Arquivos Política - Página 2 de 194 - Blog do Callado

sergio-moro.jpg

Ricardo Callado01/11/20182min

Juiz já está na casa do presidente eleito, na Barra da Tijuca

Por Vitor Abdala

O juiz federal Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, chegou às 9h de hoje (1º) à casa do presidente da República eleito, Jair Bolsonaro. Ela fica na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. O magistrado foi convidado para integrar o governo como ministro da Justiça.
Conhecido por sua atuação no julgamento de processos referentes à Operação Lava Jato, Moro se reúne com o presidente eleito para definir se aceitará ou não o convite.

O juiz ainda é cotado para assumir uma futura vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Ele deve retornar ainda hoje a Curitiba.

O Ministério da Justiça, que deverá ser transformado em um superministério para combater a violência e a corrupção.

Ainda à espera de confirmação oficial, o superministério da Justiça deverá reunir Segurança Pública, Controladoria-Geral da União e Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Após as eleições, Bolsonaro afirmou, durante entrevistas, que Moro poderia assumir o Ministério da Justiça ou, futuramente, uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).

O juiz federal agradeceu o convite, afirmando estar “honrado” pela lembrança e que iria refletir sobre o assunto. “Caso efetivado oportunamente o convite, será objeto de ponderada discussão e reflexão.”

Para especialistas que acompanham o processo político, ocupar o Ministério da Justiça representa uma espécie de rito de passagem para, futuramente, ser nomeado para o Supremo.


Jair-Bolsonaro.jpg

Ricardo Callado31/10/20186min

Presidente eleito diz ter compromisso com valores da família cristã

Por Douglas Corrêa

“Tenho certeza de que não sou o mais capacitado, mas Deus capacita os escolhidos”. Foi com esta frase que o presidente eleito Jair  Bolsonaro começou seu discurso no culto em que compareceu esta noite na Assembleia de Deus Vitória em Cristo, na Penha, zona norte do Rio. Foi nessa igreja, do pastor Silas Malafaia, que Bolsonaro e Michelle se casaram há 11 anos, em celebração feita pelo próprio Malafaia – que recebeu Bolsonaro na noite de hoje. Logo após dizer que se considera o escolhido de Deus, Bolsonaro disse que o momento é especial por estar ao lado de Malafaia, que realizou o seu casamento. “Chorei muito naquele dia e também chorei muito depois das eleições. Quero agradecer a esse povo de Deus pela confiança depositada em meu nome”, afirmou.
O presidente eleito também disse que estava ali para agradecer a Deus por ter salvado a sua vida quando foi esfaqueado. Segundo ele, Deus agiu por meio dos profissionais de saúde de Juiz de Fora e de São Paulo. Em seguida, Bolsonaro lembrou que é uma pessoa comprometida com os valores da família cristã.

“O Malafaia falou que pirou [sobre Bolsonaro ser presidente]; e eu também pensei que pirei naquele momento. Mas nós temos que buscar mudar as coisas. Não basta apenas reclamar. Eu tinha tudo para não chegar: um partido pequeno, sem fundo partidário, sem televisão, com 90% da grande mídia batendo na gente. Fui acusado do que eles são: de calúnia, difamações, mas eu escolhi um slogan para a campanha. Eu fui na Bíblia, que alguns dizem que é caixa de ferramenta para consertar o ser humano, fui lá em João: Conheceis a verdade e a verdade vos libertará”.

Bolsonaro chegou ao culto às 20h17, cercado de um forte aparato policial. O pastor contou que, no dia do casamento, Bolsonaro comunicou a ele, enquanto esperava a chegada da noiva: “Não é possível o povo brasileiro ser enganado. Não é possível o povo brasileiro viver de migalha. Não é possível. Eu vou ser candidato à Presidente da República”.

O pastor disse que, no seu íntimo, sem dizer a Bolsonaro, pensou: “Pirou”. “Esse cara é louco, vai ser presidente do Brasil. É. Não acreditei. E se esse cara chegou aqui e nós temos a nossa certeza e a nossa fé. Claro que a vontade de Deus não é absoluta; é permissiva,  feita através do povo. Foi o povo que botou Bolsonaro como presidente”.

Malafaia disse que ia fazer uma oração rápida, pois, por medidas de segurança, Bolsonaro não poderia ficar muito tempo no templo. O pastor começou citando Israel –  que o presidente eleito, segundo ele, gosta muito e enaltece a força do povo israelense.

Malafaia disse: “Lá em Israel é pior do que o semiárido do Nordeste. Quero deixar uma palavra aqui para esse povo nordestino, que é abençoado. Tem nordestino em tudo que é lugar do Brasil, fazendo a história dessa nação. E por quê eles saíram do Nordeste? Porque esses corruptos, esses cínicos, deram esmola pra eles, pensando que podem manipular a vida toda”.

Malafaia disse ainda que “Bolsonaro sabe que é possível resgatar o Nordeste. Israel tem uma das maiores produções agrícolas do mundo de exportação e pode fazer o Nordeste ser um centro agrícola do mundo e ele não vai dar paliativo não; ele vai mudar a história do Nordeste. Nordestino vai esquecer do cara aí que dizia que era filho da Terra”, disse, referindo-se inidretamente ao ex-presidente Lula. O Nordeste votou, em sua maioria, em Fernando Haddad (PT)  .

Na oração, Malafaia fez uma longa bênção para o presidente eleito. “Declaro o espírito de sabedoria, de inteligência, sobre você para governar esse país”.

“Bolsonaro, Deus vai te dar sabedoria, graça e saúde para fazer a diferença nessa nação. Você vai marcar a história desse país. Vamos ter um novo paradigma nessa nação. Deus vai mudar a sorte desse povo, a miséria, a violência, o desemprego, a corrupção, a desgraça. O Brasil é do Senhor Jesus. Deus abençoe o Presidente do Brasil, Jair Messias Bolsonaro. Concordamos que você faça a diferença”.

Bolsonaro ouviu as palavras em silêncio, com lágrimas nos olhos, e em seguida, se despediu do público, acompanhado de Malafaia.


onix.jpg

Ricardo Callado31/10/201811min

 

Futuro ministro da Casa Civil, deputado tem discurso antipetista

Por Paulo Victor Chagas

Conhecido pela contundência de suas opiniões contrárias aos governos do PT, o deputado federal Onyx Dornelles Lorenzoni (DEM-RS) deve assumir um dos principais cargos do governo de Jair Bolsonaro (PSL). Anunciado como ministro Casa Civil, ele trabalhará, a partir de janeiro, no Palácio do Planalto, no fundo do quarto andar, bem acima do gabinete da Presidência, que ocupa todo o terceiro andar. A pasta é responsável por acompanhar, de forma integrada, as principais políticas públicas dos demais ministérios, coordenar os balanços de ações governamentais, publicar nomeações e exonerações, além de auxiliar na tomada de decisões do Chefe do Executivo.
Nascido no dia 3 de outubro de 1954, Onyx Lorenzoni tem 64 anos e construiu carreira política ao longo de vários mandatos parlamentares. Deputado federal desde 2003, ele está finalizando o quarto mandato na Câmara. Nestas eleições, foi reeleito com mais de 180 mil votos, sendo o segundo deputado mais votado do Rio Grande do Sul.

História

Entre 1995 e 2003, ele foi deputado estadual durante duas legislaturas. Formado em Veterinária e nascido em Porto Alegre, Onyx iniciou a sua atuação política como presidente do Sindicato dos Médicos Veterinários do estado, na década de 1980. Antes da vida pública, ele trabalhou no Hospital Veterinário Lorenzoni, empresa de que é sócio.

O parlamentar gaúcho está há 21 anos no DEM, que até o ano de 2007 se chamava Partido da Frente Liberal (PFL). Antes, era filiado ao PL. Onyx é defensor da flexibilização do Estatuto do Desarmamento e de outras posições do campo liberal e conservador, como redução da maioridade penal, contra as cotas raciais e a favor de projetos ligados à pauta ruralista.

Recentemente, foi o responsável por relatar o projeto que reunia dez medidas de combate à corrupção, que chegou ao Congresso por meio de iniciativa popular. Na atuação parlamentar, o deputado é conhecido como uma pessoa acessível à imprensa e que consegue atuar nos bastidores. “Ele é estudioso, tem dinamismo, coragem e procura estudar [os temas que precisa discutir]”, disse à Agência Brasil o deputado Darcísio Perondi (MDS), que também é do Rio Grande do Sul.

Onyx faz parte da Frente Parlamentar da Segurança Pública, conhecida como Bancada da Bala, que conta com dezenas de deputados. O grupo é coordenado pelo deputado Alberto Fraga (DEM-DF), que também é cotado para assumir algum cargo no governo Bolsonaro. Crítico ao Estatuto do Desarmamento, costuma argumentar que a posse e o uso de armas de forma legalizada não está relacionada ao aumento ou redução da criminalidade no país.

Em 2014, quando a doação empresarial a campanhas eleitorais ainda era permitida, o deputado recebeu R$ 100 mil de duas das maiores empresas de armas e munições do Brasil:  a Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC) e a Forjas Taurus S.A. Quatro anos antes, a Taurus repassou R$ 150 mil para a campanha de Onyx, mesmo valor doado pela Associação Nacional da Indústria de Armas e Munições.

O deputado federal Onyx Lorenzoni acompanha senadores chilenos em visita ao candidato do PSL à Presidência da República, Jair  Bolsonaro, na Barra da Tujuca, Rio de Janeiro.
Onyx Lorenzoni acompanha senadores chilenos em visita a Jair Bolsonaro – Fernando Frazão/Agência Brasil

Posições

O deputado Efraim Filho (DEM/PB), que foi líder do Democratas na Câmara em 2017 e 2018, dez anos após ter sido liderado por Onyx, ainda no PFL, elogia a firmeza com que ele defende as posições em que acredita. Ele afirma que o parlamentar aliado de Bolsonaro teve a capacidade de se antecipar nos últimos anos a movimentos que posteriormente ganharam força a nível nacional, como as críticas ao petismo, a defesa do impeachment e o sentimento de “renovação da política” que vinha da sociedade.

Foi dessa forma que ele convenceu colegas e abriu um canal de comunicação com grupos como o Movimento Brasil Livre (MBL), ainda na época das manifestações contra Dilma Rousseff. “O Onyx sempre foi um político muito convicto dos seus princípios e valores. É um visionário em termos de estratégia e articulação política. É um cara que tem uma profunda formação liberal, tendo feito diversos cursos com o partido liberal alemão”, disse.

De acordo com Efraim, as posições do futuro ministro na própria bancada do DEM são até hoje reconhecidas – como o momento em que o partido avaliava se fundir a outro para evitar a extinção. Na época, Onyx avaliou que a legenda colheria os frutos de se manter de forma firme na oposição.

“Ele conseguiu capitanear, capitalizar esse sentimento da sociedade. Acreditou nesse projeto Bolsonaro e, com justiça, hoje é apontado com articulador. Enquanto o PSDB às vezes vacilava na condução da oposição, o Onyx quando liderou o DEM nunca titubeou e sempre previu que essa agenda que ele sempre defendeu seria acolhida pela sociedade brasileira”, afirmou.

Caixa 2

Em maio do ano passado, quando vieram à tona as delações de executivos do Grupo JBS em que Onyx foi citado como tendo recebido dinheiro dos executivos, ele confessou o uso do dinheiro. Na época, deu entrevistas e gravou um vídeo reconhecendo que recebeu R$ 100 mil durante a campanha eleitoral de 2014 de um empresário e não declarou o valor na sua prestação de contas, o que configura o crime de caixa 2. O parlamentar disse que entregaria uma declaração ao Ministério Público Federal (MPF) assumindo o erro e que pagaria por ele.

Dez medidas

Após intensas negociações, o plenário da Câmara aprovou em novembro de 2016 o texto que continha dez medidas de combate à corrupção, que chegou ao Congresso com dois milhões de assinaturas. Ony foi o relator da medida. Durante a tramitação, seis medidas sugeridas pelo MPF foram retiradas, após críticas dos parlamentares. A proposta, que está parada no Senado à espera de um relator, manteve a criminalização do eleitor pela venda do voto, a transformação em crime hediondo para certos tipos de corrupção e a tipificação do caixa 2 como crime eleitoral.

Mesmo antes da relatoria, Onyx  já era apontado pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP) como um dos parlamentares mais influentes, tendo participado de 12 Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs), com destaque para a dos Correios e a da Petrobras.

Coordenador de campanha

Desde que a candidatura de Jair Bolsonaro ganhou força, Onyx se tornou um aliado de primeira hora. Ainda durante a pré-candidatura à Presidência de Rodrigo Maia (DEM-RJ), atual presidente da Câmara, a avaliação do deputado gaúcho e de outros integrantes do DEM era de que o partido não deveria apoiar o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin. O DEM acabou compondo a coligação do presidenciável tucano, mas a cúpula do Democratas soube que haveria integrantes da sigla trabalhando pela campanha do PSL.

Nas últimas semanas, o trabalho de Onyx junto à campanha se intensificou. Foi ele o responsável, na semana passada, por organizar encontros de Bolsonaro com diferentes grupos, dentre eles a bancada da bala e integrantes do agronegócio. No último domingo (28), o próprio Bolsonaro confirmou o nome do deputado para a Casa Civil. A partir desta quarta-feira (31), o processo de transição do governo se iniciará com uma reunião entre Onyx e o atual ocupante do cargo, ministro Eliseu Padilha.


ccbb_de_brasilia_divulgacao_ccbb.jpg

Ricardo Callado29/10/20184min

Por Karine Melo

Um dia depois da eleição presidencial, a segurança no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília, que abrigará o gabinete de transição entre o atual governo Temer e o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), foi reforçada com a presença de homens e viaturas da Força Nacional de Segurança.
A Agência Brasil apurou que os militares chegaram hoje (29), por volta de 5h30. São aproximadamente 50 homens que devem se revezar 24 horas.

Como medida de segurança, as entradas que darão acesso ao gabinete do presidente eleito e às salas de reunião da equipe ganharam detectores de metais.

Regras

O CCBB foi utilizado pela primeira vez em 2002, na transição do governo do então presidente Fernando Henrique Cardoso para o de Luiz Inácio Lula da Silva. Naquele ano, as regras para a transição de governo começaram a valer por força de medida provisória, mas em dezembro, depois de aprovadas pelo Congresso, passaram a figurar em lei específica, a Lei 10.609.

A norma fixa, por exemplo, que candidatos eleitos para os cargos de presidente e vice-presidente da República poderão ter, mediante solicitação, segurança pessoal garantida. A legislação esclarece ainda que equipe que fará parte do processo de transição têm como objetivo entender o funcionamento dos órgãos e entidades que compõem a administração pública federal e preparar os atos de iniciativa do novo presidente da República, a serem editados imediatamente após a posse.

Integrantes

De acordo com a lei, o presidente eleito tem direito a 50 cargos em comissão, chamados de Cargos Especiais de Transição Governamental. Os postos podem ser preenchidos “a partir do segundo dia útil após a data do turno que decidir as eleições presidenciais e deverão estar vagos obrigatoriamente no prazo de até 10 dias contados da posse do candidato eleito”.

Ao final do prazo, a exoneração ocorre automaticamente. Ocupantes de outros cargos na administração pública não podem acumular funções.

A norma prevê que os postos podem ser ocupados exclusivamente por pessoas indicadas pelo presidente eleito. A nomeação caberá ao atual chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha. Sob o comando de um coordenador, que a pedido de Jair Bolsonaro, pode ser nomeado como ministro Extraordinário do governo Temer, essa equipe terá acesso às informações relativas às contas públicas, aos programas e aos projetos do governo federal.

Pela norma, é exigido discrição e confidencialidade de quem participar do processo de transição. “[Os integrantes das equipes] deverão manter sigilo dos dados e informações confidenciais a que tiverem acesso, sob pena de responsabilização, nos termos da legislação específica.”

A expectativa é de que o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), já indicado para ser o ministro da Casa Civil do governo de Jair Bolsonaro, assuma a função de interlocutor por parte do eleito, enquanto o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, é o responsável pela equipe do governo Michel Temer.


haddad.jpg

Ricardo Callado29/10/20182min
Fernando Haddad desejou sorte ao presidente eleito Jair Bolsonaro (Arquivo/Rovena Rosa/Agência Brasil)

O candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, derrotado nas eleições, desejou hoje (29) sorte ao presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). Nas redes sociais, o petista afirmou estar com o “coração leve” e que espera o “melhor de todos”. Ele se dirigiu ao adversário como “presidente”.

“Presidente Jair Bolsonaro. Desejo-lhe sucesso. Nosso país merece o melhor. Escrevo essa mensagem, hoje, de coração leve, com sinceridade, para que ela estimule o melhor de todos nós. Boa sorte”, afirmou Haddad, na sua conta no Twitter.

Ontem (28), após a confirmação da vitória de Bolsonaro, que obteve 55% dos votos contra 44% para Haddad, o candidato do PT agradeceu o apoio durante a campanha presidencial. Também nas redes sociais, ele postou imagens em que aparece abraçando a mulher Ana Estela.

“Lembrando o hino nacional: verás que um professor não foge à luta, nem teme quem adora a liberdade à própria morte”, disse o petista, referindo-se também à sua profissão que é de professor de ensino superior na Universidade de São Paulo (USP).

Aos eleitores, Haddad se dirigiu também com carinho. “Gostaria de agradecer os 45 milhões de eleitores que nos acompanharam. Uma parte expressiva da população que precisa ser respeitada.”

Mencionou ainda sua família e sua história pessoal. “Gostaria de agradecer meus antepassados que me ensinaram o valor da coragem e a defender a justiça a qualquer preço. Todos os demais valores dependem da coragem”, disse.


Jair-Bolsonaro.jpg

Ricardo Callado28/10/20184min

Candidato do PSL derrotou o petista Fernando Haddad no segundo turno. Capitão reformado do Exército e deputado federal desde 1991, Bolsonaro se elegeu com promessas de reformas liberais na economia e um discurso conservador, contrário à corrupção, ao PT e ao próprio sistema político

Por Guilherme Mazui, G1 – Jair Messias Bolsonaro, do PSL, foi eleito presidente da República neste domingo (28) ao derrotar em segundo turno o petista Fernando Haddad, interrompendo um ciclo de vitórias do PT que vinha desde 2002.

A vitória foi confirmada às 19h18, quando, com 94,44% das seções apuradas, Bolsonaro alcançou 55.205.640 votos (55,54% dos válidos) e não podia mais ser ultrapassado por Haddad, que naquele momento somava 44.193.523 (44,46%).

Aos 63 anos, capitão reformado do Exército, deputado federal desde 1991 e dono de uma extensa lista de declarações polêmicas, Jair Bolsonaro materializou em votos o apoio que cultivou e ampliou a partir das redes sociais e em viagens pelo Brasil para obter o mandato de presidente de 2019 a 2022.

Na campanha, por meio das redes sociais e do aplicativo de mensagens WhatsApp, apostou em um discurso conservador nos costumes, de aceno liberal na economia, de linha dura no combate à corrupção e à violência urbana e opositor do PT e da esquerda.

Com isso, se tornou um fenômeno eleitoral ao vencer a corrida presidencial filiado a uma legenda sem alianças formais com grandes partidos, com pouco tempo na propaganda eleitoral de rádio e TV e distante das ruas na maior parte da campanha, em razão do atentado no qual sofreu uma facada que o perfurou no abdômen.

Após quatro vitórias consecutivas do PT em eleições presidenciais (2002, 2006, 2010 e 2014), o novo presidente eleito se apresenta como um político de direita.

Vitorioso na primeira vez em que se candidatou a presidente, Bolsonaro sucederá Michel Temer (MDB), vice de Dilma Rousseff (PT) que assumiu o governo em 2016 devido ao impeachment da petista.


Fátima-Bezerra.jpg

Ricardo Callado28/10/20182min

Única mulher eleita governadora, Fátima Bezerra (PT), liderou desde o primeiro turno e obteve hoje 57,47% dos votos. Senadora com mandato até 2023, Fátima Bezerra foi eleita duas vezes deputada estadual e três vezes deputada federal. Natural da Paraíba, é pedagoga, formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Construiu sua carreira nas redes públicas de educação de Natal e do Rio Grande do Norte. Atua na área de direitos humanos, meio ambiente e na defesa dos direitos dos trabalhadores e das mulheres.

Com a vitória de Fátima Bezerra, o PT conquistou governo de quatro estados, todos no Nordeste: Bahia, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte.

Seu adversário, Carlos Eduardo (PDT), teve 42,53% votos. Filho do ex-prefeito Agnelo Alves, cassado pela ditadura militar, foi deputado estadual e quatro vezes prefeito de Natal. Fatima Bezerra derrotou uma  tradicional família de políticos do Rio Grande do Norte: é sobrinho do ex-ministro Aluísio Alves e primo do senador Garibaldi Alves Filho e do ex-presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves – este último enunciado na operação Lava Jato, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Renunciou à prefeitura de Natal para concorrer a governador.

Até o momento, foram apuradas 87,28% das urnas.


ibaneis-6.jpg

Ricardo Callado28/10/20184min

 

Por Paulo Victor Chagas

O advogado Ibaneis Rocha será o novo governador do Distrito Federal. Ele venceu a disputa do segundo turno com 69,78% dos votos válidos. O atual governador Rodrigo Rollemberg (PSB), que tentou a reeleição, ficou com 20,22% dos votos válidos.
Até agora foram apurados 98,81% das urnas. Os votos brancos somam 3,47% e os nulos, 8%. A abstenção está em 18,93%.
Ibaneis Rocha Barros Junior tem 47 anos e foi presidente da seccional do Distrito Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) entre 2013 e 2015. Atualmente, ele é membro do Conselho Federal da OAB-DF. O vice-governador será o empresário conhecido como Paco Britto (Avante).
Estreante em cargos eletivos, Ibaneis apresentou rápido crescimento nas pesquisas de intenção de voto no primeiro turno, subindo de quinto colocado, em meados de setembro, para a primeira posição de forma isolada. Ele afirma que entrou na política este ano para ajudar a resolver os problemas que os políticos tradicionais não conseguiram solucionar.No segundo turno, o candidato recebeu o apoio do PR e de membros do partido como a ex-primeira dama do DF e deputada eleita, Flávia Arruda, e de Jofran Frejat, que cogitava concorrer ao cargo. O ex-deputado federal Tadeu Filippelli, também do MDB, foi um dos primeiros apoiadores de Ibaneis.

Nascido na capital federal, o advogado tem pós-graduação em Direito e Processo do Trabalho e Processo Civil. Desde a década de 1990, Ibaneis é dono do próprio escritório de advocacia, em Brasília, que se notabilizou por ações em defesa de entidades classistas e de órgãos públicos. Ele também é sócio da empresa Ibaneis Administradora De Bens Patrimoniais. Entre 2007 e 2010, foi secretário-geral da Comissão Nacional de Prerrogativas do Conselho Federal da OAB.

O programa de governo do candidato eleito tem como diretriz o uso das tecnologias em áreas sensíveis como saúde, segurança e mobilidade, projeto classificado de “DF Inteligente”. Ele prega que vai melhorar a gestão da educação, e com isso alcançar resultados positivos na geração de empregos e ampliação da renda dos moradores. Intensificar a regularização de imóveis urbanos e rurais na capital federal, além de restaurar obras e monumentos, também estão entre as ações prometidas por Ibaneis.

Já Rodrigo Rollemberg, de 59 anos, é formado em História e iniciou sua carreira política ainda no movimento estudantil. Membro do PSB desde 1985, foi deputado distrital por dois mandatos, deputado federal entre 2007 e 2010, quando foi eleito senador. Em 2014, deixou o Senado para se candidatar ao governo do DF, vencendo no segundo turno.


Belivaldo-Silva.jpg

Ricardo Callado28/10/20181min

Belivaldo Silva (PSD), que concorre à reeleição, acaba de garantir, matematicamente, a vitória para o governo de Sergipe.

O candidato lidera a apuração com 64,48% dos votos válidos e não pode ser mais alcançado pelo seu adversário, Valadares Filho (PSB), que contabiliza 35,52% dos votos válidos.

Foram apuradas, até agora, 88,75% das urnas do estado. Silva tem como companheira de chapa a viúva do governador Marcelo Déda (morto em 2013) Eliane Aquino (PT), vice-prefeita de Aracaju.

Chagas assumiu o governo de Sergipe no início deste ano, quando Jackson Barreto renunciou ao cargo para concorrer a senador.

Advogado, é filiado ao PSD, mas já passou pelo MDB e pelo PSB. Na condição de vice-governador, assumiu a Casa Civil de Sergipe.


ibaneis-bessa.jpg

Ricardo Callado27/10/20184min

O deputado federal Laerte Bessa (PR), disse que Ibaneis Rocha (MDB) será eleito governador neste domingo (28), por representar a esperança dos mais de três milhões de brasilienses, que nos últimos quatro anos, sofrem com a falta de segurança, com a decadência na saúde e na educação. “Chegou a hora da população se livrar do pior governador da história de Brasília”, disse o deputado

Por Toni Duarte//RADAR-DF

Apesar de não ter conseguido se reeleger, o deputado federal Laerte Bessa, disse que irá continuar ajudando o Distrito Federal até o último dia do seu mandato.

O presidente da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara Federal, afirmou que projetos como o que estabelece a redução da maioridade penal, para os jovens de 18 para 16 anos, no caso de crimes de homicídio doloso, lesão corporal seguida de morte e crimes hediondos como o estupro, será aprovado pelo plenário do Senado antes do recesso parlamentar de final do ano.

O delegado aposentado da Polícia Civil do DF, defende pena mais severa para menores travestidos de bandidos. Ele afirmou que não é normal que quase 70% dos assassinatos, roubos e estupros sejam cometidos por menores de idade. “Eles fazem isso apostando na impunidade”, disse.

Ele também acredita no  fim do “saidões” dos presídios em casos de bandidos perigosos. Bessa afirma que grande parte dos presos violentos, que são beneficiados pelos saidões, não retornam aos presídios e saem dispostos a cometerem crimes.

Para Bessa a vitória de Ibaneis Rocha, neste domingo, ao governo do Distrito Federal, como prevê toda as pesquisas de intenções de voto, será o resgate de uma nova história de gestão responsável e sem corrupção no governo do DF.

“Ibaneis será eleito governador por ser a esperança e a redenção de um povo que sofre com as mazelas na saúde, na educação e na segurança pública. O povo está esperando ansiosamente pela eleição deste  domingo (28), para dá um cartão vermelho, definitivo, ao pior governador da história de Brasília”, disse Bessa.

Ele afirmou que os policiais civis, categoria que faz parte, não podem esquecer que Rollemberg é culpado pela perda da paridade da Polícia Civil que será resgatada por Ibaneis Rocha se vencer a eleição.

O deputado apontou ainda: “Rollemberg que posa de “mãos limpas” será desmascarado pelos órgãos de controle que investigam roubalheira do dinheiro público em seu governo”.

Para finalizar, o deputado agradeceu os mais de 28 mil votos que recebeu nas eleições desse ano.

“Tenho absoluta convicção que cumpri a minha missão com decência e retidão e irei continuar, mesmo sem mandato, ajudando o povo do DF”, prometeu.



Sobre o Blog

Aos 14 anos, o Blog do Callado é um veículo consolidado, admirado por seus leitores e em sintonia com o público alvo: a população brasiliense. O blog é um site de opiniões e notícias com atualização diária, sem cunho ideológico. Dedica-se a oferecer aprimoramento da informação, com uma audiência qualificada.


NOS BASTIDORES DA CAIXA DE PANDORA

Pandora




Mídias Sociais

Twitter do Blog


FANPAGE Facebook

Facebook By Weblizar Powered By Weblizar



Parcerias