Arquivos Artigos - Blog do Callado

carteira-de-trabalho.jpg

Ricardo Callado28/06/20183min

*Por Emerson Moreira

Aumentar a lucratividade, aprimorar a produtividade e conseguir engajar os colaboradores a buscarem seu melhor desempenho. Podemos dizer que estas preocupações permeiam a mente da maioria dos líderes que estão sempre investindo em técnicas de gestão mais eficientes, com o objetivo de motivar e valorizar suas equipes. Quando nos deparamos com um cenário de incertezas econômicas e políticas – como o atual – esta missão parece ser ainda desafiadora.

Diante desse desafio faço uma provocação: qual o melhor caminho para unir, em uma única ação: reconhecimento, entrega efetiva de valor para o funcionário e, com isso, motivá-lo a ponto de impactar, inclusive, sua produtividade?

Os programas de incentivo endereçam todas essas questões acima, gerando um resultado muito positivo na gestão das companhias. Segundo pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva, em parceria com a LTM, dos trabalhadores com carteira assinada que recebem prêmios por performance, 45% estão mais satisfeitos com seu emprego do que aqueles que não recebem, que somam 31%. Ainda de acordo com esta pesquisa, 80% acreditam que programas de premiação incentivam muito a sensação de reconhecimento, a produtividade e a melhora do ambiente de trabalho.

A Reforma Trabalhista (Lei 13.467/2017), em vigor desde novembro de 2017, normatizou as regras que tratam dessas premiações. Segundo a nova lei, os valores das premiações não integram a remuneração do empregado e não podem ser incorporados ao Contrato de Trabalho. Dessa forma, não constituem base de incidência para encargos trabalhistas e previdenciários – antes eram considerados bônus salarial. Com esta segurança jurídica, as companhias podem agora definir como e quais serão esses benefícios.

Portanto, o mais importante para as companhias que decidem aderir à política de incentivos é estar cercada de parceiros especializados no assunto, que desenvolvam um programa customizado que entregue benefícios efetivos para as equipes e para a corporação e, ao mesmo tempo, com garantia de proteção legal.

As companhias que aderirem aos programas de incentivo conseguirão obter resultados positivos em pouco tempo. Além do aumento da motivação, existem companhias que tiveram uma melhora exponencial do clima e da satisfação dos colaboradores. Isto sem mencionar a retenção de talentos, pois as empresas que investem no bem estar dos funcionários se tornam mais atraentes para bons profissionais e saem na frente de concorrentes.

*Emerson Moreira é CEO da LTM


comunicação-na-política.jpg

Ricardo Callado21/06/201811min

A política brasileira atual vive um período de grande perda de credibilidade frente a opinião pública e motivos para isso não faltam, uma vez que se multiplicam as denúncias de corrupção e os desmandos. Soma-se a isso um fato que hoje observamos a falta de preocupação dos políticos com um tema muito importante: ter uma boa comunicação com a população.

É notório que políticos conseguem conversar com seus eleitores, principalmente com um bom canal de comunicação obtêm mais sucesso e também alinham seus discursos e ações com os anseios populacional. Outro ponto que reforça a importância da comunicação é que esses políticos, para conquistar destaque, precisam participar de debates, palestras, e ocupar espaços em meios de comunicação, e em especial a rádio e a TV.

Mas como fazer isso de forma adequada? Dois aspectos merecem atenção sob a comunicação dos políticos diante disso, referindo-me aqui à imagem provocada por eles mesmos em relação à sua atuação. A primeira refere-se a questões de valores éticos, integridade, honestidade, responsabilidade com o bem público, missão de zelar pela comunidade, pelas pessoas, pela cidade, estado ou país.

A comunicação na dimensão espiritual, um dos temas do meu livro – AS 7 Dimensões da Comunicação Verbal, trata justamente disso ao abordar a comunicação como um rastro que a pessoa deixa depois de sua passagem, e o desafio que tem de agir em conformidade com o que fala. Há políticos que falam uma coisa e agem diametralmente opostas em relação ao que pregam, ou seja, defendem seus interesses e os da sua família ou um grupo de apoiadores já pensando em uma próxima eleição do que o que é propagado em tribunas, entrevistas ou palestras. Impressionante é a quantidade de presos ou prestes a estarem nessas condições, de políticos que atuam sob essa égide.

Além disso, ser coerente, ter consistência na sua fala, ter valor na palavra empenhada ou no compromisso assumido, no juramento feito, pensar nas pessoas, no meio ambiente, na sustentabilidade, no planeta, na vida, nas crianças, na educação séria é o mínimo que uma pessoa deveria ter para pensar em representar uma comunidade como político.

Outro aspecto importante da comunicação corresponde a quantidade de problemas advindos daí. Há os que conseguem falar bonito, ter discursos carregados de metáforas, citações de personalidades notáveis, promessas mil com base em estatísticas dos problemas das cidades, mas vazios por serem promessas eleitoreiras, na maioria dos casos. Há, claro, os que são sérios, tem vocação para servir, preocupam-se de verdade com as pessoas, mas pelo visto e pela quantidade de problemas pode-se deduzir tratar-se de uma ínfima minoria.

Outros problemas relacionados à comunicação, em vários contextos e em propagandas eleitorais, vemos em pessoas totalmente despreparadas, sem ter uma linha de raciocínio clara, tentando fazer gracinhas para um povo inculto para tentar agradar e cair no gosto popular. Por este motivo, são eleitos palhaços, pessoas famosas, ídolos de rádio e tv, esportistas que aproveitam-se da fama em sua arte ou nas suas realizações para na política, obter altos salários e certa notoriedade que o tempo fez apagar de seus momentos de glória.

Há os que falam demais, os que falam de menos, os que falam errado, não para entrar em sintonia com a grande massa – infelizmente, sem estudo ou formação política, mas porque não sabem falar mesmo. Existem os que são desorganizados nas ideias, possuem falas inconsistentes e elogios baratos para agradar a quem possa estar vendo ou ouvindo. Há os que falam depressa demais, os que provocam sono pela lentidão da fala e do pensamento. Sinceramente, não sei como conseguem convencer pessoas a votarem neles. De modo geral, respeitando-se a legislação de qualquer brasileiro poder concorrer a cargos eletivos, entendemos que há dois lados: o positivo porque espera-se que tais pessoas vindas das suas bases podem representar uma comunidade, por outro, as tradicionais “raposas” que, pela sua esperteza, estratégia, conchavo, falcatrua, corrupção e até, porque não o dom da oratória, perpetuam-se no poder.

É claro que, se conselho fosse bom não se dava, se vendia, mas sem essa pretensão, apresento algumas sugestões mais alinhadas aos meus sonhos de ter efetivamente pessoas condignas para nos representar na atividade política e na minha esperança de que avançaremos nessa direção, do que tenho observado na realidade do nosso país:

Coerência

O discurso praticado pelo político deve estar muito alinhado com suas ações, ou melhor, suas ações devem ser ou estar plenamente de acordo com seus discursos.

Capacidade

Um político deve ser capaz, ter habilidades de liderança, ser assertivo, defender seus pontos de vista, lutar bravamente para apresentar propostas corretas, ter cultura, conhecimentos além das fronteiras do seu bairro, da sua cidade, do país; estar alinhado com as tendências da tecnologia, dos problemas sérios que assolam a população, enfrentar os problemas de frente, com coragem e firmeza.

Comunicação

Há de ser uma pessoa que saiba se comunicar. Isso não significa apenas falar bem, mas principalmente, saber ouvir, entrar em sintonia com as outras pessoas, falar o necessário, saber usar a  sua voz para acusar ou defender, para pedir, para agradecer, envolver outras pessoas em causas justas, saber comandar, ter o poder de influenciar, envolver, mesmo porque não há que ser só ou isolado no poder, mas ser o representante de fato de um grupo de pessoas, ou seja o porta-voz de quem lhe atribuiu a responsabilidade para representá-los.

Mais um ponto é que com a ampliação das ferramentas de comunicação, o político deve ampliar seu repertório de comunicação. Hoje as redes sociais precisam ser adequadamente trabalhadas pois garantem grande repercussão.

Atualização

Um bom comunicador deve possuir um bom estoque de conteúdo, para não ser pego desprevenido em relação a alguns temas e ter o seu discurso alinhado aos seus públicos de interesse. Também é importante buscar conhecimentos sobre os temas que serão abordados e evitados durante o mandato, as palavras e termos compostos mais utilizados relacionados aos temas, os pontos de atenção, os canais que serão ativados e os políticos “concorrentes”, saber utilizar as redes sociais para apresentar propostas, ouvir sugestões, envolver cada vez mais um maior número de pessoas em defesa de suas causas e dos seus projetos.

Visibilidade

Ter visibilidade é primordial para que os eleitores encontrem o político, assim é preciso que passe a ser visto, principalmente, escutado. Toda oportunidade de conversar com o eleitor passa a ser relevante, desde que se tenha claras estratégias de abordagem.

Também é importante, cuidado com as redes sociais, e trabalhar com as mesmas pelo espaço que ambas podem abrir, como é o caso do YouTube e até mesmo o WhatsApp. Mas, cuidado, o mundo não é totalmente digital – faz-se indispensável a presença em eventos presenciais sociais.

Reputação

Todo cuidado é pouco. Se existe uma tendência à algum tipo de interesse particular, melhor mesmo é não se envolver com isso. Fazer um bom trabalho, esforçar-se por ser reconhecido pelos seus feitos não é fácil, construir uma imagem pode demorar muito tempo, mas o alerta é que perder a credibilidade é fácil e mais e mais, vemos um cerco se formando em torno de políticos corruptos, vários deles compartilhando celas com seus correligionários ou companheiros de partido.

Reinaldo Passadori, fundador e CEO do Instituto Passadori – Educação Corporativa (www.passadori.com.br), já treinou mais de 80 mil profissionais. Também é autor dos livros: “Comunicação Essencial – Estratégias eficazes para encantar seus ouvintes”, “As Sete Dimensões da Comunicação Verbal”, “Media Training – Como construir uma comunicação eficaz com a Imprensa e a Sociedade” – Editora Gente e “Quem não Comunica não Lidera” – Editora Atlas.


1529275904.jpeg

Ricardo Callado17/06/20183min

Quem não tem força para ousar vencer usa o mexerico para derrotar quem luta, sendo a inveja, pecado que ninguém assume, o sentimento mais comum a esse tipo de gente

Por Miguel Lucena

Alguém já viu um camponês ou operário fazendo fofocas ou recorrendo a mexericos para atingir a honra de terceiros? Já vi gente licenciada praticando esse tipo de infâmia, porquanto é coisa típica de quem é pouco dado ao trabalho duro.

O ambiente político, incluindo aí as atividades que o rodeiam, é bem propício a esse tipo de conduta. Se o candidato anda com gente pouco dotada de beleza, nos padrões estabelecidos pela sociedade, é considerado desprestigiado, mas, se há beldades em seu staff, os maledicentes se aproveitam para espalhar boatos desabonadores.

Sem enxergar a própria desgraça, pessoas malsucedidas se empoderam no período eleitoral e demonstram vaidades sem limites, aderindo ao jogo sujo dos ataques desprovidos de fundamento com o objetivo, apenas, de ferir o alvo de sua inveja ou cobiça.

O mexerico tem caráter amoral, embora apareça com a capa da censura moral. É próprio dos sem caráter, pessoas invertebradas e sem coragem, que agem nas sombras e caminham se esgueirando na escuridão dos becos da traição.

Outro traço característico é a hipocrisia: mercenários costumam aparecer como voluntários, prostitutas como pudicas, inférteis desdenham a fertilidade, leiloeiras do amor juram lealdade, ladrões pregam honestidade, eleitores corrompidos criticam políticos corruptos, ingratos se dizem agradecidos e quem afirma não querer nada é quem mais quer.Quem não tem força para ousar vencer usa o mexerico para derrotar quem luta, sendo a inveja, pecado que ninguém assume, o sentimento mais comum a esse tipo de gente.

*Miguel Lucena é Delegado de Polícia Civil do DF, jornalista e escritor.


Rubens-Menin.jpg

Ricardo Callado15/06/20187min

Por Rubens Menin

No mês de maio passado, tive a chance de participar de um extraordinário curso (Executive Program) na Singularity University, organização acadêmica estrategicamente localizada no Vale do Silício, na Califórnia. Já há algum tempo, eu vinha acompanhando o desempenho dessa Universidade, interessado no experimento educacional da instituição fundada pelo icônico Raymond Kurzweil, Diretor de Engenharia da Google e referência mundial para assuntos ligados à Inteligência Artificial. Agora, aparecendo a oportunidade, fui beber diretamente naquela fonte de conhecimentos. Por maiores que fossem as minhas expectativas, a experiência ainda conseguiu superá-las. Não apenas pelos instigantes conceitos do avanço exponencial da tecnologia e o conseqüente alcance próximo dos instantes e eventos característicos da disrupção (mudança completa de paradigmas), como também pelo impacto que isso já vem produzindo – e que produzirá ainda mais, em acelerada progressão – na vida das pessoas e no ambiente das empresas. Além disso, tive a alegria de descobrir os fundamentos acadêmicos para muitas das práticas empresariais adotadas intuitivamente pela MRV. É essa alegria e são essas descobertas que pretendo compartilhar resumidamente, neste tópico, com os eventuais interessados.

A mudança acelerada do ambiente de negócios e das necessidades de reposicionamento empresarial estão exigindo novos métodos de gestão e novas estratégias de ajustamento à realidade dominante. Não faz muito tempo, as empresas eram vistas e qualificadas quase que exclusivamente por sua capacidade de gerar empregos, de produzir resultados ou lucros e de entregar produtos e serviços com boa aceitação por parte de seus clientes e consumidores. Esse já se tornou um objetivo completamente ultrapassado. Os clientes já não admitem mais adquirir produtos e serviços de qualquer empresa que polui o meio ambiente ou o entorno de suas instalações e empreendimentos. Esses mesmos clientes passam a rejeitar também os empreendimentos e as empresas que, de alguma forma, contribuam para a violência ou a instabilidade social, como também rejeitam aquelas cuja imagem fique associada a escândalos ou à falta de ética nas suas relações com o mercado e com as próprias agências públicas. Na realidade, o que todos esperam e exigem hoje de uma empresa ou instituição é um compromisso muito mais amplo, incluindo uma inserção responsável na própria sociedade que lhe envolve ou com quem ela se relaciona. O conceito não é tão revolucionário assim, De fato, Robert E. Freeman já havia criado, desde 1984, a palavra “stakeholders” para indicar todos os públicos, segmentos e setores interessados em, envolvidos com, ou afetados por um determinado projeto, empreendimento ou iniciativa. A designação inventada por Freeman abrangia desde os acionistas, dirigentes e colaboradores, como também os fornecedores, clientes, investidores, associações empresariais, sindicatos, repartições e órgãos governamentais, além das comunidades e públicos diretamente afetados      pelos empreendimentos e atividades. Na conceituação de Freeman, considerar toda essa variada (e quase sempre conflitante) multiplicidade de interesses, fazendo a ponderação certa e justa de cada classe de interesse, passou a ser a base de toda a difícil arte da gestão empresarial moderna. Mas se esses conceitos já existiam e eram praticados em grupos empresariais modernos e bem estruturados, onde está a revolução contida nos ensinamentos colhidos na Singularity University? – A resposta pode ser materializada na palavra “propósito”.

O “propósito” é a própria alma da empresa, o motivo de sua existência, a essência daquilo que a torna exclusiva, única e indispensável. É o conjunto de características operacionais que lhe garantem a existência sustentável e que fazem com que todos os seus públicos corram em sua defesa diante de ameaças ou perigos circunstanciais. Joseph A. Reiman, influente publicitário norte-americano, definiu “propósito” como sendo um modo único e autêntico de atuação por meio do qual uma marca fará a diferença no mundo, para melhor. Ou seja, além de atender com justa e harmoniosa ponderação os interesses de todos os seus “stakeholders”, a empresa terá que ser, acima de tudo, um instrumento de transformação, de forma a contribuir para o progresso da humanidade.

Voltei dessa experiência com a convicção fortalecida de que, nessa época de disrupção, as empresas que não tiverem um “propósito” e que não souberem fazer dele a sua própria alma não terão a menor chance de sobrevivência sustentável. Não conseguirão contar com uma equipe engajada, inclusive para os processos de governança coorporativa, como também não serão eficazes nas tarefas fundamentais de atrair e reter os melhores talentos e de motivá-los para uma carreira dedicada, confortável e feliz. Alternativamente, aquelas empresas que se constituírem a partir de um “propósito” válido e consistente, poderão se materializar como instrumento de transformação e participar sustentavelmente do progresso da civilização, nas suas respectivas áreas de atuação ou de influência. Esta é uma conceituação preciosa.

*Rubens Menin é fundador e presidente do Conselho de Administração da MRV Engenharia


comunicacao-nao-violenta-2.png

Ricardo Callado12/06/20186min

Em tempos em que os debates são cada vez mais acalorados e o estresse virou moda, ser um ponto de bom senso é um grande diferencial profissional. Assim, buscar por formas de comunicação não violenta deve ser uma preocupação de todos.

A habilidade de se comunicar é uma qualidade indispensável para se alcançar melhor qualidade de vida e melhorar o desempenho em todos os aspectos, profissionais ou pessoais. Contudo, ainda mais importante é nossa capacidade de adaptação, especialmente pelo fato de estarmos em contato com pessoas cada vez mais diferentes em uma época em que a individualidade e a pluralidade são latentes.

Para conseguir extrair o melhor das pessoas e de nós mesmos, é preciso que estejamos atentos à forma com que nos comunicamos. Pensando nisso, é preciso desenvolver a comunicação não violenta, que é uma forma do indivíduo se expressar livre de emoções prejudiciais que podem interferir na maneira como ele se expressa.

É importante eliminar os impulsos emotivos normalmente levam as pessoas a criarem uma predisposição para atribuírem às palavras e às interações sentidos e consequências que não são necessariamente os pretendidos. Mesmo estando de mal humor, é preciso saber receber uma crítica construtiva feita de forma coerente e aprender.

Não se deve permitir que o estado de espírito influencie na comunicação, no tom de nossa voz, na expressão corporal e nas palavras escolhidas. É importante sempre fazer com que os interlocutores tenham uma impressão agradável.

Para ter sucesso na comunicação é sempre necessário considerar as situações separadamente. Cada conversa é única, assim como os interlocutores que participam daquele momento. Não se pode permitir que sentimentos referentes àquela situação se façam presentes em outro contexto, ainda que de forma velada, e viciem os diálogos com termos negativos ou mal colocados.

Pensando nisso elaborei quatro orientações que podem auxiliar na comunicação não violenta:

  • Auto-observação – é preciso que conheçamos nós mesmos, olhar para dentro e enxergar os próprios fantasmas para a compreensão do outro e para a habilidade de se conectar com o que outra pessoa diz. Também com isso identificamos os fatores que influenciam nosso estado de espírito e como eles se apresentam em nossa comunicação. Quando nos conhecemos é mais fácil prevenir a transmissão de emoções negativas em conversas com pessoas que nada tem a ver com situações pessoais.
  • Conhecer sentimentos e crenças – ao conhecer e aprender a expressar nossos sentimentos, conseguimos também reconhecê-los nos outros. Todos temos pontos em comum em determinados momentos de nossas vidas. Assim é preciso identificar os sentimentos e crenças, uma expressão comum para alguns pode significar, por exemplo, uma ofensa religiosa para outros, uma blasfêmia. Estando aberto a aprender, torna-se mais fácil evitar uma comunicação agressiva.
  • Empatia – é fundamental que saibamos nos se colocar no lugar do outro, compreendendo o seu ponto de vista. Isso é fundamental para uma boa comunicação. Ser capaz de se despir dos próprios preconceitos e do ego e observar o outro é difícil, mas traz excelentes resultados.
  • Valorizar as diferenças – o verdadeiro respeito e apreciação pelo diferente é fundamental, entender a pluralidade é uma condição para crescimento no mundo moderno e grande potencializador da inovação e criatividade. Ambientes com pessoas com pontos de vista diversos são fundamentais para o crescimento dos negócios. A diferença deve, então, ser vista como algo a ser admirado.

Os benefícios da comunicação não violenta são muitos, sendo que essas pessoas não são tão afetadas pelas emoções negativas e sofrem menores consequências, conseguindo não absorver elementos emocionais de outras pessoas e compreendendo, assim, melhor a mensagem recebida.

Outro ponto é a capacidade de expressar melhor, já que os seus interlocutores não recebem estímulos que prejudicam a mensagem. Buscar se comunicar sempre e cada vez melhor ajuda o indivíduo a crescer e se desenvolver de forma saudável. Afinal, fazemos parte de uma espécie que só se sente completa quando se relaciona.

Reinaldo Passadori, fundador e CEO do Instituto Passadori – Educação Corporativa (www.passadori.com.br), já treinou mais de 80 mil profissionais. Também é autor dos livros: “Comunicação Essencial – Estratégias eficazes para encantar seus ouvintes”, “As Sete Dimensões da Comunicação Verbal”, “Media Training – Como construir uma comunicação eficaz com a Imprensa e a Sociedade” – Editora Gente e “Quem não Comunica não Lidera” – Editora Atlas.


Ernesto-Geisel.jpg

Ricardo Callado09/06/201814min

Tributo a Octavio Malta  (Última Hora, Rio, circa 1960)

Marco Antônio Pontes

(marcoantoniodp@terra.com.br)

Política de extermínio

Continua a repercutir na mídia tradicional e redes sociais o memorandum outrora secreto da Cia que revelou ter sido o extermínio de “subversivos” parte da política de segurança do estado brasileiro sob o autoritarismo – e não“excesso” eventual cometido por “revolucionários sinceros porém radicais”, como qualificou os celerados da ‘linha dura’ o então presidente Ernesto Geisel, aliás um dos chefes do regime de exceção que, segundo a Agência estadunidense, teria autorizado prisões, torturas e execuções dos opositores da à época chamada “Revolução”, eufemismo para ditadura.

Tortura organizada

Está agora documentado algo de que sabíamos, os jornalistas, naqueles duros tempos e a censura impedia publicar. Confirmou-se o que comentávamos nas redações: os patronos da “abertura lenta, gradual e segura”(palavras de Geisel, outra vez, conforme estratégia formulada por Golbery) não queriam exatamente impedir a tortura e assassinato dos oponentes, apenas administrar a violência, submetê-la à sagrada hierarquia militar.

Tem mais

É bom que reverbere, o memorandum. E que o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, conforme anunciado, auxilie os pesquisadores (como Matias Spector, o jornalista e historiador que exibiu o primeiro documento) a encontrar outros memoranda que a Agência Central de Inteligência estadunidense ‘desclassificou’ – quer dizer, deixou de classificar como reservados, secretos ou coisa que o valha.

Muito mais informação preciosa, talvez igualmente bombástica poder-se-á obter sobre os crimes da repressão naqueles anos de chumbo, em devida reparação aos sobreviventes das perseguições políticas, prisões ilegais, torturas, assim como aos familiares dos ‘desaparecidos’.

História liberada

Ademais, informação dessa natureza é imprescindível ao resgate da história.

Se os arquivos dos órgãos de segurança brasileiros continuam fechados aos diretamente interessados e pesquisadores, ou se foram destruídos como alega a burocracia militar – parece improvável que burocratas, em seu impenitente culto da papelada, queimem documentos; mas é pouco produtivo insistir só nesta busca –, tanto melhor que se possa ter notícia do acontecido aqui em documentos sistematicamente guardados por décadas e no tempo previsto em lei liberados pelo governo dos Eua.

Não podemos é fingir que tais iniquidades não aconteceram: “Um povo que não conhece sua história está condenado a repeti-la” (Edmund Burke, filósofo e estadista irlandês).

Tema de campanha

Tal qual antevi na edição anterior, o tema interfere na campanha eleitoral.

O candidato que pretende aglutinar os saudosos da ditadura foi chamado às falas e saiu-se com ridícula escusa, a comparar deliberados homicídios e torturas cometidos por agentes do estado a palmadas de pais impacientes nos filhos rebeldes.

Gerou-se um novo contexto político, com o destaque na imprensa de documentos, manifestações artísticas alusivas ao tema e relatos de perseguidos da ditadura.

Exclusivamente preocupados com o chefe preso, os líderes do Pt e adjacências ignoram o assunto; entretanto os intelectuais progressistas que ainda respaldam o populismo lulista são instados a posicionar-se e têm boa oportunidade de resgatar causas que de fato interessam à esquerda.

Nos palácios como nos porões

Só não vale, no contexto dos memoranda, reeditar velhos vezos maniqueístas como o ‘nós contra eles’ do Pt. Se não fosse trágico seria ridículo, no Brasil de hoje, ressuscitar anacrônicas disputas entre comunistas e anticomunistas, ‘subversivos’ e ‘revolucionários de 1964’.

Importante é resgatar a história, universalizar informações, ensejar que se saiba dos crimes ocorridos nos porões da ditadura – e também em seus palácios, agora se comprova.

Verdade motivadora

Importa mais é que a verdade enfim revelada provoque reflexões, motive o cidadão a conhecer e compreender o passado, assim encarar sem medo o presente e agir conscientemente nas próximas eleições, oportunidade de banir velhos fantasmas e construir um futuro melhor.

Ídolos desnecessários

Um belo achado, na mensagem do Ministério do Planejamento a seus funcionários por ocasião do 1º de maio, o Dia do Trabalhador, a citação de Ayrton Senna; ainda mais nestes tempos de ídolos decaídos e perigoso clamor por ‘salvadores da pátria’:

Eu não tenho ídolos, tenho admiração por trabalho, dedicação e competência”.

Parabéns! aos assessores de comunicação do Ministério e aos publicitários de sua agência.

História e (é) ciência

O experiente repórter entrevistava na GloboNews (07.05.2018) Yuval Harari, escritor na moda – nada contra, as qualidades ultrapassam modismos – quando derrapou na semântica:

Ele nem é um cientista, é historiador!”

Prefiro atribuir a gafe só à má escolha de palavras, deslize involuntário. Certamente o jornalista não pensa que história não é ciência.

Pinguela…

Pinguela, a maldição do vice – não poderia ser mais instigante o título do novo livro do jornalista Aylê Selassiê.

Ele glosa a frase de Fernando Henrique Cardoso sobre o governo Temer, em alusão ao documento Ponte para o futuro do Pmdb do então vice-presidente, que propunha ações com que superar os impasses que levariam aoimpeachment de Dilma:

Será no máximo uma pinguela”, disse o ex-presidente tão logo Temer assumiu – e a boutade revelar-se-ia premonitória.

…e maldições…

Pois, dizia, Aylê escolheu título e mote feliz para abordar fenômeno curioso: a saga que amaldiçoa não exatamente os vice-presidentes da República, porém a substituição ou sucessão de chefes de estado e governo por seus vices desde 1889.

Já na primeira troca de mando republicano assumiu o vice Floriano Peixoto quando Deodoro renunciou, insatisfeito com os rumos do regime que ajudara a instaurar com a ‘proclamação’ de 15 de novembro – na verdade um golpe de estado. Desde então, segundo a contabilidade do escritor, foram mais dez assunções de vices depois de morte, renúncia ou deposição de presidentes.

…sucessivas, …

Só nos tempos em que o erudito Aylê e este velho jornalista têm acompanhado, pelos jornais, a evolução (e involuções) da política brasileira, cinco vice-presidentes ascenderam ao poder.

Café Filho assumiu após o suicídio de Vargas, em 1954 e o também vice João Goulart sucedeu Jânio Quadros, renunciante em 1961.

O próprio Jango seria deposto pelo golpe de 1964 porém, na falta de vice, substituiu-o por alguns dias o presidente da Câmara até que a força militar impusesse um chefe ‘eleito’ pelo Congresso.

…a presidir…

Nos primórdios da redemocratização Sarney substituiu o presidente que não pôde assumir: o acaso preparou cruel armadilha a Tancredo e ao país.

Collor renunciou antes de ser impedido em 1992 e abriu vaga a Itamar, exceção à norma das sucessões malditas – foi o vice que deu certo.

De volta à regra geral, o traumático impeachment da infeliz “presidenta” – errada desde a versão de gênero que se atribuiu – levou ao Planalto um sucessor frágil, sobretudo após ser apanhado em conversa nada republicana com notório empresário corruptor.

…sucessões atípicas

Estou curioso da abordagem do erudito jornalista das numerosas sucessões ‘vicepresidenciais’ na história da República. Trará informações preciosas e ricas análises de episódios nada republicanos, como da conturbada sucessão de Getúlio Vargas por João Café Filho, quando tivemos três presidentes em menos de uma semana – um deles só por algumas horas…

À Pinguela…, pois

Estarei no lançamento e autógrafos do autor e proponho aos leitores escolher entre duas alternativas: na Associação Nacional dos Escritores (707-907 Sul, edifício Almeida Fischer), quinta-feira próxima (24.05) ou no restaurante Carpe Diem, SCLS 104 na terça-feira seguinte, 29.05.

Haverá um terceiro lançamento em Ubá, a culta cidade mineira vizinha de Rio Novo, minha terra natal, promovido pela Academia Ubaense de Letras, da qual Aylê é membro.


Flavio-Resende-1024x885.jpg

Ricardo Callado05/06/20185min

Cheguei aliviado de São Paulo, no mês passado, ao retornar do 21º Congresso Mega Brasil de Comunicação, Inovação e Estratégias Corporativas, principal evento do setor de comunicação corporativa do país. Isso porque o tom das discussões durante o evento girou em torno das transformações que impactam e, ao mesmo tempo, impulsionam a Comunicação no Brasil.

No final das contas, sai de lá com a sensação de que é generalizado o sentimento de que estamos dentro de um furacão de mudanças, completamente sem fronteiras, que tem desconstruído toda a lógica que fez sentido até aqui de se comunicar.

Precisaremos incluir os robôs entre nossos stakeholders? Reputação irá figurar, em curto espaço de tempo, entre os maiores patrimônios de uma empresa? Inteligência artificial, realidade virtual e aumentada e interface de voz nos substituirão? Veremos mais comunicação sem comunicadores? Quem souber contar histórias sobre marcas, de forma mais transparente, emotiva e menos comercial, sairá na frente? Como lidaremos com as fakenews e quais suas consequências a longo prazo na credibilidade dos meios de comunicação?

A grande questão é que o fenômeno das mídias digitais, as redes sociais, os influenciadores e as novas formas de mídia jornalística que se propagam, dia após dia, tem nos conduzido para um caminho sem volta, que exige do mercado uma ampla diversificação de serviços.

Terão relevância, portanto, as agências que apresentarem resultados aos clientes em todas as frentes de trabalho, sendo capazes de interpretar o mar de informações disponível com a Internet e propor caminhos mais curtos, efetivos e baratos.

A mídia tradicional encolhe a passos largos. Alguns chegam a desaparecer. A audiência, por outro lado, se dispersa de modo avassalador, pulverizada entre os incontáveis canais digitais, blogs, Whatsapp e afins. É neste cenário que se descortinam grandes ameaças, muitas incertezas e também preciosas oportunidades para quem souber se posicionar e entender as demandas dos clientes.

É inegável, no entanto, que empresas, governos, ONGs, partidos políticos, artistas, associações e entidades de classe, todos, sem exceção, continuarão a depender da comunicação para manter e fortalecer relacionamentos com públicos de interesse. E cabe à nós, profissionais desta cadeia produtiva, nos reposicionarmos com soluções criativas e convergentes com o ritmo e o direcionamento do mundo moderno.

Por fim, estamos sendo convidados a repensar e agir imediatamente em relação ao modelo do profissional de Comunicação que esta nova dinâmica de funcionamento das coisas exige. Precisamos ir além das funções técnicas, propor soluções criativas, identificar oportunidades ocultas dos clientes, num esforço coletivo para que sejamos lembrados como estrategistas e não apenas como comunicadores.

Diante de tantas variáveis, para onde o mercado de comunicação tende a ir? A resposta não poderia ser mais simples e contundente: iremos para onde o levarmos. Ter esta consciência, hoje, fará toda diferença lá na frente.

* Jornalista, coach ontológico e diretor da Proativa Comunicação, finalista entre as cinco melhores agências de comunicação corporativa da região Centro-Oeste em 2018.


imagem_release_1296167.jpg

Ricardo Callado23/05/20184min

Ter controle sobre a forma como o outro age e se comporta não é uma opção. Mas viver a nossa verdade, construindo relações igualmente verdadeiras, pode ser o melhor antídoto para o veneno da infidelidade.

Existe antídoto contra a traição? Mais de 90% das mulheres temem ser traídas e podemos dizer que esse é o maior fantasma das relações. Segundo a Orientadora Emocional Camilla Couto, o grande dilema é: “não podemos controlar o comportamento de nossos parceiros e é justamente da tentativa de controle que nascem tantas decepções”. Mas, então, se não podemos controlar o que eles fazem ou deixam de fazer, seremos inevitavelmente traídas? Para Camilla, a resposta é: não! “Traição é um veneno, sim, mas que aparece por razões diversas, especialmente por um descompasso entre o casal. E sabe qual o antídoto para essa realidade? A verdade!

Uma coisa é certa: não há espaço para a traição quando o relacionamento anda às mil maravilhas. E se a relação não vai bem, certamente há algo que não está sendo comunicado – por uma das partes ou por ambas – ou seja, há algo oculto”. A orientadora explica que, quanto mais nos conhecemos e conseguimos transparecer nossos valores, desejos e opiniões de forma amorosa, menos turbulências há no relacionamento. “Existe uma preciosidade infinita em vivermos a nossa verdade”, diz ela. Mas será que isso realmente impede uma traição?

“Obviamente, há casos e casos. Mas quando vivemos em verdade, tudo fica mais claro. Quando nós optamos por ‘jogar limpo’ sob quaisquer circunstâncias e independentemente das atitudes do outro, também fica mais fácil de detectar se ele também está em verdade”, reflete Camilla. E, para ela, se há a possibilidade da traição acontecer mesmo assim, ao menos saímos com a certeza de que fizemos a nossa parte. “Saímos também menos machucadas, até porque, antes da traição acontecer, já tínhamos uma visão mais realista sobre o andamento da relação”, explica ela. Isso não acontece quando optamos por não transparecer nossos sentimentos, objetivos e anseios claramente.

Camilla enfatiza: “se somos verdadeiras, atraímos também pessoas que se impulsionam a ser verdadeiras. Quando comunicamos de maneira clara e impomos limites, quem não se enquadra no perfil de relacionamento que desejamos, rapidamente vai embora. Ao sermos verdadeiras, vivemos relações igualmente verdadeiras, nas quais as chances de uma traição diminuem drasticamente”.

 

Saiba mais: www.amarildas.com.br


LIVRO-PEDOFILIA.jpg

Ricardo Callado22/05/20185min

Por Charles Bicca

O dia 18 de maio, instituído pela Lei 9970/2000, é o Dia Nacional de Combate ao Abuso e a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Nesta data, queremos não apenas informar, mas mobilizar toda a sociedade para a luta e proteção de nossas crianças e adolescentes.

A data escolhida, remete-nos ao dia 18 de maio de 1973, quando a menina Aracelli, de apenas oito anos de idade, foi sequestrada, violentada e cruelmente assassinada no Espírito Santo. Seu corpo apareceu carbonizado seis dias depois, e seus agressores, jovens de classe média alta, jamais foram punidos. Entretanto, quase meio século depois, esse tipo de violência se repete diariamente, de forma assustadora, em todo o Brasil.

As estatísticas de agressão contra crianças e adolescentes são assustadoras: Em 2017, foram 84.049 denúncias pelo disque 100 segundo dados do Ministério dos Direitos Humanos. A cada 6 minutos no Brasil é realizada uma denúncia de violação de direitos humanos, sendo que o Distrito Federal, foi a unidade da Federação que mais registrou denúncias em 2017, num cálculo proporcional ao número de habitantes.

Recente pesquisa da ONG Save de Children demonstrou que o Brasil é o pior país da América Latina para meninas, sendo que 80% das vítimas do abuso são do sexo feminino. O Brasil é um dos maiores distribuidores de pornografia infantil do mundo e o maior exportador de crianças para prostituição das Américas. Impressiona ainda que a maioria das agressões são praticadas pelos pais, padrastos, parentes, ou alguém considerado “de casa” pela vítima.

É preciso esclarecer, que ao contrário do que se pensa, o pedófilo não é necessariamente um abusador sexual, e na maioria dos casos, os abusadores sexuais não são pedófilos. A perversão sexual do pedófilo ao sentir atração por crianças e adolescentes não implica que o mesmo irá cometer crimes em sua vida. Por outro lado, os abusadores sexuais são os que cometem os crimes, na maioria dos casos, por acharem mais fácil, com uso da confiança, chantagem, força, intimidação, e em especial, a vergonha da vítima em denunciar a agressão sofrida.

Entretanto, parece-nos que aos poucos, o silêncio, o medo, e a vergonha que encobriam tais crimes repugnantes, muitas vezes praticados no seio familiar, estão sendo quebrados. Os pais precisam estar mais atentos e presentes na vida dos filhos. A falta de uma rede de proteção social, familiar, afetiva, e de um cuidado estável oferecido para a família, deixa as crianças bem mais vulneráveis frente a diversas situações de risco, tais como a violência sexual.

Todas as pesquisas sobre o tema, indicam que a maior parte das agressões sexuais são cometidas por alguém próximo àquela criança ou adolescente no ambiente doméstico. Portanto, a solução deve começar dentro da própria casa, evitando não somente a violência física, mas a emocional, a negligência, e especialmente, o abandono parental, que favorece a ação do abusador.

Charles Bicca é advogado, especialista em Direito da Família, Direito Penal e Processual Penal. É autor do livro Abandono Afetivo – O dever do cuidado e a Responsabilidade Civil por Abandono de Filhos e co-autor do livro Pedofilia – Repressão aos crimes de violência sexual contra crianças e adolescentes. Na internet, lidera a maior comunidade virtual do movimento contra o abandono de filhos e de proteção à criança e ao adolescente desde o ano de 2012.

E-mail: charlesbicca@gmail.com .


Thallys-Mendes-Passos.jpg

Ricardo Callado12/05/20184min
Por Thallys Mendes Passos
As circunstâncias do assassinato do estudante José Carlos da Silva Carvalho, de 21 anos, durante um assalto a uma pizzaria em Ceilândia, ainda causam dúvidas.
Segundo relatos de testemunhas, ele entrou no estabelecimento comercial para encontrar com amigos que trabalham lá enquanto os bandidos abordavam os demais clientes e foi surpreendido pelos tiros.
José Carlos já havia sido assaltado nesta semana. A dupla responsável pelo crime – dois adolescentes – haviam atirado em outro cliente da pizzaria que tentou reagir e já tinha roubado mais seis pessoas que estavam perto do local.
Apenas o trabalho de investigação criminal dos policiais civis é capaz de desvendar todas essas questões. Somente por meio das técnicas de inteligência que o cercam é que será possível distinguir entre um fato e outro, dentro de toda a dinâmica do fato, qual foi exatamente o crime que ocorreu.
Isso será fundamental na tipificação do crime e na dosimetria da pena que será aplicada aos responsáveis, tão logo eles sejam encontrados.
Entretanto, com a criminalidade atingindo índices estratosféricos – Brasília está próxima de registrar um milhão de crimes apenas nos últimos três anos – e um efetivo de policiais civis defasado em mais da metade, casos como o do estudante estão cada vez mais difíceis de serem desvendados.
Desse total de crimes que vem se acumulando na capital federal, apenas 5% tem desfecho imediato, ou seja, quando há a prisão em flagrante. Os 95% restantes dependerão do trabalho desenvolvido pelos policiais civis para levar os responsáveis a responder na Justiça pelos crimes que cometeram.
Essa é a consequência direta do sucateamento que o Governo do Distrito Federal (GDF) vem promovendo, deliberadamente, na Polícia Civil do DF (PCDF): a situação se respalda não só na desvalorização e desmotivação dos policiais civis, mas, sobretudo, na precarização da PCDF decorrente da redução drástica nos investimentos e do fechamento das delegacias, como o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) fez nos últimos anos.
Na ponta desse problema, está o cidadão comum que, apesar de não ter culpa da gestão irresponsável de Rollemberg na Segurança Pública, é quem mais sofre com as consequências.
* Thallys Mendes Passos é Agente de Polícia Civil e diretor de Comunicação Adjunto do Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol-DF)


Sobre o Blog

Aos 14 anos, o Blog do Callado é um veículo consolidado, admirado por seus leitores e em sintonia com o público alvo: a população brasiliense. O blog é um site de opiniões e notícias com atualização diária, sem cunho ideológico. Dedica-se a oferecer aprimoramento da informação, com uma audiência qualificada.


NOS BASTIDORES DA CAIXA DE PANDORA

Pandora




Mídias Sociais

Twitter do Blog


FANPAGE Facebook

Facebook By Weblizar Powered By Weblizar



Parcerias