Arquivos Saúde - Blog do Callado

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Ricardo Callado17/07/20188min

A ocorrência de centenas de casos confirmados de sarampo em Manaus e Roraima e a morte de um bebê em Manaus deixaram o país em alerta. Outros três estados – Rio Grande do Sul, Rondônia e Rio de Janeiro – também já registraram pacientes com diagnóstico positivo para a doença.

O Brasil não registrava casos desde 2014 e a volta da doença preocupa. O sarampo já foi uma das principais causas de mortalidade infantil no país e pode deixar sequelas neurológicas. O vírus provoca manchas vermelhas no corpo, febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e pontos brancos na mucosa bucal.

A vacina contra o sarampo está disponível na rede pública. A mais comum é a Tríplice Viral, que protege ainda contra rubéola e caxumba. A Tetra Viral fornece ainda proteção adicional contra a varicela. São indicadas duas doses em um intervalo de um a dois meses. Em crianças, o intervalo deve ser um pouco maior, sendo a primeira dose entre os primeiros 12 e 15 meses de vida.

A reportagem da Agência Brasil conversou com a médica Isabella Ballalai, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), para tirar dúvidas sobre a transmissão da doença, vacinação e como evitar. “Vacinar e combater a circulação do vírus não é só um ato individual, é um ato de solidariedade e de responsabilidade coletiva”, destaca a médica.

Como se pega o sarampo? 

“O vírus é facilmente transmissível. A doença se dissemina de forma similar à gripe, por vias respiratórias, através de um espirro, tosse, beijo e também pelas mãos. Então, é fácil ocorrer um surto de sarampo. Ele se alastra rapidamente.”
Quais os riscos para quem contrai?

“Em caso de suspeita, a pessoa precisa procurar uma unidade de saúde. Ela não deve usar medicamentos por conta própria. O sarampo não tem tratamento e o papel do sistema de saúde é dar suporte à pessoa. Pode ocorrer necessidade de hospitalização, mas é raro. Na maioria dos casos, o paciente fica em casa. Mas quadros graves ocorrem e a doença pode inclusive levar à morte.”
Como se proteger?

“A única maneira eficaz é através da vacina. Crianças, adolescentes e adultos devem se imunizar não apenas para se protegerem, mas para proteger também os que não podem se vacinar e que são os que correm o maior risco de complicações e de terem quadros que evoluem ao óbito. Estamos falando de pessoas com câncer, pessoas que vivem com HIV e estão imunodeprimidas, pessoas que estão fazendo quimioterapia ou outro tratamento com drogas que causam imunossupressão.”

 

Quem já teve sarampo precisa se vacinar?

“Não. Quem tem certeza que teve a doença não precisa. O sarampo não ocorre duas vezes.”

 

Quem não se lembra ou não sabe se foi vacinado precisa se vacinar?

“Quem não tem certeza, mesmo que ache que já tenha se vacinado, deve se vacinar. Se não tem a carteirinha que comprove a vacinação, não há nenhum prejuízo para a saúde do indivíduo receber uma nova dose.”

 

Onde se vacinar?

“Em postos de saúde espalhados pelas cidades. O Ministério da Saúde disponibiliza a vacina há muito tempo. Não é uma novidade. Se todos tivessem seguido o calendário de vacinação, talvez não estivéssemos passando por esta situação. É importante destacar que a vacina não é só para a criança. O adulto pode ser o responsável pelo início de um surto no país ou na sua região. Apenas uma minoria que recebe as duas doses não cria imunidade. São cerca de 2%. Mas se toda a população estiver vacinada, essas pessoas também estarão protegidas.

Caso não tenham se vacinado na infância, pessoas com até 29 anos conseguem obter duas doses da vacina na rede pública. Já entre 30 e 49 anos, recebem uma dose apenas. A SBIm, do ponto de vista individual, recomenda as duas doses em qualquer idade para pessoas que ainda não tenham sido imunizadas. Mas o Ministério da Saúde opta por não vacinar maiores de 50 anos, porque a maioria das pessoas dessa faixa etária teve o sarampo na infância.”

 

Há alguma situação em que a vacina não é recomendada, por exemplo, após o consumo álcool ou drogas?

“Situações de vida comum, como o consumo de álcool, não contraindicam a vacinação. Uma das contraindicações é relacionada com as situações de imunodepressão. Grávidas não podem ser vacinadas. Para que estas pessoas fiquem protegidas, as demais precisam se vacinar.”

 

Qual estação do ano ocorre mais transmissão da doença?

“Antigamente, o sarampo tinha maior ocorrência na primavera. Hoje, o que podemos dizer é que ambientes fechados ampliam as chances de disseminação das doenças que são transmitidas por via respiratória”.

 

Como está o cenário atual?

“A preocupação é grande. Se não tomarmos as medidas necessárias e as pessoas não forem se vacinar, podemos ter de volta a circulação do vírus do sarampo no país. Temos atualmente surtos secundários decorrentes da importação do vírus. O que não podemos é ter a circulação do vírus sem controle. De 2000 a 2013, tivemos casos pontuais e todos importados. Não tivemos surtos. Em 2013, importamos o vírus, provavelmente da Europa, e tivemos surtos no Ceará e em Pernambuco. De 2014 pra cá, não tivemos mais casos. Em 2016, recebemos o certificado de erradicação da circulação do vírus do sarampo no país. E agora, em 2018, fomos surpreendidos pela importação da Venezuela. E temos uma preocupação grande quando vemos, por exemplo, casos em Porto Alegre, onde o vírus foi trazido de Manaus”.


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Ricardo Callado13/07/20183min

Semelhantes ao formato de grãos de feijão, os rins desempenham funções vitais para o nosso organismo. A cada minuto os órgãos recebem cerca de 1,2 litros de sangue, o que corresponde a aproximadamente 1/4 do volume total de um adulto. Calcula-se que a cada hora todo o sangue de uma pessoa é filtrado aproximadamente 12 vezes pelos rins. As toxinas são eliminadas em forma de urina e o sangue retorna ao nosso organismo filtrado. Além disso, os rins atuam na regulação da formação do sangue e dos ossos, produzem hormônios que impedem a anemia e a descalcificação óssea, eliminam alguns medicamentos e outras substâncias ingeridas, regulam a pressão sanguínea e controlam o balanço químico e de líquidos do corpo.

Apesar da importância da saúde renal para o bom funcionamento do organismo, as pessoas não dão muita atenção para os rins. Estimativas apontam que existem atualmente cerca de 641 milhões de pessoas com doenças renais crônicas no Brasil. A previsão é que, até o ano de 2025, 13% da população mundial adulta sofra desse problema. A cada ano, aproximadamente, 21 mil brasileiros iniciam tratamento de terapia renal substitutiva, mais conhecida como diálise.

Adotar desde cedo um estilo de vida saudável é o principal aliado para prevenção de problemas nos rins. De acordo com a Associação Brasileira dos Centros de Diálise e Transplante (ABCDT), um dos principais fatores de risco é a obesidade. Comparados a indivíduos com um Índice de Massa Corporal (IMC) nos parâmetros saudáveis (entre 18,5 e 24,9), pessoas obesas possuem um risco 83% maior de desenvolver doença renal crônica. “A obesidade é uma epidemia mundial e o excesso de peso pode levar à hipertensão e à diabete, os dois maiores causadores de problemas renais”, completa Marcos Alexandre Vieira.

Para Marcos, presidente da ABCDT, ajustes simples no estilo de vida, como praticar exercícios físicos regularmente, não fumar e evitar o consumo excessivo de sal, carne vermelha, bebidas alcoólicas e gorduras são importantes aliados da saúde renal. “É importante controlar o peso corporal, a pressão arterial, o colesterol e a glicose. Além de conhecer os fatores de risco, recomenda-se que todas as pessoas realizem uma vez por ano exames laboratoriais para avaliar a saúde dos rins, como dosagem de creatinina no sangue e análise de urina”, explica o presidente da ABCDT.


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Ricardo Callado06/07/20184min

De acordo com especialista, itens que prejudicariam os resultados da dieta podem ser “neutralizados” por outros com um valor baixo da taxa

Com o advento dos digital influencers fitness e uma crescente conscientização em torno da saúde e da boa forma, as pessoas passaram a se informar mais sobre alimentação. De uns tempos para cá, muito tem se falado sobre o índice glicêmico dos alimentos e o quanto isso interfere na perda de peso. O IG mede a velocidade com que os níveis de insulina do organismo aumentam de acordo com a rapidez com que a glicose entra na corrente sanguínea.

Com isso, quanto maior o valor do IG, maior a velocidade que os carboidratos são transformados em glicose no organismo e maior o estoque de gordura que não será usada como energia, ou seja, aumento de peso na certa. O grande problema é que muitos alimentos “queridinhos” das dietas das pessoas têm este índice muito elevado. “A tapioca, por exemplo, tem um IG bem alto, maior até que o do açúcar e do pão”, explica o nutricionista Daniel Novais.

A notícia boa é que se estes alimentos forem combinados com itens de índice glicêmico baixo, menor ou igual a 55, ou médio, entre 56 e 69, eles não precisam ser cortados. “Muitos ingredientes podem ser incluídos no cardápio e até mesmo nas receitas preferidas das pessoas. Neles são encontradas grandes quantidades de fibras solúveis, que formam uma espécie de camada no estômago. Esta camada retarda a absorção de glicose e aumenta a sensação de saciedade”, diz Daniel.

 

Aveia

Muito utilizada no dia a dia, pouca gente sabe das propriedades da aveia. Com 58 de índice glicêmico, o farelo pode ser adicionado em massas de tapioca, sopas e frutas, evitando picos de glicose e ajudando no emagrecimento.

 

Farinhas funcionais

De uns tempos para cá, o acesso a ingredientes funcionais tem sido mais fácil e as farinhas são um exemplo disso. Existe uma infinidade de opções além da branca e da integral. Farinhas de maracujá, de feijão branco, de banana verde e até mesmo de aveia podem substituir a tradicional em receitas e fazer com que, mesmo na dieta, a pessoa não precise abrir mão de um pãozinho de vez em quando.

 

Biomassa de banana verde

Por ser feita da fruta ainda verde, a biomassa possui o que se chama de amido resistente, que é uma espécie de carboidrato que não libera glicose. O produto é muito usado em receitas de doces funcionais, como o queridinho brigadeiro. Já pensou em poder matar a vontade de sobremesa sem prejudicar a dieta?

 

Grãos de chia e linhaça

Já tão famosas nos planos alimentares, a chia e a linhaça são ricas em fibras solúveis, além de serem uma ótima fonte de ômega 3, fazendo bem para a saúde como um todo. Com um sabor neutro, elas podem ser adicionada tanto em receitas salgadas, como massas de pão e de tapioca, quanto em doces, como sucos, shakes, doces e saladas de frutas.



Ricardo Callado19/06/20183min

A tensão pré-menstrual (TPM) ainda gera muitas dúvidas para o universo feminino. Durante este período, mudanças físicas e psicológicas acontecem, em diferentes intensidades, o organismo das mulheres. Muitas vezes tratada como “frescura”, o tema ainda é muito controverso.

De acordo com a ginecologista e obstetra, Dra. Érica Mantelli, a TPM não só existe, como atinge sete em cada dez mulheres. “São mais de 200 sintomas e 90% das mulheres podem apresentar ou manifestar pelo menos um deles. Alterações de humor, entre irritabilidade, agressividade e choro fácil, além de sonolência, insônia, aumento ou diminuição do apetite e inchaço, são os mais comuns”, explica.

A médica reforça que o tempo de duração da TPM varia de 7 a 10 dias antes da menstruação, e segue até o fim dela. Todavia, se a mulher apresentar os sintomas frequentemente após o término, possivelmente é um problema mais sério e o recomendável é buscar ajuda. Além disso, muitos desconfiam que a libido diminui durante este tempo, mas essa informação não procede. Quando ocorrem as oscilações de humor, a mulher pode ficar com a autoestima baixa e, desse modo, sentir-se irritada, o que ocasiona menos vontade para as relações sexuais”, comenta a especialista.

O uso excessivo de bebidas alcoólicas podem intensificar em até 80% os sintomas durante o período pré-menstrual. No entanto, a TPM tem tratamento. “A tensão pré-menstrual pode atingir graus mais severos e isso pode comprometer a qualidade de vida, o ambiente familiar, social e profissional. Em alguns casos mais graves, a TPM é tratada com medicamentos. Já nos casos mais simples, é tratada com uma rotina de atividades físicas e uma boa alimentação. Isso ameniza bastante os sintomas”, completa Érica.

Dra. Erica Mantelli

Graduada pela Faculdade de Medicina da Universidade de Santo Amaro, com título de especialista em Ginecologia e Obstetrícia, Dra Erica Mantelli tem pós-graduação em Medicina Legal e Perícias Médicas e Sexologia/Sexualidade Humana pela Universidade de São Paulo (USP). É formada também em Programação Neurolinguística, por Mateusz Grzesiak (Elsever Institute).


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Ricardo Callado18/06/20189min

O período de férias está chegando e muita gente acaba comprometendo a dieta e ganhando alguns quilos indesejados. Saiba como manter-se em forma, sem perder o prazer do período de descanso 

Para muita gente, mais difícil do que fazer dieta é mantê-la no período de férias. Tudo porque a disciplina está diretamente relacionada à rotina do indivíduo. Sair da rotina, portanto, implica, quase sempre, em exagero. E exagero leva ganho de peso e, em muitos casos, frustração por ter que recomeçar tudo de novo.

Segundo a nutricionista Enaile Arrais, da NutriCoaching, com a falta de rotina e de tarefas diárias, ocorre a ausência do planejamento de deveres a serem cumpridos, e nessa lista está a rotina alimentar e da atividade física. “Nas férias, deixamos de nos preocupar com o dia seguinte. Então, relaxamos com a preparação e organização de tudo o que faremos no outro dia. Como consequência disso, também não nos programamos para o que vamos comer e acabamos ingerindo o que tem em casa ou no lugar em que estaremos, o que na maioria das vezes não são opções muito adequadas e nem tampouco saudáveis”, afirma.

Como manter a dieta saindo da rotina – Para algumas pessoas é extremamente difícil seguir dietas em qualquer circunstância. Na Nutricoaching, trabalha-se com a implementação de hábitos saudáveis dentro do panorama geral e rotineiro de cada um. “Quando damos foco nesses hábitos comuns de alimentação, eles dificilmente sairão da rotina da pessoa, pois podem ser executados de qualquer lugar. Afinal, eles seguem um padrão já comum da vida de cada um”, contextualiza a nutricionista.

No entanto, para aqueles que seguem um plano alimentar mais restrito e específico, seja por vários motivos (atletas, modelos, pessoas com alguma doença ou desordem física), cabe ao profissional ajustar as opções de alimentos para que nestas situações não aconteça o descontrole da dieta. “Para isso trabalhamos com substituições de alimentos característicos das férias, porém com adaptações. Além disso, os ajustes de horários também se fazem extremamente necessários. Por exemplo, nas férias as pessoas costumam acordar mais tarde. Então, o que ela irá comer deve ser uma refeição mais leve ou em alguns casos, a primeira refeição não será realizada, isso depende bastante de cada caso. Outro exemplo é fazer com que as refeições sigam um caráter mais simples e prático, no caso de viagens”, pontua a profissional da NutriCoaching.

Para a nutricionista, é muito comum o paciente voltar mais gordo depois das férias. Por isso é tão importante o foco na educação e no comportamento alimentar no período que antecede as férias, para que nesse período o desequilíbrio promovido pelas férias não seja tão intenso a ponto de aumentar muito o peso corporal do indivíduo. “Se o paciente voltar das férias mantendo o mesmo peso de antes, já será um resultado excelente, pois ele não perdeu nenhum peso, mas também não terá aumentado, indicando que seus hábitos alimentares permaneceram iguais no período. E isso é bastante positivo para uma futura evolução nutricional”, finaliza.

Dê 10 dicas para quem vai sair de férias:

1- Procure estabelecer uma adaptação na sua rotina alimentar por meio de uma educação alimentar adequada;

2- Não faça dietas muito restritivas se você não necessitar por algum motivo específico de saúde, pois quanto mais restritiva é a dieta, mais difícil será segui-la em suas férias e quando não estiver na rotina que está habituado;

3- Busque receitas que lhe agradem e compartilhe com seu nutricionista para fazer as substituições necessárias e assim poder ser consumida nas férias;

4- Para que nas férias a rotina alimentar não seja deixada de lado, planeje e estabeleça antecipadamente como serão as suas refeições e os horários específicos de cada uma delas;

5- Beba muito líquido (incluindo água, chás, sucos), quanto mais hidratado estiver o nosso corpo, melhor funcionamento terão as nossas células;

6- Não pule as refeições intermediárias, como o lanche da manhã e o lanche da tarde, para que não chegue as refeições principais com muita fome e coma além da conta;

7- Uma estratégia interessante no período da tarde é ingerir opções ricas em gorduras boas para maior saciedade, como castanhas, abacate, ovos para esperar o jantar, que costuma ser mais tarde nessa época;

8- Não deixe de realizar atividade física, mesmo que seja em outro horário que o de costume. Para isso, fique atento as mudanças na alimentação e quantidade de antes e depois da atividade;

9- Normalmente, as pessoas acordam mais tarde no período das férias e se isso acontecer não deixe de se alimentar ao acordar, mesmo que seja um shake ou vitamina com um tipo de fruta e proteína (suplemento, quinoa e aveia em flocos ou iogurtes),

10- Mesmo que vá dormir mais tarde, busque refeições mais leves, como chás, pipoca, castanhas, lascas de coco, vitamina de abacate, para que o corpo não fique sem nenhuma ou pouca fonte e reserva de energia.

Dicas de 3 opções de refeições saudáveis durante as viagens:

Para viagens é adequado ingerirmos opções mais leves e que ao mesmo tempo promovam uma alta saciedade para evitar interromper a viagem e seguir com energia e disposição. Existem muitas opções leves, práticas e saborosas para quem vai viajar, só é preciso planejamento e organização para separá-las:

– Castanhas, oleaginosas em geral e coco em lascas (essa opção é muito bem vinda nesse período de viagens pois promove bastante saciedade);

– Bolinhos assados de frango, ovo e aveia (além de serem muito saborosos, fornecem bastante saciedade através da proteína do frango e do ovo e das fibras da aveia);

– Frutas diversas: uvas, banana, laranja com bagaço, abacate (o mais apropriado seria picar essas frutas e armazenar; fornecem saciedade e energia pelas fibras e gorduras boas).


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Ricardo Callado12/06/20184min

É comum que em algumas regiões do país, como no Distrito Federal, o inverno coincida com o período de seca. A combinação da baixa temperatura com a diminuição da umidade do ar facilita a proliferação de doenças respiratórias. Dados da Secretaria de Saúde estimam que os atendimentos nos hospitais aumentem cerca de 40% no período, em função das infecções via aérea. Para ajudar na prevenção, especialista  reforça os cuidados necessários para evitar as doenças mais comuns do período, como gripe, rinite alérgica, asma e meningite.

O aumento dos casos se deve, principalmente, ao fato de que o ar seco torna mais difícil a umidificação das vias aéreas. Além disso, o aumento da poeira e do número de partículas suspensas no ar também colabora para a maior vulnerabilidade aos agentes físicos e infecciosos do ambiente. “Com a baixa na umidade e na temperatura é comum que as pessoas passem mais tempo em ambientes fechados e aglomerados, o que favorece a exposição a vírus e bactérias”, lembra o infectologista e professor do Curso de Medicina da Universidade Católica de Brasília (UCB), Vitor Laerte.

As crianças e idosos constituem grupo mais susceptível à ocorrência de complicações das infecções respiratórias. O Influenza vírus (vírus da gripe) apresenta-se em maior frequência nesta altura do ano e é causador de complicações como rinite, otite, sinusite, pneumonia, conjuntivite. “Mesmo assim, as doenças impactam a população de uma forma geral e todos devem se atentar para os cuidados”, alerta infectologista.

Segundo o especialista, cuidados básicos são os mais eficazes para poder prevenir e evitar as infecções. É altamente recomendada a constante higienização das mãos, o uso do álcool em gel, além das etiquetas respiratórias, caso haja necessidade. “A maneira de tossir e espirrar também ajuda no controle da proliferação. O correto é tampar as vias aéreas com o antebraço, e não com as mãos, que usamos constantemente no contado do dia a dia, favorecendo a proliferação dos vírus e bactérias”, explica. O infectologista também chama a atenção para o cuidado em locais públicos, no contato com as superfícies de elevadores, maçanetas e corrimões, por exemplo.

H1N1

A vacinação continua sendo uma das melhores maneiras de se prevenir as doenças de transmissão respiratória e garantir a imunização, especialmente contra gripe, sendo importante a consulta com o médico assistente para complementação do cartão de vacinação. Os tipos mais graves da doença, como H1N1, H3N2 e os de influenza B, tendem a circular mais e afetar a população no período de seca e frio. “É importante estar atento para esses casos e buscar a vacinação, especialmente aqueles que costumam estar em locais muito aglomerados, como alunos, professores e profissionais da saúde”, reforça Vitor.


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Ricardo Callado08/06/20182min

A partir desta sexta-feira (8), 12 operadoras de saúde suplementar estão proibidas de comercializar 31 planos de saúde. A decisão foi tomada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), com base em reclamações recebidas pelo Programa de Monitoramento da Garantia de Atendimento da agência reguladora, durante o primeiro trimestre deste ano.

Os planos atendem a 115,9 mil beneficiários, que não serão afetados pela medida, uma vez que os planos são obrigados a manter a assistência aos clientes. A decisão da ANS proíbe apenas a venda para novos clientes.

A suspensão é temporária e pode ser revertida se as operadoras comprovarem melhoria no atendimento. Trinta e três planos de 16 operadoras, que haviam sido suspensos anteriormente, por exemplo, serão reativados a partir de sexta-feira.

A ANS analisou aproximadamente 14 mil reclamações, das quais a maioria (39,53%) de queixas por questões gerenciais, como autorização prévia, franquia e coparticipação.

Houve ainda reclamações de problemas relacionados ao rol de procedimentos e coberturas (15,85%) e prazos máximos para atendimento (15,04%).

Veja a lista dos planos de saúde com venda suspensa.


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Ricardo Callado07/06/20183min

Procuradora de Justiça concorda com efeito suspensivo pedido pela Icipe contra sentença que proíbe a organização social de firmar contratos com o poder público

A gestão atual do Hospital da Criança de Brasília José Alencar ganhou mais um aliado. Esse é o entendimento da Secretaria de Saúde em relação à posição do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) de apoiar o pedido de efeito suspensivo do Instituto do Câncer Infantil e Pediatria Especializada (Icipe).

Caso o pedido da organização social responsável pela gestão do Hospital da Criança seja aceito, será suspensa a sentença que a proibiu de firmar contratos com o poder público por três anos. Pela decisão, a entidade não pode continuar à frente da unidade de saúde.

A manifestação, assinada pela procuradora de Justiça do MPDFT Ruth Kicis Torrents Pereira, reconhece que a gestão do Icipe é de excelência e aponta que o instituto e a Secretaria de Saúde têm cumprido as cinco determinações da Justiça para que o atendimento seja continuado.

Para o secretário de Saúde, Humberto Fonseca, o texto mostra uma “posição institucional do MP em defesa da saúde do DF”. “[O Ministério Público] reconhece que o Icipe e a Secretaria de Saúde tomaram medidas para melhorar a gestão do contrato”, afirma.

O que o Ministério Público diz em defesa do Hospital da Criança

Na manifestação, a procuradora de Justiça do MPDFT Ruth Kicis Torrents Pereira aponta que:

  • “Os agentes participantes dos atos questionados na ação de improbidade administrativa estão se movendo no intuito de regularizar as pendências relativas à qualificação do requerente enquanto organização social, bem como para fazer cumprir os comandos legais relativos aos contratos de gestão firmados”
  • “A concessão do efeito suspensivo também se justifica se for considerado que a ação de improbidade administrativa em curso mira contrato de gestão já findo, sendo certo que o requerente já se submeteu a novo processo de requalificação, ocasião em que se manteve como organização social, o que possibilitou a celebração de novo contrato de gestão para continuar administrando – com excelência, vale frisar – o Hospital da Criança de Brasília”

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Ricardo Callado06/06/20186min

Muito além de evitar uma gravidez não planejada, os anticoncepcionais orais auxiliam as mulheres a lidar melhor com o seu ciclo menstrual

A menstruação faz parte da vida das mulheres a partir da adolescência até os 50 anos de idade, em média. Entretanto, diferentemente do que ocorria em décadas passadas, quando o ciclo menstrual começava mais tarde e as mulheres engravidavam com mais frequência, a mulher moderna, além de apresentar a menarca mais cedo, tem menos filhos, o que resulta em um tempo maior de convívio com a menstruação e alguns dos seus sintomas mais incômodos, como a TPM e as cólicas.

Pesquisa recente feita pelo Datafolha em conjunto com a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) com mulheres de 18 a 35 anos de idade de oito capitais brasileiras mostrou que a maioria das entrevistadas não gosta de menstruar. “Mesmo sendo natural, a menstruação nem sempre se apresenta de forma simples para todas as jovens. Os sintomas que a acompanham podem prejudicar a qualidade de vida, tornando o processo muito incômodo” explica Dr. José Bento, ginecologista e obstetra dos hospitais São Luiz e Albert Einstein.

Dentre os sintomas que mais incomodam as brasileiras estão o desconforto (52%) e a presença de cólicas (46%). Além disso, 20% relatam ficar muito irritadas, 7% apontam que o sangramento é excessivo e 4%, que atrapalha a rotina.

Alguns desses fatores fazem parte da chamada Tensão Pré-Menstrual, a TPM. Já as cólicas menstruais se dão pelas contrações que ocorrem no útero para a eliminação dofluxo menstrual. Em algumas mulheres este sintoma não causa grandes mudanças na qualidade de vida; já em outras pode impedir as atividades do dia-a-dia”, relata o especialista.

Histórico da contracepção oral

Para minimizar esses problemas, a mulher conta com o contraceptivo oral – ou pílula anticoncepcional – que surgiu no início dos anos 60 e revolucionou a maneira pela qual a sociedade ocidental encararia a vida reprodutiva e a sexualidade dali por diante. Inicialmente, a pílula foi comercializada para aliviar os sintomas da menstruação. Porém,  tinha como “efeito colateral” a suspensão temporária da ovulação, trazendo, portanto, mais autonomia e liberdade para as mulheres.

De lá para cá, quase 50 anos se passaram e os métodos contraceptivos  foram continuamente aprimorados. “Hoje em dia existe um método contraceptivo para cada perfil de mulher, com a possibilidade, inclusive, de controle sobre quando menstruar. Além disso, muitos contraceptivos, tais como os contraceptivos orais combinados   propiciam benefícios adicionais para a pele e o cabelo”, complementa Dr. José Bento.

De  acordo com a pesquisa Datafolha, a pílula é o método mais comum entre as mulheres e metade delas declarou que já emendou uma cartela na outra como forma de controlar o ciclo menstrual  e poder aproveitar mais os momentos de férias e lazer, já que a menstruação pode atrapalhar esses períodos.

Nova opção para as mulheres

Como forma de atender às mulheres que desejam ter mais controle não apenas sobre a decisão de engravidar ou não, mas também sobre o momento mais propício para menstruar, o contraceptivo hormonal oral de baixa dose com ciclo flexível é uma opção cada vez mais conhecida no meio médico e entre as usuárias de pílula. Trata-se de um método que permite que a mulher escolha quando menstruar, com redução da frequência das menstruações para até três vezes ao ano.

O Yaz Flex é o primeiro e único contraceptivo hormonal oral de baixa dose que permite à mulher escolher quando menstruar. Para auxiliar a evitar falhas no processo de tomada da pílula, este contraceptivo é acompanhado de  um  aplicativo exclusivo chamado “Yaz Flex” que auxilia de forma segura e orienta a tomanda da pílula, informando por exemplo o que fazer em caso de esquecimento, o dia da pausa e mostrando  quantas pílulas restam na cartela, além de outras funcionalidades. O aplicativo está disponível para download nas principais lojas Google Play e App Store.

Para saber mais sobre o ciclo flexível as mulheres poderão acessar o site www.soueunocontrole.com.br ou conversar diretamente com seus ginecologistas.


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Ricardo Callado06/06/20184min

A osteoporose é uma patologia que acelera a perda de massa óssea, deixando os ossos mais frágeis e porosos. Ela costuma surgir na terceira idade e provoca a diminuição da absorção de minerais e de cálcio. Com isso, os riscos de fraturas aumentam, principalmente no quadril, costela e colo do fêmur. De acordo com a Fundação Internacional da Osteoporose, a doença atinge 10 milhões de brasileiros e deve crescer 32% até 2050 no país.

 

Há muitas dúvidas sobre as causas e tratamentos da doença. Por isso, convidamos o Dr. Levi Jales Neto, reumatologista na Rede de Hospitais São Camilo de SP, para esclarecer o que é MITO e o que é VERDADE. Confira:

 

  1. MITO ou VERDADE: apenas as mulheres desenvolvem a patologia.

MITO. Homens também têm osteoporose, sendo prevalente após os 70 anos. Segundo a Fundação Internacional da Osteoporose, uma em cada três mulheres acima de 50 anos terá osteoporose. Entre os homens, o índice é de um em cinco. A chance entre as mulheres é maior por causa da diminuição de alguns hormônios após menopausa.

 

  1. MITO ou VERDADE: apenas os laticínios são fontes boas de cálcio.

MITO. Existe cálcio também de origem vegetal.  Como nozes, sementes, alho e vegetais de folha verde escura. É importante a consulta com o nutricionista para adaptar fontes variadas de cálcio no cardápio.

 

  1. MITO ou VERDADE: hábitos alimentares ruins na infância podem influenciar no surgimento da doença.

VERDADE. A massa óssea é formada na infância e adolescência e necessita do cálcio e da vitamina D para sua formação, geralmente proveniente de uma dieta equilibrada e exposição solar.

 

  1. MITO ou VERDADE: é arriscado praticar atividades físicas quando há o diagnóstico da doença.

MITO. Somente as atividades de elevado impacto e atividades com flexão da coluna podem aumentar a incidência de fratura.

 

  1. MITO ou VERDADE: osteoporose pode ser uma doença silenciosa.

VERDADE. A maioria dos casos de osteoporose só é diagnosticada após a fratura, porque não apresentam sintomas. Por isso, é necessária a investigação com densitometria óssea durante os exames anuais para tratarmos preventivamente.

 

  1. MITO ou VERDADE: osteoporose não possui cura e tratamento.

MITO. Apesar de não haver cura, existem diversos tratamentos incluindo medicamentos e medidas não medicamentosas. O tratamento depende de cada paciente, por isso é fundamental acompanhamento médico.

 

  1. MITO ou VERDADE: a principal forma de prevenção é ter uma alimentação equilibrada e praticar exercícios físicos

VERDADE. Diversos estudos comprovam essas medidas como prevenção. Por isso é fundamental a inclusão de alimentos ricos em cálcio na dieta, além de manter uma alimentação equilibrada. Já a atividade física exerce pressão sob o tecido ósseo, estimulando sua formação e rigidez. Sem contar o desenvolvimento do reflexo e equilíbrio, prevenindo quedas.



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