Arquivos Segurança - Blog do Callado

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Ricardo Callado20/08/20185min

Relatório divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, FBSP, realizado em Brasília entre os dias 20 e 22 de agosto e relativo aos dados de 2017, revela que o Distrito Federal é a unidade da federação que menos investe em segurança pública de todo o Brasil. Segundo a organização, a capital federal também está entre as que menos investem na área, por habitante. As constatações vêm ao encontro às denúncias que tem sido feitas pelo Sindicato dos Policiais Civis do DF (Sinpol-DF) de que o atual governo desvia recursos federais do Fundo Constitucional do DF para outras áreas, contrariando a função principal do fundo e descumprindo a Constituição Federal.

“O Governo do Distrito Federal não utiliza nenhum centavo das receitas arrecadadas pelo Tesouro Local em segurança pública. Todas as despesas do segmento – polícia e corpo de bombeiros militar e polícia civil – são pagas com recursos da União, por meio do Fundo Constitucional do Distrito Federal. A destinação desses recursos foi determinada pelo legislador da constituinte de 1988, que em fixou no artigo 21 da nova constituição que compete à União manter a segurança pública da capital de todos os brasileiros” explica Rodrigo Franco, presidente do Sinpol-DF.

Segundo o FBSP, o Distrito Federal utilizou apenas 4,1% do orçamento total em despesas na função de segurança pública em 2017. É a pior colocação entre todas as 27 unidades da federação avaliadas. Nesse quesito, o Distrito Federal foi o pior avaliado nos últimos três anos. Esse pode ser uma das causas da sensação de insegurança e da violência das quais a população da capital tem sido vítima.

O levantamento de dados do FBSP ainda constatou que, entre todas as unidades da federação, o Distrito Federal é um dos que menos faz investimentos per capita, em segurança pública. O GDF gastou R$269,00 (duzentos e sessenta e nove reais) por habitante no ano passado. O numero foi um pouco melhor do que em 2016, cujo valor foi de R$241,00 (duzentos e quarenta e um reais). Mesmo assim, a Capital Federal investiu menos em segurança pública do que os estados de Amazonas, Goiás, Sergipe e Alagoas. Na relação de despesas, por habitante, Brasília só foi mais eficiente do que Piauí, Maranhão, Ceará e Rio Grande do Norte. A diferença é que estes estados não recebem bilhões de reais da União, todos os anos, para manterem a Segurança Pública.

“A falta ou diminuição de investimentos em segurança pública e, principalmente, na polícia investigativa, comprovados agora por uma organização isenta e independente como o Fórum Brasileiro de Segurança Pública chancelam o que o Sinpol já vem questionando nos últimos anos. Nossos alertas têm incomodado o atual governo que, na nossa percepção, manipula dados estatísticos na intenção de maquiar uma falsa impressão de que tudo está bem, quando claramente não está. As causas dessas políticas de falta de transparência e de desvalorização na área tem reflexo direto na população do DF, que recentemente sente agravarem-se os crimes contra o patrimônio, os crimes de conotação sexual, os crimes contra as mulheres e os crimes de corrupção na administração pública”, afirma o presidente do Sinpol.

Segundo Rodrigo Franco, para virar o jogo no combate à corrupção e à criminalidade em geral, é preciso que um novo Governo aposte e invista mais no segmento de segurança pública, combatendo a criminalidade com mais policiamento nas ruas e com mais inteligência e investigação. “Recursos suficientes há, principalmente no Fundo Constitucional. Para tanto, o próximo governador precisará ver a segurança pública como uma prioridade e cumprir a lei e a constituição”, completa.


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Ricardo Callado24/07/20184min
O serviço de manutenção de viaturas da da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) está parado desde a última quinta, 19, quando venceu o contrato com a empresa que realizava esse tipo de serviço, segundo denúncia do Sindicato dos Policiais Civis do DF (Sinpol-DF).
Desde então, dezenas de veículos se acumulam na Divisão de Transporte (Ditran), sem qualquer previsão de retorno às delegacias e demais unidades. No local, até aquela data, 18 mecânicos terceirizados ficavam à disposição da Polícia Civil para consertar as viaturas.
A situação é grave e preocupante porque, segundo o Sinpol-DF, 40% da frota atual – que, no total, soma 1.300 veículos – tem mais de dez anos de uso e, por isso, precisam passar por reparos constantemente. Não há qualquer previsão, até agora, de um novo contrato para esse serviço.
Em algumas unidades, o trabalho, que já era prejudicado pela frota envelhecida, está comprometido. Um exemplo é a 13º Delegacia de Polícia (DP), localizada em Sobradinho I. Os dois camburões utilizados pelos policiais civis do plantão estão parados por causa de problemas mecânicos e, sem manutenção, não se sabe quando eles voltarão a ser utilizados.
Assim, não há como fazer o transporte de presos e nem como os policiais realizarem qualquer trabalho em áreas mais remotas, como a zona rural daquela cidade.
“Sem manutenção, quase metade da frota pode ficar parada. É mais um episódio que ilustra o sucateamento ao qual a PCDF foi submetida no governo de Rodrigo Rollemberg (PSB)”, denuncia Rodrigo Franco, presidente do Sinpol-DF.
Segundo o dirigente, a corporação já vem, há anos, sofrendo com as constantes perdas de recursos, mesmo com o Fundo Constitucional sendo reajustado anualmente. Recentemente, uma licitação para a compra de 200 novos veículos para a PCDF foi suspensa pelo governador.
No ano passado, contudo, foram adquiridas 145 viaturas para a PMDF, cada uma custando R$ 110 mil. “À época, a recomendação era de que os veículos ficassem parados em alguns pontos da capital a fim de criar uma ‘sensação de segurança’ – até aqui, a única política adotada pelo governador para a Segurança Pública da capital do país”, afirma Franco.
Para o presidente do Sinpol, a falta de priorização, por parte da gestão Rolemberg, na Polícia Investigativa (PCDF) tem se refletido no aumento da sensação de insegurança sentido pela população. “A falta de gestão e comando da direção da PCDF, conivente com o atual Governo, também gera graves reflexos à sociedade, tais como a não contratação de serviços de manutenção, a falta de contratação de novos policiais e todo o sucateamento pela qual vem passando a Polícia Civil da Capital”, finaliza.

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Ricardo Callado20/06/20183min
O primeiro final de semana de Copa do Mundo, com jogo do Brasil, registrou uma grande incidência de crimes, por todo o Distrito Federal, segundo levantamento do Sindicato dos Policiais Civis do DF (Sinpol-DF).
De acordo com os dados do sindicato, foram 17 atentados contra a vida, sendo 5 homicídios consumados e 12 tentativas de homicídio. Além de uma tentativa de latrocínio.
De sexta-feira, 15, até segunda, 18, foram comunicados quase 300 roubos a pedestres. A segunda-feira foi considerada por haver um grande número de registros feitos neste dia. Isso deve-se ao fato de haver 16 delegacias fechadas. O que leva a crer que um número considerável de crimes não tenha sido registrado.
Os roubos com restrição da liberdade continuam crescente. Foram 3 casos no final de semana.
Ao todo, 100 veículos foram subtraídos de seus proprietários.
Outro número alarmante são os furtos em residência. Foram 60 comunicados em 4 dias.
Foram 70 veículos arrombados para que objetos fossem furtados de seu interior.
“O sucateamento da polícia investigativa tem graves consequências que não são enxergadas pelo Governo Rollemberg. Quando não há investigação, não há prisões. E, sem prisões, os criminosos continuam impunes e rescindindo no crime”, alerta Rodrigo Franco Gaúcho, presidente do Sinpol-DF.
Balanço da criminalidade
Principais naturezas de crime.
Período do levantamento: 15 a 18 de junho
Homicídios consumados: 5
Homicídios tentados: 12
Latrocínios tentados: 1
Estupros: 1
Roubo a pedestres: 296
Roubo com restrição de liberdade da vítima: 3
Roubo de veículo: 43
Roubo em coletivo: 15
Roubo em residência: 6
Furto de veículo: 57
Furto em interior de veículo: 70
Furto em residência: 60

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Ricardo Callado13/06/20182min

Turma de 499 sargentos e subtenentes teve formatura em altos estudos nesta terça (12) no Centro de Convenções Ulysses Guimarães

Uma turma de 499 sargentos e subtenentes se formou no curso de altos estudos para praças da Polícia Militar do Distrito Federal na noite desta terça-feira (12), no Centro de Convenções Ulysses Guimarães.

As aulas a distância, que visam aprimorar o atendimento da corporação à sociedade, começaram em dezembro de 2017 e terminaram neste mês. Convidado em reconhecimento pelo seu apoio à corporação, o governador Rodrigo Rollemberg foi o paraninfo da turma.

Ele lembrou que, com esta nova leva, somam agora 4 mil os policiais formados no curso de altos estudos para praças, e aproveitou para agradecer aos membros da tropa que colocam a vida em risco em nome da segurança.

O comandante-geral da Polícia Militar do DF, coronel Marco Antônio Nunes, destacou a importância do curso. “O ensino a distância permite que o atendimento não seja diminuído enquanto os oficiais fazem as aulas em diversos turnos. Não apenas serve como avanço no ensino da corporação, como mantém a qualidade do policiamento.”

A turma também aproveitou a cerimônia para homenagear a família do 1º sargento Reginaldo Vieira, morto em serviço, em 2015, quando atendia uma ocorrência. A esposa e o filho do policial receberam uma estátua em forma de anjo no palco.


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Ricardo Callado18/05/20188min
Mais um desdobramento da questão que envolve acidentes com as armas da Forjas Taurus utilizadas pelos policiais civis do DF veio à tona nesta quarta, 16, na coluna Eixo Capital, do Correio Braziliense.
De acordo com o jornal, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) cobra, na Justiça, uma indenização de R$ 11.656.223,90 da empresa. Desse montante, R$ 10 milhões se referem a um dano moral coletivo pelo perigo que esse armamento com defeito de fabricação representa à população do DF.
A ação do MP leva em consideração diversas ocorrências registradas por policiais civis, além de uma perícia do Instituto de Criminalística da Polícia Civil do DF (PCDF), que atestou os disparos acidentais das armas.
ATUAÇÃO DO SINPOL-DF
Entre as vítimas dos defeitos das pistolas produzidas pela Taurus está um ex-diretor do Sinpol-DF [link]. A entidade, inclusive, vem denunciando constantemente o problema nos últimos três anos.
Em maio de 2016, dirigentes do sindicato entregaram ao então procurador de Defesa dos Direitos do Consumidor, Trajano Sousa de Melo, e ao promotor da Justiça Militar, Nisio Tostes, uma uma série de documentos (laudos periciais e históricos vítimas) que confirmam os problemas recorrentes apresentados pelas armas.
Atualmente, informou o Correio Braziliense, as cerca de cinco mil armas usadas pela PCDF foram fabricadas pela empresa que detém o monopólio do mercado brasileiro nos órgãos de Segurança Pública. Apenas em casos excepcionais o Exército Brasileiro autoriza a compra de armas produzidas por empresas estrangeiras.
A ação do MPDFT se refere a um lote com 750 unidades, sendo 100 do modelo PT 100 Plus; 250 do tipo PR 24/7 PRO DS; e 400 PT 640 SA/DA, ao custo de R$ 1,6 milhão, em abril de 2014.
DISPAROS ACIDENTAIS
O problema principal é o risco de disparos acidentais em quedas das armas. Testes mostraram que essa possibilidade é grande, o que coloca em xeque a integridade do policial e dos cidadãos de bem que podem ser alvo de uma bala perdida justamente das armas que deveriam protegê-los.
Há também o chamado efeito chaminé, quando o cartucho fica preso no cano da pistola ou o disparo frustrado, quando a arma nega fogo.
O MPDFT aponta que o contrato da Taurus com a PCDF prevê que os armamentos sejam providos de um mecanismo contra disparos acidentais, mas esse item de segurança não está disponível, mesmo com a trava manual acionada.
A ação é assinada pelos promotores de Justiça Rodrigo Bezerra e Marcel Bernardi, do Núcleo de Investigação e Controle Externo da Atividade Policial (Ncap), e Eduardo Gazzinelli e Marcelo Barenco, da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público e Social do DF (Prodep).
O MPDFT não é o único preocupado com a qualidade das armas fornecidas pela Taurus. O assunto é tratado em vários estados justamente pelos diversos problemas detectados com as pistolas de uso de policiais civis e militares. Um grupo de vítimas de vários estados brasileiros tenta, também desde 2016, instaurar uma CPI para investigar o caso – mas o lobby da Taurus na Câmara Federal tem impedido o avanço da Comissão.
CONDENAÇÃO CRIMINAL
Em outra frente, os promotores de Justiça pedem a condenação criminal de seis executivos da Taurus à época do contrato fechado com a PCDF.
Eles foram denunciados pelos crimes previstos na Lei 8137/90, de induzir o consumidor ou usuário a erro, por via de indicação ou afirmação falsa ou enganosa sobre a natureza, qualidade do bem ou serviço, utilizando-se de qualquer meio, inclusive a veiculação ou divulgação publicitária; e vender, ter em depósito para vender ou expor à venda ou, de qualquer forma, entregar matéria-prima ou mercadoria, em condições impróprias ao consumo. As penas variam de dois a cinco anos de detenção, mais multa.
A ação tramita na 8ª Vara Criminal de Brasília.
Em outra frente, o Ministério Público do DF encaminhou ao diretor-geral da Polícia Civil do DF, Eric Seba, uma recomendação para que as armas usadas pela corporação sejam substituídas por modelos mais eficientes que não coloquem vidas em risco.
O Sinpol-DF também já fez essa reivindicação, por diversas vezes, nesses últimos três anos, ao diretor-geral.
Ao Correio Braziliense, Seba explicou que, realmente, há relatos de panes, especialmente da pistola modelo 24/7. Mas a Polícia Civil está promovendo uma licitação internacional para compra de três mil armas de fogo. Para o Sinpol, esse número é insuficiente uma vez que há 4.600 policiais em atividade e há uma expectativa de aprovados serem nomeados. Além disso, é preciso dimensionar que deverá haver concursos nos próximos anos.
O processo já recebeu autorização do Exército e deve ser concluído até o fim do ano. Com essa licitação, empresas estrangeiras poderão disputar o contrato. A PCDF destinou R$ 9 milhões para essa aquisição.
Outra questão indagada pelo Sinpol é que, ao invés das armas serem adquiridas por meio de recursos do Fundo Constitucional, a PCDF pretende utilizar recursos do Fundo de reestruturação da PCDF. O sindicato acredita que isso se deve ao fato de que o GDF vem cortando, rotineiramente, investimentos da PCDF para alocar em outras áreas. Esse tem sido um dos motivos do sucateamento da PCDF, denunciado pelo SINPOL/DF. aurus

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Ricardo Callado14/05/20186min

A criminalidade que assola Brasília já chega a níveis comparados com atentados terroristas. Segundo levantamento do Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol-DF), no último fim de semana, entre as 0h de sexta-feira (11) e as 6h de segunda-feira (14), a capital federal registrou 16 homicídios (10 tentados e seis consumados) e três latrocínios (dois consumados e um tentado) nas últimas 72 horas.

Isso dá uma média de seis casos por dia. Um deles, que ganhou bastante repercussão nesta segunda, 14, foi o latrocínio que vitimou o revisor do Correio Braziliense, Rubens Bonfim Leal. Em Surubaya, uma das maiores cidades na Indonésia, ocorreram dois atentados no último domingo, 13. Em um deles, 13 pessoas morreram. Os atos foram assumidos pelo Estado Islâmico.

Mas os números da capital federal não param ali: foram registrados, nas delegacias do DF, 227 roubos a transeuntes, 62 subtrações de veículos, cinco roubos a residência e dois roubos com restrição de liberdade. Foram mais de quatro crimes graves por hora, em média.

No caso dos roubos a residência, em três das ocorrências os bandidos entraram enquanto havia apenas mães e filhas em casa. Um acontecimento nada agradável para marcar o Dia das Mães nessas famílias.

Os números, contudo, podem ser bem piores: há quase dois anos, o governador Rodrigo Rollemberg ordenou o fechamento de 20 Delegacias de Polícia (DPs). Muitas das vítimas só conseguirão registrar os crimes a partir de hoje; tantas outras, infelizmente, não irão  comunicar a ocorrência.

As poucas DPs que ainda mantém o plantão em funcionamento não dispõem de efetivo suficiente. Na 21º DP, em Taguatinga Sul – e em quase todas as outras – havia apenas quatro policiais civis trabalhando no plantão do último final de semana. 

Na região da 21ª DP, ocorreram dois dos 16 casos de homicídios registrados. Os policiais civis se dividiram em duplas para dar conta dos trabalhos. Enquanto uma dupla foi até a cena dos dois crimes, a outra ficou na delegacia para atender à população e fazer o registro dos flagrantes.

“Está clara a sobrecarga de trabalho a que esses policiais civis foram submetidos sob anuência da Polícia Civil do DF (PCDF), um total desrespeito não só a esses profissionais, mas ao regimento interno da instituição que recomenda o mínimo de seis policiais civis para uma equipe do plantão.

Nessas condições, é humanamente impossível iniciar uma investigação. O trabalho de repressão criminal exercido pelos policiais civis tem como principal inimigo o tempo. É preciso agir o mais rápido possível para que as provas não sumam”, comentou o Sinpol em nota. 

Uma dupla de policiais civis não consegue, sozinha, dar conta também de preservar o local de crime até a perícia chegar e, ainda, ir atrás de testemunhas.

Em nota, o sindicato aponta que “o cenário catastrófico ao qual o Distrito Federal foi submetido é consequência direta da falta de investimentos na Segurança Pública. A PCDF, hoje, tem o efetivo defasado em mais de 50%. O Governo Rollemberg caminha para ser o primeiro que não realizará concurso para os cargos de Agente e Escrivão de Polícia. Não se adquiriu, neste governo, sequer viatura. Este sucateamento da Polícia Civil está não só levando nossa população a um sentimento de insegurança, mas a uma insegurança real”.

Mesmo com índices tão altos, a área ainda não tem recebido o tratamento prioritário que precisa – e a população está pagando caro por isso.


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Ricardo Callado10/05/20183min
Chico Vigilante questionou números do governo

O tema da segurança pública foi recorrente na sessão ordinária desta quarta-feira (9), na Câmara Legislativa. O deputado Chico Vigilante (PT) contestou declarações de integrantes da Secretaria de Segurança que apontariam para uma melhoria nos números relativos à pasta. “Dizem que caiu a violência no DF. Ora, é só ir em qualquer cidade para averiguar a total falta de segurança. Qualquer um que ande de ônibus sabe que assaltos acontecem a todo momento”, afirmou o distrital.

Cláudio Abrantes (PDT) ressaltou que as estatísticas apresentadas pelo governo não refletem a realidade. “São números maquiados. Por exemplo, os casos de tentativa de homicídio que depois acabam infelizmente se consumando permanecem contabilizados como tentativas”, citou Abrantes. O distrital também reclamou do não cumprimento de lei de sua autoria. “A lei que prevê a instalação do botão do pânico nos ônibus do sistema de transporte coletivo foi aprovada por esta Casa e se inspira em modelo que funciona muito bem na cidade de Belo Horizonte. Mas aqui, o governo se recusa a implementar”, lamentou.

Para o deputado Wellington Luiz (PMDB), falta apoio para as corporações policiais. “Com viaturas sucateadas e falta de equipamentos de segurança, muitos policiais sentem receio de prestar atendimento”, reclamou. O deputado também apresentou exemplos de vários episódios de violência que vêm se repetindo no DF. “Todos aqui têm um conhecido que já foi assaltado”, enfatizou.

O líder do governo, Agaciel Maia (PR), procurou rebater as críticas, lembrando que o governo recentemente fez a progressão de patente de vários militares e ressaltando que os números da economia do DF vêm apresentando melhora, o que, segundo Agaciel, “facilitará o trabalho do próximo governador, que não enfrentará em seu início de mandato o que este governo teve que enfrentar”.


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Ricardo Callado08/05/20186min

Ocorrências de casos de estupros, de roubos de celulares e em transportes públicos apresentaram redução. A taxa de crimes violentos letais baixou 9,9%

O balanço da criminalidade no Distrito Federal mostrou redução em vários indicadores, em abril, e apontou o número de homicídios (38) como o menor para o mês desde 2005. Houve queda também nos índices de roubo de celulares e de roubo em transportes públicos.

 

De modo geral, os dados, divulgados nesta segunda-feira (7) pela Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social, reforçam a tendência de diminuição significativa da violência e dos crimes contra o patrimônio.

O balanço da criminalidade no Distrito Federal foi apresentado nesta segunda-feira (7) pela Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social
O balanço da criminalidade no Distrito Federal foi apresentado nesta segunda-feira (7) pela Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social. Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília

O levantamento também comparou os quatros primeiros meses deste ano com o mesmo período de 2017. No caso dos assassinatos, foram registrados 159, contra 179 (-11,2%) no mesmo período do ano passado.

De acordo com a projeção da pasta, 2018 mantém reais condições de chegar a dezembro com uma taxa de 14,5 homicídios por grupo de 100 mil habitantes, uma das menores do Brasil e quase 2 pontos percentuais inferior à registrada em 2017 (16,3).

A taxa dos crimes violentos letais intencionais, que inclui as notificações de latrocínio e de lesão corporal seguida de morte, caiu 9,9% no acumulado janeiro/abril.

Ao avaliar os resultados alcançados pelo programa Viva Brasília, a conclusão da pasta é positiva. “Nossa meta é reduzir os homicídios em 6% a cada ano”, estimou o secretário da Segurança Pública e da Paz Social, Cristiano Sampaio.

“Nem sempre a redução da criminalidade é percebida pela sociedade. É um processo de cultura, de educação e de informação”Cristiano Sampaio, secretário da Segurança Pública e da Paz Social

Ele calculou que a redução de 9,9% na violência letal, maior do que a prevista, aponta para uma diminuição de 1,8% ao mês ao longo do ano. “Pode-se estimar que 574 vidas foram preservadas entre janeiro de 2015 e abril de 2018”, calculou.

Crimes contra o patrimônio também caem

A média dos percentuais dos crimes contra o patrimônio, tais como roubos a pedestres (-6,9%), de veículos (-5%), em transporte coletivo (-24,2%), em comércio (-10,6%), em residências (-34,9%) e em veículos (-12,9%), ficou 9,4% abaixo quando comparada à de abril de 2017.

O total de aparelhos celulares roubados e furtados também apresentou significativa redução. Foram 3.533 unidades a menos no acumulado 2018, o equivalente a 17,4% menos em comparação com 2017.

Para o diretor-geral da Polícia Civil, Eric Seba, o resultado reflete o desempenho do programa Fora da Rede, voltado ao combate do comércio ilegal dos aparelhos. “É um avanço no sentido de desestimular os assaltos. Quem compra é tão criminoso quanto quem rouba”, comparou o diretor-geral.

“O programa Fora da Rede é um avanço no sentido de desestimular os assaltos de celulares. Quem compra é tão criminoso quanto quem rouba”Eric Seba, diretor-geral da Polícia Civil

O acumulado dos crimes contra o patrimônio entre janeiro e abril deste ano, comparado com o mesmo período de 2017, foi 17% menor. Porém, o secretário Cristiano Sampaio reconhece que a redução da criminalidade ainda não repercutiu na população no que se refere à percepção da violência.

“Nem sempre ela é percebida pela sociedade. Nossa primeira preocupação é a de educar. As pessoas precisam saber que o crime está reduzindo. É um processo de cultura, de educação e de informação”.

Violência sexual também mostra redução

Os casos de estupros em abril deste ano foram 45,8% menores que os de 2017 – 39 contra 72.

A comparação do acumulado no primeiro quadrimestre também resultou em diminuição de 17,9% (193 contra 235). E as mulheres são as maiores vítimas, com 86% dos casos.

Já as mortes no trânsito contrariaram a tendência. Foram 34 em abril deste ano, contra 19 em 2017. O diretor do Detran, Silvain Fonseca, acredita que o período das chuvas prolongado e em maior volume quando comparado com o ano passado justifica o aumento.


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Ricardo Callado18/04/20183min

A Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social do Distrito Federal (SSP-DF) esclarece que, por força de decreto, é a fonte oficial de divulgação de estatísticas criminais. À frente de diversas unidades da Federação, o DF mantém uma política séria de transparência, disponibilizando os números oficiais no site institucional (www.ssp.df.gov.br); realizando, mensalmente, coletivas com os veículos de imprensa; e atendendo os pedidos advindos por meio da Lei de Acesso à Informação.

A divulgação mais recente refere-se ao mês de março, que apresentou o menor índice de homicídios para o mesmo mês desde março de 2005. Atualmente, temos uma taxa proporcional de assassinatos que se aproxima ao ano de 1988 – fechamos 2017 com 16,3 mortes para cada grupo de cem mil habitantes.

O conjunto dos seis crimes contra o patrimônio que mais causam sensação de insegurança na população também vem caindo, após um período de alta. Somente em março, a queda foi de 21,5%, em relação ao mesmo intervalo do ano passado. Dentro desse montante estão os roubos em comércios, com diminuição de 11,9%. Os demais são roubos a pedestres, residências, transporte coletivo, de veículo e furto em veículo.

Os recortes analisados e divulgados pela SSP/DF seguem uma lógica de sazonalidade. Com isso, comparar dias, semanas, feriados, ou seja, um curto lapso de tempo, compromete a análise qualificada e precisa do fenômeno criminal, importante para a destinação de policiamento nas ruas e estratégias de investigação criminal.

Nesse sentido, divulgar números sobre segurança pública de forma aleatória, descontextualizados, em especial com interesses que não são os da população em geral, é no mínimo um desserviço e uma irresponsabilidade.


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Ricardo Callado17/04/20184min
Na madrugada do último domingo, 15, bandidos levaram R$ 40 mil de uma loja de de materiais para construção na QNM 33, em Ceilândia. O caso engrossa as estatísticas do crime de Roubo a Comércio no DF, que aumentou em 28%: de 1º a 14 de abril deste ano, foram registrados 72 casos; no mesmo período do ano passado, o número de ocorrências foi de 56, segundo levantamento do Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol-DF).
Segundo informações, o proprietário da loja estava chegando em casa – imóvel que fica aos fundos do comércio -, por volta das 23h do sábado, 14, quando foi abordado por um homem armado. O criminoso lhe tomou o aparelho celular e exigiu que ele abrisse a loja.
No momento em que fez isso, mais três homens, todos armados, apareceram e entraram no prédio. O dono do estabelecimento e um funcionário, que mora no mesmo local, foram amarrados e deixados dentro da cozinha, onde permaneceram durante todo o roubo.
Os quatro criminosos – três deles encapuzados – permaneceram dentro da loja por cerca de seis horas, saindo por volta das 5h do domingo. O grupo levou, ainda, um veículo.
O crime foi registrado na 23ª Delegacia de Polícia, localizada no P. Sul, em Ceilândia, apesar de a loja estar sob a área de atuação da 15ª DP, que fica no Centro de Ceilândia.
A 15ª DP não funciona aos finais de semana porque é uma das 20 delegacias cujo plantão foi fechado pela falta de policiais civis – a PCDF enfrenta, hoje, um déficit de mais de 4 mil cargos. É a primeira vez na história de Brasília que delegacias são fechadas por falta de efetivo.
Ocorrências como esse roubo à loja de material de construção de Ceilândia ficam com as investigações seriamente prejudicadas porque o crime ocorreu na área de uma delegacia, mas será investigada por outra.
A delegacia que ainda se mantém em funcionamento tem um quadro reduzido de policiais civis, que já trabalham em sobrecarga e, além dos crimes da área em que já atuam, precisam lidar com as ocorrências de outras regiões.
“Enquanto o GDF comemora números fictícios da criminalidade, a população segue acuada e amedrontada vendo o patrimônio constituído ao longo de anos de trabalho ser tomado pelos bandidos. Enquanto o governo insistir na retirada de recursos da Segurança Pública, os números continuarão a piorar”, afirma o presidente do Sinpol-DF, Rodrigo Franco Gaúcho.


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