brasil, o especialista expõe que o governo recém-empossado pode fazer de imediato a reforma da Previdência Social e inaugurar um relacionamento com o Congresso Nacional, articulado pelas bancadas temáticas, menos dependente de troca de favores por meio de emendas parlamentares ou distribuição de cargos.

Abaixo os principais trechos da entrevista:

Agência Brasil: O que esperar do Congresso que assume em menos de um mês?

Paulo Kramer: É um Congresso que veio na esteira de uma grande renovação, que por sua vez refletiu o anseio de mudança do eleitorado, a indignação com a corrupção, e a impaciência com a longa e profunda crise econômica legada pelo petismo. É uma nova classe política muito sensível à movimentação das redes sociais.

 

Agência Brasil: O novo Congresso tem perfil colaborativo para a agenda de reformas?

Paulo Kramer: Esse Congresso reflete em grande medida as prioridades que estão na cabeça da maior parte da sociedade brasileira. É um Parlamento mais conservador nos costumes, mais rígido no que diz respeito ao combate ao crime organizado, mas não é necessariamente um Congresso mais reformista. O Brasil é um país pouco escolarizado, a educação é muito ruim. Uma população assim tem dificuldade em associar causa e efeito. A maioria da população não vê, por exemplo, a reforma da Previdência Social como uma prioridade, só que é uma prioridade. Se o rombo fiscal crescente que o déficit da Previdência traz não for resolvido, não haverá dinheiro para outras prioridades como educação, saúde, segurança, etc.

 

Agência Brasil: Como será a tramitação da reforma da Previdência Social?

Paulo Kramer: A reforma da Previdência, pelo longo tempo que ela ficou exposta ao debate público, se avançou consideravelmente no grau de compreensão da sociedade ou, se não, no grau de compreensão das elites formadoras de opinião quanto à necessidade e urgência de fazer a reforma. Existe um caminho que já foi percorrido que o governo de Jair Bolsonaro poderá aproveitar e até acentuar isso em razão da comprovada capacidade de comunicação do presidente da República. Na campanha, ele usou muito bem as redes sociais para falar, sobre a cabeça das elites políticas e dos meios de comunicação tradicionais, diretamente com o grande público. Se ele estiver convencido dessa necessidade, que é martelada diariamente pela equipe econômica, acredito que a reforma avançará sim e chegará a bom termo.

 

Agência Brasil: O senhor acredita que avança neste semestre?

Paulo Kramer: Acredito que sim. A janela de oportunidade para fazer a reforma é curta, fugaz e passageira, porque existe uma tendência natural com o passar do tempo de que as pessoas percebam um hiato entre as suas aspirações e a realidade, a capacidade dos governos de entregarem o que se esperava. Aí a popularidade vai diminuindo. Então, tem que ser o mais rápido possível sim.

 

Agência Brasil: O que o senhor acha que vai acontecer com chamado presidencialismo de coalizão?

Paulo Kramer: Nesses últimos 30 anos, ele foi sofrendo distorções, em grande medida ligadas à sua própria estrutura. A Constituição [de 1988] criou um regime que é presidencialista mas guarda semelhanças importantes com o sistema parlamentarista, no qual é preciso distribuir pastas e postos aos partidos representados no Congresso de maneira a ter suas proposições aprovadas pelo Congresso. Com o tempo, isso gerou muita distorção: toma lá, dá cá, uma barganha que foi crescentemente percebida como ilegítima porque deu muita margem para corrupção, a troca de emenda de orçamento, e de cargos públicos para votação de proposições do Executivo. O presidente Bolsonaro chega com um mandato claro para superar, ou pelo menos corrigir essas distorções mais flagrantes do presidencialismo de coalizão. Como existe uma pressão permanente da opinião pública, pelas redes sociais e pelos meios de comunicação, acredito que possamos caminhar sim para uma política mais limpa e transparente.

 

Agência Brasil: Mas haverá resistência no próprio Congresso?

Paulo Kramer: Sim. Houve uma grande renovação, mas uma parte do velho Congresso continua. Mesmo aqueles que chegaram nessa onda de mudança têm aspirações de continuar na carreira política e trocar de posto. Até agora, isso foi feito dentro daqueles mecanismos de barganha do presidencialismo de coalizão. Contra isso grande parte do eleitorado se insurgiu.

 

Agência Brasil: Há quem defenda que o governo tenha relacionamento preferencial com as bancadas temáticas, como empresários do agronegócio, evangélicos, da segurança pública. Que vantagem tem essa opção em vez do relacionamento com os partidos políticos? Dá para fazer isso visto que os regimentos da Câmara dos Deputados e do Senado Federal são fundados na existência dos partidos?

Paulo Kramer: Dá se o governo souber aproveitar a janela de popularidade. Mas você tem razão. Está tudo centrado, regimentalmente falando, nas estruturas partidárias. Agora, os líderes dos partidos [no Congresso] e os presidentes das legendas estão atentos à boa vontade e lua de mel da população com o governo. Enquanto esse momento durar, acredito que os líderes partidários tenderão a aceitar as regras impostas pelo governo.


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Ricardo Callado03/01/20193min

Reunião ocorre após equipe anunciar prioridades

O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse que o objetivo da reunião é discutir as primeiras medidas que devem ser implementadas. Para ele, é fundamental haver um “pacto político” entre governo e oposição. “Teremos bons ouvidos para aqueles que se opõem ao nosso governo”, disse o ministro, informando que as “disputas ideológicas podem e devem ser travadas”.

Para o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gustavo Bebianno, a proposta de reforma da Previdência apresentada na gestão Michel Temer deve ser reavaliada.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que concentrará suas ações em quatro pilares: abertura da economia, simplificação de impostos, privatizações e reforma da Previdência, acompanhada da descentralização de recursos para estados e municípios.

Para o ministro da Justiça e Segurança, Sergio Moro, suas prioridades são o combate à corrupção e violência. Um plano anticorrupção está sendo finalizado para ser enviado ao Congresso Nacional e, paralelamente, deverá ser definida uma parceria com os estados para ampliar o sistema de segurança pública em todo o país.

O ministro da Defesa, o general Fernando Azevedo, disse que quer garantir a paz, evitar conflitos e o uso da violência. No entanto, Azevedo também defendeu mais recursos para a modernização das Forças Armadas para “dissuadir eventuais aventuras”.

A reunião ministerial ocorre após a publicação da Medida Provisória (MP) 870, que define a reestruturação do governo e os detalhes sobre as atribuições e prioridades de cada pasta e áreas específicas.


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Ricardo Callado02/01/20193min
Primeiras ações do governo serão discutidas na reunião, diz o ministro Onyx Lorenzoni – Antonio Cruz/ Agência Brasil

Dois dias depois de assumir o poder, o presidente Jair Bolsonaro fará a primeira reunião ministerial com sua equipe. Ele marcou para amanhã (3), a partir das 9h, a conversa com os 22 ministros. O chefe da Casa Civil da Presidência da República, ministro Onyx Lorenzoni, confirmou hoje (2) a informação. Segundo Onyx, serão discutidas as primeiras ações de governo.

A reunião ocorre após a publicação da Medida Provisória (MP) 870, que define a reestruturação do governo e os detalhes sobre as atribuições de cada pasta e prioridades das áreas específicas.

Às vésperas da posse, o presidente da República reiterou que sua intenção é revogar atos que, na sua avaliação, geram mais burocracia para o Estado.

Na transmissão de cargo nesta quarta-feira, Onyx propôs um “pacto político” entre governo e oposição. “Teremos bons ouvidos para aqueles que se opõem ao nosso governo”, disse o ministro, informando que as “disputas ideológicas podem e devem ser travadas”.

Também durante a cerimônia de transmissão de cargo, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gustavo Bebianno, disse que, na sua opinião, a proposta de reforma da Previdência apresentada na gestão Temer deve ser reavaliada. Ele esclareceu que este era seu ponto de vista e que a questão não tem unanimidade dentro do governo.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que a sua gestão será centrada em quatro pilares: abertura da economia, simplificação de impostos, privatizações e reforma da Previdência, acompanhada da descentralização de recursos para estados e municípios. Ele destacou que o novo governo pretende dar importância ao capital humano – como os economistas chamam o investimento em capacitação do cidadão.

Para o ministro da Justiça e Segurança, Sergio Moro, as prioridades se concentram em medidas de combate à corrupção e à violência.


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Ricardo Callado01/01/20194min
Ao tomar posse, Ronaldo Caiado disse que “transparência, trabalho, dedicação e empenho serão a ordem e a pauta do nosso governo” – Divulgação AL/GO

Por Alex Rodrigues

A sessão solene começou às 9 horas, pouco após o novo chefe do Poder Executivo entregar ao presidente da Assembleia, deputado estadual José Vitti (PSDB), cópia de sua declaração de Imposto de Renda. Na sequência, Caiado e Tejota fizeram o juramento e assinaram o livro de posse.

“Este é um momento especial, que nos toma com muita emoção. Lógico que a minha responsabilidade é ainda maior. A expectativa é sempre de buscar alternativas para o momento que estamos vivendo”, disse Caiado, logo ao chegar à Assembleia. “Sinto-me preparado e o povo goiano pode saber que lutarei com todas as forças e não decepcionarei ninguém. Transparência, trabalho, dedicação e empenho serão a ordem e a pauta do nosso governo”, acrescentou o novo governador, prometendo priorizar as áreas de Segurança Pública, Educação e combater as desigualdades sociais.

Até as 10 horas, a cerimônia ainda não havia sido encerrada. Cumprindo o cerimonial, dois deputados estaduais discursarão antes de Caiado: Talles Barreto (PSDB), representando a oposição, e José Nelto (Podemos), em nome da situação. Só então Caiado falará, com transmissão ao vivo pela TV Assembleia Goiás

Encerrada a solenidade na Assembleia Legislativa, presenciada pela Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, Caiado e Tejota deverão seguir, de carro, para a Praça Cívica, no centro de Goiânia, onde acontecerá, na entrada do Palácio das Esmeraldas, a solenidade em que José Eliton (PSDB) passará a faixa de governador a Ronaldo Caiado.

Em sua conta no twitter, Caiado escreveu, antes de chegar à Assembleia Legislativa, que o seu governo é o “começo de um novo ciclo”.

“É a esperança do povo goiano de o Estado voltar a crescer, é um marco para a política do Estado de Goiás. Com muito trabalho e dedicação, esperamos colocar Goiás nos trilhos o mais rápido possível. É um novo modelo de fazer política e gestão. Vai ser um governo de muita transparência”, disse.

Quem é o novo governador

Médico e empresário do agronegócio, Ronaldo Ramos Caiado tornou-se nacionalmente conhecido ao presidir, de 1986 a 1989, a União Democrática Ruralista (UDR), entidade criada para defender os interesses dos grandes produtores rurais.

Foi candidato a presidente da República em 1989, pelo PSD, mas fez menos de 1% dos votos.

Já filiado ao PFL (hoje DEM), no ano seguinte, Caiado foi eleito deputado federal por Goiás.


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Ricardo Callado29/12/20186min

Esquema especial em 1º de janeiro cobrirá os três locais em que haverá solenidades relacionadas à transmissão do cargo: Santuário Dom Bosco, Câmara Legislativa e Palácio do Buriti

O esquema de segurança para a posse do governador eleito do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, foi planejado para os três locais em que o ato será celebrado na terça-feira (1º de janeiro): no Santuário Dom Bosco, na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) e no Palácio do Buriti.

Assim como para a posse do presidente da República, o Centro Integrado de Operações de Brasília (Ciob), da Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social, funcionará de forma plena, com 30 agências integradas, inclusive com órgãos federais.

A Subsecretaria do Sistema de Defesa Civil e o Esquadrão de Bombas da Polícia Militar do Distrito Federal farão varredura nos três locais da posse para prevenir eventuais riscos à população.

O Regimento de Polícia Montada e motociclistas do Batalhão de Trânsito escoltarão a comitiva do novo chefe do Executivo local a partir da residência do governador eleito e percorrerão todo o trajeto entre o santuário, a CLDF e o Buriti.

Nesses lugares haverá ainda policiamento fixo, com linhas de policiais e equipes especializadas. Cerca de 2 mil policiais participarão do esquema.

O Corpo de Bombeiros Militar atuará também nos três momentos da posse do Executivo local com viaturas de atendimento emergencial e de salvamento posicionadas em pontos estratégicos, como nas proximidades da estrutura instalada na Praça do Buriti. Serão 66 bombeiros e seis viaturas na operação.

Devido à posse presidencial, que ocorrerá no mesmo dia, as Delegacias da Criança e do Adolescente, da Mulher e a 1ª e a 5ª Delegacias de Polícia terão o efetivo reforçado.

Agentes de polícia estarão nos locais destinados à posse do governador eleito. Policiais da Divisão de Operações Especiais e de Operações Aéreas vão permanecer de prontidão para ambas as solenidades.

Como ficará o trânsito para a posse do governador eleito

O trânsito nas proximidades do Palácio do Buriti terá alterações na manhã de 1º de janeiro, devido à transmissão de cargo do governador Rodrigo Rollemberg para o governador eleito, Ibaneis Rocha.

A missa no Santuário Dom Bosco (702 Sul) está marcada para as 8 horas. Não haverá mudanças no tráfego de veículos perto do local, mas os motoristas deverão estar atentos à movimentação de carros na lateral da igreja (ligação entre a W3 e a W4 Sul), espaço para embarque e desembarque.

Na Câmara Legislativa, onde a cerimônia está marcada para as 9h30, a faixa da direita — entre a sede do Poder Legislativo local e o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) — será exclusiva para os participantes do evento, a partir das 8 horas.

O trânsito na N1, em frente à Praça do Buriti, será bloqueado na frente do palácio a partir das 10 horas

O estacionamento em frente à Câmara ficará destinado à imprensa, e o do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) estará reservado para convidados.

Na S1, em frente à CLDF, haverá uma pequena intervenção após o fim da solenidade na Casa para o deslocamento do governador e do vice-governador, Paco Britto, ao Palácio do Buriti. Entre as duas sedes, será montado um ponto de travessia de pedestres, sob a coordenação dos agentes do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF).

Para o último ato, em frente à Praça do Buriti, o trânsito na Via N1 será bloqueado na frente do palácio a partir das 10 horas. No mesmo horário, o tráfego de veículos ficará desviado para a lateral do Tribunal de Contas do Distrito Federal e seguirá pela pista atrás do Buriti, que terá o sentido único invertido (subindo). Depois, passará em frente à Agência de Desenvolvimento do DF (Terracap), retornando para a N1.

O estacionamento lateral do palácio estará reservado para autoridades. Já os do anexo e o da Terracap poderão ser utilizados pelo público.


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Ricardo Callado29/12/20185min

Por Cristina Indio do Brasil

A Rua Capelão Álvares da Silva, onde está localizada a sinagoga, foi interditada ao tráfego. Em frente ao templo, foi colocada uma tenda de plástico branca onde foram direcionados os carros da comitiva para que o presidente eleito do Brasil, o primeiro-ministro de Israel e os integrantes das comitivas pudessem entrar sem serem vistos.O advogado e economista Boris Sender, um dos convidados da visita do primeiro-ministro de Israel e do presidente eleito à Sinagoga Kehilat Yaacov, disse que o clima do encontro foi maravilhoso, de harmonia absoluta e de carinho recíproco. “Isso é muito bom para os dois países”, disse. Sender destacou que esta é a primeira viagem de um primeiro-ministro de Israel ao Brasil e que os dois países têm muito a cooperar um com o outro. “Somente agora é que essa oportunidade se cristaliza em nível governamental”.

O advogado disse que Netanyahu tem conhecimento agrícola que pode ajudar o governo brasileiro no desenvolvimento de programas neste setor. “Israel se ofereceu. Em contrapartida o Brasil, que precisa dessa tecnologia, encontra em Israel um parceiro que estava meio esquecido ao longo da história. Agora é uma oportunidade que foi dada aos dois e ao Brasil principalmente. Ficamos muito felizes com a vinda dos dois [à sinagoga]”.

Durante a visita, o primeiro-ministro falou em hebraico e teve a tradução para o idioma português. Segundo Sender, não houve promessas de nenhuma das partes, mas as conversas foram como costuma ser entre judeus. “Não teve promessa. É mais ou menos como se dizer no ano que vem a gente se encontra em Jerusalém. Os judeus em qualquer parte em que estejam e em qualquer época sempre dizem assim: no próximo ano em Jerusalém. O término da reunião foi no ano que vem em Jerusalém”, completou.

Liturgia

Ainda conforme Sender, não houve cerimônia litúrgica no encontro, mas ao fim houve uma bênção chamada Bracha, quando se acende uma vela e se faz um brinde com um cálice de vinho. Durante toda a visita, como é costume entre os judeus e de visitantes quando estão nas sinagogas, o presidente eleito usou uma kipá na cabeça, que é um símbolo de respeito a Deus.

O esquema ampliado de segurança visto próximo ao Forte de Copacabana se repetiu ao redor da sinagoga. A operação teve um sniper da Polícia Civil no pátio de um prédio em frente à rua da sinagoga. Um grupo de seis agentes do Comando de Operações Táticas (COT), de elite da Polícia Federal, veio de Brasília para integrar o esquema de segurança. Também há uma ambulância do Corpo de Bombeiros e um veículo da Guarda Municipal.


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Ricardo Callado26/12/20183min

Polícia Civil procura suspeito. Motivação do crime é desconhecida

Por Pedro Rafael Vilela

Formado em economia, Gerson Camata se destacou a partir de um programa de televisão, no Espírito Santo, nos anos de 1960. A partir daí, foi para a política, sendo eleito governador, senador e deputado federal.

Na Constituinte, Camata defendeu a limitação do direito de propriedade privada, o mandado de segurança coletivo, a jornada semanal de 40 horas, o aviso prévio proporcional, a unicidade sindical, o voto aos 16 anos, o presidencialismo, a limitação dos juros reais em 12% ao ano, o mandato de cinco anos para presidente e a criação de um fundo de apoio à reforma agrária.

Como parlamentar da Constituinte, ele se absteve das votações relativas ao turno ininterrupto de seis horas e à anistia aos micro e pequenos empresários.

Era casado com Rita Camata, ex-deputada federal por cinco mandatos, que foi relatora do Estatuto da Criança e do Adolescente e da Lei de Responsabilidade Fiscal. O ex-governador deixa dois filhos.


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Ricardo Callado26/12/201814min

Por G1 DF –

O corpo do advogado e ex-deputado federal Luiz Carlos Sigmaringa Seixas, morto aos 74 anos em São Paulo, nesta terça-feira (25), começou a ser velado na manhã desta quarta (26) no Cemitério Campo da Esperança da Asa Sul, em Brasília. O enterro está marcado para as 16h30.

Sigmaringa Seixas estava internado no Hospital Sírio-Libanês, onde fez transplante de medula para combater uma mielodisplasia – um tipo de falência da medula óssea na produção de células. Depois da cirurgia, o jurista ficou com baixa imunidade e foi atacado por uma infecção.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Tofolli, afirmou que o advogado teve um papel extremamente relevante na redemocratização do Brasil. “Ele foi deputado constituinte, relator do capítulo sobre autonomia do Distrito Federal na constituinte e prestou um serviço para a nação nessa transição democrática”, declarou.

Presidente do STF, Dias Toffoli, no velório de Sigmaringa Seixas — Foto: Hamanda Viana/G1
Presidente do STF, Dias Toffoli, no velório de Sigmaringa Seixas — Foto: Hamanda Viana/G1

“Depois da transição democrática, sempre procurou fortalecer a democracia brasileira e lutou pelos melhores ideias. Sempre procurou a conciliação e foi um construtor de pontes. Fará muita falta para a política brasileira.”

Amigo pessoal de Sigmaringa Seixas, o deputado distrital Chico Vigilante (PT-DF) disse que o advogado era “um dos homens mais humildes” que conheceu na vida política. “É uma pessoa que Brasília inteira respeita, de todas as ideologias e camadas da sociedade. É um homem insubstituível”, afirmou.

Deputado federal por quatro mandatos, Jofran Frejat (PR-DF), disse que o jurista “sempre foi um grande conciliador, mesmo com os adversários” e lamentou a partida do amigo. “A gente tinha combinado de tomar um vinho juntos, mas acabou não dando. Mas Deus vai ajudar e nós vamos tomar esse vinho”, brincou.

O ex-deputado Sigmaringa Seixas, em imagem de arquivo — Foto: Reprodução/TV Globo
O ex-deputado Sigmaringa Seixas, em imagem de arquivo — Foto: Reprodução/TV Globo

O governador eleito do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), disse que sempre buscou se aconselhar com o colega de profissão, o qual “sempre tinha boas palavras”. “Nós estamos perdendo um homem público da mais alta qualidade na cidade. Brasilia neste momento está em prantos pela perda deste grande homem que foi Sigmaringa Seixas”, declarou.

O ministro da Justiça, Torquato Jardim, disse que o advogado era um exemplo para a profissão: “Sempre desprendido na busca da justiça. Em momentos difíceis da vida nacional ele teve uma presença muito marcante pelo amor à democracia, à liberdade”.

História

Nascido em Niterói (RJ) e formado em Direito na Universidade Federal Fluminense (UFF), Luiz Carlos Sigmaringa Seixas se mudou para Brasília na década de 1970. Na capital, ocupou o cargo de conselheiro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-DF) de 1976 a 1984.

O jurista ficou conhecido por defender presos políticos e estudantes durante a ditadura militar. Com a abertura democrática, tornou-se parlamentar.

O advogado Luiz Carlos Sigmaringa Seixas (centro), em foto de 1983, quando advogados defendem a OAB-DF da interdição dos militares — Foto: Reprodução
O advogado Luiz Carlos Sigmaringa Seixas (centro), em foto de 1983, quando advogados defendem a OAB-DF da interdição dos militares — Foto: Reprodução

Sigmaringa Seixas foi eleito deputado federal para a Assembleia Nacional Constituinte de 1987, pelo PMDB-DF, e transitava com facilidade no ambiente político.

Ele teve outras duas passagens pela Câmara dos Deputados, sempre por diferentes partidos: pelo PSDB, de 1991 a 1995, e pelo PT, de 2003 a 2017.

Em 1994, o advogado foi candidato ao Senado pelo PSDB, mas recebeu 10,51% dos votos e não foi eleito. As vagas ficaram com Lauro Campos (PT) e José Roberto Arruda (PP).

Repercussão

A morte dele foi lamentada por diversas autoridades em notas oficiais e redes sociais. O presidente da República, Michel Temer (MDB), o chamou de “lutador pela democracia brasileira”. O governador do DF, Rodrigo Rollemberg (PSB), decretou luto oficial de três dias na capital.

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso em Curitiba, pediu à Justiça para que o cliente pudesse ir ao funeral do amigo, mas a requisição foi negada pelo juiz Vicente de Paula Ataide Junior. Lula e Sigmaringa são amigos há mais de 30 anos, conforme o pedido.



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