Arquivos Opinião - Blog do Callado

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Ricardo Callado17/09/20184min

Por Lara Dias

A lei n°11.340/2006, conhecida como a lei Maria da Penha, foi criada com o intuito de combater a violência contra a mulher no âmbito doméstico, na qual há medida protetivas adotadas se houver o descumprimento por parte do agressor. Segundo dados do Relógio da Violência, do Instituto Maria da Penha, a cada 7,2 segundos uma mulher é agredida fisicamente e cerca de 43% das agressões acontecem dentro da casa da própria vítima.

O art.7° da lei n°11.340/2006 alega 5 formas de violência contra a mulher:

● Física, quando ofende a integridade ou saúde corporal da mulher;

● Psicológica, atitude que cause dano emocional, diminuição da auto-estima ou que
prejudique seu psicológico;

● Sexual, qualquer conduta que constranja a mulher a presenciar, a manter ou a
participar de relação sexual não desejada;

● Patrimonial, ação que possa configurar retenção, subtração, destruição parcial ou
total dos objetos da mulher;

● Violência moral, que consiste em qualquer prática de calúnia, difamação ou injúria,
por exemplo, quando o agressor faz críticas mentirosas que integrem na reputação
moral da mulher.

Recentemente no dia 22 de julho de 2018 ocorreu um ato de violência contra Tatiane Spitzner que era casada com Luís Felipe há cinco anos, na qual viveu um relacionamento abusivo, com agressão tanto física, como verbal. Após anos de maltrato sem denúncia, Tatiane foi encontrada morta, após cair do 4º andar de um prédio. Antes dela cair, houveram séries de perseguições do marido contra a esposa, nas quais as câmeras do prédio filmaram algumas cenas fortes em que Luís a segurava forte e não a deixava fugir.

Em seguida a faz entrar no apartamento à força e logo após ocorre a queda que possivelmente ocasionou a morte de Tatiane.

Com isso compreende-se que muitas mulheres sofrem de abuso em muitos lugares, do trabalho até na sua própria casa. Ademais é importante que a mulher que estiver sofrendo, não só busque ajuda, como também denuncie para que outras mulheres não passem pelas mesmas situações. Muitas mulheres perdem suas vidas por não terem coragem de denunciar seus agressores. Por isso é de suma importância quando alguma mulher sofre algum tipo de violência, seja ela mesma, ou que esteja percebendo que outra pessoa está sofrendo, denunciar por meio da ligação pelo 180 ou pelo aplicativo Clique 180. A denúncia é anônima e gratuita, disponível 24 horas, em todo o país.

Fonte: https://www.vlvadvogados.com/advogado-brasilia-go


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Ricardo Callado12/09/20183min

Por Ricardo Callado

As recentes pesquisas de intenção de voto para o governo do Distrito Federal mostram a vitória da candidata Eliana Pedrosa (Pros) no primeiro e segundo turnos. Ainda faltam 25 dias para o dia da votação, mas o cenário vem se cristalizando.

A tendência, a partir de agora, é que Eliana amplie a diferença a medida que o dia da eleição se aproxima. O desempenho da candidata do Pros deve ganhar mais apoios de integrantes de outras coligações, além do voto útil.

O sucesso de Eliana vem da organização de campanha e das alianças, favorecendo os partidos da aliança nas coligações proporcionais.

As propostas da candidata também chamam a atenção. Ela defende o modelo rorizista de governar, olhando para o povo. Uma das frases mais famosas do ex-governador Joaquim Roriz é: “Governar é definir prioridades depois de ouvir o povo”.

O lema foi adotado por Eliana Pedrosa, com um misto de gestão administrativa moderna. Seria o upgrade do rorizismo. É um discurso fácil de entender. E a população vem entendendo isso.

Os outros candidatos pecam nos discurso e na salada ideológica em que entraram. É muito confuso para o eleitor vê antigos aliados agora adversários, e vice versa. Parece um grande saco de gatos. E isso atrai os eleitores.

A briga pelo segundo lugar vai ser acirrada até o dia da eleição. Vários fatores irão influir para definição do adversário de Eliana no segundo turno. .

As articulações para montagem das chapas na pré-campanha foram tumultuadas e amadoras. Deixaram muitos ruídos que podem dificultar alianças para Fraga, Rosso ou Ibaneis em um segundo turno. Já Rollemberg tem que trabalhar a sua rejeição.

Rollemberg corre o risco de sair da eleição menor do que o ex-governador Agnelo Queiroz (PT). O atual governador tem dificuldades em manter aliados e uma facilidade grande de criar adversários.

Uma dica para os candidatos. Seguir os caminhos de Roriz não é uma missão difícil, basta fazer o fácil. Exercer o diálogo permanente e ciscar para dentro. E, até o momento, quem aprendeu a fazer isso foi Eliana Pedrosa. E as pesquisas comprovam isso.


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Ricardo Callado11/09/20186min

A sadia qualidade de vida é um direito social que somente pode ser efetivado em um meio ambiente ecologicamente equilibrado, tendo em consideração que condições ambientais extremas podem ser nocivas à saúde e integridade física do cidadão.

É neste sentido que a Constituição Federal traz como dever de toda a coletividade o zelo pelo meio ambiente, inclusive o do trabalho, visando proteger a saúde do mais importante agente de transformação social: o trabalhador.

A coercitividade desta proteção recai principalmente sobre os empregadores, tendo em vista serem a parte com maior poder deliberativo em uma relação trabalhista.

Assim, caberá ao empregador executar todas as iniciativas determinadas pelo Ministério Público do Trabalho e Emprego (MTE), e, caso essas sejam insuficientes para garantir uma sadia qualidade de vida ao trabalhador, esses terão direito ao recebimento de parcelas de caráter indenizatório junto a sua remuneração, como é o caso dos adicionais de periculosidade e insalubridade.

O que é o adicional de periculosidade?

O adicional de periculosidade é uma vantagem de natureza salarial, cuja finalidade é indenizar o trabalhador que executa atividade laboral considerada perigosa, sujeitando a sua vida a riscos.

A referida vantagem encontra-se prevista no artigo 193, da CLT, que define como perigosas atividades ou operações que exponham o trabalhador a inflamáveis, explosivos, energia elétrica, roubos ou outros tipos de violência física no exercício de profissões de segurança pessoal ou patrimonial.

A Norma Regulamentadora n. 16, do MTE, que disciplina o adicional de periculosidade, dispõe também como atividades perigosas aquelas sujeitas à ação de radiação.

Motoboy tem direito ao adicional de periculosidade?

A atividade laboral com uso de motocicletas foi acrescentada como perigosa na CLT em 2014, por meio da Lei n. 12.997. Ocorre, no entanto, que o anexo V da NR-16 que regulamenta este tipo de atividade encontra-se suspenso, em decorrência de decisão judicial.

Assim, tendo em consideração que a CLT determina que os efeitos pecuniários do adicional de periculosidade apenas são devidos após a regulamentação pelo MTE, há o entendimento de que os trabalhadores que utilizam motocicleta profissionalmente não têm direito ao recebimento do mencionado adicional de imediato.

Qual é o valor do adicional de periculosidade?

O adicional de periculosidade é calculado sob o salário base do trabalhador, no percentual de 30%, independente do grau de periculosidade.

Ressalta-se que o seu recebimento está condicionado a caracterização da periculosidade mediante perícia a ser realizada por Médico ou Engenheiro do Trabalho, com registro no Ministério do Trabalho.

O que é o adicional de insalubridade?

O adicional de insalubridade, por sua vez, é devido a todo trabalhador, urbano ou rural, que exerce atividade laboral sob condições prejudiciais à sua saúde, tais como frio, calor, ruídos, materiais químicos, entre outros.

Qual é o valor do adicional de insalubridade?

Também averiguado por meio de avaliação pericial, este adicional incide sobre o salário mínimo, proporcionalmente ao grau de exposição ao agente nocivo, respeitando a seguinte regra: a) 10%, para grau mínimo; b) 20%, para grau médio; c) 40%, para grau máximo.

Assim como o adicional de periculosidade, o direito ao recebimento do adicional de insalubridade cessa com a adequação das condições de trabalho aos limites de tolerância dispostos nas NRs, através de medidas de proteção coletiva ou pelo uso de equipamentos de proteção individual (EPI) pelo trabalhador.

Destaca-se que se o EPI não estiver em conformidade com as recomendações da legislação pertinente, o adicional continuará a ser devido.

É possível acumular o adicional de periculosidade e insalubridade?

A CLT dispõe que o empregado deve optar pelo adicional de insalubridade ou periculosidade, caso a profissão exponha a sua saúde e integridade física à riscos.

Atualmente, no entanto, é possível observar algumas decisões favoráveis a acumulação dessas duas vantagens, desde que as condições que geram o direito a cada adicional sejam diferentes.

Como receber os adicionais de insalubridade e periculosidade?

A reclamação trabalhista para requerer o recebimento dessas vantagens deve ser movida em até dois anos do fim do vínculo empregatício, possuindo efeito pecuniário retroativo de até 5 anos, se comprovado o direito do reclamante.

Fonte: Galvão & Silva Advocacia.

 

 


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Ricardo Callado03/09/20182min

Por Ricardo Callado

A disputa ao Governo do Distrito Federal é a mais acirradas da história. Pelo menos quatro candidatos tem chances de ser tornar o futuro governador de Brasília. Outros três tentam se aproximar do primeiro pelotão.

Uma análise fria das pesquisas eleitorais, avaliando intenções de voto, conhecimento e rejeição, somando-se desempenho na campanha e nominatas proporcionais mais fieis, é possível fazer algumas apostas.

A primeira é que a candidata do Pros, Eliana Pedrosa, deve se firmar em primeiro lugar e abrir vantagem aos outros postulantes ao Palácio do Buriti.

Rogério Rosso (PSD) e Alberto Fraga (DEM) deve disputar voto a voto a segunda colocação, enquanto o atual governador Rodrigo deve estagnar e ser ultrapassado por seus rivais.

General Paulo Chagas (PRP), Alexandre Guerra (Novo) e Ibaneis Rocha (MDB) são figurantes buscando uma melhoro aparição no cenário político. Cada um com suas estratégias.

O general aposta na dobradinha com o presidenciável Jair Bolsonaro.

Guerra tem nas propostas do seu partido um trunfo para crescer.

Já Ibaneis busca atrair apoio através de ajuda financeiros a candidatos a deputados.


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Ricardo Callado29/08/20185min

Por Marcelo Olivieri

cid:image002.jpg@01D43BA3.762B3C40No Brasil, as brincadeiras são inerentes a vários ambientes, desde as reuniões de família, passando pelos encontros entre os amigos e até nos locais de trabalho. Elas ajudam a construir relacionamentos mais próximos e informais, diminuindo as barreiras entre as pessoas. No mundo organizacional, elas dão suporte para que as pessoas interajam e criem vínculos que fortaleçam o trabalho em equipe e até laços de amizade.

Entretanto, vivemos um momento na nossa história onde a polarização de ideias nos torna inimigos em potencial de quem pensa e age diferente. Muitas amizades são desfeitas por posicionamentos políticos e sociais incompatíveis. Nos locais de trabalho, essa polarização não costuma ser tão exacerbada, mas pode ocasionar duas situações, o chamado “mimimi” ou, em casos mais graves, o bullying corporativo.

Por mimimi entende-se um comportamento de baixa tolerância. Muitos especialistas, inclusive, deram esse nome a alguns integrantes de uma geração de jovens entre 23 e 30 anos, que é marcada por excessivas reclamações e pouco protagonismo na hora de propor soluções para aquilo que as incomoda. São pessoas “ultrassensíveis”, que entendem toda brincadeira como uma forma de agressão direta e pessoal.

De outro lado, há o bullying, termo que também vem ganhando grande relevância e, há tempos, ultrapassou os muros escolares. Sabemos que a agressão, a humilhação e a exposição ao ridículo pode causar danos graves à autoestima dos indivíduos, além de poder ser categorizado como assédio moral. É difícil avaliar o momento exato onde uma brincadeira entre colegas de trabalho se torna abusiva.

Cabe destacar que não estamos falando sobre homofobia, machismo, racismo ou nenhuma outra forma de discriminação e preconceito contra uma minoria. Afinal, desvalorizar a dignidade humana e diminuir a importante luta por igualdade de direitos não é bullying, muito menos brincadeira. É crime!

Nesse sentido, também precisamos chamar atenção para a brincadeira institucionalizada, aquela imposta pela empresa. Quando é vexatória e não há possibilidade para o indivíduo se defender, fica caracterizado, como já falando anteriormente, o assédio moral. É o típico caso do funcionário que é humilhado por não atingir as metas ou não atender as expectativas de um colega ou gestor que pode aproveitar-se da oportunidade para o ridicularizar. Em casos assim, a liderança deve ter uma política clara, espaços para feedbacks ativos e estruturados, além  de medidas rígidas para combate e prevenção desse tipo de postura.

O limite é o mais importante no que tange a questão. Em ambientes corporativos onde toda brincadeira é cortada ou proibida, o clima fica robotizado, distante e improdutivo. Proibir esse tipo de interação é o mesmo que descaracterizar toda uma cultura. O melhor caminho é criar um espaço em que as pessoas se sintam livres para se expressar e descontrair, sempre respeitando o outro em sua integridade. Cabe à liderança e a área de Recursos Humanos criar esse ambiente seguro, onde as pessoas sejam ouvidas e compreendidas em sua totalidade, em que sejam estimuladas a escutarem ativamente, mas que também possam ter liberdade para falar e indicar pontos de melhoria no ambiente e nas relações entre colegas, gestores e subordinados.

Marcelo Olivieri é bacharel em psicologia e possui MBA em Gestão Estratégica. Com mais de 10 anos de experiência no recrutamento especializado nas áreas de marketing e vendas, Olivieri é diretor da Trend Recruitment.


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Ricardo Callado27/08/20183min

Enquanto algumas candidaturas mostram estagnação, como a do governador Rollemberg, outras tem possibilidade de boa margem de crescimento

Por Eri Varela

Aos cientistas políticos.
As pesquisas de intenção de votos divulgadas até agora, colocam a candidata Eliana Pedrosa (Pros) em primeiro lugar na corrida ao Governo do Distrito Federal (GDF). Há uma cristalização da intenção de votos em favor da candidata, e isso é fato incontestável.

Se for considerada a votação dela e de seu vice, Alírio Neto (PTB), na eleição passada, no somatório, é certo que a Eliana Pedrosa cresceu já agora e tende a aumentar o seu potencial.

Candidato à reeleição, Rodrigo Rolemberg (PSB), embora apareça em 2° lugar, até agora não tem nem nem 20% da votação dos votos que recebeu nas eleições de 2014. O espaço para crescer é mínimo, em razão da alta rejeição ao seu governo. Nesse quesito, está péssimo.

O candidato Alberto Fraga (DEM), pontua até agora, mais ou menos o que obteve na eleição passada, em torno de 10%. Há espaço para crescer.

Rogério Rosso, do PSD, na eleição anterior, obteve quase 100 mil votos, e nas pesquisas divulgadas, mantém o eleitorado fiel e pode crescer.

Candidato do MDB, o advogado Ibaneis Rocha, como marinheiro em primeira viagem, não tem rejeição, porque não é conhecido. Missão árdua o espera, pois tem que se tornar conhecido e transformar em votos.

Leva a vantagem de ter segundo maior tempo de rádio e TV, na propaganda eleitoral, só perdendo para o tempo de TV de Fraga. Há espaço para crescer.

Assim também o general Paulo Chagas, embora tenha pouco tempo de rádio e TV.

O candidato do PT, Júlio Miragaia – embora desconhecido do eleitorado – , por força do seu partido, que tem o 3° melhor tempo de rádio e TV, vai se tornar conhecido e tem espaço para crescer.


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Ricardo Callado20/08/20183min

Por Lara Dias

As Eleições no Brasil no ano de 2018, serão realizadas no dia 7 de outubro e caso houver segundo turno acontecerá em 28 de outubro. Estarão em disputa os cargos de presidente e vice-presidente da República, governador e vice-governador de estado e do Distrito Federal, senador, deputado federal, estadual. De acordo com a legislação em vigor, a Lei n.º 9.504/1997, art. 59, § 3.º, o eleitor escolherá o seu candidato na urna eletrônica, obedecendo à seguinte ordem de votação: deputado federal, deputado estadual ou distrital, senador primeira vaga, senador segunda vaga, governador e por fim presidente da República.

Um dos determinantes do sistema político eleitoral é a propaganda eleitoral. A propaganda eleitoral se realiza em momentos pré-eleitorais, com a intenção de alcançar o maior número possível de votos. Para Ferreira, configura-se como uma técnica de argumentação e apresentação ao público, organizada e estruturada de forma a induzir conclusões ou pontos de vista favoráveis a seus anunciantes.

A propaganda eleitoral tem muitas regras e todas elas precisam ser respeitadas. É importante se atentar a algumas das mudanças que ocorrerão em relação à eleição passada, de 2014.

O descumprimento das regras do que é vetado na propaganda eleitoral, segundo as normas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), podem acarretar à pena de multa de 1 mil a 50 mil, a depender do ato. Além disso, o candidato poderá estar sujeito a alguns meses de detenção, entre outras punições.

No dia da eleição, as pessoas que não fizeram o recadastramento biométrico devem levar um documento oficial no dia da votação, como RG, carteira de habilitação ou caso preferir, poderá baixar o aplicativo E-Título. Essa nova ferramenta substitui o tradicional título de eleitor físico por um documento virtual. Além das informações básicas encontradas no título de eleitor em papel, a versão digital do documento oferece algumas coisas a mais, como quitação eleitoral, dados de cadastro biométrico e mapa com o local de votação com a zona (lugar) e seção eleitoral (sala) de cada cidadão.

Fonte: Escritório de Advocacia Valença, Lopes e Vasconcelos.


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Ricardo Callado08/08/20183min

Celson Bianchi

Quando o Evangelho de Mateus foi escrito, uma das mensagens da Oração Dominical foi clara ao deixar nas mão de Deus as direções da vida. “Faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu”, diz o texto. Em se tratando da política, a frase se encaixa perfeitamente ao momento em que vive o Brasil. A curto horizonte  [aparentemente] não há escolha que estanque a sangria institucional que assola a nação. Pode até existir opção que alcance a maioria, mas o fato é que, neste momento, infelizmente, o país continuará dividido e isso é extremamente danoso.

Resta, então, seguir o que foi registrado por um dos doze discípulos de Jesus: nas eleições de 2018 a decisão será entregar o voto ‘à tua vontade’. Há de se ter o mínimo de esperança por dias melhores, claro. Mas existe um sentimento quase uníssono em torno da falta de opção competitiva.

Diante deste fato, cabe ao cidadão ser resiliente e aos setor produtivo agir com temperança na condução dessa gigantesca máquina que faz o Brasil seguir adiante. Não é fechar os olhos. Mas o ideal é depender menos do Estado para que nossa economia avance. Pelo menos até que as dificuldades políticas sejam limadas com a ajuda da Justiça e outros órgãos de fiscalização.

É primordial instalar-se no país um tempo novo nas relações público-privadas. Não há mais sangue do lado empresarial capaz de sustentar uma máquina pública que carece de hemodiálise diária. E isso gera um ciclo que também incapacita o Estado de socorrer o empresário quando e necessário.

Ou seja: até que se passe toda a tempestade, será preciso erguer as mangas e trabalhar mais. Paralelo a isso será necessário continuar lutando contra arbitrariedades até que tudo volte ao normal e sejamos um país melhor.

Neste contexto o ideal é não desistir. As instituições estão funcionando e, quem sabe, a vontade de Deus seja feita dando celeridade a tudo isso que esperamos.

Celson Bianchi é  jornalista


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Ricardo Callado07/08/20186min
Por Celma Lima
Mais um caso de suicídio de um operador da Segurança Pública vem à tona nesta terça, 7, no Distrito Federal. Desta vez, um policial militar tirou a própria vida após matar a esposa, por volta das 10h, no Riacho Fundo II.
Este é o terceiro caso de feminicídio no DF em apenas dois dias e acontece no dia em que a Lei Maria da Penha completa 12 anos.
É, ainda, o segundo suicídio de um policial em menos de um mês – no dia 19 de julho, um agente de polícia da PCDF tirou a própria vida em Samambaia.
À família do PM e de sua companheira, assim como aos amigos do casal, a diretoria do Sindicato dos Policiais Civis do DF (Sinpol-DF) manifesta total solidariedade e lamenta profundamente pela tragédia que, ainda por cima, deixa órfãs duas crianças – um menino de 11 anos e uma garota de oito.
Esse fato lamentável, porém, também recai sobre o Governo do Distrito Federal (GDF) e levanta, mais uma vez, a questão da falta de investimentos em Segurança Pública, de duas maneiras: a falta de políticas públicas de enfrentamento aos casos, cada vez mais frequentes, de violência sofrida pelas mulheres e, em um segundo aspecto, a total falta de atenção à saúde mental dos servidores da Segurança Pública.
Vários são os gatilhos que podem desencadear situações extremas como a do PM. O estresse inerente à atividade policial se reflete diretamente no ambiente familiar, agindo como um catalisador em outras situações de crise.
Ainda que não tenha propriedade para trazer à tona como é a realidade da Polícia Militar do DF (PMDF), a Polícia Civil pode, sem dúvida, ilustrar a falta de atenção à saúde mental por parte da Secretaria de Segurança Pública e, da própria corporação, nos últimos anos.
Recentemente, um laudo emitido pela Psiquiatria da Policlínica da PCDF recomendou a internação imediata de um policial civil que apresentava “risco de autoextermínio” decorrente de “episódios depressivos, alternados com crises de ilação do humor e alteração de comportamento”.
Mesmo assim, a instituição lavou as mãos para o problema, ainda que o GDF possua convênio com clínicas psiquiátricas. Coube ao Sinpol-DF, a pedido da família, providenciar a internação desse colega enquanto, em outra via de atuação, o sindicato acionou a Justiça para garantir a internação custeada pelo governo.
A decisão obrigando o GDF a internar o policial civil, lamentavelmente, ainda não foi cumprida.
É necessário que aqueles que comandam a Segurança Pública, bem como o governo, enxerguem as consequências da falta de atenção à saúde mental dos policiais civis, militares e bombeiros.
Não é novidade alguma, nesse meio, o silêncio que se instaura sobre os problemas mentais desses servidores, como se o fato de não se falar sobre eles minimizassem as suas consequências.
Na ocasião do suicídio do agente de polícia, há cerca de três semanas – mesmo período em que o Sinpol-DF publicou uma reportagem sobre a falta de assistência à saúde mental na PCDF na revista institucional que distribui para os sindicalizados –, o assunto gerou grande repercussão.
Diversos foram os relatos de policiais que já enfrentaram, ou ainda enfrentam, problemas de ordem psicológica ou psiquiátrica e não encontram apoio institucional.
É necessário, ainda, que o GDF entenda que investir em Segurança Pública é, antes de tudo, evitar os prejuízos que a falta dela pode trazer – e o impacto recai sobre todos.
Celma Lima é perita papiloscopista e diretora do Sindicato dos Policiais Civis do DF (Sinpol-DF)

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Ricardo Callado03/08/20185min

Por Rodrigo Augusto Prando

Há muito, li, alhures, que em política o dia seguinte é muito tempo. Ontem (02/08), constatei isso ao redigir um artigo. Mal havia terminado o texto, sobre as dificuldades das chapas presidenciais apresentarem seus candidatos a vice-presidente, leio, no início da noite que Alckmin (PSDB) terá com vice a Senadora Ana Amélia (PP) e que Marina (REDE) terá como vice Eduardo Jorge (PV). Sem desconsiderar que nos próximos dias ou mesmo horas os outros vices serão apresentados, foi, sem dúvida, um enorme ganho político para Alckmin e Marina.

Afirmei, no escrito anterior que “a escolha de um vice-presidente não é questão simples, visto que são muitas as variáveis a serem consideradas, numa ampla gama de questões pessoais, partidárias e institucionais. Muitas vezes, o vice pode ser escolhido por conta da indicação da aliança que formou uma coligação partidária; noutras, o escolhido tem uma dimensão regional, permitindo palanques e a entrada em regiões que o cabeça da chapa – o candidato a presidente – não tem boas perspectivas; às vezes, o recorte é geracional, escolhendo um jovem e, até, uma escolha alicerçada no gênero, como, por exemplo, uma mulher que poderia atrair votos femininos”.

No caso do tucano Alckmin, a escolha de Ana Amélia indica que a candidatura caminha com vigor político que, não faz muito, até aliados próximas não acreditava. O ex-governador de São Paulo conta com uma ampla arca de aliança partidária, especialmente o tão cobiçado Centrão, conta, ainda, com o maior tempo de TV, com recursos do fundo eleitoral assaz considerável e terá palanque em todo o país, visto que milhares de prefeitos e vereadores, bem como candidatos a deputados estaduais e federais dos partidos coligados lutarão por Alckmin (e, claro, pelos seus próprios interesses). Nesse bem construído tabuleiro de xadrez político, Ana Amélia vem contribuir sobremaneira em, pelo menos, dois aspectos principais: retira palanques do Sul do país de adversários do tucano e mira o foto feminino, justamente onde, por exemplo, Bolsonaro tem alta rejeição e Alckmin/Ana Amélia podem crescer. Ademais, a senadora foi dura adversário do lulopetismo e de Dilma, construindo discursos bem articulados à sua atuação senatorial.  Fernando Henrique Cardoso afirmou, certa feita, que Alckmin é corredor de maratona, aguarda o tempo certo de aumentar a velocidade. O historiador Alberto Aggio, por sua vez, lembrou que muitos afirmam que Alckmin joga parado e quem deve correr é a bola. Metáforas esportivas à parte, com tanta estrutura e apoio, Alckmin deverá, ao menos em 10 ou 15 dias de campanha na TV, ter refletido em números um aumento de sua intenção de voto. Caso isso não ocorra, os problemas de desconfiança voltarão à tona e podem contaminar o jogo político em desfavor do candidato do PSDB.

Já Marina Silva, com recall de duas eleições e sem envolvimento em escândalos de corrupção envolvendo a ela ou aos seus, terá, em Eduardo Jorge, um vice afinado com suas ideias e discursos, especialmente no que tange à sustentabilidade. Em que pese o pouco tempo de TV e pouco dinheiro, Marina sempre é uma competidora importante na eleição presidencial.

Ambos – Alckmin e Marina – terminaram a quinta-feira (02/03) fortalecidos, mas, sem dúvida, os ventos inflam mais as velas do barco tucano que, numa eleição que parecia desbussolada, começa a tomar um rumo mais definido. Veremos os próximos vices a chegarem no PT e para Bolsonaro que, até agora, estão em dificuldades.

Rodrigo Augusto Prando é Cientista Político e professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie. É bacharel e licenciado em Ciências Sociais, Mestre e Doutor em Sociologia, pela Unesp/FCLAr.



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