Arquivos Opinião - Blog do Callado

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Ricardo Callado14/11/20184min

Por Dr. Paulo Pizão

Celebrado no dia 17 de novembro, o Dia Mundial do Combate ao Câncer de Próstata deu origem ao movimento, Novembro Azul, criado em 2003, na Austrália, com o intuito de conscientizar a respeito das doenças masculinas, e principalmente na prevenção e diagnóstico do câncer de próstata. De acordo com um levantamento realizado pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA), estima-se que para cada ano do biênio 2018/2019, sejam diagnosticados 68.220 novos casos de Câncer de próstata no Brasil, o que corresponde a um risco de 66 novos casos a cada 100 mil homens.

No Brasil, o câncer de próstata é a segunda maior causa de mortes de homens, ficando atrás apenas do câncer de pulmão. Quase da metade dos homens (47%) que têm a doença em estágio avançado, não sabem, o que pode interferir e dificultar o tratamento da doença. Porém, quando diagnosticado em fase inicial, as chances de cura são de 90%. Por isso, é importante estar atento se existe, por exemplo, uma demora em começar e terminar de urinar, vestígios de sangue na urina, diminuição do jato e necessidade de urinar mais vezes ao longo do dia ou à noite. Ao menor indício desses sinais, é preciso sim procurar um especialista para avaliar o caso.

Para a detecção da doença são realizados dois exames: o de toque retal, onde o médico avalia o tamanho, forma e textura da próstata, por meio do toque, e o PSA, um exame de sangue que mede a quantidade de Antígeno Prostático Específico, que se estiver com níveis altos podem significar câncer, mas também doenças benignas da próstata. Para confirmar é preciso sempre realizar uma biópsia e se necessário, outros exames complementares solicitados pelo médico.

Os principais fatores de risco para a doença são idade acima dos 50 anos, histórico familiar com casos de câncer de próstata, homens com sobrepeso ou obesos, que abusam de álcool e tabaco. Além disso, a doença é mais comum em homens negros.

A melhor maneira de prevenção é manter sempre o peso saudável, ter uma alimentação repleta de frutas e vegetais, de preferência que estejam presentes em todas as refeições diárias e praticar exercício físicos. Mas o principal deles é não deixar que o preconceito que se tem com os exames de detecção da doença, acabe falando mais alto do que cuidar sua saúde. Previna-se!

*Dr. Paulo Pizão, Oncologista do GPOI – Grupo Paulista de Oncologia Integrada| Hospital IGESP

 


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Ricardo Callado07/11/20187min

Por Max Telesca

Nos últimos 20 anos houve uma mudança radical no perfil da advocacia brasileira com a abertura indiscriminada de cursos jurídicos. Há no Brasil mais de 1.200 faculdades, contra 1.100 do resto do mundo. Estes números assustadores são o resultado de uma política pública de ensino equivocada formadora de um exército de 1.100.000 advogados no país, a grande parte deles com muitas deficiências de formação.

Ao longo da última década, a proliferação desenfreada dos cursos jurídicos, em conjunto com a crise econômica, com a diminuição expressiva da oferta de concursos públicos e com o ingresso de novas tecnologias de massificação do trabalho advocatício,produziu o fenômeno que temos chamado de “proletarização da advocacia”, que tem como base, sobretudo, um mercado absolutamente inchado, com excesso de oferta e, por conseguinte, honorários aviltados.

Há sete meses percorremos o Distrito Federal ouvindo a classe, suas dores e angústias, e constatamos uma mudança radical no perfil da advocacia, hoje constituída de advogados jovens, pertencentes à classe média baixa com uma grande parte deles, sem sequer ter onde atender clientes. Por outro lado, a instituição do processo eletrônico, o acesso maior aos recursos tecnológicos e à internet rápida, baratearam os custos, amenizando os impactos da crise.

E o papel da tradicional Ordem dos Advogados do Brasil neste novo cenário, onde se coloca? Tradicionalmente a OAB, no tocante às questões de mercado de trabalho, comporta-se como uma entidade meramente cartorária, de fiscalização disciplinar por meio do Tribunal de Ética e Disciplina – TED e com raro apoio de formação e aperfeiçoamento na parte acadêmica, por meio da Escola Superior de Advocacia – ESA.

No entanto, o discurso e a prática clássica de não interferência nas questões mercadológicas, com o implemento desta nova realidade precisa mudar. Há uma necessidade de mudança e renovação no foco e nas diretrizes da entidade, que deve abandonar a inércia comissiva clássica e partir para o enfrentamento de um cenário que ajudou, com sua omissão, a construir. Há imensa responsabilidade da OAB na inserção, no coração e nas mentes dos advogados, da esperança de que a advocacia os faria mudar de vida, no ingresso numa carreira clássica, nobre.

Há responsabilidade também em virtude de algo bastante simples: o pagamento das anuidades. Para o perfil antigo da advocacia, mais rico e elitizado, a anuidade da OAB era apenas uma taxa que se pagava para ter “licença para advogar”. Para o perfil novo, mais empobrecido e popular, a anuidade deve ter uma significação prática de retorno do investimento. Afinal, o que muda na vida do advogado se a OAB deixasse de existir hoje?

Alguns serviços são oferecidos há muitos anos, como o transporte pelas vans, ou convênios insuficientemente divulgados pela Caixa de Assistência. É uma atuação muito tímida pela dimensão atual da nossa entidade, que conta com 60.000 inscritos, 45.000 deles ativos. São parcos os serviços oferecidos considerando o tamanho da responsabilidade dos dirigentes para com o novo perfil da advocacia

Medidas de estímulo ao novo profissional da advocacia são urgentes. A entidade que, teoricamente, tem como papel a defesa dos interesses dos advogados e do Estado Democrático de Direito deve vencer suas contradições internas e, de fato, ingressar com políticas de desoneração de custos dos jovens, tais como a criação de coworkings nas Subseções, a reversão da anuidade em serviços efetivos e a fiscalização dos tetos e filtros da Defensoria Pública e dos Núcleos de Prática Jurídica. Acerca deste último ponto, é preciso esclarecer que a prestação gratuita da advocacia é extremamente necessária, porém para quem realmente precisa, sem deturpações ou abusos.

A reversão da anuidade em serviços e a criação dos coworkings diminuiriam os custos enquanto que a fiscalização efetiva acima demonstrada aumentaria o mercado de trabalho dos jovens advogados. É preciso compreender, dentro desta mudança radical do perfil da advocacia, que a OAB/DF deve voltar seus olhos para quem realmente mais precisa dela, que são os advogados menos favorecidos economicamente e empurrados para fora do mercado de trabalho.

Obviamente, a atuação da OAB em defesa das prerrogativas sempre será, no nosso entendimento, a principal razão de existir da nossa entidade de classe, ao lado da defesa das instituições democráticas. Entretanto, o desafio está lançado: o de promover a inclusão no mercado de trabalho de milhares de advogados que hoje estão praticamente andando às cegas e sem qualquer amparo.

* Max Telesca é advogado e escritor. Foi Diretor, Conselheiro e Presidente do Tribunal de Ética da OAB/DF. É Presidente do Instituto de Popularização do Direito – IPOD e candidato à Presidência da OAB/DF.


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Ricardo Callado06/11/20187min

Por Thomas Lanz

Todos hão de concordar que um bom governante ou gestor é aquele que entre outros sabe formar uma boa equipe. O chefe de uma nação ou CEO de uma  empresa por melhores que sejam, não conseguirão levar a cabo suas ideias e planos se não contarem com o apoio de bons auxiliares. Se forem competentes serão um bons governantes, caso contrário sua gestão fracassará.

Vivemos hoje dias de bastante atenção, pois o novo presidente eleito está escolhendo os integrantes de seu novo ministério. Dependendo dos escolhidos já se pode ter uma ideia das linhas mestras que nortearão o encaminhamento e estratégias das diferentes áreas do governo, deixando-nos mais ou menos tranquilos. A nomeação dos ministros é como o prenuncio de uma futura gestão.  Caso, no futuro existam problemas com um ou outro ministro, por razões políticas ou de desempenho, ele será trocado, o que inevitavelmente gerará ruídos e desgastes. Mas o caso será rapidamente esquecido.

No mundo da iniciativa privada, a nomeação de um novo presidente leva igualmente a uma inquietação interna e indagações junto aos acionistas e stakeholders. Sendo um nome conhecido, que mostrou boa gestão  à frente de outras empresas, o mercado se mostrará satisfeito o que poderá refletir inclusive na cotação das ações na Bolsa de Valores, caso a empresa seja um sociedade anônima. No universo interno, haverá inquietação na equipe, pois poderá haver uma dança de cadeiras. Os membros do Conselho de Administração, ficarão satisfeitos em terem concluído o processo de escolha e ao mesmo tempo ansiosos pelos resultados que o novo CEO irá alcançar em sua gestão. Não desempenhando a contento, será obrigado a ceder o seu lugar a um novo presidente.

Vimos até agora, que tanto ministros ou CEO ‘s de sociedades anônimas podem ser trocados conforme o seu desempenho. É claro que o processo sempre é desgastante mas não apresenta maiores problemas de cunho pessoal. Por assim dizer é feita uma troca de uma peça da engrenagem.

A coisa fica muito mais complexa no âmbito de empresas familiares.  Para muitos fundadores ou líderes destas empresas, a tendência é de se povoar a empresa com membros da família, não importando o perfil ou a competência do candidato. O importante é que seja da família, pois existe a ilusão de que os membros da família são  mais competentes, esforçados, comprometidos e honestos. A realidade mostra que não é sempre bem assim.

Não é difícil de antever os tantos problemas que a empresa poderá eventualmente enfrentar  com a colonização familiar.

Em primeiro lugar é sempre muito desgastante e doloroso  demitir um membro da família. As implicações emocionais e familiares podem ser muito grandes. Para se evitar “ o mandar embora  “ são criados cargos especiais para os familiares, que produzem pouco e custam caro afetando o lucro da empresa. Em geral, todos os membros da família querem ganhar bem. Afinal das contas são da família. Para evitar o desgaste acabam recebendo bem, acima do que o mercado paga, afetando igualmente o desempenho da empresa assim como deturpando  a política salarial em vigor. Impera igualmente o sentimento de justiça no dono. Se o agregado de um filho é admitido o do outro filho ou filha também terá seu lugar de trabalho garantido, independentemente de seu perfil. A coisa se torna ainda mais complexa quando os “ donos “ têm a temerosa ideia de dar participação societária a familiares, que não sejam os  próprios filhos.

Em resumo. Devemos zelar para que contratações de familiares mal feitas  e sem critérios se transformem no estopim de conflitos futuros e até de fracassos empresariais com dolorosos respingos no ambiente familiar. Toda empresa familiar deveria ter severos protocolos em relação a admissão e demissão de familiares.  Algumas famílias somente admitem os filhos em certas condições para integrar os quadros da empresa. Nesta questão a avaliação em relação à competência é fundamental. O familiar está à altura para ocupar um determinado cargo do ponto de vista técnico e humano? Dependendo da família o ideal seria ter uma gestão totalmente profissionalizada, contando com os herdeiros apenas como controladores da empresa e atuando a nível da Governança Corporativa.

Pelo visto acima não basta ser dono da empresa para ser um bom governante. Formar uma boa equipe, como em qualquer lugar, é o que vale para o sucesso do empreendimento.

*Thomas Lanz é fundador da Thomas Lanz Consultores Associados, empresa especializada em governança corporativa, gestão de empresas médias e grandes no Brasil.


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Ricardo Callado01/11/20189min

Mariani Chater*

Até a entrada em vigor do novo Código Civil, em 12 de janeiro de 2003, a matéria relativa aos condomínios edilícios era integralmente regida pela Lei nº 4.591/1964. Com o advento do novo diploma, parte da mencionada lei foi derrogada e, com isso, surgiu a necessidade de os condomínios constituídos sob a égide da legislação anterior adaptarem os seus atos constitutivos às alterações por ele trazidas.

Em que pese se tratar de uma legislação com mais de 15 anos de vigência, na prática, percebe-se que muitos condomínios ainda mantêm convenção e regimento interno defasados. Mesmo não sendo obrigatória a alteração dos atos formalizados antes do Código Civil, a não adequação às novas normas, sem dúvidas, pode ensejar uma série de problemas na administração do condomínio e nas relações entre os diversos proprietários.

Dentre as principais mudanças trazidas pelo Código Civil, podem ser citadas as seguintes: a) a redução da multa por inadimplemento da taxa condominial de 20% (vinte por cento) para 2% (dois por cento); b) a alteração do quórum para destituição do síndico, de 2/3 (dois terços) dos condôminos presentes em assembleia, para maioria absoluta; c) a indicação dos deveres do condômino cujo descumprimento ensejará a aplicação de multa, que será limitada a cinco vezes o valor da contribuição mensal (art. 1.336); e d) a criação de multa por conduta antissocial, correspondente a até dez vezes o valor da contribuição para as despesas condominiais.

É importante destacar que o Código Civil, propositadamente, tratou do condomínio edilício de forma bastante genérica, de modo que, diante das lacunas deixadas, cada condomínio pudesse estipular as regras mais adequadas e convenientes à sua realidade. Sendo assim, além de tratar sobre aspectos objetivos que envolvem as relações condominiais, o fato é que a convenção e o regimento interno, em razão de seu caráter estatutário, devem se preocupar em dispor, também (e especialmente), sobre questões a respeito das quais legislação de regência é omissa. A título de exemplo, tem-se os seguintes tópicos:

  1. a)        Aluguel de vagas: o aluguel de vagas de garagem a pessoa estranha ao condomínio deve ser expressamente autorizado pela convenção, a teor do que dispõe o art. 1.338, §1º, do Código Civil;
  2. b)        Remuneração do síndico: a definição da remuneração do síndico deve constar da convenção do condomínio, inclusive eventual limitação a ela;
  3. c)         Eleição de síndico que não seja proprietário: apesar de o Código Civil prever essa possibilidade, a convenção do condomínio poderá vedar a eleição de síndico que não seja proprietário;
  4. d)        Limitação ao número de reeleições do síndico: como nem o Código Civil e nem a Lei nº 4.591/1964 preveem quantas vezes o síndico pode se reeleger, cabe à convenção estipular o número de vezes de reeleição;
  5. e)        Voto por procuração: a despeito de o Código Civil permitir a outorga de mandato para que o condômino seja representado por terceiro em assembleia, eventual restrição ao número de procurações outorgadas a uma única pessoa, bem como a proibição de o síndico de portar procurações de outros condôminos, devem estar expressas na convenção;
  6. f)         Responsabilidade do condomínio por furtos, roubos e danos a bens dos condôminos: caberá à convenção prever expressamente a exclusão ou não de responsabilidade do condomínio por eventuais dados ou desparecimento de pertences dos condôminos em áreas comuns ou em suas unidades. É importante destacar que, nos casos em que o condomínio adota esquema de vigilância, como, por exemplo, câmeras e controle de entrada e saída de veículos, a jurisprudência tem afastado a cláusula de exclusão de responsabilidade, por entender que, ao assim proceder, assume para si o dever de guarda e vigilância da propriedade dos seus condôminos;
  7. g)        No caso de condomínios residenciais, é recomendável, ainda, que a convenção seja expressa quanto à vedação (ou não) da locação de unidades através de plataformas eletrônicas como o Airbnb. O tema é bastante polêmico e vem sendo constantemente tratado pelos tribunais pátrios. Isso porque, de um lado, tem-se o interesse da coletividade de condôminos, para a qual tal conduta implicaria em alteração da destinação do edifício, e, de outro, o livre exercício do direito constitucional de propriedade pelo dono do imóvel; e
  8. h)        Cláusula compromissória arbitral: é admitida a inclusão de cláusula na convenção que estabeleça que os litígios condominiais serão resolvidos no âmbito da arbitragem. Inclusive, recentemente, o Superior Tribunal de Justiça entendeu que, diante da força coercitiva da convenção condominial, qualquer condômino que ingressar no agrupamento condominial estará sujeito à clausula arbitral, ainda que não a tenha expressamente pactuado (RESP nº 1.733.370/GO, Relator para acórdão: Ministro Moura Ribeiro, 3ª Turma, DJe 31/08/2018.

Por sua vez, o regimento interno, parte integrante da convenção, tem por função disciplinar as normas básicas de convivência dentro do condomínio, regulando questões do cotidiano. Para tanto, é imprescindível que conste do regimento interno, dentre outros:

  1. a)        Regras para o uso das áreas comuns e sanções pelo seu descumprimento;
  2. b)        Regras de uso da garagem;
  3. c)         Regras, dias e horários para a realização de mudanças e obras; e
  4. d)        Indicação detalhada dos padrões estéticos a serem respeitados pelos condôminos, de modo que seja mantida a unidade da fachada do prédio, corredores e demais áreas comuns.

Vê-se, portanto, que a adequação e atualização da convenção e do regimento interno do condomínio é providência indispensável à manutenção de sua plena legalidade, validade e eficácia, mas especialmente à prevenção e solução de litígios. Para tanto, é importante que tais instrumentos reflitam as necessidades de cada condomínio, com base na sua realidade e características específicas, após participativo debate dos condôminos, disciplinando de forma clara as regras que devem ser observadas por todos aqueles que o compõem, bem como terceiros que com ele se relacionam.

* Advogada e sócia do escritório Chater Advogados, em Brasília


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Ricardo Callado24/10/20185min

José Toufic Thomé

Na reta final das eleições, outra vez a cisão agressiva entre os simpatizantes das candidaturas que chegaram ao segundo turno, influencia o fim de amizades, gera desavenças familiares e em ambientes profissionais. Por vezes até, resulta em afrontas públicas e violência. Aliás, ação que é oficialmente condenada, mas pouco combatida nos bastidores de ambos os lados em disputa. Assim como também não são coibidas diversas práticas pouco éticas, tais como a disseminação de fake news, ataques pessoais e desconstruções de reputações, dirigidas às pessoas que ousam discordar do candidato, partido ou proposta que uma ou outra “torcida” defende.

É instigante observar o exercício da soberania popular, nesses tempos de pós-verdade e redes sociais virtuais, pela perspectiva da Sociologia e da Filosofia. Mas, sob o ponto de vista da Saúde Mental, a eleição brasileira desperta preocupações. E isso porque desde os movimentos de junho de 2013, a campanha do ano seguinte, e os muitos desdobramentos políticos e jurídicos que a sucederam; uma parcela significativa da sociedade brasileira, foi provocada a adotar comportamentos menos passivos, e a interagir intensamente a partir de informações associadas à propaganda política, nem sempre identificadas. Uma espécie de ansiedade generalizada, não raro tendendo à angústia, foi progressivamente construída. E recebeu estímulos durante meses de turbulências econômicas, sociais e morais, baseadas em notícias frequentes sobre corrupção.

Antes e durante o período eleitoral, as populações que estão virtualmente convencidas a “passar o país a limpo”, assim como a parcela que deseja reverter o “golpe” que avalia ter acontecido e, também a maioria que somente aguardava pela oportunidade de escolher representantes melhores, se viram expostas a mais suja campanha eleitoral da história. Notícias falsas, candidaturas fictícias, propostas desconectadas da realidade, e o clima hostil que contaminou manifestações em todo o país, contribuíram para criar o sentimento de impotência e desamparo que aflige indivíduos em todos os grupos segregados da população. Pessoas identificadas com propostas opostas, vivenciam uma incerteza disruptiva e perigosa.

A partir de estudos empreendidos por membros da Rede Ibero-Americana de Ecobioética, no Brasil e na Argentina, nos períodos que antecedem as Eleições 2018, assim como ocorre com a população argentina, exposta a severa e prolongada crise econômica, foi possível identificar o aumento dos relatos sobre sintomas físicos, tais como palpitações, falta de ar, problemas no aparelho digestivo entre outros. Indícios que em muitos casos, revelam doenças psicossomáticas. Ou seja, sintomas físicos, causados por problemas emocionais.

Nesta realidade disruptiva, qualquer que seja o resultado final do pleito, haverá um exército de descontentes, que se manifestará contra o lado ocasionalmente vitorioso, e o sentimento de angústia tenderá a prevalecer. Presenciaremos um período em que a divisão emocional provocada por esta polaridade entre dois candidatos desenvolve certa regressão às nossas sensações, emoções e sentimentos mais primitivos. E é indispensável que os especialistas em Saúde estejam atentos ao tratamento reconstrutivo que deverá ser empreendido, com o objetivo de resgatar o equilíbrio emocional dos indivíduos, e a integração da sociedade cindida.

Prof. Dr. José Toufic Thomé é médico pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, psiquiatra e psicoterapeuta psicodinâmico especialista em situações de crises e transtornos da contemporaneidade, presidente da Unidade Brasil da Rede Ibero-Americana de Ecobioética – Cátedra UNESCO de Bioética e presidente da Secção Psiquiatria em Crises e Desastres da Associação Mundial de Psiquiatria (WPA na sigla em inglês).


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Ricardo Callado20/10/20187min

Consciente de que será difícil reverter a vantagem de Jair Bolsonaro (PSL), o PT decidiu fazer campanha para deslegitimar a eventual vitória do oponente, qualificando-a como fraudulenta

O Estado de S.Paulo | Editorial

Consciente de que será muito difícil reverter a vantagem de Jair Bolsonaro (PSL) na disputa pela Presidência da República, o PT decidiu partir para seu “plano B”: fazer campanha para deslegitimar a eventual vitória do oponente, qualificando-a como fraudulenta. É uma especialidade lulopetista.

A ofensiva da tigrada está assentada na acusação segundo a qual a candidatura de Bolsonaro está sendo impulsionada nas redes sociais por organizações que atuam no “subterrâneo da internet”, segundo denúncia feita anteontem na tribuna do Senado pela presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann, que lançou o seu J’accuse de fancaria.

“Eu acuso o senhor (Bolsonaro) de patrocinar fraude nas eleições brasileiras. O senhor é responsável por fraudar esse processo eleitoral manipulando e produzindo mentiras veiculadas no submundo da internet através de esquemas de WhatsApp pagos de fora deste país”, afirmou Gleisi, que acrescentou: “O senhor está recebendo recursos ilegais, patrocínio estrangeiro ilegal, e terá que responder por isso. (…) Quer ser presidente do Brasil através desse tipo de prática, senhor deputado Jair Bolsonaro?”

Como tudo o que vem do PT, nada disso é casual. A narrativa da “fraude eleitoral” se junta ao esforço petista para que o partido se apresente ao eleitorado – e, mais do que isso, à História – como o único que defendeu a democracia e resistiu à escalada autoritária supostamente representada pela possível eleição de Bolsonaro.

Esse “plano B” foi lançado a partir do momento em que ficou claro que a patranha lulopetista da tal “frente democrática” contra Bolsonaro não enganou ninguém. Afinal, como é que uma frente política pode ser democrática tendo à testa o PT, partido que pretendia eternizar-se no poder por meio da corrupção e da demagogia? Como é que os petistas imaginavam ser possível atrair apoio de outros partidos uma vez que o PT jamais aceitou alianças nas quais Lula da Silva não ditasse os termos, submetendo os parceiros às pretensões hegemônicas do demiurgo que hoje cumpre pena em Curitiba por corrupção?

Assim, a própria ideia de formação de uma “frente democrática” é, em si, uma farsa lulopetista, destinada a dar ao partido a imagem de vanguarda da luta pela liberdade contra a “ditadura” – nada mais, nada menos – de Jair Bolsonaro. Tudo isso para tentar fazer os eleitores esquecerem que o PT foi o principal responsável pela brutal crise política, econômica e moral que o País ora atravessa – e da qual, nunca é demais dizer, a candidatura Bolsonaro é um dos frutos. Como os eleitores não esqueceram, conforme atestam as pesquisas de intenção de voto que expressam o profundo antipetismo por trás do apoio a Bolsonaro, o PT deflagrou as denúncias de fraude contra o adversário.

O preposto de Lula da Silva na campanha, o candidato Fernando Haddad, chegou até mesmo a mencionar a hipótese de “impugnação” da chapa de Bolsonaro por, segundo ele, promover “essa campanha de difamação tentando fraudar a eleição”.

Mais uma vez, o PT pretende manter o País refém de suas manobras ao lançar dúvidas sobre o processo eleitoral, assim como já havia feito quando testou os limites legais e a paciência do eleitorado ao sustentar a candidatura de Lula da Silva. É bom lembrar que, até bem pouco tempo atrás, o partido denunciava, inclusive no exterior, que “eleição sem Lula é fraude”.

Tudo isso reafirma, como se ainda fosse necessário, a natureza profundamente autoritária de um partido que não admite oposição, pois se julga dono da verdade e exclusivo intérprete das demandas populares. O clima eleitoral já não é dos melhores, e o PT ainda quer aprofundar essa atmosfera de rancor e medo ao lançar dúvidas sobre a lisura do pleito e da possível vitória de seu oponente.

Nenhuma surpresa: afinal, o PT sempre se fortaleceu na discórdia, sem jamais reconhecer a legitimidade dos oponentes – prepotência que se manifesta agora na presunção de que milhões de eleitores incautos só votaram no adversário do PT porque, ora vejam, foram manipulados fraudulentamente pelo “subterrâneo da internet”.


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Ricardo Callado06/10/20187min

Com ódio e pelo medo

O advogado Ibaneis Rocha é daquelas pessoas que souberam ganhar muito dinheiro. Isto é fato. Na advocacia de atacado onde milita, foi muito mais um empresário do direito do que um formulador de teses, segundo comentam alguns colegas, que preferem que suas identidades não sejam reveladas. Ponto em comum em todos relatos das entrevistas realizadas com advogados de Brasília é de que Ibaneis é um animal político movido pelo ranço e pelo ódio daqueles que um dia ousaram discordar de suas práticas truculentas.

Pessoas mais próximas recordam que o grande sonho de Ibaneis era ser deputado federal pelo seu estado de origem, o Piauí, no entanto, no meio do sonho surgiu a chance de disputar e vencer a eleição pelo comando da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Brasília. E foi lá que Rocha abriu sua caixa de ferramentas para se mostrar um conquistador com apetite de Gengis Khan.

A histórica OAB-DF, de tantos serviços prestados à sociedade, se viu em segundo plano, diante da empreitada de Ibaneis para aparecer mais do que a Instituição. Relatos da época dão conta que até mesmo o importantíssimo Tribunal de Ética da Ordem, virou um puxadinho de seu gabinete, para que o então presidente Ibaneis pudesse pressionar seus coleguinhas a rezar sob sua cartilha.

Ibaneis, enquanto presidente da OAB-DF, não cansou de se infiltrar em temas de maior repercussão midiática, muito embora de menor importância para a sociedade. Negar a carteira de Advogado a nada mais nada menos do que o ex-ministro do STF, Joaquim Barbosa, ao mesmo tempo em que premiava o já condenado José Dirceu com a mesma carteirinha, demonstrava um confusão mental que só se explicava pelo fato de que o PT comandava o País e o DF naquela oportunidade. E foi assim que o ambicioso Ibaneis abriu as portas para que as negociatas políticas invadissem a Casa onde tanto brilharam Esdras Dantas, Amauri Serralvo, Safe Carneiro, Maurício Correia e tantos outros advogados no sentido mais completo da profissão.

O encerramento de seu período como dirigente maior da OAB-DF, não o afastou do comando da instituição. Ibaneis elegeu seu sucessor, Juliano Costa Couto e agora pretende plantar Jaques Veloso na cadeira de presidente. Ibaneis tem se dividido entre a campanha ao GDF e a eleição da Ordem. Um pé em duas canoas, como se diz popularmente. Considerando que Ibaneis tem pautado sua trajetória de vida pública com ações que parecem saídas de um planejamento militarmente disciplinado, não seria inoportuno imaginar que Rocha, caso chegue ao Buriti, use sua OAB-DF como a polícia política comandada por Filinto Muller na era Getulista.

Chamado de autoritário, Ibaneis Rocha é um camaleão, na medida em que se traveste de democrata sob a égide do “novo” na política, entretanto, sua postura arrogante e por vezes transtornada, logo expõe a camuflagem de “bom rapaz”. Aliado do que já de pior passou pela vida pública do DF, tais como: Tadeu Filipelli, Benício Tavares, Júnior Brunelli e do obscuro candidato a vice da sua chapa, um tal de Paco Britto, Ibaneis vem derrapando nas curvas que preservam o bom senso, com frases de efeito que soam como ameaças no intuito de constranger o judiciário local, na medida que sempre deixa insinuar que detém privilégios nos corredores dos tribunais. Quase com uma Cigana, Ibaneis chegou a vaticinar a condenação de Fraga, que de fato ocorreu dois ou três dias depois.

Desafiador, Ibaneis passa por cima da legislação eleitoral e promete construir casas com dinheiro do próprio bolso numa das localidades mais pobres e carentes do DF, a vila 26 de Setembro na Estrutural. A retórica esperada de um tribuno deu lugar a mais escancarada promessa de compra de votos jamais vista em todos os tempos. Qualquer leigo em direito eleitoral pode classificar a verborragia demagógica utilizada como uma declaração de crime, ou na linguagem jurídica, o candidato é réu confesso e nada aconteceu com ele até agora.

Não bastasse tudo isso acima relatado, Rocha se mostrou um sujeito machista, cruel e desrespeitoso durante o último debate promovido pelo Correio Braziliense. Num ataque histérico, Ibaneis partiu para cima da candidata Eliana Pedrosa, que aterrorizada o ouviu chama-la de podre para depois dizer que ela deveria estar enterrada no cemitério. Atônita, Eliana, aos 65 anos de idade, mãe e avó, preferiu não responder para não expor a população Brasiliense a mais uma cena deplorável. O deputado Rogério Rosso deu uma aula de cavalheirismo e respeito, repudiando, com seu jeito sereno, o inadmissível tratamento que Ibaneis dispensou a Eliana Pedrosa.

Com o rei na barriga, como se diz no popular, Ibaneis desfila sua prepotência e arrogância até mesmo na hora em que contemporizar e compor são indicados. Em entrevista ao Portal Metrópoles o controvertido advogado, chama todos os outros candidatos para o “pau” (expressão digna dele mesmo) e disparou essa pérola da soberba: “Se quiserem se unir contra mim, vou ficar muito feliz”.

Amanhã, domingo, 07 de outubro de 2018, o Distrito Federal saberá se eleição se ganha apenas com dinheiro e bravatas.

Com a palavra o eleitor.


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Ricardo Callado02/10/20185min

*Vera Lucia Rodrigues

Quando se fala no papel da imprensa em uma entidade de classe há que se pensar na atuação da própria entidade junto aos seus associados, formadores de opinião e governo, incluindo todos os poderes constituídos, que são, em sua maioria, os grandes responsáveis pelas dores e soluções dos setores representados.

Um exemplo no Brasil que envolve praticamente todas as entidades de classe, uma vez que atinge todas as sociedades civis organizadas e empresas instaladas do País, é a questão tributária e a questão dos custos de produção no Brasil. Como que as entidades de classe podem tratar dessa questão junto à opinião pública? Certamente que um esquema bem articulado junto a jornalistas e formadores de opinião pode ajudar muito. Por exemplo, recentemente  saiu uma matéria de capa no jornal Estado de S. Paulo falando de um estudo realizado pela ABIMAQ – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos sobre o CUSTO BRASIL.

Como os números levantados foram parar na primeira página desse grande jornal, nas suas páginas de conteúdo, na Globo News, Jovem Pan e inúmeros outros veículos de comunicação, com grande penetração no processo de formação da opinião pública e alcance nas esferas dos poderes constituídos? É uma pergunta que vários gestores de entidades de classe, com números, pleitos e estudos igualmente importantes devem estar se perguntando.

Nesse caso e exatamente nesse sentido que uma assessoria de imprensa bem articulada e experiente com relacionamentos significativos pode ajudar a levar essa e outras questões à opinião pública e dar visibilidade a problemas e questões que normalmente ficam restritas aos gabinetes.

E o que significa aqui capacidade de articulação? Ter contato com os principais veículos de comunicação do País, estabelecendo relacionamentos com os jornalistas que realmente importam dentro da estratégia de cada cliente, oferecendo sempre, de forma personalizada, informações e matérias que possam ocupar espaço editorial e garantir a participação dos problemas da entidade de classe no noticiário.

Aqui devemos ressaltar ainda a necessária formação de porta-vozes para que se desenvolva uma proximidade com a imprensa, tornando-os referência para esses veículos de comunicação.

Existe uma enorme diferença entre assessorar empresas, celebridades e entidades de classe. E não existe fórmula pronta. preciso antes de tudo ter capacidade de entendimento do que o cliente, no caso a entidade de classe necessita. Qual é o problema dela? Representatividade? Expansão associativa? Articulação junto aos poderes constituídos?

E a partir dai sim elaborar um passo a passo, como um alfaiate que desenvolve um terno sob medida, de acordo com a necessidade e conforto do cliente.

Assessoria de imprensa para entidade de classe é uma alfaiataria capaz de elaborar as melhores peças, mas que atendam às necessidades específicas de cada cliente. É sob medida, esse é o grande diferencial capaz de efetivamente gerar resultado e colocar os pleitos das entidades em evidência dentro da melhor abordagem possível.

*Vera Lucia Rodrigues é jornalista, mestre em comunicação social pela Universidade São Paulo e há mais de 37 anos dirige a Vervi Assessoria de Comunicação

veralucia@grupovervi.com.br


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Ricardo Callado17/09/20184min

Por Lara Dias

A lei n°11.340/2006, conhecida como a lei Maria da Penha, foi criada com o intuito de combater a violência contra a mulher no âmbito doméstico, na qual há medida protetivas adotadas se houver o descumprimento por parte do agressor. Segundo dados do Relógio da Violência, do Instituto Maria da Penha, a cada 7,2 segundos uma mulher é agredida fisicamente e cerca de 43% das agressões acontecem dentro da casa da própria vítima.

O art.7° da lei n°11.340/2006 alega 5 formas de violência contra a mulher:

● Física, quando ofende a integridade ou saúde corporal da mulher;

● Psicológica, atitude que cause dano emocional, diminuição da auto-estima ou que
prejudique seu psicológico;

● Sexual, qualquer conduta que constranja a mulher a presenciar, a manter ou a
participar de relação sexual não desejada;

● Patrimonial, ação que possa configurar retenção, subtração, destruição parcial ou
total dos objetos da mulher;

● Violência moral, que consiste em qualquer prática de calúnia, difamação ou injúria,
por exemplo, quando o agressor faz críticas mentirosas que integrem na reputação
moral da mulher.

Recentemente no dia 22 de julho de 2018 ocorreu um ato de violência contra Tatiane Spitzner que era casada com Luís Felipe há cinco anos, na qual viveu um relacionamento abusivo, com agressão tanto física, como verbal. Após anos de maltrato sem denúncia, Tatiane foi encontrada morta, após cair do 4º andar de um prédio. Antes dela cair, houveram séries de perseguições do marido contra a esposa, nas quais as câmeras do prédio filmaram algumas cenas fortes em que Luís a segurava forte e não a deixava fugir.

Em seguida a faz entrar no apartamento à força e logo após ocorre a queda que possivelmente ocasionou a morte de Tatiane.

Com isso compreende-se que muitas mulheres sofrem de abuso em muitos lugares, do trabalho até na sua própria casa. Ademais é importante que a mulher que estiver sofrendo, não só busque ajuda, como também denuncie para que outras mulheres não passem pelas mesmas situações. Muitas mulheres perdem suas vidas por não terem coragem de denunciar seus agressores. Por isso é de suma importância quando alguma mulher sofre algum tipo de violência, seja ela mesma, ou que esteja percebendo que outra pessoa está sofrendo, denunciar por meio da ligação pelo 180 ou pelo aplicativo Clique 180. A denúncia é anônima e gratuita, disponível 24 horas, em todo o país.

Fonte: https://www.vlvadvogados.com/advogado-brasilia-go


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Ricardo Callado12/09/20183min

Por Ricardo Callado

As recentes pesquisas de intenção de voto para o governo do Distrito Federal mostram a vitória da candidata Eliana Pedrosa (Pros) no primeiro e segundo turnos. Ainda faltam 25 dias para o dia da votação, mas o cenário vem se cristalizando.

A tendência, a partir de agora, é que Eliana amplie a diferença a medida que o dia da eleição se aproxima. O desempenho da candidata do Pros deve ganhar mais apoios de integrantes de outras coligações, além do voto útil.

O sucesso de Eliana vem da organização de campanha e das alianças, favorecendo os partidos da aliança nas coligações proporcionais.

As propostas da candidata também chamam a atenção. Ela defende o modelo rorizista de governar, olhando para o povo. Uma das frases mais famosas do ex-governador Joaquim Roriz é: “Governar é definir prioridades depois de ouvir o povo”.

O lema foi adotado por Eliana Pedrosa, com um misto de gestão administrativa moderna. Seria o upgrade do rorizismo. É um discurso fácil de entender. E a população vem entendendo isso.

Os outros candidatos pecam nos discurso e na salada ideológica em que entraram. É muito confuso para o eleitor vê antigos aliados agora adversários, e vice versa. Parece um grande saco de gatos. E isso atrai os eleitores.

A briga pelo segundo lugar vai ser acirrada até o dia da eleição. Vários fatores irão influir para definição do adversário de Eliana no segundo turno. .

As articulações para montagem das chapas na pré-campanha foram tumultuadas e amadoras. Deixaram muitos ruídos que podem dificultar alianças para Fraga, Rosso ou Ibaneis em um segundo turno. Já Rollemberg tem que trabalhar a sua rejeição.

Rollemberg corre o risco de sair da eleição menor do que o ex-governador Agnelo Queiroz (PT). O atual governador tem dificuldades em manter aliados e uma facilidade grande de criar adversários.

Uma dica para os candidatos. Seguir os caminhos de Roriz não é uma missão difícil, basta fazer o fácil. Exercer o diálogo permanente e ciscar para dentro. E, até o momento, quem aprendeu a fazer isso foi Eliana Pedrosa. E as pesquisas comprovam isso.



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Aos 14 anos, o Blog do Callado é um veículo consolidado, admirado por seus leitores e em sintonia com o público alvo: a população brasiliense. O blog é um site de opiniões e notícias com atualização diária, sem cunho ideológico. Dedica-se a oferecer aprimoramento da informação, com uma audiência qualificada.


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