Arquivos Política - Blog do Callado

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Ricardo Callado17/08/20185min

Por Felipe Pontes

O Diário da Justiça do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já publicou edital com os pedidos de registro de todos os 13 candidatos à Presidência da República. A partir da data de publicação, abre-se prazo de cinco dias para que candidatos e coligações adversárias, bem como o Ministério Público Eleitoral (MPE), entrem com impugnações (contestações) contra as candidaturas.

Ao menos dois candidatos – Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PSL) – já tiveram suas candidaturas contestadas no TSE.

No caso de Bolsonaro, a contestação foi feita por um advogado, que questiona o fato de ele ser réu em ações penais no Supremo Tribunal Federal (STF), o que entraria em conflito com regra da Constituição que prevê o afastamento do presidente caso ele venha a ter esse status jurídico. O questionamento, porém, foi feito por meio de uma petição e não cita lei ou norma que impeça réus de serem candidatos.

Caberá ao relator do registro de candidatura de Bolsonaro, ministro Napoleão Nunes Maia, decidir sobre a controvérsia.

Em relação a Lula, ao menos sete contestações foram apresentadas desde quarta-feira (15), quando o PT registrou a candidatura do ex-presidente. Duas delas foram feitas por candidatos ou partidos adversários – Jair Bolsonaro, candidato do PSL, e Partido Novo, cujo presidenciável é João Amoêdo.

Ainda na quarta, a procuradora-geral da República se adiantou à publicação do edital com o registro de Lula, protocolando antecipadamente uma impugnação contra o candidato. Ela argumentou que o ex-presidente não é elegível, por ter sido condenado em segunda instância pela Justiça Federal e, portanto, se enquadrar nos critérios da Lei da Ficha Limpa.

Ontem (16), a PGR entrou ainda com novo pedido para que o prazo de manifestação da defesa de Lula seja adiantado, numa tentativa de acelerar o processo.

Em tese, é necessário que se encerre o prazo para as impugnações, o que no caso de Lula ocorrerá em 22 de agosto, para que comece a contar o prazo de sete dias para a manifestação da defesa contra os questionamentos. Caberá ao ministro Luís Roberto Barroso, relator do processo do registro do ex-presidente, decidir sobre o rito a ser seguido.

Preso desde 7 de abril na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, Lula defende seu direito de ser candidato por ainda ter recursos contra sua condenação pendentes de julgamento nas instâncias superiores da Justiça. A defesa do ex-presidente busca conferir um efeito suspensivo sobre a condenação para libertá-lo e quer que o TSE o permita que ele dispute as eleições enquanto não se define sua situação jurídica.


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Ricardo Callado17/08/20184min

Por Felipe Pontes

O vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, relator do registro de candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, disse nesta quinta-feira (16) que “faremos o que é certo” ao ser questionado sobre o encaminhamento do processo.

Na quarta-feira (15), poucas horas depois de o PT entrar com o pedido de registro da candidatura de Lula à Presidência da República, o Ministério Público Eleitoral (MPE) protocolou uma impugnação (questionamento), argumentando que o ex-presidente não é elegível, de acordo com os critérios da Lei da Ficha Limpa. A questão deve ser analisada por Barroso.

Outras duas impugnações, movidas pelos candidatos a deputado federal Alexandre Frota (PSL) e Kim Kataguiri (DEM), também foram protocoladas na tarde de quarta-feira (15), mas antes de o pedido de registro de Lula ter sido incluído no sistema do TSE. Assim, tais questionamentos acabaram sendo distribuídos a outro relator, o ministro Admar Gonzaga.

Ainda nesta quarta-feira (15), o PT entrou com uma petição nas impugnações de Frota e Kataguiri, colocando em dúvida o fato de terem sido distribuídas a Gonzaga. Segundo nota divulgada pelos advogados do partido, a petição foi feita “com o único objetivo de evitar eventuais nulidades”, devido ao ministro não ser o relator do registro de Lula.

“É uma dúvida legítima pois queremos nos manifestar no processo e não sabemos a qual ministro nos dirigir”, disse o advogado de Lula no TSE, Luiz Fernando Casagrande Pereira, que compareceu nesta quinta-feira (16) à Corte Eleitoral e conversou com o ministro Roberto Barroso.

Questionado sobre a dupla relatoria, Barroso reafirmou que “o que é certo” será feito para dirimir todas as questões, que devem ser encaminhadas para deliberação da presidente do TSE, ministra Rosa Weber.

O ministro pode decidir de modo monocrático e liminar (individual e provisório) se defere ou não o registro de Lula, mas o mais provável, devido à relevância do tema, é que o processo seja levado diretamente para votação no plenário do TSE.

As declarações de Barroso foram dadas após a posse do ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), como ministro titular do TSE, em substituição ao ministro Luiz Fux, que encerrou seu mandato na Justiça Eleitoral.

O TSE é composto por sete ministros titulares, sendo três do STF, dois do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e dois membros da advocacia. Fachin já integrava a Justiça Eleitoral como ministro substituto, passando agora a efetivo.


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Ricardo Callado17/08/20187min

Por Jonas Valente

Com o começo oficial da campanha eleitoral, teve início também a divulgação de publicidade voltada à disputa de outubro. Além dos tradicionais anúncios em rádio e TV, abre-se o período, de maneira inédita, para a divulgação de propaganda paga de candidatos e partidos em redes sociais.

A novidade foi introduzida pela Minireforma Eleitoral (Lei 13.488), aprovada no ano passado. A norma prevê as modalidades de impulsionamento de conteúdo (praticadas pelo Facebook, por exemplo) e de priorização paga de conteúdos em mecanismos de busca (adotada pelo Google, por exemplo).

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou uma resolução (23.551/2017) detalhando exigências para essa modalidade de campanha. As mensagens com essa finalidade devem estar identificadas como tal, por meio da criação de selos (como no caso do Facebook) ou outras marcas. O TSE também definiu a necessidade das publicações trazerem as informações sobre o candidato ou partido, como os nomes e o CPF ou CNPJ do patrocinador daquela publicação.

Sendo essa uma obrigação da legislação eleitoral, candidatos e partidos não podem impulsionar conteúdos ou pagar resultados de busca sem essas identificações. Os que agirem desta maneira estão sujeitos à fiscalização. As denúncias podem ser feitas por eleitores (por meio do aplicativo Pardal), por candidatos ou pelo Ministério Público Eleitoral. Os questionamentos são analisados pela Justiça Eleitoral e podem se transformar em sanções diversas.

Concorrentes e legendas também não podem veicular publicidade em outros canais na internet, como banners em sites. Mas podem enviar mensagens por correio eletrônico e divulgar mensagens em seus sites.

Facebook

O Facebook abriu processo de cadastramento para veicular publicidade eleitoral paga. A inscrição pode ser feita por meio de um formulário específico disponibilizado no site da rede social. Esses anúncios serão identificados nas linhas do tempo dos usuários da plataforma como “propaganda eleitoral”. Aqueles publicados por candidatos vão mostrar o CPF dele, bem como a legenda à qual é filiado. Já os anúncios de partidos vão conter o CNPJ da legenda.

Consultado pela Agência Brasil, o Facebook não informou quantos candidatos e legendas já se cadastraram até o presente momento. Na plataforma, além da fiscalização da Justiça Eleitoral, os candidatos também ficam sujeitos às regras internas, denominadas “Padrões da Comunidade” (Community Standards). Esses princípios definem os limites do que pode ser publicado, proibindo, por exemplo, mensagens com discurso de ódio e conteúdos não autênticos. A empresa já afirmou em diversas ocasiões que não fiscalizará as chamadas “notícias falsas”.

O eleitor que receber uma mensagem desta poderá verificar o motivo em uma ferramenta, denominada “Por que estou vendo este anúncio”. A plataforma vai disponibilizar também um recurso chamado de “biblioteca de anúncios”. Nela, os usuários poderão ver posts pagos relacionados a política, incluindo propaganda eleitoral. Este repositório vai reunir tanto as publicações impulsionadas ativas quanto as que já foram divulgadas, permitindo que o eleitor possa verificar quais são as mensagens difundidas por seu candidato ou por concorrentes.

Este mecanismo tem por objetivo dialogar com preocupações manifestadas por diversos agentes da sociedade civil em eventos sobre internet e eleições acerca dos riscos da publicidade paga no Facebook, o que permitiria segmentar, ou quase personalizar, mensagens dos candidatos. Assim, abriria espaço para que um político falasse algo específico para um determinado público e, para outro grupo segmentado, um conteúdo diferente, ou até mesmo contraditório.

Google

O Google informou à Agência Brasil que vai disponibilizar as plataformas de publicidade a candidatos e partidos “de acordo com as regras previstas pelo Tribunal Superior Eleitoral”. Os conteúdos impulsionados voltados à campanha deverão ser identificados como “anúncio eleitoral” pelos responsáveis e conter CPF ou CNPJ, a depender se o patrocinador for um candidato ou partido.

Ainda de acordo com a assessoria, as plataformas identificam qualquer forma de anúncio, diferenciando o resultado de busca pago dos resultados “orgânicos”. A exemplo do Facebook, caso um usuário queira saber por que está visualizando aquela publicação paga, pode clicar em um ícone “I” e, em seguida, na opção “Por que esse anúncio”. O usuário pode também bloquear os anúncios daquela fonte se não quiser mais receber propaganda eleitoral daquele candidato.

Outra opção ao usuário é a denúncia de uma propaganda deste tipo. Basta clicar no ícone “x” e depois na opção “Denunciar este anúncio”. Na ferramenta, a pessoa pode justificar porque está questionando aquela mensagem. Segundo a assessoria da empresa, a legislação eleitoral não prevê fiscalização prévia dos assuntos, mas os candidatos e legendas estão sujeitos às políticas internas e podem ser alvo de punições como bloqueio da propaganda ou da conta.

Outras plataformas

O Twitter anunciou que não veicularia anúncios por não ter como se adequar às exigências do TSE.


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Ricardo Callado16/08/20185min

Por Felipe Pontes

O deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ), um dos 13 candidatos à Presidência da República, entrou hoje (16) com o sexto pedido de impugnação (questionamento) do registro de candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP) ao cargo, alegando que o ex-presidente inelegível.

No pedido, os advogados Tiago Ayres, Gustavo Bebianno Rocha e André Castro, que representam Bolsonaro e a coligação Brasil Acima de Tudo, Deus Acima de Todos, detalham o processo que levou à condenação de Lula no caso do tríplex do Guarujá (SP) e afirmam que, em decorrência disso, o ex-presidente é inelegível. “Isso porque restou comprovado que o ex-presidente da República participou de um grande esquema de corrupção”, diz o texto.

Os advogados argumentam ainda o entendimento atual do STF, segundo o qual a pena pode ser executada após condenação em segunda instância, que levou à prisão de Lula, também deve ser aplicado à restrição dos direitos políticos do ex-presidente.

O registro de candidatura de Lula já foi questionado pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge. Caberá ao ministro Luís Roberto Barroso decidir sobre os pedidos de impugnação. Hoje, ao ser questionado sobre o assunto, o ministro afirmou que fará “o que é certo”.

Barroso pode decidir de modo monocrático e liminar (individual e provisório) sobre o deferimento do registro de candidatura de Lula, mas o mais provável é que o processo seja julgado diretamente no plenário do TSE.

O registro da candidatura de Lula também foi contestado por dois candidatos a deputado federal, Kim Kataguiri (DEM-SP) e Alexandre Frota (PSL-SP), e por dois cidadãos que não concorrem às eleições. Esses pedidos de impugnação foram distribuídas ao ministro do TSE Admar Gonzaga.O PT pediu a Barroso que esclareça a quem cabe a relatoria das impugnações, e o ministro enviou o questionamento à presidente do TSE, ministra Rosa Weber, que deve pacificar a quem caberá decidir.

Condenação

Lula está preso desde 7 de abril na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba. Ele foi condenado, no caso do tríplex do Guarujá (SP), por corrupção e lavagem de dinheiro a 12 anos e um mês de prisão pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), segunda instância da Justiça Federal.

Com a condenação em segunda instância, Lula pode ser enquadrado nos critérios de inelegibilidade da Lei da Ficha Limpa. O ex-presidente nega ser proprietário do tríplex no Guarujá e pretende reverter a condenação no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no Supremo Tribunal Federal (STF).

Os advogados do ex-presidente querem que os recursos às instâncias superiores tenham efeito suspensivo sobre a condenação, o que garantiria a Lula o direito de recorrer em liberdade e também de disputar as eleições.


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Ricardo Callado16/08/20182min
Pesquisa do Instituto Opinião Política, encomendada com exclusividade pelo jornal Correio Braziliense, mostra alta rejeição ao governador Rodrigo Rollemberg (PSB). O nome do candidato à reeleição é rejeitado por 69,1% dos entrevistados que afirmaram não votar nele de jeito nenhum. Apenas 26,2% dos eleitores declararam que poderiam votar no candidato à reeleição.
A principal concorrente de Rollemberg, Eliana Pedrosa (PROS) enfrenta a rejeição de 52,1% — o percentual mais baixo entre os todos candidatos ao GDF. De acordo com o levantamento, 38,7% dos entrevistados afirmaram que poderiam votar em Eliana.
O deputado federal Alberto Fraga (DEM) tem rejeição de 61,8%. No total, 25,8% dos entrevistados disseram que poderiam vota no Democrata ao GDF.
Outro candidato, Rogério Rosso (PSD), tem rejeição de 59,9% que afirmaram não votar nele de jeito nenhum e 27,2% disseram que poderiam escolhê-lo nas eleições de outubro.
A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF) com o número DF-03100/2018. Para a amostra, foram realizadas 1.231 entrevistas, entre 10 e 13 de agosto, com eleitores residentes no Distrito Federal com mais de 16 anos. O intervalo de confiança da pesquisa é de 95% e a margem de erro é de 3%.

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Ricardo Callado16/08/20188min
Por Helena Mader, do Correio Braziliense
foto: Kleber Sales/CB/D.A Press)

Em uma disputa acirrada, quatro candidatos ao Governo do Distrito Federal aparecem empatados tecnicamente na liderança da corrida pelo Palácio do Buriti. Pesquisa encomendada pelo Correio Braziliense e realizada pelo Instituto Opinião Política mostra que, se a eleição fosse hoje, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) teria 12,3% dos votos. A ex-distrital Eliana Pedrosa aparece em segundo, com praticamente o mesmo percentual do atual chefe do Executivo: 12,1%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral do DF com o número DF-03100/2018.

Como a pesquisa tem uma margem de erro de três pontos percentuais, o terceiro e o quarto colocados no levantamento estimulado também estão em empate técnico com os líderes. Rogério Rosso (PSD) tem 8,5% das intenções de voto e Alberto Fraga (DEM), 8,4%. A pesquisa revela um cenário de indefinição na disputa pelo GDF e indica a realização de segundo turno na corrida pelo governo local. Seguindo a tendência nacional, o número de indecisos chama a atenção: 12,8% não sabem quem escolher para o governo, e 32,9% dos eleitores declararam que vão votar nulo ou em branco.
O trabalho do Instituto Opinião Política mostrou que, na pesquisa estimulada, na sequência dos quatro líderes aparece o candidato do Partido Novo, Alexandre Guerra, com 3,8% das intenções de voto. Em sexto lugar está o economista Júlio Miragaya, do PT, escolhido em convenção do partido realizada no mês passado. O ex-presidente da Companhia de Desenvolvimento do Planalto Central (Codeplan) tem 3,0% das intenções de voto na pesquisa estimulada.
Logo após aparece o nome da candidata do PSol, Fátima Sousa, com 2,2%. A professora da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade de Brasília (UnB) foi convidada pelo partido a disputar o Buriti em dezembro do ano passado. Em maio, o PSol a lançou oficialmente como pré-candidata ao governo. Em oitavo lugar está o general Paulo Chagas, do PRP. De acordo com a pesquisa, ele possui 1,8% das intenções de voto. O militar tem 68 anos e está na reserva há 10 anos, após quase quatro décadas de serviço militar.
Na sequência está o advogado Ibaneis Rocha, do MDB, com 1,4% das intenções de voto. O ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no DF concorre a um cargo eletivo pela primeira vez neste pleito. Em décimo lugar na pesquisa estimulada está o representante do PSTU, Antônio Guillen, com 0,5% das intenções de voto, seguido por Renan Rosa, do PCO, com 0,4%.

Espontânea

No comando do governo há três anos e oito meses, Rodrigo Rollemberg lidera o levantamento na pesquisa espontânea. Quando questionados em qual candidato votariam, sem a apresentação de uma lista de opções, os eleitores citaram principalmente nomes que realmente estão na disputa.
Rollemberg tem 6% das intenções de voto nessa modalidade de avaliação. Em segundo lugar, está o deputado federal Alberto Fraga (DEM), com 2,9%. O ex-secretário de Saúde Jofran Frejat (PR) ocupa o terceiro lugar na pesquisa espontânea, com 2,8% das citações. O médico, entretanto, que era pré-candidato ao GDF, desistiu da corrida eleitoral em julho. Ele liderava a disputa e ainda é lembrado pelo eleitorado.
Em quarto lugar da espontânea está a ex-distrital Eliana Pedrosa, com 2,5% dos votos, seguida por Rogério Rosso (PSD), com 2%. Júlio Miragaya (PT) tem 1,1% e Alexandre Guerra, do Novo, aparece com 0,9% das intenções de voto.
Joaquim Roriz, atualmente sem partido, não vai disputar as eleições, mas aparece entre os nomes citados pelos entrevistados. No total, 0,6% indicaram a vontade de votar no ex-governador. O advogado Ibaneis Rocha (MDB) e o general Paulo Chagas (PRP) têm o mesmo percentual de votos de Roriz. A candidata do PSol, Fátima Sousa, também foi citada na espontânea com 0,4% das menções.
Mais uma vez, o número de indecisos e de eleitores que pretendem anular o voto é alto: 45,9% dos entrevistados ainda não escolheram candidato e 32,1% declararam que vão votar em branco ou nulo.
Para o diretor de Negócios do Instituto Opinião Política, Carlos André de Almeida Machado, o desfecho da corrida eleitoral é um mistério. “Essa eleição tem uma largada com o cenário mais competitivo que a gente viu nos últimos anos. São quatro candidatos com empate técnico”, comenta.
“São quatro candidatos com possibilidades de vitória nesse início de caminhada, o que demonstra que será uma campanha muito acirrada, com disputa voto a voto”, acrescenta Carlos André. Ele cita ainda outro dado relevante: o alto percentual de eleitores que ainda não sabem em quem vão votar ou que pretendem anular o voto. “Esse percentual chega a 44%, o que é compatível com o cenário nacional. De cada 10 pessoas, quatro não sabem em quem votar”.
A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF) com o número DF-03100/2018. Para a amostra, foram realizadas 1.231 entrevistas, entre 10 e 13 de agosto, com eleitores residentes no Distrito Federal com mais de 16 anos. O intervalo de confiança da pesquisa é de 95% e a margem de erro é de 3%.

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Ricardo Callado16/08/20182min

São 1.654 vagas, incluindo presidente, governador, senador e deputado

Por Luiza Damé

Mais de 23 mil candidatos a presidente, governador, senador e deputado federal, estadual e distrital vão disputar os votos de 147,3 milhões de eleitores brasileiros, segundo dados disponíveis no portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Encerrado o prazo para registrar as candidaturas, 13 nomes se apresentaram para disputar o Palácio do Planalto em outubro.

Para governador, segundo a última atualização do Sistema de Divulgação de Candidaturas e de Prestação de Contas, 171 candidatos pediram registro. Desses, 17 disputam a reeleição. O PSOL foi o partido que lançou o maior número de candidatos a governador, seguido do PSTU e do PT.

O TSE contabiliza até agora 6.982 candidatos para disputar as 513 vagas de deputado federal. Para deputado estadual e distrital, são 15.605 concorrentes a 1.059 vagas nas assembleias legislativas e na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Mais 295 concorrem a 54 cadeiras no Senado.

Considerando o total de 23.812 candidatos a todos os cargos em disputa nas eleições de outubro, o PSL foi o partido que apresentou o maior número de concorrentes (1.259), seguido do PSOL (1.201), do PT (1.075) e do MDB (1.009). Desse contingente, 30,6% são mulheres, cumprindo a meta prevista na legislação.

Quase a metade dos candidatos têm ensino superior e 55% são casados. A maioria tem entre 35 e 59 anos de idade, mas há 50 candidatos na faixa de 80 a 84 anos.

O total de candidatos em 2018 é menor que o registrado em 2014 (26.162). Os dados podem sofrer ajustes conforme a Justiça Eleitoral vá julgando os pedidos de registro.


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Ricardo Callado16/08/20182min

A partir desta quinta-feira (16) começa oficialmente a propaganda eleitoral. Pela legislação, as regras são rígidas e claras – exigem menos barulho e obediência a horários e normas. A propaganda eleitoral na internet é permitida desde que não seja paga. Os diretórios partidários deverão instalar nas sedes serviços telefônicos para atender aos eleitores.

Os partidos e as coligações só poderão utilizar alto-falantes ou amplificadores de som, nas suas sedes ou em veículos, das 8h às 22 horas. O horário para o uso de aparelhagem de sonorização fixa é mais flexível das 8h à meia-noite, podendo ser prorrogado por mais duas horas quando se tratar de comício de encerramento de campanha.

Até 6 de outubro, os partidos e coligações poderão distribuir material gráfico, promover  caminhada, carreata, passeata ou utilizar carro de som pelas ruas para  divulgar jingles e mensagens de candidatos.

Um dia antes, em 5 de outubro, será permitida a divulgação paga, na imprensa escrita, e a reprodução, na internet, do jornal impresso, de até dez anúncios de propaganda eleitoral, por veículo, em datas diversas, para cada candidato, no espaço máximo, por edição, de 1/8 (um oitavo) de página de jornal padrão e de 1/4 (um quarto) de página de revista ou tabloide.


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Ricardo Callado15/08/20182min

Ex-candidata ao Palácio do Buriti e ex-primeira-dama, Weslian Roriz será candidata ao Senado na coligação encabeçada pela candidata ao GDF, Eliana Pedrosa (Pros)

A esposa do ex-governador Joaquim Roriz, teve seu nome confirmado na chapa registrada nesta quarta-feira (15).

Conhecida como Dona Weslian, foi idealizadora de diversos projetos, entre eles o “Natal de Mãos Dadas”, o “Banco de Doações”, o “Dentista Amigo, Sorriso Feliz”, a “Sopa da Divina Providência”, o “Minha Sopa” e o “Saúde Integrada e Cidadania Rural”.

Criou ainda a Fundação da Casa das Nove Luas, para atender adolescentes grávidas, além de programa de assistência à mulher presidiária e a crianças com câncer.

Nunca tendo antes concorrido a cargo eletivo, Weslian tornou-se candidata ao Governo do Distrito Federal em 24 de setembro de 2010 tendo como vice Jofran Frejat (PR), após a desistência de seu marido. Ele foi impugnado pelo TSE pela Lei Ficha Limpa, e após indefinição do julgamento de seu recurso no STF por empate na votação, Joaquim Roriz desistiu da candidatura em favor de sua esposa. Ela obteve 440.128 votos.

Na campanha deste ano, traz o apoio da família Roriz a candidatura de Eliana Pedrosa ao Governo do DF.


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Ricardo Callado15/08/20184min

Patrimônio de presidenciáveis chega a R$ 834 milhões

Por Luiza Damé

Encerrado o prazo para registro das candidaturas, os partidos políticos apresentaram 13 nomes para disputar o Palácio do Planalto, sem surpresas em relação às decisões das convenções nacionais.
Segundo dados disponíveis no Sistema de Divulgação de Candidaturas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o patrimônio declarado dos presidenciáveis chega a R$ 834 milhões.

Pelas relações de bens apresentadas à Justiça Eleitoral, os candidatos têm patrimônio que varia de zero a R$ 425 milhões. O candidato com maior patrimônio é João Amoêdo (Novo), que construiu sua carreira do mercado financeiro. O candidato do Patriotas, Cabo Daciolo, conforme o portal do TSE, não apresentou declaração de bens.

Já Amoêdo declarou casas, apartamentos, carros, joias, quadros, objetos de arte, título de clube, aplicações, embarcação, salas comerciais e depósito em conta corrente.

Henrique Meirelles (MDB) declarou R$ 377,5 milhões, incluindo depósito em conta no exterior, cotas de capital, título de clube, aplicações, apartamento e carros. Engenheiro de formação, Meirelles construiu a carreira no mercado financeiro, tendo sido presidente do BankBoston.

O terceiro candidato com maior patrimônio é João Vicente Goulart (PPL), totalizando R$ 8,6 milhões declarados. A relação de bens apresentada ao TSE inclui cotas de capital e imóveis. Na sequência, vêm o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que declarou patrimônio de R$ 8 milhões; e José Maria Eymael (DC), com R$ 6,1 milhões declarados.

Pelo calendário eleitoral, o TSE tem até o dia 17 de setembro para julgar os pedidos de registro de candidaturas. Esse também é o prazo final para que os partidos substituam nomes nas chapas, exceto em caso de morte de candidato.

A seguir candidatos que pediram registro e o respectivo patrimônio:

. João Amoêdo (Novo)  –  R$ 425 milhões

. Henrique Meirelles (MDB) –  R$ 377,5 milhões

. João Goulart Filho (PPL) –  R$ 8,6 milhões

. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – R$ 8 milhões

. José Maria Eymael (DC) – R$ 6,1 milhões

. Alvaro Dias (Pode) – R$ 2,9 milhões

. Jair Bolsonaro (PSL) – R$ 2,3 milhões

. Ciro Gomes (PDT) – R$ 1,7 milhão

. Geraldo Alckmin (PSDB) – R$ 1,4 milhão

. Marina Silva (Rede) – R$ 118,8 mil

. Vera Lúcia (PSTU) – R$ 20 mil

. Guilherme Boulos (PSOL) – R$ 15,4 mil

. Cabo Daciolo (Patri) – não declarado



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