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Ricardo Callado17/07/20188min

A ocorrência de centenas de casos confirmados de sarampo em Manaus e Roraima e a morte de um bebê em Manaus deixaram o país em alerta. Outros três estados – Rio Grande do Sul, Rondônia e Rio de Janeiro – também já registraram pacientes com diagnóstico positivo para a doença.

O Brasil não registrava casos desde 2014 e a volta da doença preocupa. O sarampo já foi uma das principais causas de mortalidade infantil no país e pode deixar sequelas neurológicas. O vírus provoca manchas vermelhas no corpo, febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e pontos brancos na mucosa bucal.

A vacina contra o sarampo está disponível na rede pública. A mais comum é a Tríplice Viral, que protege ainda contra rubéola e caxumba. A Tetra Viral fornece ainda proteção adicional contra a varicela. São indicadas duas doses em um intervalo de um a dois meses. Em crianças, o intervalo deve ser um pouco maior, sendo a primeira dose entre os primeiros 12 e 15 meses de vida.

A reportagem da Agência Brasil conversou com a médica Isabella Ballalai, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), para tirar dúvidas sobre a transmissão da doença, vacinação e como evitar. “Vacinar e combater a circulação do vírus não é só um ato individual, é um ato de solidariedade e de responsabilidade coletiva”, destaca a médica.

Como se pega o sarampo? 

“O vírus é facilmente transmissível. A doença se dissemina de forma similar à gripe, por vias respiratórias, através de um espirro, tosse, beijo e também pelas mãos. Então, é fácil ocorrer um surto de sarampo. Ele se alastra rapidamente.”
Quais os riscos para quem contrai?

“Em caso de suspeita, a pessoa precisa procurar uma unidade de saúde. Ela não deve usar medicamentos por conta própria. O sarampo não tem tratamento e o papel do sistema de saúde é dar suporte à pessoa. Pode ocorrer necessidade de hospitalização, mas é raro. Na maioria dos casos, o paciente fica em casa. Mas quadros graves ocorrem e a doença pode inclusive levar à morte.”
Como se proteger?

“A única maneira eficaz é através da vacina. Crianças, adolescentes e adultos devem se imunizar não apenas para se protegerem, mas para proteger também os que não podem se vacinar e que são os que correm o maior risco de complicações e de terem quadros que evoluem ao óbito. Estamos falando de pessoas com câncer, pessoas que vivem com HIV e estão imunodeprimidas, pessoas que estão fazendo quimioterapia ou outro tratamento com drogas que causam imunossupressão.”

 

Quem já teve sarampo precisa se vacinar?

“Não. Quem tem certeza que teve a doença não precisa. O sarampo não ocorre duas vezes.”

 

Quem não se lembra ou não sabe se foi vacinado precisa se vacinar?

“Quem não tem certeza, mesmo que ache que já tenha se vacinado, deve se vacinar. Se não tem a carteirinha que comprove a vacinação, não há nenhum prejuízo para a saúde do indivíduo receber uma nova dose.”

 

Onde se vacinar?

“Em postos de saúde espalhados pelas cidades. O Ministério da Saúde disponibiliza a vacina há muito tempo. Não é uma novidade. Se todos tivessem seguido o calendário de vacinação, talvez não estivéssemos passando por esta situação. É importante destacar que a vacina não é só para a criança. O adulto pode ser o responsável pelo início de um surto no país ou na sua região. Apenas uma minoria que recebe as duas doses não cria imunidade. São cerca de 2%. Mas se toda a população estiver vacinada, essas pessoas também estarão protegidas.

Caso não tenham se vacinado na infância, pessoas com até 29 anos conseguem obter duas doses da vacina na rede pública. Já entre 30 e 49 anos, recebem uma dose apenas. A SBIm, do ponto de vista individual, recomenda as duas doses em qualquer idade para pessoas que ainda não tenham sido imunizadas. Mas o Ministério da Saúde opta por não vacinar maiores de 50 anos, porque a maioria das pessoas dessa faixa etária teve o sarampo na infância.”

 

Há alguma situação em que a vacina não é recomendada, por exemplo, após o consumo álcool ou drogas?

“Situações de vida comum, como o consumo de álcool, não contraindicam a vacinação. Uma das contraindicações é relacionada com as situações de imunodepressão. Grávidas não podem ser vacinadas. Para que estas pessoas fiquem protegidas, as demais precisam se vacinar.”

 

Qual estação do ano ocorre mais transmissão da doença?

“Antigamente, o sarampo tinha maior ocorrência na primavera. Hoje, o que podemos dizer é que ambientes fechados ampliam as chances de disseminação das doenças que são transmitidas por via respiratória”.

 

Como está o cenário atual?

“A preocupação é grande. Se não tomarmos as medidas necessárias e as pessoas não forem se vacinar, podemos ter de volta a circulação do vírus do sarampo no país. Temos atualmente surtos secundários decorrentes da importação do vírus. O que não podemos é ter a circulação do vírus sem controle. De 2000 a 2013, tivemos casos pontuais e todos importados. Não tivemos surtos. Em 2013, importamos o vírus, provavelmente da Europa, e tivemos surtos no Ceará e em Pernambuco. De 2014 pra cá, não tivemos mais casos. Em 2016, recebemos o certificado de erradicação da circulação do vírus do sarampo no país. E agora, em 2018, fomos surpreendidos pela importação da Venezuela. E temos uma preocupação grande quando vemos, por exemplo, casos em Porto Alegre, onde o vírus foi trazido de Manaus”.


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Ricardo Callado16/07/20185min

Os alunos interessados em participar do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) no segundo semestre de 2018 já podem concorrer a uma vaga. Desde a zero hora desta segunda-feira, 16, o sistema de inscrições do programa está liberado. Estão sendo ofertadas 155 mil vagas, sendo 50 mil com juro zero. O prazo para inscrição acaba no domingo, 22.

Para se inscrever é preciso acessar a página do Fies Seleção na internet. O Novo Fies é um modelo de financiamento estudantil que divide o programa em diferentes modalidades, oferecendo condições a quem mais precisa e uma escala de financiamentos que varia conforme a renda familiar do candidato. Pode concorrer quem tenha feito uma das edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir de 2010, com média igual ou superior a 450 pontos e nota acima de zero na redação.

A modalidade juro zero é destinada aos candidatos com renda mensal familiar per capita de até três salários mínimos. Nesse caso, o financiamento mínimo é de 50% do curso, enquanto o limite máximo semestral é de R$ 42 mil. As outras duas modalidades, chamadas de P-Fies, destinam-se a estudantes com renda familiar de até cinco salários mínimos. Para atender a essa parcela de candidatos, o P-Fies opera com recursos dos Fundos Constitucionais e dos Agentes Operadores de Crédito.

Poderão ser financiados os cursos de graduação com conceito maior ou igual a três no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes) ofertados pelas instituições de ensino superior participantes do Fies. Também poderão participar do programa os cursos que, ainda não avaliados pelo Sinaes, estejam autorizados para funcionamento pelo cadastro do Ministério da Educação. Durante o curso, o estudante deve ter aproveitamento acadêmico para permanecer com o financiamento.

O resultado da seleção será publicado em 27 de julho, em chamada única. Os candidatos pré-selecionados na modalidade que exige comprovação de renda per capita mensal familiar de até três salários mínimos deverão complementar as informações da inscrição no período de 27 a 31 de julho e, posteriormente, efetivar a contratação do financiamento.

Obtenha mais informações no hotsite do programa.

Confira o edital do Fies para o segundo semestre.

Acesse a página do Fies Seleção.


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Ricardo Callado13/07/20183min

Semelhantes ao formato de grãos de feijão, os rins desempenham funções vitais para o nosso organismo. A cada minuto os órgãos recebem cerca de 1,2 litros de sangue, o que corresponde a aproximadamente 1/4 do volume total de um adulto. Calcula-se que a cada hora todo o sangue de uma pessoa é filtrado aproximadamente 12 vezes pelos rins. As toxinas são eliminadas em forma de urina e o sangue retorna ao nosso organismo filtrado. Além disso, os rins atuam na regulação da formação do sangue e dos ossos, produzem hormônios que impedem a anemia e a descalcificação óssea, eliminam alguns medicamentos e outras substâncias ingeridas, regulam a pressão sanguínea e controlam o balanço químico e de líquidos do corpo.

Apesar da importância da saúde renal para o bom funcionamento do organismo, as pessoas não dão muita atenção para os rins. Estimativas apontam que existem atualmente cerca de 641 milhões de pessoas com doenças renais crônicas no Brasil. A previsão é que, até o ano de 2025, 13% da população mundial adulta sofra desse problema. A cada ano, aproximadamente, 21 mil brasileiros iniciam tratamento de terapia renal substitutiva, mais conhecida como diálise.

Adotar desde cedo um estilo de vida saudável é o principal aliado para prevenção de problemas nos rins. De acordo com a Associação Brasileira dos Centros de Diálise e Transplante (ABCDT), um dos principais fatores de risco é a obesidade. Comparados a indivíduos com um Índice de Massa Corporal (IMC) nos parâmetros saudáveis (entre 18,5 e 24,9), pessoas obesas possuem um risco 83% maior de desenvolver doença renal crônica. “A obesidade é uma epidemia mundial e o excesso de peso pode levar à hipertensão e à diabete, os dois maiores causadores de problemas renais”, completa Marcos Alexandre Vieira.

Para Marcos, presidente da ABCDT, ajustes simples no estilo de vida, como praticar exercícios físicos regularmente, não fumar e evitar o consumo excessivo de sal, carne vermelha, bebidas alcoólicas e gorduras são importantes aliados da saúde renal. “É importante controlar o peso corporal, a pressão arterial, o colesterol e a glicose. Além de conhecer os fatores de risco, recomenda-se que todas as pessoas realizem uma vez por ano exames laboratoriais para avaliar a saúde dos rins, como dosagem de creatinina no sangue e análise de urina”, explica o presidente da ABCDT.


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Ricardo Callado06/07/201823min

Em entrevista ao JBr. o ex-secretário de Saúde e pré-candidato ao GDF, prometeu valorizar os servidores públicos e garantiu portas fechadas para o “toma-lá-dá-cá.

Por Eric Zambon, Francisco Dutra, Jorge Eduardo Antunes e Valdir Borges 

A reforma da previdência feita pelo Governo do Distrito Federal (GDF), no final de 2017, é uma bomba armada contra os futuros aposentados, segundo Jofran Frejat (PR), pré-candidato ao Palácio do Buriti. O ex-secretário e ex-deputado tentou a eleição para governador em 2014, chegando ao segundo turno no embalo da promessa da passagem de ônibus a R$ 1. Desta vez, a princípio, a proposta vai ficar na gaveta. Prometendo valorizar os servidores públicos, Frejat garante portas fechadas para o “toma-lá-dá-cá.

Onde está a passagem a R$ 1 da campanha passada? Foi promessa eleitoreira?

Quem me conhece sabe que eu não faço esse tipo de coisa. Nós tínhamos toda a responsabilidade de apresentar uma proposta. Hoje eu não posso dizer porque não tenho o orçamento na mão. Vou estudar o orçamento e ver o que se pode fazer. O que posso dizer é que quando a gente propôs R$ 1 o atual governo entendeu US$ 1. É por isso que a passagem está praticamente correspondente a US$ 1. Acontece que naquela época o GDF gastava com o transporte público de ônibus R$ 90 milhões mensais. Desses, R$ 40 milhões pagava diretamente para deficientes, estudantes e idosos. Ficavam R$ 50 milhões. Deles iam R$ 25 milhões para vale-transporte, pago pelas empresas. E o restante era para a catraca. A passagem custava R$ 2. Se reduzisse para R$ 1, o GDF teria que bancar mais R$ 12,5 milhões. O que era perfeitamente possível. Basta ver as multas no trânsito e o IPVA que você cobria tranquilamente isso. Foi um trabalho feito pelo pessoal do antigo Geipot e da universidade. Há três meses atrás, na Alemanha, cinco grandes cidades começaram a cobrar tarifa zero. Você não mede um indivíduo pela posse de um carro. Você mede uma sociedade inteira pela capacidade do transporte público, ônibus e metrô.

O sistema de ônibus é questionado pela Justiça e a Câmara Legislativa. O senhor vai revê-lo?

Vou ter que esperar a decisão da Justiça, Tribunal de Contas e da Câmara Legislativa. Se foi uma tomada de decisão legal, correta e beneficiando a população, muito bem. Agora, fizeram uma divisão em bacias. Como eu sou do interior do Piauí, bacia na minha cidade é para lavar a mão, não era para fazer transporte público. Precisa saber se essa bacia não está lavando a mão de muita gente.

Reduzirá as passagens?

Hoje não estou mostrando compromisso. Vou estudar. Ainda não sei. Mas naquela época eu tinha informações do orçamento. Eu não era o candidato à governador. Era o Arruda. Eu era a vice. Eu fiquei um mês na campanha. Esse estudo vinha sendo feito por um grupo que tinha esses elementos na mão. Sem eles, seria uma irresponsabilidade minha dizer que ia baixar a passagem. Vamos analisar e faremos a proposta.

Transporte para a periferia?

Qual é a dificuldade para você fazer uma proposta em que o governo se responsabilize pelo pagamento para que os ônibus ou outro tipo de transporte façam isso, sendo que o governo vai arcar com a responsabilidade de pagar? Não vejo. Ele não roda para lá porque o governo não está interessado. Não definiu em bacias? Porque não pode definir onde vai passar? As antigas cooperativas já tiveram essa função. E estão hoje tendo uma função dentro de condomínios. É alguma coisa que tem que ser analisada. E temos um grupo para isso.

O senhor pretende acabar com a Agefis e transferir a fiscalização para as administrações regionais? Mas há casos recentes de corrupção nelas.

Porque é praticamente impossível para um órgão centralizado verificar invasões lá na ponta. Se o juiz viu que botaram um barraco em Brazlândia, Ceilândia? Quem é que primeiro identifica isso? É a administração. Depois de construir a casa, em que o indivíduo coloca o seu barraco inicial, momento em que ninguém diz nada, constrói sua casa, gasta seu dinheiro comprando tijolo, você vai lá e derruba? Porque não fez antes? Isso é igual medicina, você tem que fazer a prevenção, impedir que aconteça. Centralizado, isso não vai acontecer. Essa questão de corrupção existe em qualquer canto. Se houver alguma corrupção, rua, cadeia. Eu não tenho mais idade para errar. Tenho um nome respeitado. Não vou jogar isso fora. Não vou entregar minha alma ao Diabo. Meu governo não será balcão de negócio.

Mas essa regionalização não dificulta a fiscalização?

Se for assim, não se coloca hospital regional, não se bota escola em região, porque também pode haver corrupção. Ou a gente escolhe pessoas com compromisso ou com corrupção. Isso há em qualquer setor.

Como o senhor avalia a reforma da previdência do GDF?

Isso vai dar um estouro lá na frente. Até 2080 nós estamos com um problema. Estou com um pessoal trabalhando em cima disso, para ver como é que resolve. Da maneira como está, na hora que esse pessoal começar a se aposentar, esse pessoal do qual foi retirado recurso, esse pessoal está na mão, está liquidado. Agora, tem um reforma da previdência nacional em andamento. Nós temos que ver qual é o caminho, qual é o resultado dessa previdência nacional, para tomarmos providência também. Agora, que tem encontrar saída, tem. Tem que conversar com o Governo Federal, com a Previdência Social para encontrar uma saída.

Tomará alguma medida?

Eu não posso deixar que isso continue da maneira como está. Porque isso vai estourar na mão de alguém. Não vai no governo atual, nem no próximo, mas lá na frente sabemos que vai. Então temos que fazer um planejamento. Vamos deixar isso acontecer? Precisamos ter responsabilidade. Tem que encontrar um mecanismo para repor isso aí. Dar a garantia para que as pessoas se aposentem adequadamente. É uma coisa curiosa. Só se procura bater no pobre do aposentado. É o indivíduo que participou da construção da cidade, do País e quando vem a chibatada vem em cima do pobre do aposentado. Ele não pode mais reagir. Não faz mais greve. E acaba levando a pancada grande.

Segurança Pública? E a paridade entre Polícia Civil e Federal?

Nós já fomos a melhor segurança pública da América Latina. Olha onde chegamos. Banalizou o crime. Nós já tivemos uma polícia muito eficiente. Há hoje uma briga permanente. A Polícia Civil quer a paridade com a Polícia Federal. E a Polícia Federal surgiu daqui, foi uma criação a partir da Polícia Civil do DF. Na época estabelecemos a paridade. Participamos disso como constituinte, na Câmara Federal. Foi reduzido. E hoje o policial está desmotivado, insatisfeito, não tem assistência médica e há uma permanente discordância entre a Polícia Civil e a Polícia Militar. O Civil quer a paridade e é justo que tenha. Como fazer? Temos que estudar o orçamento, conversar com eles. Se for possível, eu darei. Agora será parcelado? Será de imediato? Depende de termos recursos para fazer isso. Em qualquer lugar o policial civil e militar é prestigiado pelo governo, pela população. Aqui não. O bandido virou vítima.

Hoje grande parte do orçamento está comprometido com a folha de pagamento. Como resolver este nó?

O servidor é uma grande figura, importantíssima. Você vai a um hospital e a população está se queixando do servidor como se ele fosse o culpado. Ele não é o culpado. Por isso, ele vai trabalhar desmotivado. Existe o Fundo Constitucional para a polícia, saúde e educação. Fica em torno de quase R$ 15 bilhões, de um orçamento do DF de R$ 40 bilhões. Pois bem. O que aconteceu com o restante dos recursos? Comissionado? Isso você tem que diminuir. Comissionado não é uma preocupação nossa. O servidor concursado é que é. Agora, nós perdemos arrecadação. Aqueles que geram emprego e renda em Brasília estão indo embora. Estão indo para Goiás. É claro, o governador de lá reduziu imposto. Não estão saindo só empresários. Nossos filhos e netos também indo embora de Brasília e do Brasil. O DF deixou de gerar renda e emprego. Nós estamos hoje com mais de 300 mil desempregados. Você vai ter que chamar esse pessoal de volta. Temos que encontrar uma saída, porque gera recurso, imposto, renda e emprego. Com isso você aumenta a arrecadação e aumenta a possibilidade de aumentar o número de servidores, independentemente do Fundo Constitucional. Comissionado, meu amigo, é um grupinho de confiança e acabou-se.

Como fazer isso?

Dá para conversar com os governadores e estabelecer um planejamento. E conversar com os empresários e dizer que o percentual de imposto será esse. Discutir com eles. Hoje não estão ouvindo o setor, os empresários. E eles estão insatisfeitos. Brasília tem um mau hábito. Brasília tem as melhores cabeças deste Pais. Entra governo e se busca o secretário lá de não sei de aonde, outro de não sei das quantas. Podem ser inteligentíssimos, só que vão demorar no mínimo dois anos para entender a rede e o funcionamento.

Quem vai ser o secretário de Fazenda?

Estás brincando. Estamos analisando nomes do DF.

Como reduzir os comissionados e manter um bom trânsito com a Câmara Legislativa, que costuma fazer indicações nos governos?

Já disseram que eu sou incontrolável. Só tem uma pessoa que me controla. É minha mulher. Fora disso não há possibilidade. Gosto de contar uma história. Em uma das vezes que fui secretário de Saúde, me chega um chefe de gabinete do governador e disse: “Frejat você conhece fulano de tal?”. Eu disse: “É um excelente profissional”. E ele falou: “O governador quer que você coloque de diretor do Hospital de Base”. Digo: “Não posso”. E ele falou: “Você não está entendendo. O governador quer que você coloque fulano de tal”. E respondi: “Não posso colocar alguém no Hospital de Base que eu não possa demitir. Vai ficar muito difícil”. Ele respirou fundo e disse: “Mas você não está entendendo. O governador quer que você bote o fulano de tal como diretor do Hospital de Base”. Eu digo: “Eu tenho a solução, fala para o governador que tem um cargo de secretário de Saúde vago”. Acabou o problema. E alguém tentou me tirar? Todos os governadores, quando alguém queria falar alguma coisa da Saúde, diziam: vai falar com o Frejat, que não mexo na área da saúde. Funcionava. Porque na hora em que você coloca um diretor que foi deputado distrital porque alguém indicou, você vai fazer política. Não funciona. Tem que botar gente que possa responder.

Você vai extinguir a indicação política?

Se for uma pessoa competente, séria? Sim, posso botar. Agora, não vou fazer balcão de negócio. Ou faz um trabalho sério ou não faz.

Só vai aceitar indicação técnica?
Esquece. Não tenho esse compromisso. Meu compromisso é com a população. Se me quiserem do jeito que eu sou.

Isso não vai dificultar a relação com a Câmara?
Meu compromisso é com a população. Se me quiserem do jeito que eu sou. Pode até dificultar. Mas não estou preocupado com isso. Quem tiver preocupação que faça os seus acordos.

O atual governo foi eleito com o mesmo discurso contra o “toma-lá-dá-cá”. Sofreu na mão da Câmara. Hoje adota outra postura. O que o senhor fará para não repetir essa história?

Você está confundindo as coisas. Meu nome é Jofran Frejat.

Os discursos são parecidos.

Meu nome é Jofran Frejat. Não me chame por outro nome. Os acordos que fizeram por lá, cada um responda por seu acordo. Se eu não fazia isso na saúde, porque vou fazer agora?

Porque talvez fique difícil governar com uma Câmara Legislativa contra.
Vocês gostariam que não existisse a Câmara Legislativa?

Não. Gostaríamos de ouvir uma proposta concreta para o GDF de uma relação com a Câmara, livre do “toma-lá-dá-cá”. Que fosse factível. Que não ficasse apenas no discurso antes da eleição.
Não aceito essa crítica antecipadamente. Façam depois. São jornalistas para isso. Quando houver, se houver. Aí você fala: “Governador, você falou que não iria fazer isso”.

Iremos. O senhor criticou a reforma local da previdência. Mas ela teve o apoio do deputado distrital Agaciel Maia, que é o do PR, líder do governo na Câmara e é do seu partido. Indiretamente, o seu partido ajudou a construir uma coisa, que senhor diz que não pretende continuar.

Você tem que perguntar para o Agaciel Maia. Não para mim. Não fui eu que fiz.

O governo nunca é uma pessoa só. São grupos, entes. Governos bem sucedidos têm sintonia entre liderança e os satélites. Sempre vai ficar cada um respondendo por si?

Eu não quero mudar nada (resposta com tom irônico).

Qual vai ser sua relação com a Câmara Legislativa? Vai aceitar indicação de deputado? Vai ser absolutamente republicana?

Com certeza, como sempre fui. Não adianta vocês tentarem me empurrar. Parece que vocês querem me empurrar.

O que a gente não aguenta mais é ver a população sofrendo por conta desse “toma-lá-dá-cá”. Neste sentido, eleitores querem fugir da política, justamente, por conta das ações deste sistema. Como batalhar contra isso?

É um erro. Se você não escolhe um candidato, alguém escolhe por você, seguramente. Alguém que vai escolher por uma cesta básica, um tijolo, cimento, etc. O voto é uma coisa importante. Você daria uma procuração para alguém que você não conhece para representar você? Um parlamentar, um governador vai falar por você, discursar por você, tomar decisão por você, votar por você. Você daria uma procuração para qualquer um? Então é o que a população tem que ver. No momento em que você abre mão desse direito, dessa responsabilidade, você está dando chance para a eleição de um bandido, de um safado qualquer, um cara sem nenhum compromisso com a população. Depois não vai poder reclamar. Reclamar do quê? E se não votou, reclamar menos ainda. É imperioso que a população vote, escolha. É insatisfeito? Tem problema com a política? Todo lugar tem problema. Mas tem problema exatamente porque colocaram gente que não responde positivamente.

Já escolheu seu vice?

Já. É o Vasco da Gama. Por enquanto é. Eu posso falar do meu time. O que posso fazer? Dói na alma. Por enquanto, estamos conversando com muitas pessoas.

Ibaneis Rocha?

É um bom candidato. Existe um série de questões. A questão partidária. Eu tenho que ter um vice que, primeiro, não seja o meu opositor, como acontece hoje no GDF. E, segundo, que seja uma pessoa que não vai sujar a chapa. Porque com isso podemos ter problemas até de ordem jurídica. Não há razão nenhuma para sair correndo atrás disso.

Rôney Nemer?

É uma pessoa muito boa. Mas ele mesmo diz que ainda tem um problema na justiça pendente.

Flávia Arruda?

Ela foi candidata da outra vez. Houve uma exposição muito grande na outra campanha. Diziam que eu ia ser marionete do Arruda. Que ia ganhar a eleição e renunciar. A Flávia é uma excelente pessoa. Mas é candidata a deputada federal. Então o Arruda está fazendo a campanha dela. É muito justo.

Como anda a relação com Arruda?

Muito boa. Conheço o Arruda há 40 anos. As pessoas dizem: Ah! Mas e o Arruda! E daí? Tudo o que ele fez de bom a gente aprova, bate palma. Se ele fez, se ele fez, se, ele que responda. Não tenho que responder pelos outros.

O senhor responde a processos de improbidade?

Desde a época en que criei a Faculdade de Medicina que já entraram na Justiça contra mim. Estão errados. Tem o caso do Hospital do Paranoá e da compra sem licitação do quimioterápico para câncer de mama. Ganho todas. Não dou a menor confiança. Como administrador você tem responsabilidades. Imagina se eu não fizesse o Hospital do Paranoá? Disseram que estaria superfaturado. Depois não. Estaria é superestimado. Hoje, não dá mais conta dos pacientes.


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Ricardo Callado06/07/20184min

De acordo com especialista, itens que prejudicariam os resultados da dieta podem ser “neutralizados” por outros com um valor baixo da taxa

Com o advento dos digital influencers fitness e uma crescente conscientização em torno da saúde e da boa forma, as pessoas passaram a se informar mais sobre alimentação. De uns tempos para cá, muito tem se falado sobre o índice glicêmico dos alimentos e o quanto isso interfere na perda de peso. O IG mede a velocidade com que os níveis de insulina do organismo aumentam de acordo com a rapidez com que a glicose entra na corrente sanguínea.

Com isso, quanto maior o valor do IG, maior a velocidade que os carboidratos são transformados em glicose no organismo e maior o estoque de gordura que não será usada como energia, ou seja, aumento de peso na certa. O grande problema é que muitos alimentos “queridinhos” das dietas das pessoas têm este índice muito elevado. “A tapioca, por exemplo, tem um IG bem alto, maior até que o do açúcar e do pão”, explica o nutricionista Daniel Novais.

A notícia boa é que se estes alimentos forem combinados com itens de índice glicêmico baixo, menor ou igual a 55, ou médio, entre 56 e 69, eles não precisam ser cortados. “Muitos ingredientes podem ser incluídos no cardápio e até mesmo nas receitas preferidas das pessoas. Neles são encontradas grandes quantidades de fibras solúveis, que formam uma espécie de camada no estômago. Esta camada retarda a absorção de glicose e aumenta a sensação de saciedade”, diz Daniel.

 

Aveia

Muito utilizada no dia a dia, pouca gente sabe das propriedades da aveia. Com 58 de índice glicêmico, o farelo pode ser adicionado em massas de tapioca, sopas e frutas, evitando picos de glicose e ajudando no emagrecimento.

 

Farinhas funcionais

De uns tempos para cá, o acesso a ingredientes funcionais tem sido mais fácil e as farinhas são um exemplo disso. Existe uma infinidade de opções além da branca e da integral. Farinhas de maracujá, de feijão branco, de banana verde e até mesmo de aveia podem substituir a tradicional em receitas e fazer com que, mesmo na dieta, a pessoa não precise abrir mão de um pãozinho de vez em quando.

 

Biomassa de banana verde

Por ser feita da fruta ainda verde, a biomassa possui o que se chama de amido resistente, que é uma espécie de carboidrato que não libera glicose. O produto é muito usado em receitas de doces funcionais, como o queridinho brigadeiro. Já pensou em poder matar a vontade de sobremesa sem prejudicar a dieta?

 

Grãos de chia e linhaça

Já tão famosas nos planos alimentares, a chia e a linhaça são ricas em fibras solúveis, além de serem uma ótima fonte de ômega 3, fazendo bem para a saúde como um todo. Com um sabor neutro, elas podem ser adicionada tanto em receitas salgadas, como massas de pão e de tapioca, quanto em doces, como sucos, shakes, doces e saladas de frutas.


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Ricardo Callado06/07/20181min

Impulsionada pela variação dos preços dos alimentos, a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou o mês de junho com alta de 1,26%, a maior taxa para o mês desde os 2,26% de junho de 1995.

Os dados relativos ao IPCA, a inflação oficial do país, foram divulgados hoje (6), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os 1,26% relativos ao IPCA de julho significam uma variação de preços 0,86 ponto percentual acima do 0,40% registrado em maio e é, segundo o IBGE, a primeira vez desde os 1,27% de janeiro de 2016 que o índice fica acima de 1,0%.

Com o resultado de julho, o IPCA acumulado no ano passou a 2,60%, ficando acima dos 1,18% registrado em igual período do ano passado. Já a taxa acumulada nos últimos 12 meses subiu para 4,39%, contra os 2,86% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em junho do ano passado, a taxa fechou com deflação (inflação negativa) de 0,23%.


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Ricardo Callado06/07/20187min

A velocidade das mudanças do mercado de trabalho e as novas tecnologias têm despertado uma forte demanda por cursos de especialização. E em razão da pequena disponibilidade de tempo do profissional multifacetado de hoje, o SENAI CETIQT reformulou sua grade de cursos de pós graduação com programas rápidos que podem ser concluídos em menos tempo e à distância, mas que garantem a tão necessária atualização na carreira, inclusive no que se refere às novidades tecnológicas na área têxtil e de confecção.

A instituição, que é referência em tecnologia, consultoria e formação de mão de obra para o setor têxtil – conceito 4 no MEC – está oferecendo a pós-graduação em ‘Design de Produto de Moda’, a única no Brasil na modalidade à distância, com a finalidade de formar Designers de Produto de Moda. Com duração de um ano, o curso abrange não apenas o vestuário, mas também outros itens do universo da Moda. As aulas teórico-práticas permitem aos alunos uma estreita relação com o mercado por meio de vídeoaulas e webinars com a participação de profissionais de empresas do setor e professores tutores – grandes nomes do mercado – para uma total integração.

E que tal unir a tradição da alfaiataria com a modernidade da tecnologia? Esta é a proposta da nova pós-graduação ‘Gestão e Planejamento de Modelagem: Alfaiataria Industrial’, que tem duração de 360 horas, sendo 288 horas presenciais e 72 horas a distância. Com um programa de capacitação inovador e relevante para modelistas e designers que desejam ampliar as possibilidades de carreira, a especialização fornece ao aluno a habilidade de gerir, planejar e produzir modelagem de alfaiataria industrial.

“O objetivo é formar profissionais de alto nível para atender bem o atual mercado”, pontua Robson Wanka, gerente de educação do SENAI CETIQT. Para tal, o curso é estruturado em módulos que são inaugurados com palestras e workshops de sensibilização ministrados por profissionais de renome. Além disso, os alunos recebem um kit de estudo com software AUDACES360, LECTRA, manequim de moulageprofissional e quatro réguas próprias de modelagem.

Além dessas especializações, o CETIQT lançou a pós-graduação Especialização Master In Business Innovation em Indústria Avançada: Confecção 4.0. O MBI tem duração de seis meses e capacita CEOs e executivos de indústrias do segmento têxtil, de vestuário e confecção para que sejam capazes de elaborar projetos de implantação da Confecção 4.0 em suas empresas, gerando processos industriais mais eficientes, produtivos e sustentáveis. O foco é uma mudança no mindset dos gestores para que consigam trazer inovação para seus processos produtivos.

“A forma de fazer e de consumir moda vem passando por diversas transformações e as empresas brasileiras estão percebendo a necessidade de absorver as novidades. O empresariado têxtil já se movimenta para acompanhar essa transformação e o MBI proporciona um contato real com o que podemos trazer da teoria para a realidade. A partir dele damos corpo a uma comunidade empresarial que pode construir na prática a fábrica do futuro”, explica o gerente de educação do SENAI CETIQT, Robson Wanka, que complementa: “Essa é a hora de repensar, reformular, adequar – e, por que não dizer, superar e surpreender – na descoberta de fontes, tecnologias e novas formas de atuar e produzir. É o futuro que começa a se transformar em presente; uma grande oportunidade para se desenhar o novo parque fabril brasileiro”.

Ao longo de toda a especialização – carga horária de 360 horas à distância e seis encontros presenciais mensais – os alunos-executivos contam com aulas, palestras, videoaulas e dinâmicas colaborativas com vários especialistas, profissionais conceituados em suas áreas de atuação, que compartilham conteúdo, dão dicas e orientações para que os participantes incluam cada vez mais soluções tecnológicas em seus processos e possam aos poucos implantar em suas fábricas o modelo 4.0.

E não é só. A capacitação de educadores ligados à temas da indústria também é preocupação do CETIQT. A pós-graduação em ‘Docência na Educação Profissional e Tecnológica’ tem duração de apenas dois meses e capacita catedráticos do SENAI, graduados em nível superior, para o exercício da docência na educação profissional e tecnológica. O curso, totalmente online, tem foco na formação profissional significativa e qualitativa, atendendo aos pressupostos da Metodologia SENAI de Educação Profissional.

Todos os cursos de pós graduação do SENAI CETIQT estão com as inscrições abertas para turmas que se iniciam ainda este ano. Para saber mais ou se inscrever, acesse https://bit.ly/2CVQJFp.


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Ricardo Callado05/07/20184min

Processo ocorrerá em 13 unidades escolares. Candidatos devem se inscrever em 7 e 8 de agosto

A Secretaria de Educação publicou os editais com as normas e o calendário das eleições complementares para diretores e vice-diretores e conselheiros escolares.

As eleições vão ocorrer em 13 unidades onde os atuais ocupantes dos cargos foram indicados – por ausência de inscritos nas eleições de 2017; em razão de pedidos de exoneração; ou, ainda, por se tratar de colégios recém-inaugurados.

As datas e os horários dos dois processos eleitorais são coincidentes. Ambos em 5 de setembro, com divulgação dos resultados em 6 de setembro. As atividades escolares previstas para o dia da votação serão normais.

As inscrições para os candidatos a gestores — diretor e vice-diretor — e a conselheiros escolares serão em 7 e 8 de agosto, das 8 às 12 horas e das 14 às 18 horas. Os registros deverão ser feitos nas unidades escolares, por meio das comissões eleitorais locais.

As campanhas eleitorais só poderão ocorrer de 17 de agosto a 4 de setembro. A comissão eleitoral local (em cada escola) deverá organizar audiência pública para apresentação dos candidatos de 27 a 31 de agosto.

Podem se candidatar a diretor e a vice-diretor o servidor que estiver:

  • Ativo da carreira magistério público ou assistência à educação
  • Em exercício em alguma unidade escolar da coordenação regional de ensino para a qual concorrerá
  • Na condição de efetivo há, no mínimo, três anos na rede pública de ensino
  • Na condição de efetivo no caso de pedagogo-orientador educacional e de profissional da carreira assistência à educação há, no mínimo, três anos na unidade escolar
  • Apresentar plano de trabalho para a gestão da escola

Podem se candidatar a conselheiro escolar os integrantes da comunidade escolar, composta por:

  • Profissionais da educação
  • Estudantes maiores de 13 anos
  • Servidores efetivos da escola
  • Pais, mães ou responsáveis pelos alunos

São aptos a votar:

  • Profissionais da educação
  • Estudantes maiores de 13 anos
  • Servidores efetivos da escola
  • Pais, mães ou responsáveis pelos alunos

Veja a íntegra do edital para eleição de diretores e vice-diretores.

Veja a íntegra do edita para eleição do conselho escolar.


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Ricardo Callado05/07/20186min

O secretário de Gestão de Pessoas do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Augusto Akira Chiba, disse que a movimentação de servidores públicos federais, regulamentada pela Portaria nº 193, ocorrerá por iniciativa dos órgãos públicos e empresas estatais que justificarem a necessidade de receber novos funcionários.

Ao Planejamento caberá analisar caso a caso e autorizar ou não a transferência, que não poderá ser recusada pelo órgão de origem, incluindo as empresas estatais dependentes do Tesouro Nacional. “Um órgão vai demandar nossa área, a Secretaria de Gestão de Pessoas, nós vamos analisar o que é demandado e ver se a gente encontra aquele perfil no serviço público, inclusive nas empresas [estatais] dependentes”, explicou.

No caso de empresas públicas ou sociedade de economia mista não dependentes de recursos do Tesouro Nacional, será necessária anuência prévia do órgão de origem. Esse é o caso, por exemplo, do Banco do Brasil, da Petrobras e da Eletrobras, entre outras, que não são dependentes do Tesouro.

Segundo a portaria, as movimentações somente poderão ser aplicadas em caso de “necessidade ou interesse públicos” ou “por motivos de ordem técnica e operacional”. Todas as migrações ocorrerão após análise e aprovação do Ministério do Planejamento.

“Quem precisa [de servidor público] tem que justificar porque está precisando. Muitas vezes, a gente recebe demanda de concurso e alguns órgãos tem uma sobra, um excesso de pessoal. Como [servidor público] não pode ser dispensado, então temos que aproveitar de outra forma”, disse Chiba.

Realocação respeitará carreiras

Ainda de acordo com o secretário, para o servidor ou funcionário de empresa estatal, em caso de transferência, “não muda nada, apenas o local de trabalho”. As realocações, segundo o governo, terão de respeitar as carreiras dos servidores, que terão mantidos os direitos e vantagens do órgão de origem, como salário, contagem do tempo de serviços, férias e progressão funcional.

Além disso, o caráter “irrecusável” da transferência, previsto na portaria, refere-se a uma imposição ao órgão de origem e não aos servidores, segundo o secretário. “O que tem acontecido é que muitas vezes a gente identifica o perfil que o órgão está procurando, mas aquela empresa pública ou o órgão que tem esse pessoal não quer liberar, por isso foi colocado isso [na portaria]”.

Para Chiba, se for identificada uma situação de “excesso de pessoal” em um órgão ou empresa, o Planejamento poderá fazer um trabalho de convencimento dos servidores para a movimentação funcional. Questionado sobre o prazo “indeterminado” da transferência, o secretário de Gestão de Pessoas do Planejamento justificou que a portaria não poderia prever o tempo necessário em cada caso de realocação, mas que o órgão que for receber o novo funcionário deverá apontar o período necessário da transferência.

Decisão elogiada

Para o professor István Kasznar, da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas (Ebape) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), a decisão do governo “faz sentido”. “Disciplinar a movimentação de força de trabalho é importante. No mundo moderno, com tecnologia ultra-avançada, tem uma característica de extinção da razão de ser de certos empregos. A gente não deve deixar essas pessoas criando teia de aranha. Deve haver uma forma de realocá-las adequadamente em outras áreas das quais se tenha necessidade”, argumenta.

O professor alerta, no entanto, que as movimentações devem ser temporárias e seguir critérios claros, para não colocar em risco a viabilidade de órgãos públicos que perderão servidores.

Banco de talentos

O Ministério do Planejamento também vai criar uma espécie de “banco de talentos” do serviço público federal para que os servidores possam inserir informações profissionais que podem ser usadas no processo de movimentação de pessoal entre órgãos e estatais. Esse banco ficará disponível para consulta pelos próprios órgãos interessados em determinado tipo de perfil funcional.


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Ricardo Callado04/07/20188min
O secretário de getão do Ministério do Planejamento, Gilson Rubin, durante o lançamento do Painel de Preços do Governo Federal (José Cruz/Agência Brasil)

O governo federal facilitou a movimentação de servidores e empregados públicos entre órgãos federais, o que pode reduzir a necessidade de novas contratações. O Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão publicou na edição de hoje (4), do Diário Oficial da União, a Portaria 193, que disciplina a movimentação para compor força de trabalho no serviço público federal.

De acordo com o ministério, as unidades que atualmente enfrentam falta de pessoal terão a possibilidade de reforçar seus quadros. Ao mesmo tempo, os servidores poderão buscar novas oportunidades de trabalho dentro da rede de todo o Poder Executivo Federal.

“Há órgãos que lidam com certo excedente de pessoal, porque tiveram parte de suas funções suprimidas, e outros órgãos que, ao contrário, absorveram novas funções e têm necessidade de reforço das suas equipes”, explica o ministro do Planejamento substituto, Gleisson Rubin, em nota.

Ele destaca que a novidade, ao suprir déficit de efetivo com profissionais que já pertencem ao quadro federal, vai reduzir a necessidade de realizar novos concursos públicos, resultando em economia para o governo.

Se a alteração da lotação ou exercício de empregado ou servidor for de uma empresa pública ou sociedade de economia mista não dependente de recursos do Tesouro Nacional, será necessária anuência prévia do órgão de origem. Esse é o caso, por exemplo, do Banco do Brasil, que não é dependente do Tesouro. Nos demais casos, a exemplo de empresas como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), fica dispensado esse aval prévio e a decisão será considerada irrecusável.

Até agora, de acordo com o ministério, as movimentações de servidores seguiam normas bem mais rígidas, que limitavam as mudanças e geravam gastos, com a concessão de cargos comissionados. A partir da portaria são ampliadas as possibilidades de migração, sem gerar despesas para o Tesouro Nacional e sem qualquer perda para o funcionário.

Segundo a portaria, o servidor terá todos os seus direitos e vantagens do órgão de origem, como contagem do tempo de serviços, férias e progressão funcional.

As movimentações somente poderão ser aplicadas em duas situações específicas: necessidade ou interesse públicos ou por motivos de ordem técnica e operacional. Todas as migrações ocorrerão após análise e aprovação do Ministério do Planejamento. As mudanças terão de respeitar as carreiras dos servidores.

De acordo com o ministério, o projeto-piloto para esse novo mecanismo já está em execução, envolvendo dois servidores da Imprensa Nacional que serão transferidos para o Ministério do Planejamento. Especializados na administração da folha de pagamento de inativos, eles passarão a integrar a nova central de gestão de aposentadorias e pensões dos órgãos do Sistema de Pessoal Civil (Sipec) do Ministério do Planejamento.

Segundo a portaria, as entidades da Administração Pública Federal poderão solicitar ao órgão central do Sistema de Pessoal Civil da Administração Federal (Sipec) a movimentação de servidor ou empregado público. Ao fazer o pedido, deverá ser presentada “justificativa clara e objetiva de que a movimentação contribuirá para o desenvolvimento das atividades executadas pelo órgão ou entidade”. Também devem ser informadas a necessidade do perfil profissional solicitado em razão de suas características e qualificações; e a compatibilidade das atividades a serem exercidas com o cargo ou emprego de origem do agente público.

A movimentação será concedida por prazo indeterminado. O retorno do servidor ou empregado movimentado ao órgão ou entidade de origem poderá ocorrer a qualquer tempo, por decisão do Ministério do Planejamento.

Condsef

O secretário-geral da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), Sérgio Ronaldo da Silva, disse que a movimentação de cerca de 300 carreiras públicas era uma demanda antiga, mas a medida foi anunciada sem debate com os servidores. “A portaria nos casou surpresa porque não teve debate”, disse.

Ronaldo da Silva alertou que pode haver “esvaziamento” de empresas ou órgãos públicos. “É um risco evidente”, disse, acrescentando que a medida não resolve o problema das 200 mil vagas desocupadas atualmente. “Tem que ter concurso público. O Executivo não vai resolver o problema das lacunas só com essa portaria”, destacou.

Para o sindicalista, o artigo terceiro da portaria é preocupante. O artigo diz que alteração da lotação ou de exercício do empregado ou servidor para compor força de trabalho é irrecusável e não depende da anuência prévia do órgão ou entidade ao qual ele está vinculado. “Por esse artigo, o servidor pode ser transferido para outra cidade. Isso desestrutura a vida de quem já está há 20, 30 anos em um lugar. É preciso fazer um ajuste para que o servidor não seja obrigado, tenha o direito de dizer eu aceito ou não”, defende.

Planejamento

Em nota, o Ministério do Planejamento disse que a movimentação do servidor é do interesse da administração, mas será levado em consideração o interesse, o perfil profissional e a capacidade de execução das atividades do servidor. “Isto será um elemento de análise em todos os pedidos. Com a portaria, a movimentação de servidores não depende de anuência prévia do órgão, mas deve levar em consideração o interesse do servidor”.



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