Arquivos Opinião - Blog do Callado

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Ricardo Callado21/03/20196min

A sequência de escândalos e mal feitos apresentados pela mídia no Brasil não para. Da pela Lava Jato, compra da refinaria de Pasadena pela Petrobrás nos Estados Unidos, estouro da barragem de Mariana e o consequente desastre ecológico e, por fim, o rompimento da barragem do Córrego do Feijão, próximo a Brumadinho que, além de afetar e agredir de novo o meio ambiente local, ceifou centenas de vidas.

A pergunta que fica é: Afinal, de quem é a culpa? Em determinados casos é possível apontar o dedo para aqueles que, por seus atos, foram os causadores da malfeitoria. Em outros casos nem sempre é possível.

Nas grandes corporações o Conselho de Administração e o seu papel em relação ao ocorrido são conectados imediatamente.

E, sem dúvida nenhuma, os Conselhos nas Sociedades Anônimas de capital aberto, carregam em seus ombros a responsabilidade última do que acontece nas empresas. Os Conselhos são o pivô central daquilo que chamamos de governança corporativa, obrigados a defender os interesses da empresa e zelar pela transparência e prestação de contas das organizações que tutelam. Cada vez mais, os Conselhos devem seguir normas e regras, estabelecidas pela Bolsa de Valores ou sugeridas pelo IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa), para que os acionistas se sintam mais seguros de que um grupo de pessoas está zelando e cuidando da lisura e o bom andamento dos negócios e, em consequência, do capital investido nas empresas.

O mercado financeiro quer se garantir ao máximo de malfeitos e fraudes como os que têm abalado o cenário das grandes corporações das últimas décadas. Não menos importante são outros riscos a que  as empresas podem estar expostas, tais como os riscos ambientais e humanos ou enormes danos causados por falhas de suas operações. Deste últimos praticamente não se fala, embora eles causem grandes  prejuízos aos seus acionistas e aos demais envolvidos direta ou indiretamente na operação.

Todos os Conselhos são obrigados a elaborar  e apresentar seus Regimentos Internos. Se tivermos paciência e buscarmos estes Regimentos, encontraremos peças muito bem elaboradas do ponto de vista jurídico mas com lacunas. Na realidade, o cotidiano vai nos ensinando e certamente nos obrigando a aprimorar o funcionamento das organizações e seu respectivo ferramental de trabalho. Os Regimentos Internos definem quem deve integrá-los. São mencionados Conselheiros internos, externos ou independentes com boa reputação  que compõem este órgão. São listados o número de reuniões, a forma de se tomar decisões e remuneração do conselho, etc.. No meu modo de entender o Regimento Interno poderia ser aprimorado. Por exemplo, as grandes corporações deveriam apresentar um “ Mapa de Riscos “ onde seriam listados em ordem prioritária os grandes riscos operacionais, ambientais e outros que poderiam eventualmente ocorrer nas empresas.

Basta lembrar o caso da  Vale, uma empresa que apresenta grandes riscos ambientais ou a própria Petrobrás que, por um problema qualquer, pode se tornar uma grande destruidora do meio ambiente.

Imaginemos a obrigatoriedade destas empresas a apresentarem  seus mapas de risco, entre outros, para a Bolsa de Valores ou  bancos de fomento e darem assento em seus Conselhos e comitês a pessoas capacitadas e experimentadas nas áreas vulneráveis!. Certamente uma série de Conselheiros que apenas se preocupam nas fraudes financeiras, bom relacionamento com o mercado de capitais e lucratividade das empresas teriam que compartilhar seu lugar com especialistas que, no frigir dos ovos, dariam maior garantia de Boa Governança Corporativa aos acionistas.

É mais do que urgente passar a dar amplitude às áreas de especialização dentro dos Conselhos de forma a realmente garantir uma boa e integral Governança para a empresa.

*Thomas Lanz é fundador da Thomas Lanz Consultores Associados, empresa especializada em governança corporativa, gestão de empresas médias e grandes no Brasil.


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Ricardo Callado19/03/20196min

*Por Sara Marques

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) publicou recentemente a Tábua de Mortalidade 2017, em que são projetadas as expectativas de mortalidade da população brasileira. Nesta última atualização, a projeção para a expectativa de vida de um recém-nascido é de 76 anos, sendo que, para a população masculina, a expectativa de vida é de 72,5 anos e para a população feminina, de 79,6 anos.

Quando comparada com as Tábuas de Mortalidade de 10 anos atrás (IBGE 2007), houve um aumento de aproximadamente 5% nas projeções de expectativas de vida dos brasileiros. Já quando comparada com as projeções de 1998, o aumento é de 11%.

Mas o que isso realmente significa quando utilizamos estas informações com o objetivo de calcular os valores relativos às aposentadorias dos trabalhadores, seja daqueles que estão sob o Regime Geral de Previdência Social, seja daqueles que também fazem parte de algum plano de previdência complementar (aberto ou fechado)?

Considerando as três Tábuas de Mortalidade citadas (IBGE 1998, IBGE 2007 e IBGE 2017), podemos realizar as seguintes análises:

Em 1998, um homem de 65 anos, sem esposa e sem filhos, que fosse se aposentar e tivesse acumulado R$ 1 milhão em um fundo de pensão, teria direito a um benefício de Renda Mensal Vitalícia de R$ 9.586,36. Se fosse em 2007, esse mesmo indivíduo teria um benefício de Renda Mensal Vitalícia de R$ 8.900,29. Por fim, em 2017, este homem, em condições iguais aos dois exemplos anteriores, teria um benefício de Renda Mensal Vitalícia de R$ 8.577,00.

O mesmo ocorre para as mulheres, supondo que todos os parâmetros sejam idênticos aos três exemplos acima: os benefícios seriam de R$ 8.620,14, de R$ 8.271,72 e de R$ 8.022,39, considerando as Tábuas de Mortalidade IBGE 1998, 2007 e 2017, respectivamente. Isso ocorre por conta da elevação na expectativa de vida dos participantes e a necessidade de “guardar” e acumular os recursos por mais tempo.

É importante lembrar que a expectativa de vida e a probabilidade de sobrevivência mudam a cada ano vivido pela pessoa e, ainda, um indivíduo pode possuir probabilidade de sobrevivência superior a outro. Por exemplo, durante o primeiro ano de vida de um bebê, sua chance de sobrevivência é menor do que se comparada com o de uma criança de 5 anos de idade, ou até mesmo a de um idoso de 60 anos. Assim como a expectativa de vida também aumenta ao longo dos anos, ou seja, se uma criança, ao nascer, tem a expectativa de vida de 76 anos, quando completar 10 anos, será de 77 anos. Quando completar 50 anos, a expectativa de vida será de 80 anos.

E para quem não conta com um regime complementar ao sistema de previdência público, o momento é de atenção redobrada. A proposta de reforma da Previdência, apresentada recentemente pelo novo governo federal, ainda prevê o aumento da idade mínima para a aposentadoria sempre que a expectativa de vida dos brasileiros for elevada. O projeto ainda revê os limites de vencimentos, atrelando o tempo de contribuição à média salarial a ser conquistada. Nesse novo cenário, apenas quem contribuir 40 anos terá direito aos 100% da aposentadoria devida. Portanto, esta pode ser uma boa hora para rever os planos para o futuro e pensar em ingressar em um fundo de pensão ou em um plano de previdência privada. Pense nisso.

*Sara Marques é gerente da área de Previdência da LUZ Soluções Financeiras. Formada em Ciências Atuariais pela PUC e com MIBA (sócia-membro do Instituto Brasileiro de Atuária), possui experiência nas áreas de inteligência de mercado, saúde suplementar e previdência complementar.

 

Sobre a LUZ Soluções Financeiras

Fundada em 1999, a LUZ desenvolve soluções inovadoras para gestão de risco, consultoria especializada e governança corporativa. O objetivo é ajudar instituições a investirem e controlarem seus investimentos de forma eficiente e com transparência.

A empresa possui quatro unidades de negócio: MITRA (solução financeira integrada front to back), Terceirização de Backoffice (especializada em geração de relatórios), Previdência (destinada aos clientes institucionais) e Consultoria (especializada em consultoria de risco).

Também fazem parte do grupo a POP BR – Provedora Oficial de Preços Brasil, empresa especializada em apreçamento de Renda Fixa Corporativa, e a POP Trade, plataforma de negociação de ativos de crédito ilíquidos.


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Ricardo Callado15/03/20195min

*Thomas Lanz

Eu  tinha um chefe, que vira e mexe antes de entrevistar alguém, desfilava o seu mantra dos terços. Dizia: a entrada de um novo funcionário na empresa é como o casamento! Tem um terço de chance da empresa gostar dele e ele não gostar da empresa; tem um terço de chance da empresa não gostar dele e ele gostar da empresa e tem apenas um terço de chance dos dois se gostarem.

Sempre penso nele quando o assunto gira em torno da contratação de um novo membro para o Conselho Consultivo ou Societário de uma empresa familiar onde a gestão ainda está na mão dos familiares.

Imaginemos que o Conselheiro escolhido venha de uma cultura de empresas de capital aberto onde  os laços familiares com seus valores, princípios, aspectos culturais, ritos e “manias“ não existem. Certamente ele terá que ter muito jogo de cintura para se adaptar e entender o “modus vivendi“ no contexto de governança da empresa familiar. A figura do chefe de família, dono do patrimônio e fundador da empresa se misturam continuamente. Suas decisões e maneira de pensar refletem isso. É muito difícil e raro ele atuar apenas como CEO do negócio. Já numa empresa de capital aberto, o CEO vindo do mercado, tem como único foco a empresa que administra. Muitas vezes o presidente do Conselho é outra pessoa sem laços com a empresa que não sejam a de ser o presidente do Conselho.

O conselheiro habituado a um ambiente estritamente profissional, irá conviver com seus novos colegas de Conselho, a esposa do dono, os filhos , o tio e o advogado da família como conselheiro externo. Ele será o primeiro conselheiro independente da empresa. A estrutura das reuniões terá um “quê“ de improvisação e uma boa dose de informalismo. Nem sempre os conselheiros familiares  têm a bagagem necessária e dominam com o devido conhecimento o ferramental colocado à disposição para a análise de performance da empresa ou estudos econômico-financeiros. O processo decisório muitas vezes carece de discussões preliminares. O CEO/Dono do Patrimônio/ Chefe de família já vem com as decisões tomadas dando, caso seja condescendente, espaço para perguntas e esclarecimentos adicionais. Temos também casos de Conselhos onde a cultura societário – religiosa molda práticas de governança e gestão não encontradas em empresas não familiares. Podemos citar como exemplo o caso de sucessão da gestão, onde em certas culturas sempre o filho primogênito homem, irá assumir a condução dos negócios independentemente de sua competência, vocação e habilidades para o cargo.
Mas o fato de uma empresa de gestão  familiar buscar um conselheiro independente , indicado ou escolhido por sua competência e profissionalismo, é um importante passo para a profissionalização da gestão e governança. Isto não quer dizer que os membros da família precisam ceder seus lugares a profissionais contratados. Ao contrário, se competentes, podem e devem permanecer nos negócios da família, assimilando e adotando as práticas de gestão comumente aceitas pelo mercado, assim como os princípios de uma boa governança corporativa.

Por sua vez, o conselheiro independente terá um grande desafio. Além de suas funções de conselheiro deverá desempenhar o papel de mentor junto a todos envolvidos na gestão, com o intuito de profissionalizar  a organização e prepará-la para sua perpetuação. Ele terá que ter um bom jogo de cintura, uma grande resiliência, paciência e sentido de transformação.

*Thomas Lanz é fundador da Thomas Lanz Consultores Associados, empresa especializada em governança corporativa, gestão de empresas médias e grandes no Brasil.


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Ricardo Callado14/03/20195min

Por Camila Cury

A tecnologia na educação poder ser definida como recursos que facilitam as atividades e comunicação entre professores e alunos.

 Novas ferramentas tecnológicas têm potencial para promover a equidade e qualidade na educação, além de aproximar a escola do universo do aluno. Portais e aplicativos complementam o ensino promovido na sala de aula.

A tecnologia facilita o acompanhamento individual do aluno e abre espaço para a personalização do ensino, ajudando a escalar novas oportunidades de aprendizagem. As tendências para o uso de tecnologia na educação apontam para a convergência de dispositivos eletrônicos, como os smartphones, que ampliam as oportunidades de aprendizagem dentro e fora de sala de aula e geram dados sobre esses processos e as pessoas envolvidas neles.

Computadores, aplicativos, internet, tablets e outras plataformas podem ser utilizados para estimular a imaginação dos alunos e colaborar no trabalho do professor. As consequências são positivas não apenas no “boletim”, mas no desenvolvimento de habilidades e no envolvimento dos estudantes.

O computador jamais substituirá o docente. É extremamente importante a participação dos professores no processo de adoção da tecnologia no aprimoramento do ensinoSão eles que irão lidar diretamente com o tema, com isso, seu interesse torna-se fundamental para o sucesso. O envolvimento dos pais também é de grande importância para que os estudantes se aprofundem nos estudos.

Países desenvolvidos já utilizam a tecnologia no ensino e estão investindo continuamente em salas de aula inteligentes, com recursos como câmeras, lousas eletrônicas, sistemas de áudio e vídeo, entre outros recursos. O uso da tecnologia será mais eficaz quando planejado visando qual impacto pode ter no ensino.

A Escola da Inteligência – maior e mais completo programa mundial de desenvolvimento das habilidades socioemocionais – aposta na utilização da tecnologia para fortalecer o aprendizado e o desenvolvimento das habilidades socioemocionais.  Hoje, atendemos diretamente mais de 330 mil alunos em escolas de todo Brasil.

Sabemos que o bom uso da tecnologia deve estar acompanhado de reformas em outras áreas como o currículo escolar, avaliação e desenvolvimento profissional e socioemocional dos docentes. Para que a tecnologia não se torne apenas um meio, é necessário avaliar as melhores formas de utilizá-la, com o objetivo de trazer apenas benefícios para professores e alunos.

 O reflexo será a motivação e a alegria de ambos em sala de aula.

 *Camila Cury é Psicóloga e Diretora Geral da Escola da Inteligência, Programa Educacional idealizado pelo renomado psiquiatra, escritor e pesquisador, Augusto Cury, que tem como objetivo desenvolver a educação socioemocional no ambiente escolar.

 

Saiba mais sobre a Escola da Inteligência:

www.escoladainteligencia.com.br


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Ricardo Callado13/03/20193min

Por Dora Ramos

 O Leão trouxe muitas novidades em 2019. A entrega, que este ano terá início no 7 de março e irá até o último dia de abril, terá de contar a partir de agora com os CPFs de todos os dependentes, independentemente de idade. Ou seja: seu bebê já vai nascer contribuinte. Enquanto esta não é a única mudança, é talvez a que mais chame a atenção. Confira abaixo quais serão as outras novidades da Declaração de Imposta de Renda de 2019 e algumas dicas para não cair na malha fina.

1 – Quem tem que declarar o IR? Aqui, as regras não mudaram muito: quem recebeu rendimentos superiores a R$ 28.559,70 em 2018 deve contribuir. Há também outras regras, como quem tinha a posse ou a propriedade, em 31 de dezembro, de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 300.000,00, ou quem recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma foi superior a R$ 40.000,00.

              2 – Alíquota efevita: diferentemente dos outros anos, o brasileiro verá ao lado do imposto a restituir ou a pagar sua alíquota efetiva do imposto.

              3 – Declaração dos bens: a partir deste ano, será obrigatório informar os detalhes dos bens na declaração IRPF.

Além destas mudanças, fique atento às seguintes dicas para não se dar mal no IR:

              1 – Confira a digitação: é muito normal confundir algumas teclas do computador e enviar documentos errôneos para a receita. Confira tudo com muito cuidado.

              2 – Renda Variável: é necessária a declaração das negociações com valor de venda maior a R$20 mil em transações na bolsa de valores e ganhos com criptomoedas. Não se esqueça deste quesito!

              3 – Doações: verifique que sua doação seja regulamentada pela Receita Federal. A legislação só admite doações aos fundos controlados por Conselhos Municipais, Estaduais e Nacionais.

              Sabendo estas regras para a Declaração do Imposto de Renda, você minimiza suas chances de levar uma mordida do Leão este ano. Em caso de dúvidas, não hesite: procure um profissional da área para te auxiliar!

*Dora Ramos é orientadora financeira e contadora


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Ricardo Callado10/03/201913min

 

Tributo a Octavio Malta (Última Hora, Rio, circa 1960)

Porf  Marco Antônio Pontes

(marcoantoniodp@terra.com.br)

“…Começar por onde”?

– Está difícil o nosso país – lamenta-se Luiz Antônio Pontes, acadêmico mineiro radicado na Bahia e, informo em explícita e orgulhosa ‘corujice’, meu primo-irmão.

Pois ele constata que é preciso corrigir e indaga, perplexo:

–…Começar por onde?

Refere-se aos dramas que comentei recentemente, em destaque as tragédias provocadas pela Vale e Flamengo. Mas seu desalento bem poderia resultar das recentes trapalhadas do governo.

Consertos, remédios

No governo há quem tenha bom senso, perceba o que é preciso corrigir. Consta que sua ala militar, a mais numerosa desde os generais-presidentes, atribuiria ao vice-presidente a missão de atenuar os efeitos dos erros de Bolsonaro, a começar pelo remedeio das desastradas postagens dele e filhos nas redes sociais, além de desmentir-lhes ou minimizar os desastrados palpites em projetos e ações do Executivo.

Correções prioritárias

Assim as correções talvez reclamadas por Luiz Pontes recairiam por enquanto, no enfoque desses atores, sobre o núcleo central do poder, Jair Messias e seu entorno imediato, já classificado 00, 01, 02 e 03 – sem que a ordem corresponda necessariamente ao grau de periculosidade.

Ficaria para depois o trato dos três mais notórios ministros-problema. Por ora seriam acompanhados à distância os dois discípulos do ex-anarquista, ex-comunista ‘linha albanesa’, ex-astrólogo, agora autonomeado “filósofo” da direita, Olavo de Carvalho e a “mestra” em ciências sociais que se concedeu o título a partir da própria atividade pastoral.

Raia livre, vigiada

Provisoriamente a ala militar e seu ator principal concedem raia mais ou menos livre (vigiada) ao incipiente diplomata feito chanceler, exceto em questões melindrosas.

Fazem o mesmo quanto ao imprudente professor chegado a impropérios, ilegalidades e à atrapalhada ministra que acende polêmicas em torno bobagens.

Talvez esperem que se enredem nas próprias teias para ajudá-los no retorno às origens, das quais nunca deveriam ter saído – não para assumir responsabilidades muito acima de seus méritos e habilidades.

Enquanto isso o desempenho do grupo militar nas tarefas mais urgentes alterna-se em altos e baixos.

Sucessos expressivos

Os generais afastaram com um peteleco a ideia de abrigar base militar estadunidense em território brasileiro; relegaram às calendas a anunciada mudança da embaixada de Tel Aviv; colocaram todo o peso diplomático do Brasil na recusa de solução armada da crise venezuelana.

Porém deixaram o confuso ‘olavete’ que brinca de chanceler atrelar-nos aos desígnios de Donald Trump, com o beneplácito do Bolsonaro presidente aconselhado pelo Bolsonaro deputado.

Fracasso retumbante

Foi assim que a atuação do Itamaraty perdeu substância. A abordagem equivocada da crise venezuelana comprometeu-lhe a liderança no concerto latino-americano e fê-lo parte do problema, em vez de protagonista da solução.

(Algo análogo ocorrera, com menor intensidade e sinal trocado, quando os governos petistas apoiaram o ‘bolivarianismo’, coisa que sob Temer o Mre já revertera.)

A participação de Jair Messias e seu 03 no affaire expõe retumbante fracasso da ala militar: além de permitir redução da influência continental e internacional do Brasil – um enorme dano –, falhou em conter a ascendência da prole sobre pai.

Outra amostra disso viria logo em seguida.

Contra tudo e todos

Aconteceu logo após Jair Bolsonaro declarar que imporia ‘filtros paternos’ às palavras e ações dos rebentos.

Em cima do lance, diante da solicitação (atendida sem controvérsias ou acidentes) de um sofrido, abatido Lula de comparecer ao enterro do netinho de sete anos, Eduardo Bolsonaro reagiu com absurdas insensibilidade e virulência.

Sintoma de que o presidente não imporá os limites anunciados porque, contra todas as opiniões, argumentos e conselhos dos aliados, pai e filhos pensam igual (e mal, sob idênticas idiossincrasias e preconceitos).

Faculta, não obriga

Sobre permitir a Lula deixar a prisão para consolar-se no convívio familiar e a anterior negativa quando da perda do irmão, afora considerações humanitárias que suponho unânimes, anoto que a imprensa informou muito mal ao decretar a saída um direito líquido e certo do ex-presidente.

A lei determina é que a autoridade a que se submete o preso pode – só pode, nada a obriga – conceder o benefício, se exequível.

 (Entre parênteses,…

…constrangimento e perplexidade, registro o porno-escatológico twitte do presidente da República, possivelmente em reação a foliões que o xingaram e ridicularizaram. E sua não menos obscena afirmação de que “liberdade e democracia só existem quando as Forças armadas querem”. Mais não digo nem se perguntado.)

Bolsonaro 1 x 0 congressistas

Intervalo surpreendente nesta comédia de erros: nos primeiros entreveros pela reforma da Previdência, Bolsonaro e Paulo Guedes aparecem bem na foto; os congressistas, muito mal.

O governo reluta em colocar as mudanças no iníquo balcão do ‘toma lá, dá cá’, os parlamentares insistem na velha troca de apoio por cargos e nacos do orçamento.

Discordância

Retomo considerações sobre as calamidades desencadeadas pela Vale em Minas Gerais, no ensejo do afastamento de seu presidente e diretores por recomendação do Ministério Público antes mesmo que o Judiciário pronunciasse-se. Começo por abrir espaço à opinião de Clemente Rosas:

– Pela primeira vez discordo do seu texto. Não pelo conteúdo, mas pelo tom e pelas ênfases. A linha de deboche e a simplificação de demonizar uma pessoa jurídica – a Vale – não me parece o melhor caminho para tratar o problema.

Excelência desastrosa

A mim parece que desta vez concordaremos em discordar, Clemente e eu – na forma, com a feliz (para mim) ressalva do conteúdo.

Não teria a própria Vale ‘demonizado-se’ ao menosprezar a prevenção?, em Brumadinho como antes no Vale do Rio Doce? Quanto ao tom, ênfases e deboche, desculpo-me se não me fiz entender:

não quis debochar, só ironizar iniquidades tamanhas que escapam ao raciocínio lógico; foge a considerações racionais a hipótese de que uma grande empresa deboche (aí, sim) da opinião pública ao reiterar excelência na prevenção de acidentes e protagonizar dois megadesastres em três anos.

Filme conhecido

A Vale cerca-se de sábios e sabidos advogados para prevenir as ações judiciais que enfrentará.

É assim que se reedita Mariana: a Samarco renegou nos tribunais as boas intenções iniciais e procrastina até hoje reparações aos flagelados e ação efetiva ante a catástrofe ambiental.

O mesmo filme é exibido pela megamineradora às vítimas de seu desleixo no Vale do Paraopeba.

Culpa compartida

Entretanto, volto a concordar com Clemente Rosas nas considerações finais de sua mensagem:

– Na verdade a tragédia tem muitos responsáveis: os executivos da empresa, os técnicos, os auditores, os fiscais do setor público, os prestadores de serviços… Exemplo: por que os engenheiros da Tuv Sud […] se submeteram à pressão do executivo da Vale e deram o atestado de confiabilidade da barragem?

Mar de conchavos

Outros leitores manifestaram-se sobre minha crítica à Vale e sua subsidiária.

Destaco a denúncia de Cláudio Machado, economista de escol com quem tive o prazer de conviver no Ipea, do “mar de impunidade, lama, conchavos e corrupção que assola o país” e o apoio entusiasmado, porque generoso de Onaldo Pompílio, parceiro e mestre a vida toda:

– Excelente!, caro Marco. Parabéns!

Fazem e acontecem

Concorda comigo Flávia Seixas, leitora recente e dá testemunho:

– Sou de Colatina [bela cidade à margem do rio Doce, no Espirito Santo] e apesar de residir em Brasília conheço bem o sofrimento dos pescadores e outros pobres da minha cidade [por] que a empresa Vale e sua ‘filhota’, como o senhor diz, […] poluíram o rio. Acho que é preciso que as pessoas denunciem estas grandes empresas que são muito poderosas e […] fazem e acontecem o que bem entendem.

 

Duplo susto, silenciado

[…] Definitivamente a sucessão de fatos recentes em nosso país e o noticiário sobre eles são, ambos, assustadores – alarma-se o acadêmico Sérgio Alves, referindo-se àquelas catástrofes e a outra, também aqui denunciada: a precariedade da cobertura dos veículos de comunicação, ‘cheios de dedos’ na crítica a grandes grupos empresariais.

Na mesma linha manifesta-se Marcos Noronha, persistente e participativo leitor que assume “a frase atribuída a Martin L. King: ‘O que me preocupa não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons’”.

Influência anestésica

O jornalista e acadêmico Ailê-Selassié Quintão envia-me a propósito artigo que escreveu sobre os megagrupos empresariais e seu formidável, espúrio poder de influenciar governos e anestesiar a opinião pública. Tem tudo a ver com o assunto mas fica para a próxima edição, que esta acabou.

 


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Ricardo Callado08/03/20193min

Por Izalci Lucas (*)

Neste dia 8 de março comemoramos o Dia Internacional da Mulher. Muito mais do que uma celebração, a data criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1975, serve como oportunidade para refletirmos sobre problemas que ainda permanecem em nossa sociedade, como o aumento da violência contra a mulher, o feminicídio e a desigualdade social. Desde os primeiros protestos no início do século 20, as mulheres em todo o mundo continuam fortes e determinadas a buscarem seus direitos.

Aqui no Brasil, a trajetória de mulheres que mudaram os rumos da nossa história, desde o descobrimento até os dias de hoje, nos remete à vida de brasileiras extraordinárias. Mulheres além do seu tempo, que não mediram esforços para superar obstáculos e dificuldades. Entre tantas que poderíamos citar, destaco Barbara Alencar, Ana Pimentel, Aquatune, Maria Quitéria, Anita Garibaldi, Nísia Floresta, Myrtes Campos, Bertha Lutz, Romy Medeiros, Lygia Bessa, Tarsila do Amaral, Raquel de Queiroz, Ruth Cardoso e Maria da Penha, nosso exemplo mais recente.

Houve um tempo em que as brasileiras não podiam opinar, estudar, trabalhar. Lideraram movimentos com coragem e passaram por cima de todas as convenções. Hoje faço uma homenagem a essas heroínas, que mesmo diante das adversidades, abriram caminhos, conquistaram direitos sociais importantes. Foram abolicionistas, empreendedoras, revolucionárias, inovadoras. Foram as verdadeiras protagonistas da nossa história. Não menciono todas aquelas que atuaram, lutaram e trabalharam em favor de um Brasil melhor para se viver, não teria espaço para tanto. Mas reverencio cada uma delas pelo papel que desempenharam e ainda desempenham para
tornar nosso país mais igual e mais justo.

Essas mulheres são as mães de todos nós e deixaram um legado de amor e coragem. As que estão seguindo essa luta devem ser, por todos nós, não só admiradas, apoiadas, mas, acima de tudo, protegidas, pois é delas que viemos. É por elas que vivemos e sempre será assim. A todas, sem distinção, nosso respeito e nossa gratidão.

(*) Izalci Lucas é senador pelo PSDB do Distrito Federal.


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Ricardo Callado12/02/20195min

Nos últimos dias, o MP, um dos principais parceiros do governo Rollemberg, resolveu pegar no pé do presidente da companhia e pedir que sua posse seja anulada. Alguns movimentos de grupos políticos que perderam as eleições de 18 estão agindo para desestabilizar o governo Ibaneis Rocha. Esse jogo sujo da política brasiliense agoniza, mas ainda se vê pequenos berros pontuais.

A Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal, a Caesb, vem num caminho de recuperação, depois de dois governos desastrosos, com administrações que sucatearam uma das principais empresas públicas do Distrito Federal. Não a toa que Brasília viveu momentos tensos de desabastecimento de água, levando transtornos à população e abalando a econômica da Capital Federal.

Depois de anos de incompetência, a Caesb tem a oportunidade de se reerguer. A recuperação, tanto financeira quanto de credibilidade, passa pelo trabalho do seu novo presidente, o engenheiro elétrico Fernando Leite. Ele é a pessoa que mais conhece a companhia, já tendo trabalhado na empresa entre 2000 e 2011 — entre as gestão do ex-governador Joaquim Roriz, Maria de Lourdes Abadia, José Roberto Arruda, Wilson Lima e Rogério Rosso. Leite foi, inclusive, quem deu iniciou as obras do sistema de Corumbá IV. O fim da escassez hídrica é um das duas metas.

Nos últimos dias, o Ministério Público do Distrito Federal, um dos principais parceiros do governo Rollemberg, resolveu pegar no pé de Fernando Leite e pedir que sua posse na companhia seja anulada. Alguns movimentos de grupos políticos que perderam as eleições de 18 estão agindo para desestabilizar o governo Ibaneis Rocha. Esse jogo sujo da política brasiliense agoniza, mas ainda se vê pequenos berros pontuais.

A Caesb informou que não tem conhecimento deste processo e que, ainda em 2018, a Casa Civil fez análise de todos os documentos exigidos para os indicados assumirem as funções.

“Posteriormente, o nome de Fernando Leite foi aprovado pelo Comitê de Ilegibilidade da Caesb que também analisou todos os documentos e validou a indicação”, informou a estatal.

O caso será julgado pela 5ª Vara da Fazenda Pública. A juíza Acácia Soares deu um prazo de três dias, contados a partir desta segunda-feira (11), para que a Caesb dê explicações sobre a nomeação de Fernando Leite.

Segundo o jornalista Toni Duarte, do portal Radar DF, o advogado Herman Barbosa disse que nas próximas 72 horas estará apresentando a sua manifestação contrária a uma medida cautelar da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público e Social (Prodep).

Fernando Leite foi acusado de ter celebrado um contrato sem licitação, considerado irregular pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal no ano de 2003, quando esteve à frente da Caesb.

Por causa disso ele foi condenado por três anos com a suspensão de seus direitos políticos e impedido de firmar contratos com o Governo do Distrito Federal (GDF).

No entanto, o advogado Herman Barbosa, ouvido pelo Radar, classificou como “um equívoco “ a manifestação da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público ao demandar uma ação julgada em abril de 2011, cuja pena de suspensão dos direitos políticos, do atual presidente da Caesb, começou a ser paga e que foi extinta em 11 de abril de 2014.

“No nosso entendimento Fernando Leite não deve mais nada a justiça. Estamos esperando sermos intimados para apresentar a nossa manifestação de defesa”, disse Herman Barbosa.


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Ricardo Callado01/02/20198min

Por Ricardo Callado

O Banco de Brasília (BRB) é muito maior do que qualquer quadrilha que tentou colocar a mão no dinheiro público dos brasiliense.

Vem ai um limpa na instituição bancária. Todos os envolvidos em escândalos de governos passados serão responsabilizados.

A Operação Circus Maximus, deflagrada essa semana pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal, já está cuidando disso. A organização criminosa que ocupava a cúpula do BRB irá prestar contas à Justiça.

A partir de agora é olhar para frente e fazer cumprir realmente a missão do banco. É nisso que está empenhado o novo presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. Ele já anunciou uma faxina ética na instituição.

Não tem mais lugar para organizações criminosas. O banco voltou a ser de todos os brasilienses.

A missão do BRB é atuar como banco público voltado ao crescimento econômico e ao desenvolvimento sustentável do Distrito Federal e regiões de influência, com soluções inovadoras e atendimento com excelência.

O BRB é reconhecido como instituição financeira de referência no Centro-Oeste. Paulo Henrique Costa afirmou em sua posse que o foco do banco deverá ser no cliente; na ética e transparência; na valorização das pessoas e respeito à diversidade; na sustentabilidade; na inovação; e no comprometimento com o resultado e com a gestão de riscos.

O novo presidente do Banco de Brasília assumiu com a liberdade de montar seu próprio time e com a responsabilidade de fazer uma gestão transparente e responsável.

Essa foi a principal cobrança do governador Ibaneis Rocha diante do que ocorreu no inicio da semana quando a Polícia Federal cumpriu mandado de prisões contra três diretores do BRB. Os três comandaram o banco durante os quatro anos do governo Rollemberg.

O governador também garantiu que o novo presidente do BRB irá rever todos os contratos feitos pela antiga diretoria e que o seu governo fará parceria com o Ministério Público, com o Judiciário e outros órgãos de controle por uma política de transparência e eficácia.

Para saber mais

O Banco de Brasília S.A. – BRB, sociedade de economia mista, cujo acionista majoritário é o Governo do Distrito Federal (96,85%), foi criado no dia 10 de dezembro de 1964 (Lei Federal 4.545), e obteve autorização para funcionar, concedida pelo Banco Central do Brasil, em 12 de julho de 1966.

Com a sua criação, pretendia-se dotar o Governo do Distrito Federal (GDF) de um agente financeiro que possibilitasse captar os recursos necessários para o desenvolvimento da região. Em 1986, a denominação de Banco Regional de Brasília S.A. foi alterada para Banco de Brasília S.A., embora tenha permanecido a sigla BRB. Em 1991, transformou-se em banco múltiplo com as seguintes carteiras: comercial, câmbio, desenvolvimento e imobiliária.

O BRB detém as seguintes participações acionárias:

69,7% da empresa Cartão BRB S.A.;

100% da empresa BRB – Crédito, Financiamento e Investimentos S.A.;

99% da empresa BRB DTVM – Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A.;

3,1% da empresa Companhia Brasileira de Securitização – CIBRASEC, na condição de sócio-fundador.

Possui ainda participação indireta, por intermédio da Cartão BRB S.A., na Corretora Seguros BRB e na BSB Ativos.

Quantidade de empregados

O BRB conta com um quadro de 3.280 empregados. Além disso, conta com o apoio de 450 estagiários, 120 aprendizes e 705 terceirizados, gerando assim mais de 4.500 postos de trabalho.

Agências e canais

O BRB dispõe de 122 pontos de atendimento, sendo: 116 agências (101 no Distrito Federal , 05 localizadas em outras capitais: Campo Grande, Cuiabá, Goiânia, Rio de Janeiro, São Paulo; 01 em Unaí e 09 no interior do Estado de Goiás), além de 06 PAs do Distrito Federal.

A estrutura do BRB apresenta 797 terminais de autoatendimento próprios, estrategicamente localizados, com o intuito de oferecer maior comodidade aos seus clientes, que dispõem ainda de mais de 45 mil terminais de autoatendimento distribuídos pelo Brasil, compartilhados através da rede Banco do Brasil e TECBAN.

A rede de Correspondentes do BRB, chamada BRB Conveniência, conta com 164 unidades ativas em todo DF e entorno.

O BRB Banknet permite ao cliente BRB utilizar os serviços do banco fora do horário de atendimento ou de qualquer lugar onde haja acesso à Internet. Para garantir a tranquilidade de seus clientes nas transações realizadas por meio do BRB Banknet, o BRB utiliza o Token, um dispositivo de segurança enviado diretamente para o celular do cliente cadastrado.

O BRB Mobile lançado em outubro é um dos canais de atendimento do Banco, trazendo todas as facilidades de uma agência bancária para a palma da mão.

Principal Área de Atuação

A principal área de atuação do BRB é Brasília. O Banco de Brasília detém as contas de todos os funcionários do Governo do Distrito Federal. Com o propósito de impulsionar o esporte, a cultura, a educação, a arte e o empreendedorismo na região, o BRB apoia projetos nestas áreas e traz para Brasília eventos de destaque no cenário local e nacional.

Características

É o banco recolhedor dos tributos do GDF: IPTU/IPVA, multas do Detran e GPS. O BRB é também o Banco “pagador” dos salários dos empregados do GDF.


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Ricardo Callado24/01/20196min

Por Ibaneis Rocha

Governador do Distrito Federal

Durante a última campanha andei por cada canto do Distrito Federal, e ao contrário do que muita gente do restante do País imagina, há, aqui, locais carentes, sem infraestrutura e serviços públicos inadequados para milhares de pessoas. Entre os mais pobres, a principal queixa era com relação ao sistema de saúde. O quadro era de caos: pessoas morrendo enquanto esperam lugar na fila por um atendimento. Uma situação inaceitável que encarei como primeiro desafio a ser enfrentado.

Para resolver a situação, é preciso transparência, franqueza, trabalho. Muito trabalho. Verifiquei, de imediato, que um modelo já implantado no Hospital de Base está sendo bem-sucedido e aceito pela população. Foi criado um Instituto com maior autonomia, de maneira a tornar mais ágil os procedimentos de compra e contratação de pessoal.

Os ganhos com essa mudança podem ser demonstrados. Por exemplo, apenas na aquisição de órteses, próteses e demais materiais para a ortopedia, o Instituto já economizou cerca de 50%. Houve queda em quase todos os itens de despesa e os recursos que sobram podem ser investidos diretamente na melhoria dos demais serviços de saúde.

É evidente que um sistema que atende melhor a população deve ser preservado e ampliado. Num primeiro passo, em acordo com o Legislativo, devemos incluir na estrutura, a partir do Instituto de Gestão Estratégica da Saúde do DF, novas instituições como o Hospital de Santa Maria, o Hospital Materno-Infantil, e o Hospital Regional de Taguatinga, além das unidades de Pronto-Atendimento (UPAs). Importante destacar que essa modernização em nenhum momento irá tirar direitos dos servidores, que poderão optar se trabalharão na Organização ou na Secretaria de Saúde.

O DF também precisa consolidar um sistema de informação em tempo real de todas as áreas (atenção básica; atenção especializada, com consultas, exames e procedimentos; atenção na urgência e emergência; gestão hospitalar; regulação; e transporte sanitário). O Hospital da Criança, o Hospital de Base e o Instituto de Cardiologia já possuem esse sistema, mas é preciso uma integração de todas as unidades, com prontuário eletrônico e uma sala de monitoramento de todas as ações estratégicas, com acesso a painéis de controle para os gestores. A disposição dos serviços deve estar no celular das pessoas, a fim de que a população possa ter acesso mais fácil a eles, de onde quer que esteja.

Não existe nada mais frustrante ou desesperador para uma gestante na hora do parto do que não encontrar vaga na maternidade. O que dizer de uma mãe com o filho doente procurar o médico e não ter pediatra.  De um paciente com uma receita médica na mão receber como resposta a falta do seu medicamento. Muitas vezes, questões graves como essas podem ser atenuadas por um sistema mais integrado que pretendemos implantar.

Essas medidas, mais estruturais, não significam que ficamos de braços cruzados em relação ao aqui e agora. Ao contrário. Logo após ter tomado posse, implantamos o SOS Saúde, com mutirões de cirurgias eletivas, principalmente ortopédicas, cardíacas e oncológicas. É preciso ser incansável para melhorar essa área.

Em certos momentos cheguei a me posicionar contra o modelo implantado no Hospital de Base, pois, como grande parcela da população, as informações que vinham a público eram precárias e davam margem a muitas dúvidas. Hoje vejo o que há de positivo e tenho a humildade em admitir a necessidade de replicá-lo em outras unidades hospitalares. Não há demérito nisso. Ao contrário, a humildade é a base para as demais virtudes, é ter grandeza, é buscar a sabedoria.

Mas um ponto precisa ficar claro: meu compromisso é entregar o melhor serviço à população, sobretudo aos que mais precisam. É preciso coragem e determinação para avançar mais, dentro do espírito de responsabilidade que deve caracterizar a administração pública. O DF há de se tornar referência nacional em saúde.

Vou por esse caminho.



Sobre o Blog

Aos 14 anos, o Blog do Callado é um veículo consolidado, admirado por seus leitores e em sintonia com o público alvo: a população brasiliense. O blog é um site de opiniões e notícias com atualização diária, sem cunho ideológico. Dedica-se a oferecer aprimoramento da informação, com uma audiência qualificada.


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