Arquivos Política - Blog do Callado

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Ricardo Callado18/07/20183min

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em parceria com outros órgãos de fiscalização, vai analisar suspeitas de uso de dinheiro vivo para caixa 2 nas eleições deste ano, a condição financeira das pessoas físicas doadoras e a capacidade operacional dos fornecedores de bens e serviços destinados à campanha.

“O foco não é apenas dinheiro vivo, é muito além disso. O que o TSE busca com outros órgãos de fiscalização do Estado é, a partir das informações declaradas nas prestações de contas dos candidatos/partidos, analisar a capacidade financeira das pessoas físicas no aporte das doações e a capacidade operacional dos fornecedores na entrega de bens e serviços destinados à campanha eleitoral”, disse o tribunal, em nota.

A fiscalização da Justiça Eleitoral será feita a partir das informações declaradas pelos candidatos nas suas prestações de contas. Além disso, como ocorrido no último pleito, haverá um compartilhamento de informações da Justiça Eleitoral com outros órgãos do Estado, como a Receita Federal, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e o Ministério Público.

No caso específico do TSE, serão analisadas as contas dos candidatos à Presidência da República. Candidatos aos demais cargos terão suas prestações de contas analisadas pelos juízes eleitorais e respectivos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs).

A suspeita com relação a dinheiro vivo é de que candidatos façam declaração falsa de valores guardados em casa à Justiça Eleitoral e ao Fisco. O objetivo seria, após a eleição, transformar o dinheiro em sobra de campanha ou incluir recursos de origem ilícita nos gastos eleitorais.

Nas últimas eleições gerais, em 2014, foram declarados R$ 300 milhões em dinheiro por 26.259 candidatos (7,6% do total). Nas eleições para prefeitos e vereadores, em 2016, 497.697 candidatos (12,28%) declararam possuir R$ 1,679 bilhão em espécie.

Neste ano, os recursos para a campanha virão dos fundos Eleitoral, com R$ 1,7 bilhão, e Partidário, com R$ 888,7 milhões, além das doações de pessoas físicas e recursos próprios dos candidatos (autofinanciamento).

Procurada, a Receita Federal disse que não irá comentar o assunto.


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Ricardo Callado18/07/20182min

Aliança foi selada nessa manhã de quarta-feira (19/07). Pastores da Assembleia de Deus e de outras denominações do segmento evangélico também já se uniram em torno do pré-candidato

Os evangélicos estão se unindo para conquistar espaços importantes na política. Para o Senado Federal foi escolhido o pastor Fadi Faraj, que, na manhã esta quarta-feira, fechou mais uma aliança forte. Terá o apoio de representantes da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), que possui mais de 300 igrejas em todo o Distrito Federal.

A aliança foi selada com a o pré-candidato a deputado federal, Julio César; o ex-distrital pastor Evandro Garla; e o bispo Wagner Negrão. Júlio Cesar também terá o apoio de integrantes do Ministério da Fé, igreja de Faraj.

Na semana passada, Fadi Faraj apareceu com 4,9% de intenções de voto para o Senado, no estudo do Instituto Paraná Pesquisa, que está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Fadi Faraj já tem o apoio declarado de lideranças religiosas como o senador Magno Malta (PR/ES); o pré-candidato à Presidência, deputado Jair Bolsonaro; Bispo Manoel Ferreira (Assembleia de Deus de Madureira); Pr Orcival Xavier (Assembleia de Deus – ADEB), Estevam Hernandes (Renascer em Cristo), Ap. César Augusto (Fonte da Vida), Pr Ostenio (Presidente da CONAMEB); Ap. Manoel Ribeiro (M12); entre outros.

Com as alianças se fortalecendo a cada dia, os evangélicos têm toda a chance de ter um representante no Senado Federal.


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Ricardo Callado18/07/20186min

Por Cristiano Carlos

O início da temporada das convenções nacionais eleitorais, ou seja, eventos que os partidos são obrigados a realizar para a escolha dos nomes que vão disputar a Presidência da República, Senado, Câmara dos Deputados, Governadores e deputados estaduais e distritais, começa nesta sexta-feira (20) e segue até o dia 5 de agosto.

Até o momento, o cenário político nacional é de muitas indefinições, e os nomes e as chapas que devem disputar o Planalto, ainda são incertos.

As dúvidas dos partidos, em lançar ou não candidaturas próprias, estão refletindo nas pesquisas de intenção de voto, e o eleitor, por enquanto, não definiu em quem deve votar no pleito de outubro.

De acordo com a pesquisa eleitoral realizada pelo Ibope e encomendada pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI), a soma dos entrevistados que disseram não ter candidato e que votariam em branco é superior a 40%.

Para o especialista em Ciência Política da Fundação Getúlio Vargas, Sérgio Praça, é impossível saber agora qual candidato será escolhido para a disputa de um segundo turno presidencial, por exemplo.

Ele ressalta que o jogo político é muito diferente dos outros pleitos presidenciais disputados nos últimos anos.

“A incerteza eleitoral desse ano é muito alta e isso incentiva os partidos a lançarem suas próprias candidaturas. Ao contrário das últimas cinco, seis eleições presidenciais, o cenário hoje é muito incerto. É impossível dizer hoje quem irá para o segundo turno”, ressaltou.

Outra diferença desta corrida eleitoral, em comparação com eleições passadas, são os possíveis lançamentos de candidaturas próprias de partidos que tradicionalmente estiveram apenas na composição das chapas de outras siglas, caso do MDB, PC do B e DEM.

Por isso, nada impedirá que um candidato, que hoje se encontra longe da preferência do eleitorado, seja um dos representantes escolhidos para a votação de segundo turno das eleições, como explica o especialista da FGV, Sérgio Praça.

“Mesmo o Henrique Meirelles, do MDB, ele tem um por cento agora nas pesquisas. Mas, ele vai ter bastante tempo no horário eleitoral. Quem sabe ele não vai para 10%, 15%? Não acho impossível, não. Então, o partido tem pouco a perder hoje em lançar um candidato assim”, disse.

As convenções partidárias nacionais começam já nesta sexta-feira (20), com o PDT, de Ciro Gomes. O PC do B deve escolher se lança ou não Manuela D’Ávilla como candidata à presidência no dia primeiro de agosto.

No dia dois, o MDB deve confirmar o nome do ex-ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, como candidato. O PSDB deve escolher Geraldo Alckmin no dia quatro e, no dia cinco, o último para a realização das convenções, o PSB deve escolher em qual rumo caminhará no pleito. Os demais partidos ainda não divulgaram as datas de suas convenções nacionais.


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Ricardo Callado18/07/20183min

Os eleitores que estarão fora do domicílio eleitoral em outubro podem se cadastrar para votar em trânsito, de hoje (17) até o dia 23 de agosto. O voto em trânsito pode ocorrer no primeiro, no segundo ou nos dois turnos, nas capitais e nos municípios com mais de 100 mil eleitores. Para votar em trânsito, o eleitor tem que fazer a habilitação em um cartório eleitoral, indicando o local em que estará na data das eleições.

Neste ano, quem estiver na unidade da federação de seu domicílio eleitoral poderá votar para presidente da República, governador, senador, deputado federal, deputado estadual ou distrital. Os eleitores que estiverem fora da unidade da federação de seu domicílio eleitoral só podem votar para presidente.

O voto em trânsito foi permitido a partir das eleições de 2010, nas capitais e somente para o cargo de presidente da República. Naquele ano, 80.419 eleitores se cadastraram para votar em trânsito no primeiro turno e 76.458, no segundo turno.

Em 2014, além das capitais, foi possível votar em trânsito também nas cidades com mais de 200 mil eleitores. Foram criadas 216 seções para voto em trânsito, em 91 municípios.

Naquele ano, 84.418 eleitores se cadastram para votar em trânsito no primeiro turno das eleições presidenciais e 79.513 se habilitaram para o segundo turno. São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais foram os estados mais procurados pelos eleitores que estavam fora de seu domicílio eleitoral.

Para se habilitar, o eleitor deve comparecer em um cartório eleitoral, apresentar um documento oficial com foto e indicar o local em que pretende votar. Só podem votar em trânsito as pessoas em situação regular no cadastro eleitoral.

O direito de votar em trânsito só pode ser exercido no território brasileiro. No entanto, os eleitores com título cadastrado no exterior que estiverem no Brasil poderão votar em trânsito na eleição para presidente.

Os tribunais regionais eleitorais (TREs) vão divulgar em seus sites os locais onde haverá voto em trânsito. As seções eleitorais que receberão o voto em trânsito deverão ter entre 50 e 400 eleitores. Se o número de eleitores não atingir o mínimo, caberá ao TRE agregar a seção eleitoral a outra mais próxima, “visando garantir o exercício do voto”.


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Ricardo Callado17/07/20182min

O presidente do Partido da República (PR) no Distrito Federal, Salvador Bispo, divulgou na tarde desta terça-feira nota oficial lamentando a saída de Jofran Frejat da disputa ao Palácio do Buriti.

A nota enaltece as qualidades humanas e políticas de Frejat e diz que o partido agora busca um “novo ponto de equilíbrio político que possa unir a todos num projeto para o resgaste de Brasília”. Veja a nota na íntegra:

NOTA OFICIAL DO PR-DF

O PR-DF lamenta a decisão do seu pré-candidato a Governador, Jofran Frejat, face às dificuldades de composição da Chapa Majoritária, e agradece as unânimes manifestações de solidariedade ao seu pré-candidato a Governador, cujas qualidades humanas e políticas são reconhecidas por todos, inclusive pelos partidos adversários.

O PR-DF, através do diálogo com todos os partidos de oposição ao GDF, espera encontrar um novo ponto de equilíbrio político que possa unir a todos num projeto para o resgaste de Brasília.

E nesse novo quadro, sem imposições de qualquer ordem, espera poder contar com a valiosa contribuição de Frejat ao Distrito Federal.

Salvador Bispo
Presidente do PR/DF


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Ricardo Callado17/07/20182min

Frejat anunciou nesta terça-feira desistir de se candidatar ao Governo do Distrito Federal

General Paulo Chagas

Por Isadora Teixeira, do Metropoles – Pré-candidato ao Palácio do Buriti pelo PRP, o general Paulo Chagas lamentou a saída de Jofran Frejat (PR) da disputa eleitoral e enalteceu o gesto do ex-secretário de Saúde. Para o membro da reserva do Exército, o republicano deu “um exemplo da nova política”.

“Era uma opção importante para o DF: um homem honesto, com passado que nada depõe contra ele. Por outro lado, tenho que cumprimentá-lo pela atitude corajosa com relação àqueles que confiam nele”, afirmou.

Frejat revelou à coluna Grande Angular, na manhã desta terça-feira (17/7), que comunicou ao presidente nacional do PR, Valdemar Costa Neto, sua decisão de desistir definitivamente da pré-candidatura ao Governo do Distrito Federal (GDF).

Para o general, essa decisão revela que Frejat “não estava sendo mais ele mesmo por conta das pessoas que queriam comandá-lo”. “Não podemos ter mais do mesmo e ele não quis ser mais do mesmo. Isso é louvável”, declarou.

 


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Ricardo Callado17/07/201813min

Você sabia que, desde a retomada das eleições diretas para Presidente da República, há quase 30 anos, apenas sete mulheres se candidataram ao posto máximo do Executivo? A advogada Lívia Maria Ledo Pio de Abreu foi a primeira delas, ao disputar pelo Partido Nacionalista as eleições de 1989, vencidas por Fernando Collor. A mineira da cidade de Carangola recebeu cerca de 180 mil votos e terminou o primeiro turno em 16º lugar.

Para Lívia, o significado da participação vai além do resultado conquistado nas urnas naquele ano.

“Fui agraciada com este compromisso, essa missão de ser a primeira mulher candidata à Presidência da República, representando as mulheres brasileiras no processo de redemocratização do país. Eu aceitei, foi difícil, porque foi amador, sem recurso, mas foi altamente gratificante, porque eu incentivei muitas mulheres a entrarem na política”, relata Lívia Maria.

De lá pra cá, além de Lívia Maria, se candidataram à presidência Thereza Ruiz (1998), Ana Maria Rangel (2006), Heloísa Helena (2006), Marina Silva (2010 e 2014), Luciana Genro (2014) e Dilma Rousseff (2010 e 2014). Dilma foi eleita em 2010 e reeleita em 2014, sendo a primeira mulher presidente da República.

Mesmo com esses exemplos, a representatividade feminina na candidatura para cargos na vida política brasileira ainda pode ser considerada baixa. Nas últimas eleições municipais de 2016, as mulheres foram 31% dos cerca de meio milhão dos candidatos a prefeito, vice-prefeito e vereador.

Para a professora Tânia Navarro Swain, do Departamento de História da Universidade de Brasília (UnB), a presença das mulheres no poder político aumentou, mas está longe de ser ideal.

“Atualmente, está começando a recuperar esta presença das mulheres em todos os domínios da sociedade, inclusive no domínio do poder político. Mas ainda é muito incipiente. Somos mais de 50% da sociedade e representamos o mínimo em termos de postos políticos, postos de mando e de decisão.”

A Anna Carolina Aureliano, feminista, mestranda em Direito das Relações Internacionais e Integração da América Latina, trabalhou durante 5 anos na Secretaria de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres na Presidência da República. Segundo ela, o Brasil é o pior país da América Latina em paridade política.

“A ausência das mulheres na política é um resultado claro do patriarcado e as estruturas dos poderes colocado dentro dos partidos é historicamente dominada por homens. Podemos considerar os estudos da Enap, da ONU Mulheres, da FGV, de tantos outros autores, que mostram que o Brasil é o pior país da América Latina em paridade política. Esta é a nossa realidade atual”, conta Anna Carolina.

No Congresso Nacional, a participação das mulheres também é baixa. Segundo a Câmara dos Deputados, estão em exercício apenas 54 deputadas, de um total de 513 parlamentares. Já no Senado Federal, são 13 senadoras, de um total de 81 parlamentares. Esses números colocaram o Brasil na 154ª posição no ranking mundial da participação de mulheres no Executivo, feito pela ONU Mulheres, que analisou 174 países.

A coordenadora da bancada feminina na Câmara dos Deputados, deputada Soraya Santos, do PR fluminense, afirma que as mulheres precisam ter mais visibilidade para mostrar suas propostas.

“Na eleição passada, para as vereadoras, nós tivemos mais de 14 mil mulheres que foram laranjas nestas eleições, com zero votos nas urnas. Não é porque a mulher não goste de política. A mulher não vai aceitar nunca ser usada de trampolim para as candidaturas masculinas como vinha sendo. Nós temos que dar voz as mulheres que podem mostrar uma bandeira, uma causa, mas elas não são vistas, porque o tempo de televisão, tempo do rádio, também não ia para elas”, disse a parlamentar.

Recentemente, Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que pelo menos 30% do fundo especial de financiamento de campanha devem ser gastos em candidaturas de mulheres, nas eleições deste ano. Esse fundo é composto por recursos públicos da ordem de R$ 1,7 bilhão.

O tribunal determinou também que se o percentual de candidaturas for superior ao mínimo de 30%, o repasse dos recursos do fundo e a distribuição do tempo de propaganda devem ocorrer na mesma proporção.

O secretário Judiciário do Tribunal Superior Eleitoral, Fernando Alencastro, disse que, independente de mulheres ou homens, há alguns prazos a serem seguidos pelos partidos políticos.

“Os partidos têm que realizar as convenções partidárias entre 20 de julho e 5 de agosto e encaminhar a relação desses candidatos escolhidos até o dia 15 de agosto. Depois, durante a campanha eleitoral, os partidos políticos acompanham o desenvolvimento das campanhas e têm de fazer uma prestação de contas ao final da campanha”, ressaltou Fernando Alencastro.

Lembrando que há uma prestação parcial de contas de partidos e candidatos, em 9 de setembro, e outra final, no dia 17 de novembro. Para o primeiro turno, a propaganda eleitoral nas ruas e na internet será de 16 de agosto a 5 de outubro. Já a propaganda gratuita no rádio e na TV está prevista para o período de 31 de agosto a 4 de outubro. O último dia para debates, comícios e reuniões públicas também será 4 de outubro.

As eleições vão ocorrer em 7 de outubro, no primeiro turno, e em 28 de outubro, onde houver necessidade de segundo turno.

CONHEÇA

Lívia Maria Ledo Pio de Abreu

A advogada Lívia Maria Ledo Pio de Abreu foi a primeira mulher do Brasil a concorrer ao cargo de Presidente da República pelo extinto Partido Nacionalista (PN), em 1989.

Thereza Ruiz

A administradora de empresas Thereza Tinajero Ruiz foi a segunda mulher a se candidatar ao cargo de Presidente da República, pelo Partido Trabalhista Nacional, em 1998.

Ana Maria Rangel

A cientista política Ana Maria Rangel decidiu se candidatar à presidência da República pelo Partido Republicano Progressista (PRP), em 2006, devido à experiência do trabalho social e ao profundo conhecimento dos problemas sociais no Brasil.

Heloísa Helena

A professora, enfermeira e política brasileira, Heloísa Helena, disputou o cargo de presidente da República em 2006 pela Frente de Esquerda, que era composta pelo PSOL, PSTU e PCB.

Dilma Rousseff

A economista e política brasileira Dilma Rousseff foi eleita duas vezes presidente da República, em 2010 e em 2014. Ela foi a primeira mulher a governar o Brasil.

Marina Silva

A historiadora, professora, psicopedagoga, ambientalista e política brasileira Marina Silva foi candidata à Presidência da República em 2010 pelo Partido Verde (PV) e voltou a ser candidata em 2014 pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB). Em 2018, é pré-candidata ao Planalto pela REDE.

Luciana Genro

Foi a candidata à Presidência da República nas eleições de 2014, pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL).


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Ricardo Callado17/07/20182min

O presidente Michel Temer segue hoje (17) para Cabo Verde (África  Ocidental). Ele participa da 12ª Conferência de chefes de Estado e de governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), na Ilha do Sal (Cabo Verde), que vai até quarta-feira (18).

Na conferência, Brasil transmitirá a presidência da comunidade para Cabo Verde. O comando da CPLP é rotativo.

A presidência do Brasil na CPLP começou em 1º de novembro de 2016, com o tema “A CPLP e a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável”. Houve 13 reuniões ministeriais no Brasil, além de encontros de técnicos e autoridades nas áreas de saúde, educação, cultura, governo digital e meio ambiente.

Criada em 1996, a CPLP é integrada por nove países: Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

Agenda

Pela agenda oficial, o presidente viaja na manhã desta terça-feira e chega às 15h à Ilha do Sal. Em seguida, haverá reunião com o presidente de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca.

À tarde há a abertura Oficial da Conferência de Chefes de Estado e de Governo da CPLP, depois será servido um jantar para os chefes de Estado e de Governo.


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Ricardo Callado16/07/20183min

O agito político com a indecisão do pré-candidato ao Governo do Distrito Federal, Jofran Frejat (PR) e mais, marketing e estratégia dos pré-candidatos Eliana Pedrosa (Pros) e Rodrigo Rollemberg (PSB) em decidir não participar do debate na TV Comunitária, fez com a organização mudasse de ideia e fazer o debate após convenções e registro de candidaturas. Veja o comunicado oficial da organização:

“Considerando as turbulações políticas em Brasilia, comum no período pré convenções partidárias, o Debate com os pré-candidatos ao GDF que seria amanhã (17/7/2018) 20h30, foi adiado para 30 de agosto as 21h30.

O debate será na TV Comunitária no canal12 da NET, no site www.tvcomdf.com e também pelos canais do youtube e da fanpage da TV.

Há uma forte necessidade de assumirmos nosso compromisso social ao realizarmos debates com os candidatos ao Governo de Brasília, esclarecendo os eleitores e ajudando a tomar a melhor decisão na hora do voto.

O debate será ancorado e mediado pelo cientista político Rócio Barreto, apresentador do programa Painel da Cidadania e contará com os jornalista Beto Almeida e Paulo Miranda, presidente e diretor da TV Comunitária do DF.

Inicialmente, o debate estava marcado para o dia 17/07, mas foi adiado para o dia 16/08 as 21h30 por conta de indecisão política e estrategia de marketing de alguns pré-candidatos.

Os temas a serem abordados no programa são os seguintes: emprego e renda, saúde, educação, segurança, ética e transparência, mobilidade, moradia e regularização fundiária, diversidade e cultura.

O Programa Painel da Cidadania, tem como objetivo contribuir para Formação da Cultura Cidadã.

Rócio Barreto.


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Ricardo Callado16/07/20185min

Por Gaudêncio Torquato

As projeções apontam para a elevação do índice do NV (Não Voto – abstenções, votos nulos e brancos), na eleição de 7 de outubro, a um patamar acima de 40%. Recorde-se que o 2º turno da eleição para governo de Tocantins, em junho passado, registrou 51,83% de eleitores votando em branco, anulando ou deixando de comparecer às urnas.

Trata-se, como se deduz de pesquisas, da indignação do eleitor em relação às coisas da política – atores, métodos e processos. O eleitor protesta contra o lamaçal que envolve a esfera política, que parece indiferente a um clamor social exigindo mudanças de comportamentos e atitudes. A principal arma que dispõe o eleitor para mudar a política é o voto. Ora, se o cidadão se recusa a usar esse direito está, de certa forma, contribuindo para a manutenção do status quo, perpetuando mazelas que infestam o cotidiano da vida política.

Estamos, portanto, diante de um dilema: caso o NV assuma proporções grandiosas no pleito deste ano, a hipótese de mudança na fisionomia política cai por terra, arrastada por ondas da mesmice, onde se enxergam as abomináveis práticas do fisiologismo (“é dando que se recebe”), o coronelismo (os currais eleitorais, a política de cabresto), o nepotismo (as engordas grupais), a estadania (o incremento da dependência social do Estado), o neo-sindicalismo peleguista (teias sindicais agarradas às mamas do Estado), a miríade de partidos e seus escopos pasteurizados etc.

A renovação política, bandeira erguida pela sociedade organizada, corre o risco de fracassar, caso o eleitorado se distancie do processo eleitoral ou, mesmo comparecendo às urnas, anule o sufrágio ou vote em branco. É oportuno lembrar que o eleitor é peça fundamental no jogo de xadrez da política. Se não tentar dar um xeque no protagonista que busca se eleger, este acabará sendo empurrado para o altar da representação política por exércitos treinados nas trincheiras dos velhos costumes. Assim, a renovação nas molduras governativa e parlamentar não ocorrerá.

Aliás, calcula-se que a renovação da representação no Parlamento seja de apenas 40% este ano, menor do que em pleitos do passado. A campanha mais curta – de 45 dias nas ruas e de 35 dias na mídia eleitoral – beneficiará os mais conhecidos e aqueles de maiores recursos financeiros. (No pleito anterior, a campanha tinha 90 dias de rua e 45 dias de programa eleitoral no rádio e TV).

O fato é que não se pode contar com mudança política por unilateral vontade do corpo parlamentar. Deputado ou senador, se não recebem pressão da base eleitoral, resistem a qualquer ideia de avançar, alterar, mudar regras que, hoje, os beneficiam. Ou, para usar a expressão mais popular, não darão um tiro no pé. Por conseguinte, a reformulação da política carece de participação ativa do eleitor, razão pela qual este deve cobrar de seus candidatos compromissos com avanços com o fito de eliminar os cancros que corroem o corpo político.

Em suma, a política não se renova porque não há, por parte dos representantes, desejo de mudá-la. E não há desejo porque o eleitor ainda não jogou seu representante no carrossel das transformações. O pleito de outubro deste ano tende a encerrar a era do grande compadrio na política. O que não quer necessariamente dizer que isso ocorrerá. Por isso mesmo, urge despertar a consciência cívica do cidadão. Motivá-lo a colocar sobre os trilhos o trem das mudanças. Toda a atenção deve se dar à bomba que ameaça explodir a locomotiva: o Não Voto. Abstenções, votos nulos e brancos, em demasia, são os ingredientes que podem implodir nosso ainda incipiente sistema democrático.

 

Gaudêncio Torquato, jornalista, é professor titular da USP, consultor político e de comunicação Twitter@gaudtorquato



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