Arquivos Educação - Blog do Callado

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Ricardo Callado20/03/20192min

Medida para atuação imediata foi definida em reunião no Palácio do Buriti

Por Ian Ferraz 

O governador Ibaneis Rocha determinou o reforço no policiamento das escolas da rede pública do Distrito Federal. A atuação, imediata, será feita por 180 militares em diferentes unidades.

Os profissionais vão atuar em dupla e podem monitorar mais de uma escola, a depender da proximidade entre os colégios. As forças de segurança, por meio do serviço de inteligência, também estão trabalhando em conjunto para monitorar possíveis ameaças e outros problemas.

Participaram da reunião no Palácio do Buriti os secretários da Casa Civil, Eumar Novacki, de Segurança Pública, Anderson Torres, de Educação, Rafael Parente, e a comandante-geral da Polícia Militar, a Coronel Sheyla Sampaio.

“Estamos atentos à questão da segurança das escolas e vamos fazer o necessário para que todos na comunidade escolar se sintam seguros”, explicou o secretário de Educação, Rafael Parente.

Escolas de gestão compartilhada

A reunião também tratou sobre a ampliação do projeto das escolas de gestão compartilhada. No encontro foi falado sobre a intenção de ampliar o número de unidades de ensino de quatro para 40 até o final de 2019.

(Com Informações da Agência Brasília)


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Ricardo Callado15/03/20196min
Estudante teve a vida transformada pela gestão compartilhada/Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

Centro Educacional 1 da Estrutural comemora um mês de gestão compartilhada com policiais militares. Disciplina tem influenciado positivamente no comportamento dos alunos

Por Renata Moura

A estudante Natalia Almeida, 13 anos, é prova que a gestão compartilhada no Centro Educacional 1 da Estrutural está no caminho certo. Há um mês no novo modelo, a menina transformou sua vida. Melhorou as notas, a relação com os professores, está mais caprichosa com os cadernos e a ida para o colégio deixou de ser uma imposição dos pais e passou a ser uma escolha para mudar de vida.

“Estou alegre demais. Sinto que estou mais segura. Ninguém mais traz faca para escola, nem ameaça a gente. Vejo que os policiais e os professores gostam mais de mim e se preocupam”, avalia a aluna, que planeja o futuro. “Agora sei o que vou fazer quando crescer. Quero ser policial ou professora”, completa.

A história de Natália até chegar à gestão compartilhada é um enredo que se repete em várias escolas públicas. Convivendo de perto com a violência, a garota perdeu um ano letivo por baixo desempenho em Geografia e Português e por comportamento indisciplinar. “Não sabíamos mais o que fazer com ela. Chegou até a agredir uma professora no ano passado. Agora, está mais calma e comprometida”, avalia a mãe, Simone Coelho Almeida, 33 anos.

Natália perdeu um ano letivo e ganhou maturidade para fazer o 5º ano num novo modelo de gestão escolar. “Agora, todos os dias, ela chega em casa e me mostra os cadernos. Nunca vi tanto capricho”, elogia a mãe. Auxiliar de serviços gerais, Simone diz que a escola da filha mudou muito em um mês com a presença da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF).

“Os meninos estão sabendo que têm limites porque os policiais estão lá e não vão deixar ninguém fazer bagunça”, afirma. Simone acredita que a presença dos militares tem ajudado no desempenho de Natalia.

Diretora pedagógica do Centro Educacional 1 da Estrutural, Estela Accioly, comemora o desempenho de Natalia e de outros alunos. “Vemos que, a cada dia, conseguimos avançar mais e mais. Ela (Natália) é apenas um dos vários casos de sucesso que estão se revelando aqui. Eles estão empolgados, sentindo-se orgulhosos de estar na escola. Isto é maravilhoso para a evolução deles no processo de aprendizagem”, avalia.

Doações, disciplina e carinho

A soldado Walkíria Laert, que já foi professora de Educação Física, está ajudando nas atividades disciplinares do Centro Educacional 1 da Estrutural. Queridinha dos alunos, a PM ajuda na organização do recreio. “A gente propõe jogos interativos, queimada, pique-pega. Isto aproxima os meninos da gente e assim conquistamos mais a confiança deles”, explica.

As técnicas disciplinares militares são associadas à solidariedade e afeto dos policiais. “Às vezes, a criança só quer um abraço. A gente se comove com o que eles contam. Ajudamos em tudo que podemos, seja conversando ou falando sobre a importância da disciplina nos estudos. Até nos mobilizar, para arrumar tênis e roupas, já fizemos”, conta.

Segundo ela, os mais de 20 policiais destacados para o trabalho na unidade escolar, que possui cerca de 2 mil alunos, têm um mesmo objetivo. “Reforçamos a autoridade do professor dentro da sala de aula. Ele é o comandante da sala. Trabalhamos destacando o papel dele e a importância dos estudos para a vida deles”, explica.

Walkíria destaca a importância da aproximação dos policiais para resolver casos de “bullying” e brigas entre os estudantes. “Orientamos as conversas entre eles para resolver os conflitos. Temos casos de crianças que voltaram a ser amigas, depois de um bom bate-papo”, conta.

O perfil dos policiais que estão no Centro Educacional 1 da Estrutural contribui com os resultados. “Todos aqui são pais, já trabalharam com crianças ou eram do Batalhão Escolar. Ou seja, têm alguma experiência para lidar com jovens. Isto só contribui com nosso relacionamento diário com eles”, avalia.


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Ricardo Callado14/03/201921min

Entre os meses de novembro e abril, a neve na Europa passa a ser um atrativo para quem quer estudar e curtir o frio ao mesmo tempo

Com o calor do verão no Brasil, muitos brasileiros optam por viajar para curtir o inverno europeu. A temporada de neve começa no mês de novembro e vai até abril e é um convite para aqueles que gostam de frio abaixo de zero. É nesse período que a alta temporada de esqui começa.

Destinos como França, Alemanha, Itália e Suíça possuem roteiros diversos para quem quer curtir o frio. A França é cercada de museus, moda e palácios, portanto, ótima saída para quem quer passeios culturais. Já a Alemanha carrega a história de acontecimentos marcantes do século XX, além de possuir paisagens bonitas com seus lagos, florestas e cidades modernas. A Itália é um país cercado de cultura, com gastronomia, arte e design tradicionais. Na Suíça é possível conhecer os alpes, andar de esqui e trenó e ainda provar o melhor leite e o melhor chocolate do mundo.

Pesquisa realizada pela World Study, agência com mais de 20 anos no mercado, aponta índice de aprovação de 83% por parte dos intercambistas que vão para países com neve. Paulo Silva, diretor da World Study Brasília, comenta que a satisfação de quem escolhe por algum destino com neve é completa. “Os alunos se dizem realizados pela experiência. Relatam que a adaptação com o frio não é fácil, pois o frio é realmente muito intenso, mas o prazer pelas atividades que realizam no programa compensa”, afirma o diretor. Segundo ele, os programas que possibilitam ao intercambista ter a experiência de esquiar estão sempre entre os mais procurados.

O esqui foi criado inicialmente para se deslocar em campos nevados, virou um esporte olímpico e hoje é atração turística que pode ser praticada por qualquer idade. Além dele, para se divertir em meio a neve, existe a opção do snowboard. Já para quem não gosta de muita aventura é possível apreciar as paisagens geladas, provar da gastronomia e visitar os pontos turísticos de cada país.

A World Study possui diversos programas com destino para a Europa, entre eles, o Curso de Idiomas, Study and Work, Colônia de férias no exterior e trabalho voluntário. Todos estes destinados para pessoas a partir de 12 anos de idade.

Sobre a World Study – Em 1998, um grupo de entusiastas do intercâmbio cultural e ex-intercambistas, com mais de dez anos de experiência acumulada nesse segmento de mercado, resolveu unir forças para propiciar crescimento cultural, acadêmico e social às pessoas que compartilhavam este entusiasmo. Nasceu, então, a World Study Educação Intercultural que, por meio do intercâmbio, entendido como uma ferramenta educacional, oferece as mais diversificadas opções de experiência internacional (intercâmbio) e um atendimento diferenciado, baseado no aconselhamento individualizado e na adequação do programa ao perfil de cada aluno. Atualmente, a empresa possui unidades em todas as regiões do Brasil e bases no exterior.

 

Praças em que a World Study está presente:

AMAZONAS

CEARÁ

DISTRITO FEDERAL

ESPÍRITO SANTO

GOIÁS

MATO GROSSO

MINAS GERAIS

PARANÁ

RIO DE JANEIRO

RIO GRANDE DO SUL

SANTA CATARINA

SÃO PAULO

SERGIPE

BASES NO EXTERIOR:

BRISNABE (Austrália)

SYDNEY (Austrália)

DUBLIN (Irlanda)


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Ricardo Callado14/03/20195min

Por Camila Cury

A tecnologia na educação poder ser definida como recursos que facilitam as atividades e comunicação entre professores e alunos.

 Novas ferramentas tecnológicas têm potencial para promover a equidade e qualidade na educação, além de aproximar a escola do universo do aluno. Portais e aplicativos complementam o ensino promovido na sala de aula.

A tecnologia facilita o acompanhamento individual do aluno e abre espaço para a personalização do ensino, ajudando a escalar novas oportunidades de aprendizagem. As tendências para o uso de tecnologia na educação apontam para a convergência de dispositivos eletrônicos, como os smartphones, que ampliam as oportunidades de aprendizagem dentro e fora de sala de aula e geram dados sobre esses processos e as pessoas envolvidas neles.

Computadores, aplicativos, internet, tablets e outras plataformas podem ser utilizados para estimular a imaginação dos alunos e colaborar no trabalho do professor. As consequências são positivas não apenas no “boletim”, mas no desenvolvimento de habilidades e no envolvimento dos estudantes.

O computador jamais substituirá o docente. É extremamente importante a participação dos professores no processo de adoção da tecnologia no aprimoramento do ensinoSão eles que irão lidar diretamente com o tema, com isso, seu interesse torna-se fundamental para o sucesso. O envolvimento dos pais também é de grande importância para que os estudantes se aprofundem nos estudos.

Países desenvolvidos já utilizam a tecnologia no ensino e estão investindo continuamente em salas de aula inteligentes, com recursos como câmeras, lousas eletrônicas, sistemas de áudio e vídeo, entre outros recursos. O uso da tecnologia será mais eficaz quando planejado visando qual impacto pode ter no ensino.

A Escola da Inteligência – maior e mais completo programa mundial de desenvolvimento das habilidades socioemocionais – aposta na utilização da tecnologia para fortalecer o aprendizado e o desenvolvimento das habilidades socioemocionais.  Hoje, atendemos diretamente mais de 330 mil alunos em escolas de todo Brasil.

Sabemos que o bom uso da tecnologia deve estar acompanhado de reformas em outras áreas como o currículo escolar, avaliação e desenvolvimento profissional e socioemocional dos docentes. Para que a tecnologia não se torne apenas um meio, é necessário avaliar as melhores formas de utilizá-la, com o objetivo de trazer apenas benefícios para professores e alunos.

 O reflexo será a motivação e a alegria de ambos em sala de aula.

 *Camila Cury é Psicóloga e Diretora Geral da Escola da Inteligência, Programa Educacional idealizado pelo renomado psiquiatra, escritor e pesquisador, Augusto Cury, que tem como objetivo desenvolver a educação socioemocional no ambiente escolar.

 

Saiba mais sobre a Escola da Inteligência:

www.escoladainteligencia.com.br


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Ricardo Callado11/03/20192min

São ofertadas 243.888 bolsas de estudo em 1.239 instituições

Por Mariana Tokarnia

O Ministério da Educação (MEC) divulga hoje (11) a relação dos candidatos participantes da lista de espera. A lista será disponibilizada para consulta pelas instituições de ensino superior.
Todos os candidatos participantes da lista terão de comparecer às instituições nas quais estão pleiteando uma vaga, para apresentar a documentação que comprove as informações prestadas na inscrição. O prazo para que isso seja feito é 12 a 13 de março.

A lista de espera será usada pelas próprias instituições, que irão convocar candidatos para o preenchimento das bolsas remanescentes.

Os estudantes que não garantiram uma bolsa de estudos puderam manifestar interesse em participar da lista na semana passada, até sexta-feira (8).

ProUni

Ao todo, 946.979 candidatos se inscreveram na primeira edição do ProUni deste ano, de acordo com o MEC. Como cada candidato podia escolher até duas opções de curso, o número de inscrições chegou a 1.820.446.

Nesta edição são ofertadas 243.888 bolsas de estudo em 1.239 instituições particulares de ensino. Do total de bolsas, 116.813 são integrais e 127.075, parciais, de 50% do valor das mensalidades.

O ProUni concede bolsas de estudo integrais e parciais em cursos de graduação e sequenciais de formação específica, em instituições privadas de educação superior. Em contrapartida, o programa oferece isenção de tributos às instituições que aderem ao programa.

Os estudantes selecionados podem pleitear Bolsa Permanência, para ajudar nos custos dos estudos, e usar o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) para garantir parte da mensalidade não coberta pela bolsa do programa.


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Ricardo Callado09/03/20193min

Governador Ibaneis Rocha cobrou do ministro da Educação mais investimentos nas escolas do Distrito Federal

Por Hédio Ferreira Júnior

As equipes técnicas do Governo do Distrito Federal (GDF) e do Ministério da Educação (MEC) vão se reunir para discutir um modelo de gestão compartilhada com a Polícia Militar nas escolas de Brasília. A proposta é que o governo federal financie a presença de policiais nas unidades de ensino, fazendo da capital um laboratório de referência para todo o país. Desde o início do ano letivo, quatro escolas-piloto vêm adotando o programa. O governo federal também adota um modelo no mesmo estilo, mas com características

Durante o encontro com o ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, na sede do MEC, o chefe do Executivo cobrou recursos da União, por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), para a reforma das escolas públicas e para a contratação de policiais militares incluídos na gestão de educação compartilhada. Mudanças na legislação federal ajudariam na lotação de policiais da reserva nas escolas.

“Nós vivemos no Brasil hoje um caos educacional onde a grande maioria dos estados não consegue implementar um modelo que dê uma resposta à sociedade, nem no ensino básico, nem no ensino médio, muito menos no ensino profissionalizante”, disse o governador.

Acompanhado dos secretários de Educação, Rafael Parente, e de Segurança Pública, Anderson Torres, Ibaneis apresentou o projeto estudado pela Polícia Militar do DF e adotado nos centros educacionais 3, de Sobradinho; 308, do Recanto das Emas; 1, da Estrutural; e 7, de Ceilândia. A expectativa do GDF é que ainda no primeiro semestre o número de escolas com esse modelo de gestão chegue a 20, e até o final do ano, a 40. Atualmente, o custo mensal para a aplicação dessa gestão é de R$ 200 mil.


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Ricardo Callado07/03/20194min

Estudantes podem manifestar interesse até amanhã

Por Mariana Tokarnia

A lista de espera vale apenas para os cursos indicados na hora da inscrição. Cada participante pôde escolher até duas opções.

Podem participar da lista de espera, apenas para a primeira opção de curso, aqueles estudantes que não foram selecionados nem na primeira, nem na segunda chamada regular do programa. Aqueles que foram selecionados na segunda opção, mas cuja turma não foi formada, podem também se inscrever apenas para a primeira opção de curso.

Podem participar da lista de espera para a segunda opção de curso apenas aqueles cuja turma da primeira opção não foi formada, independentemente de terem sido selecionados nas chamadas regulares.

A relação dos candidatos participantes da lista de espera estará disponível para consulta pelas instituições no dia 11 de março.

Todos os candidatos da lista de espera terão que comparecer às respectivas instituições de ensino nas quais estão pleiteando uma vaga, para apresentar a documentação que comprove as informações prestadas na inscrição. O prazo para que isso seja feito é de 12 a 13 de março.

ProUni

Ao todo, 946.979 candidatos se inscreveram na primeira edição do ProUni deste ano, de acordo com o Ministério da Educação. Como cada candidato podia escolher até duas opções de curso, o número de inscrições chegou a 1.820.446.

Nesta edição são ofertadas 243.888 bolsas de estudo em 1.239 instituições particulares de ensino. Do total de bolsas, 116.813 são integrais e 127.075, parciais, de 50% do valor das mensalidades.

O ProUni concede bolsas de estudo integrais e parciais em cursos de graduação e sequenciais de formação específica, em instituições privadas de educação superior. Em contrapartida, o programa oferece isenção de tributos às instituições que aderem ao programa.

Os estudantes selecionados podem pleitear ainda Bolsa Permanência, para ajudar nos custos dos estudos, e usar o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) para garantir parte da mensalidade não coberta pela bolsa do programa.


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Ricardo Callado04/03/201911min

Projeto se destina a alunos “invisibilizados”, diz coordenador

Por Mariana Tokarnia

Sarah de Aguiar tinha 13 anos quando começou a se cortar. A automutilação teria seguido se ela não tivesse sido surpreendida pela mãe, Weslayne de Aguiar. Depois de prometer à mãe que não se cortaria mais, Sarah pediu ajuda na escola. Foi assim o início do Projeto Asa, implantado em 2014 no Centro Educacional Gesner Teixeira, escola pública na Cidade Nova DVO, no Gama, a 42 Km do centro de Brasília.
“Quando se está nesse mundo, a gente pensa que não tem ninguém ao redor que ame a gente”, disse. “Eu não comia mais, ficava dentro do quarto, sempre com o celular na mão, conversando com essas pessoas em grupos de Facebook e WhatsApp que tratavam do assunto. Achava que elas um dia podiam me ajudar”, relatou.

Foi assim até a mãe a surpreender. Sarah procurou, então, a orientadora educacional da escola, Raquel Guimarães. Mostrou à orientadora que o seu caso não era isolado: outros estudantes também se cortavam, inclusive dentro do colégio. “Depois que minha mãe descobriu, eu não fiz mais, porque eu prometi para ela que não ia mais fazer”, afirmou.

A estudante passou a colaborar com o projeto. “Entrei para o projeto e falei para a Raquel que queria ajudar. Trouxe várias meninas que eu conhecia e incentivei a parar.”

Terapia de roda

O Projeto Asa reunia esses estudantes em uma terapia de roda. As reuniões foram se expandindo e começaram a envolver também as mães e responsáveis por elas. Além das rodas, as meninas tinham aulas de dança, artesanato e teatro.

A orientadora educacional envolveu a rede de saúde, preocupada porque as meninas, muitas vezes, compartilhavam as lâminas, aumentando o risco de contraírem doenças. Raquel também procurou a Polícia Civil. A apuração revelou que os grupos online dos quais as meninas participavam tinham maiores de idade que se passavam por menores e as incentivavam a se cortar e a compartilhar as fotos.

A iniciativa deu tão certo que, em 2018, as práticas integrativas em saúde entraram no projeto político-pedagógico da escola. Hoje, em parceria com a Secretaria de Saúde, a escola oferece também meditação, reiki e automassagem. Em 2017, o Centro Educacional recebeu o Prêmio Escola de Atitude, promovido pela Controladoria-Geral do Distrito Federal.

Saúde e aprendizagem

Logo após a experiência inicial, as rodas foram ampliadas. Começaram a participar alunos que precisavam de alguma ajuda, como estudantes com bulimia. Ingressaram também estudantes que queriam participar dessa inciativa pelos mais diversos motivos, como a então tímida Rebeca Barbosa, que queria dançar. Ela tinha apenas 8 anos quando começou a frequentar o grupo.

“Eu não era muito de conversar com as pessoas. Eu era muito tímida. Agora, eu sou bem aberta”, afirmou Rebeca, que também superou problemas com a própria aparência. “Hoje em dia, eu me vejo maravilhosa, eu sou linda”.

A escola pública fica em um local onde há registros de tráfico de drogas e violência e onde isso impacta o cotidiano dos alunos e das famílias. “Eu tento mostrar que eles podem mudar a realidade deles e que somente eles podem fazer isso”, diz a orientadora educacional da escola.

Gestores, professores, estudantes, terapeutas e demais interessados visitaram hoje a Escola Gesner Teixeira, estabelecimento foi premiado por oferecer Práticas Integrativas em Saúde como estratégia institucional para prevenção ao suicídio.
“O projeto mexeu com a aprendizagem. Incluiu alunos que antes eram invisibilizados”, diz Cleison Leite – Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Esse tipo de cuidado e atenção melhorou também o desempenho dos estudantes. “O foco da escola é aprendizagem. O projeto mexeu com a aprendizagem. Incluiu alunos que antes eram invisibilizados”, disse o assessor técnico de inovação e projetos da Coordenação Regional de Ensino do Gama, Cleison Leite.

Até o ano passado, ele trabalhava na escola e fez parte da construção do projeto político-pedagógico. “Aspectos emocionais estavam interferindo também nas relações. Alguns conflitos que existiam na escola passaram a ser mediados. As rodas de terapia, colocaram em foco problemas de relacionamento. Além da automutilação, as rodas ajudaram nas questões interpessoais”, afirmou.

Abandono familiar

Raquel explica que casos de automutilação podem, em última consequência, levar ao suicídio e que a depressão precisa de atenção. Algumas das estudantes foram encaminhadas à rede de saúde, quando se percebia que era necessário um acompanhamento psiquiátrico.

“Todos os casos estavam ligados à depressão. Pelo que eu constatei, a automutilação era consequência da depressão e esse quadro era gerado por abandono familiar, por casos de abuso sexual”, disse.

No último dia 27, a escola abriu as portas para profissionais da saúde, para educadores e para quem quisesse conhecer a experiência. A analista técnica de políticas sociais do Ministério da Saúde, Marina Rios, estava presente. “A gente veio conhecer, acompanhar, conhecer a iniciativa para poder replicar em outros contextos”, disse a analista, que integra o Comitê Nacional de Prevenção ao Suicídio.

Casos de depressão

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de pessoas que vivem com depressão aumentou 18% entre 2005 e 2015. No Brasil, a depressão atinge 11,5 milhões de pessoas, o equivalente a 5,8% da população. Distúrbios relacionados à ansiedade afetam mais de 18,6 milhões de brasileiros, ou seja, 9,3% da população.

A depressão pode levar a um grande sofrimento e disfunção no trabalho, na escola ou no meio familiar e pode levar ao suicídio. Segundo a OMS, cerca de 800 mil pessoas morrem por suicídio a cada ano em todo o mundo. Trata-se da segunda principal causa de morte entre pessoas com idade entre 15 e 29 anos.

Gestores, professores, estudantes, terapeutas e demais interessados visitaram hoje a Escola Gesner Teixeira, no Setor DVO do Gama. O estabelecimento foi premiado por oferecer Práticas Integrativas em Saúde como estratégia institucional para
Centro Educacional Gesner Teixeira é reconhecida por prevenir depressão e automutilação entre jovens – Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

“Os jovens estão todos na escola. Às vezes, a gente tem dificuldade de chegar a eles pelo serviço de saúde. A escola tem acesso a todos os casos e pode, inclusive notificar o sistema de saúde, quando necessário. Pode notificar casos de violência e de tentativa de suicídio”, disse Marina Rios.

Sarah é prova da importância da escola. “Na época, ninguém falava disso. A depressão era uma coisa que ninguém levava a sério. A escola foi o lugar que mais me abriu fronteiras. Ninguém imagina esse como um papel da escola, mas foi maravilhoso”, disse.

Hoje, com 17 anos e já com o ensino médio concluído, ela ainda participa do projeto, ajudando a divulgar a iniciativa e a mostrar aos estudantes que outras pessoas passam pelo que estão enfrentando. A estudante conta que não se sente mais só como chegou a se sentir.


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Ricardo Callado26/02/20193min
O Banco de Brasília será responsável também pelas maquinetas de cartão nas papelarias credenciadas
O Banco de Brasília realizará, neste mês, a emissão de 40,8 mil cartões de material escolar. A iniciativa do GDF deve injetar aproximadamente 20 milhões na economia do Distrito Federal neste ano.
 
Com a emissão dos cartões, serão beneficiados 64.652 estudantes, conforme o cadastro do Bolsa Família no DF. Serão repassados anualmente R$ 320 para 55.882 estudantes do Ensino Fundamental e R$ 240 para 8.770 matriculados no Ensino Médio.
 
Para o Presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, o papel do banco é fundamental para o sucesso do programa. “Vamos emitir os cartões às famílias e equipar a rede parceira com os equipamentos. Contribuímos com a injeção de recursos na economia e cumprimos nosso papel no desenvolvimento social e humano do Distrito Federal”, ressaltou Costa.
 
Cada família beneficiada receberá apenas um cartão, ainda que tenha mais de um filho beneficiado. Nesses casos, o cartão será entregue na escola do filho mais novo. A previsão é de que a distribuição ocorra já no próximo mês.
 
De acordo com a Secretaria de Educação estão previstas mais de 300 papelarias credenciadas. A todas as lojas selecionadas serão entregues a maquineta do BRB, a ser utilizada para recebimento dos cartões. O cartão funcionará na função de débito, para esta finalidade específica, e será aceito somente nas papelarias credenciadas.
 
Esta modalidade estava suspensa há três anos.

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Ricardo Callado23/02/201920min

Em entrevista à Agência Brasília, secretário de Educação do DF, Rafael Parente, fala sobre os projetos inovadores que pretende implantar, a gestão compartilhada e anuncia a construção de novas escolas e creches

Por Renata Moura 
Com a proposta de humanizar a gestão das escolas públicas, o secretário de Educação, Rafael Parente, tem nas mãos a missão de conduzir a vida de 450 mil estudantes – responsabilidade que não assusta quem acumula anos de estudos e experiência. PhD em educação pela Universidade de Nova York, Rafael trabalhou como subsecretário de Educação no Rio de Janeiro e trouxe de lá para o DF experiências das quais ele participou.

Parente destaca o desenvolvimento de materiais didáticos próprios, elaborados por professores da rede pública do DF; a criação das provas bimestrais unificadas e a elaboração de atividades comuns de reforço pedagógico como seus objetivos à frente da Pasta. “Vamos trabalhar por uma política de formação continuada, que melhore a prática de professores e diretores dentro das escolas”, prevê.

Em entrevista à Agência Brasília, Rafael Parente afirmou que, entre os desafios de sua gestão, o maior será estimular os alunos a verem que a educação é o único caminho para a transformação de suas vidas.

O Distrito Federal é uma das unidades da federação com mais qualidade de vida. No entanto, nos últimos anos, experimenta índices muito ruins de avaliação da educação pública. Por que estamos nessa situação?

A educação no DF tem um potencial muito grande para o crescimento, e vamos trabalhar para melhorar isso porque temos um status socioeconômico médio muito acima das referências nacionais – e este é um dos fatores com impacto direto no processo de aprendizagem dos estudantes. O nível socioeconômico dos alunos é razoável; o salário dos profissionais da educação, se comparado com a média nacional, é muito bom. Aqui temos um bom tempo de coordenação. Os professores dão 25 horas de aula e têm três tardes de quatro horas para poder elaborar e programar suas atividades. Isso não existe em nenhum lugar do mundo! Brasília tem vantagens que só existem aqui. Então, o que falta? Acredito que seja uma política de formação continuada, que melhore a prática de professores e diretores dentro das escolas. Precisamos estimular mais os alunos para que possam ver que a educação é o único caminho para a transformação de suas vidas.

O que o senhor pretende fazer para melhorar o desempenho do ensino público no DF?

Temos as melhores e as piores escolas do Brasil. São várias redes dentro da rede de educação do DF, realidades bem distintas. Por isso, precisamos ter políticas diferentes para atender realidades diferentes. Um olhar para cada escola, para cada aluno, para cada profissional, sempre de forma particular e única. Algumas escolas que já identificamos precisam apenas de apoio financeiro e mais autonomia. Mas o diagnóstico tem de ser feito caso a caso. Temos muitos profissionais com padrão de excelência. Mas, infelizmente, também temos profissionais que precisam passar por capacitação e reciclagem. Claro que muitos deles estão desmotivados. Ninguém acorda um dia e diz: “hoje, eu quero fazer um péssimo trabalho”. Ninguém faz isso. Ou ele não consegue fazer melhor, não tem condições de trabalho; ou está desmotivado por alguma razão. Então, vamos trabalhar para identificar o que é. Pode ser um conjunto de coisas. Precisamos reagir para transformar a vida dos mais de 450 mil estudantes da rede pública. Eu estudei muito sobre as transformações educacionais pelo mundo. Temos agora alguns países como Vietnã, Letônia, República Tcheca e Portugal, em que grande parte do desenvolvimento está sendo fruto do investimento pesado na educação. Existe uma vasta literatura de pesquisas científicas mostrando o que funciona e o que não funciona na área. A equipe que temos hoje no DF é de excelência. Os melhores, a prata da casa, estão conosco envolvidos nesse projeto, todos trazendo muitas ideias e colaboração. Sinto que estão inspirados, porque estão vendo que o governador Ibaneis está focado e priorizando a educação.

Como motivar os servidores da educação?

Nossa palavra-chave para os servidores será valorização, oferecendo autonomia com responsabilidade. Queremos oferecer mais ferramentas, apostar mais em formação e, claro, verificar se os profissionais e as escolas vão ter melhores resultados. Tendo melhores resultados, mais autonomia a gente vai dar. Acho que, em breve, conseguiremos ter um plano de saúde para todos os profissionais da rede. Vamos continuar batalhando para melhorar o auxílio-alimentação e outras coisas que vêm em paralelo. Mas é obvio que temos mais legitimidade para lutar por melhorias, quando a gente entrega resultados.

Qual a proposta para mudar a realidade nessas escolas com desempenhos mais fracos?

Ao todo, contando com os centros interescolares de línguas, temos 693 escolas na rede pública. Desse total, cerca de 180 estão bem abaixo das médias, em situação bem ruim mesmo. Com essas, vamos iniciar o projeto Escolas Prioritárias, levando uma série de medidas, que vão desde a manutenção com limpeza das instalações e pequenas obras até reforço com mais professores e orientadores. Vamos recriar as provas bimestrais para toda a rede e elaborar atividades comuns de reforço pedagógico. Vamos oferecer cursos de aperfeiçoamento e atualização, eventos e novas tecnologias. Queremos lançar também o programa Educação Inovadora, com a criação de 14 hubs de inovação tecnológica. O primeiro deles vamos lançar em abril. No Rio de Janeiro, eu vi algumas dessas políticas darem certo. Estou trazendo versões melhoradas daquilo que fizemos lá. Implantamos uma escola super-inovadora dentro da Rocinha, criamos uma plataforma de aulas digitais… Então, muito do que estamos propondo aqui já foi testado e aperfeiçoado.

A secretaria já conhece as grandes dificuldades dos alunos da rede pública?

Nesta semana, estamos enviando para as escolas as avaliações diagnósticas para ver o tamanho desse gap [atraso] de aprendizagem de todos alunos da rede. Estamos enviando provas de português e matemática e também vamos mandar os cadernos de revisão com os conteúdos mais difíceis do ano anterior. Para um aluno do oitavo ano, por exemplo, vamos entregar um caderno com o conteúdo mais crítico do sétimo ano, para que ele relembre o conteúdo antes da prova. Precisamos identificar os problemas de aprendizagem de cada um. A ideia é que os professores apliquem as provas e repassem as notas apuradas pelo sistema. Em abril, a gente também vai enviar todo o material didático, que será confeccionado pelos nossos professores.

E o cartão material escolar? Quando as famílias de baixa renda poderão ter acesso ao benefício?

Nos próximos dias, sai uma portaria conjunta com a Secretaria de Desenvolvimento Social regulamentando a Lei do Cartão Material Escolar. Em seguida, vamos fechar o contrato com o BRB para confecção dos cartões de débito. Em março, faremos o cadastramento das papelarias e, logo, no início de abril, estaremos entregando os cartões. É importante destacar que será um cartão por família e será entregue na escola do aluno mais novo. Todos os valores referentes aos filhos daquela família irão para um mesmo cartão. Serão R$ 320 para alunos do ensino fundamental e R$ 240 para os do ensino médio. Estamos estimando que 41 mil famílias serão beneficiadas, com cerca de 69 mil alunos.

Uma grande dificuldade hoje nas escolas do DF é a superlotação das salas de aulas. Como a secretaria está administrando isto?

São mais de 450 mil alunos para serem atendidos em cerca de 700 escolas. Só este ano foram 11 mil novos alunos que ingressaram na rede. Estamos acabando com salas de vídeo, salas de leitura, procurando espaços para criar nova salas de aulas para poder atender a todos. No Paranoá, Mangueiral, Estrutural, Sol Nascente, a situação ainda é pior. Todas têm uma carência absurda de escola. No Plano Piloto, não temos tanto problema, porque aqui o drama são as escolas esvaziadas. No Gisno, por exemplo, você tem turmas vazias e aluno só no turno matutino. Mas a gente não pode continuar trazendo alunos das outras regiões para o Plano Piloto. A gente gasta R$ 1 milhão por mês, só com transporte de alunos do Paranoá, e mais R$1,1 milhão com os alunos de São Sebastião – sem contar que para os alunos é muito cansativo. A gente poderia pegar esse dinheiro e construir escolas mais próximas nas cidades onde esses meninos moram. E é isso que estamos planejando. Hoje, trabalhamos de forma emergencial, enfrentando os maiores para os menores problemas.

Existe orçamento e previsão de entrega de novas escolas?

Sim. Veja o caso do Sol Nascente. Lá são 100 mil habitantes e apenas uma escola e uma creche. Por isso, queremos construir lá pelo menos mais uma escola. Outras três cidades também já estão contempladas no nosso orçamento. Este ano, vamos inaugurar uma escola no Paranoá e iniciar as obras de pelo menos duas escolas profissionalizantes, na Estrutural e no Mangueiral. Também queremos iniciar obras de cinco escolas de ensino médio e anos finais [sexto ao nono ano).

 E as creches? Quando a população poderá contar com a inauguração de novas unidades?

Vamos buscar apoio dos parlamentares para liberarem emendas para construção de mais creches. A promessa de governos passados era de construção de 108 creches. Passados todos esses anos, o número de unidades concluídas não chegou nem a 50. Até o fim deste ano, queremos inaugurar pelo menos mais sei – duas delas em Samambaia, já com obras concluídas. Nós já estamos comprando os mobiliários para a inauguração. O dinheiro do FNDES [Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação] está parado, o que dificulta muito. Não estão fazendo o repasse. Para se ter uma ideia, os livros didáticos estão atrasados. Esse é um outro motivo para termos nosso material próprio, elaborado pela nossa rede.

Por que o governo optou por experimentar a gestão compartilhada da educação pública?

Para que possamos realmente melhorar a educação no DF, precisamos ter professores e alunos motivados, ambiência escolar – aqui estamos falando de organização, limpeza, infraestrutura, respeito, de gostar de frequentar aquele ambiente. Gestão compartilhada ou não, existe uma ordem, uma organização, uma disciplina, respeito no relacionamento entre as pessoas, coisas básicas, ou que pelo menos, deveriam ser básicas, dentro de todas as escolas. Mas na verdade, hoje, um bom número de escolas não consegue criar esse ambiente. É um cenário real em função de um conjunto de fatores, inclusive, relacionados à família, que não faz a sua parte, mantendo-se ausente do processo de aprendizagem dos alunos. Então, quando temos escolas que os alunos são indisciplinados, com um grande número de casos de professores sendo ameaçados, aumento da violência com brigas e drogas, tem de se fazer algo. Muitos profissionais da educação estão adoecendo com isto. A escola está doente. Falta um lugar inspirador e acolhedor. Então, a gestão compartilhada vem para nos auxiliar a retomar esse ambiente, fazendo com que as coisas entrem nos trilhos. E essa minoria, que dava muito problema nas escolas, entenda que há regras e elas precisam ser cumpridas para o bem de todos. Nossa grande missão é fazer com que isto aconteça sem a necessidade da gestão compartilhada e em todas as escolas da rede.

Como o senhor avalia as duas primeiras semanas de gestão compartilhada nas quatro escolas da rede que vivem essa experiência?

É tudo muito novo. Não temos como avaliar resultados efetivos ainda. Mas o retorno da comunidade escolar é excelente. Só recebemos elogios. Então, nossa avaliação é muito positiva. Quem vai nas escolas e conversa com as pessoas, é quase impossível ficar contra o projeto. Estamos investindo pesado nesse projeto. São mais 20 novos profissionais e R$ 200 mil por ano para cada escola. Poderão investir em infraestrutura, material pedagógico, tecnologias. Ainda estamos alinhando com os policiais militares algumas questões. Mas o fato é que o modelo de gestão é encantador. Muito emocionante ir até essas escolas hoje e ver como as pessoas estão felizes e aliviadas.

A expectativa da população é muito grande em relação à gestão compartilhada, principalmente porque o desempenho dos colégios militares está bem acima dos outros. O segredo deles é a disciplina?

Ainda não temos resultados em números para fazer qualquer comparativo. A gente está sempre em contato com os diretores para fazer um acompanhamento bem de perto. É claro que a disciplina e a organização influenciam no tempo das aulas e no desempenho dos professores, e consequentemente, a gente acredita que os alunos vão melhorar também o desempenho deles. Mas as pessoas precisam entender que não é militarização das escolas. Elas seguem o mesmo conteúdo programático de toda a rede pública. A linha pedagógica é a mesma de outra escola pública.

E as escolas que não tiveram a oportunidade de receber a gestão compartilhada, o que será feito para melhorar o desempenho dos estudantes?

Vamos convocar agora 468 orientadores pedagógicos. Cada escola terá um orientador, isto nunca aconteceu na história da educação pública do Distrito Federal. Nós entendemos que esse é um profissional indispensável e faz um trabalho de acompanhamento do processo de aprendizagem, de disciplina e também de aproximação com as famílias. Vamos aumentar o número de aulas de língua portuguesa e matemática e entrar com novas estratégias de recursos escolares. Teremos um material didático da própria rede, elaborado por nossos professores. Vamos aplicar provas bimestrais, em algumas matérias, para diferentes séries, mas com mesmo conteúdo, para seguir avaliando a qualidade de nossos alunos e assim ajustar o que for necessário. Vamos lançar 14 hubs de inovação tecnológica, em parceria com a Apple e a Fundação Telefônica. O primeiro deles será apresentado à comunidade em abril.



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