Arquivos Legislativo - Página 2 de 66 - Blog do Callado

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Ricardo Callado19/10/20182min
Presidente da Câmara Legislativa, deputado Joe Valle (PDT)

A Câmara Legislativa realizou nesta quinta-feira (18), às 19h,  sessão solene para discutir o PL 2.151/2018, intitulado “Câmara mais Barata”, que propõe limitar verbas de gabinete e extinguir verbas indenizatórias.

O projeto foi apresentado pelas organizações da sociedade civil: Observatório Social de Brasília (OSBrasília) e Instituto de Fiscalização e Controle (IFC).

A iniciativa pretende gerar uma economia anual de R$ 75 milhões no Legislativo local. A proposta promove normas de contenção e cria ferramentas de controle e acompanhamento dos gastos da CLDF.

Estão previstas medidas como a redução das verbas de gabinete, dos gastos publicitários e extinção da verba indenizatória. O projeto contém quatro capítulos e 25 artigos.

Oito deputados distritais assinaram declaração de apoio ao projeto: Chico Leite (REDE), Joe Valle (PDT), Liliane Roriz (PROS), Professor Israel (PV), Professor Reginaldo Veras (PDT), Raimundo Ribeiro (PPS), Ricardo Vale (PT) e Rodrigo Delmasso (PRB). O presidente da casa deputado Joe Valle (PDT) foi o primeiro signatário.

“É o terceiro projeto de lei de iniciativa popular na história dessa Casa. Agora ele passa a tramitar dentro das comissões e espero que gere debates produtivos”, afirmou Valle. O projeto foi lido na sessão plenária de terça-feira (16).

Assinaturas – Ao longo do ano, foram coletadas mais de 22 mil assinaturas por meio de voluntários e pelo aplicativo Mudamos+, que usa tecnologia para conferir a identidade dos eleitores que apoiam iniciativas populares.


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Ricardo Callado18/10/20181min

Nesta quarta-feira (17), o deputado federal e senador eleito Izalci (PSDB) conseguiu retirar de pauta a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 170/17 do deputado goiano, João Campos, que destina parte do Fundo Constitucional do DF aos municípios do Estado de Goiás, localizados no entorno de Brasília.

Izalci mobilizou parlamentares titulares da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para que o projeto não fosse votado. Para o parlamentar tucano, se a proposta fosse aprovada, o DF perderia 10% de Fundo, mais de R$ 1 bilhão em recursos. “O Fundo Constitucional é do DF”, afirmou Izalci. “

“Sabemos que o problema do entorno é grave, mas não pode ser resolvido retirando-se recursos do DF. Não se tapa um buraco, abrindo outro”, advertiu o tucano. Veja no vídeo a luta de Izalci para salvar o DF da garfada de Goiás.


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Ricardo Callado13/10/20183min

Por Luiza Damé

A bancada sindical na próxima legislatura, que começa no dia 1º de fevereiro de 2019, será menor do que na atual. Foram eleitos somente 33 representantes de sindicatos na última eleição para a Câmara Federal, contra os 51 que atualmente exercem mandato.

O levantamento foi feito pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), com base nos dados oficial da Justiça Eleitoral. A partir do próximo ano serão 18 deputados a menos no debate dos interesses dos trabalhadores, como direitos previdenciários e trabalhistas.

A queda segue uma tendência que já vinha se verificando desde as eleições de 2014, quando a bancada sindical caiu de 83 para 51 membros. Segundo o analista político Antônio Augusto de Queiroz, diretor do Diap, um conjunto de fatores levou à redução da bancada sindical, que já foi uma das mais atuantes e representativas na Câmara.

Primeiro, as reformas trabalhista e sindical enfraqueceram as entidades que perderam poder para investir nas campanhas eleitorais. “Além disso, houve um erro de estratégia do movimento sindical, lançando muitas candidaturas, o que pulverizou os esforços”, afirmou.

Queiroz prevê momentos de dificuldades na atuação da bancada. “Com um ambiente hostil, de desregulamentação de direitos trabalhistas, e uma bancada menor, as dificuldades serão enormes”, disse.

Dos 33 deputados da bancada sindical, 29 foram reeleitos e quatro são novos. Com 18 eleitos, o PT é o partido com maior número de deputados sindicalistas, seguido do PCdoB (quatro), do PSB (três) e do PRB (dois). PDT, Pode, PR, PSL, PSol e SD elegeram um integrante cada.

Bancada sindical

Alice Portugal (PCdoB-BA)

Daniel Almeida (PCdoB-BA)

Jandira Feghali  (PCdoB-RJ)

Orlando Silva (PCdoB-SP)

André Figueiredo (PDT-CE)

Roberto de Lucena (Pode-SP)

Giovani Cherini (PR-RS)

João Campos (PRB-GO)

Roberto Alves (PRB-SP)

Lídice da Mata (PSB-BA)

Vilson da FETAEMG (PSB-MG)

Heitor Schuch (PSB-RS)

Delegado Waldir (PSL-GO)

Ivan Valente (PSOL-SP)

Paulão (PT-AL)

Afonso Florence (PT-BA)

Pellegrino (PT-BA)

Valmir Assunção (PT-BA)

Waldenor Pereira (PT-BA)

Leonardo Monteiro (PT-MG)

Padre João (PT-MG)

Patrus Ananias (PT-MG)

Vander Loubet (PT-MS)

Beto Faro (PT-PA)

Assis Carvalho (PT-PI)

Bohn Gass (PT-RS)

Marcon (PT-RS)

João Daniel (PT-SE)

Arlindo Chinaglia (PT-SP)


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Ricardo Callado08/10/20184min

Os eleitores definiram nas urnas ontem (7) os 24 nomes que terão assento na Câmara Legislativa do Distrito Federal a partir de 1º de janeiro de 2019, por um período de quatro anos. Na próxima legislatura, dois terços da composição atual da Casa serão renovados; ou seja, um índice superior a 60%. Os deputados distritais eleitos tomam posse no 1º dia do ano, quando uma nova Mesa Diretora é escolhida para conduzir os trabalhos do Legislativo local. Na mesma data, o governador do DF também toma posse em solenidade na CLDF.

Dos 24 parlamentares com mandato na Casa, apenas oito se reelegeram: Professor Reginaldo Veras (PDT), o mais bem votado entre os que concorriam à reeleição; Rafael Prudente (MDB); Rodrigo Delmasso (PRB); Chico Vigilante (PT); Robério Negreiros (PSD); Agaciel Maia (PR); Cláudio Abrantes (PDT) e Telma Rufino (Pros).

As outras 16 cadeiras serão ocupadas, em sua maioria, por nomes estreantes no Legislativo, a exemplo do pastor da Igreja Universal Martins Machado (PRB), eleito com o maior número de votos ao cargo (29.457), e o empresário Eduardo Pedrosa (PTC), irmão da ex-deputada Eliana Pedrosa – que este ano concorreu ao governo do DF.

Pela primeira vez, partidos como o Psol e o Avante terão representantes na Casa.

Pelo Psol foi eleito o assistente social e ativista da causa LGBT Fábio Felix. O estreante Novo também assegurou uma cadeira na Câmara Legislativa, com a eleição da servidora pública Júlia Lucy.

Por sua vez, o bombeiro Roosevelt Vilela (PSB), que já exerceu mandato na Casa como suplente do atual presidente Joe Valle (PDT), teve o nome confirmado nas urnas e volta ao parlamento no próximo ano.

Segundo mais bem votado ao cargo nessas eleições, o Delegado Fernando Fernandes (Pros) também foi eleito para a suplência em 2014, mas nunca chegou a exercer o mandato. A veterana Arlete Sampaio (PT), que já foi distrital e vice-governadora do DF, volta ao Legislativo para seu terceiro mandato.

Confira abaixo a lista de todos os 24 eleitos, com seus partidos e número de votos:

– Martins Machado (PRB) – 29.457 votos;

– Delegado Fernando Fernandes (Pros) – 29.420 votos;

– Professor Reginaldo Veras (PDT) – 27.998 votos;

– Rafael Prudente (MDB) – 26.373 votos;

– Rodrigo Delmasso (PRB) – 23.227 votos;

– Chico Vigilante (PT) – 20.975 votos;

– Robério Negreiros (PSD) – 28.819 votos;

– Agaciel Maia (PR) – 17.715 votos;

– José Gomes (PSB) – 16.537 votos;

– Arlete Sampaio (PT) – 15.537 votos;

– Cláudio Abrantes (PDT) – 14.238 votos;

– Jorge Vianna (Podemos) – 13.070 votos;

– Iolando (PSC) – 13.000 votos;

– Eduardo Pedrosa (PTC) – 12.806 votos;

– João Cardoso Professor-Auditor (Avante) – 12.654 votos;

– Roosevelt Vilela (PSB) – 12.257 votos;

– Telma Rufino (Pros) – 11.715 votos;

– Hermeto (PHS) – 11.552 votos;

– Fábio Félix (PSOL) – 10.955 votos;

– Valdelino Barcelos (PP) – 9.704 votos;

– Daniel Donizet (PRP) – 9.128 votos;

– Júlia Lucy (Novo) – 7.655 votos;

– Reginaldo Sardinha (Avante) – 6.738 votos;

– Leandro Grass (Rede) – 6.578 votos


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Ricardo Callado04/10/20184min

 

Na disputa à Câmara dos Deputados, a candidata Paula Belmonte pontua entre os primeiros colocados nas pesquisas e acredita que a boa política transforma uma sociedade. Para ela, a educação é o único meio de mudar a vida das pessoas¨: “Vivemos em um país desigual, onde faltam oportunidades para todos

A candidata do PPS afirma caso seja eleita, que vai abrir mão de todos os privilégios políticos aos quais tenha direito. Para ela, não é condizente um político ganhar um salário alto e ter vários privilégios como auxílio moradia, sendo que o povo tem muitas necessidades

Por Delmo Menezes – As últimas pesquisas eleitorais bagunçaram os diversos prognósticos dos chamados entendidos na política. Há tempos, candidatos até então desconhecidos do eleitorado, e que jamais participaram de uma eleição, pontuam bem nas diversas pesquisas de intenção de voto nesta reta final de campanha.

No Distrito Federal, temos um caso típico de “outsider”, que é Ibaneis Rocha (MDB), candidato ao Palácio do Buriti. Há trinta dias atrás, Ibaneis estava com 1,7% nos diversos levantamentos dos institutos. Hoje aparece em primeiro lugar em todas as pesquisas de intenção de voto, com chances até de ganhar no primeiro turno ao governo do DF.

Na disputa à Câmara dos Deputados, a candidata Paula Belmonte (PPS), pontua entre os primeiros colocados nas pesquisas. Assim como Ibaneis, a candidata é neófita na política. Paula é mãe de seis filhos, casada com o advogado Luís Felipe Belmonte, administradora e empresária de sucesso. A empresária acredita que a boa política transforma uma sociedade. Para ela, a educação é o único meio de mudar a vida das pessoas. “Vivemos em um país desigual, onde faltam oportunidades para todos”, disse.

A candidata do PPS afirma caso seja eleita, que vai abrir mão de todos os privilégios políticos aos quais tenha direito. Para ela, não é condizente um político ganhar um salário alto e ter vários privilégios como auxílio moradia, sendo que o povo tem muitas necessidades. “Não está de acordo com a realidade que o país atravessa. Nenhum país sério paga o que nossos políticos recebem. Terei um perfil de fiscalização”, afirma a candidata.

Questionado pelo Agenda Capital, como é ser novata na política e pontuando bem nas pesquisas, a candidata Paula Belmonte ressaltou que isso mostra o reflexo da população. “O povo quer mudança. E tenho feito um discurso em que as pessoas até se assustam. Eu explico o poder do voto, da transformação, e acima de tudo, eu mostro como a corrupção é cruel”, concluiu.

Da Redação do Agenda Capital


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Ricardo Callado04/10/20184min

Eleitor brasileiro tende a dar mais atenção a disputa política pelos cargos de presidente e governador. José Deocleciano, coordenador do curso de Ciência Política do UDF, explica a importância do voto consciente para deputados e senadores

A data das Eleições 2018, que elegerá novos candidatos para o cargo de presidente, governador, deputado e senador, se aproxima e, com ela, cresce a expectativa dos brasileiros que desejam ver renovação e mudanças no cenário político no Brasil.

Apesar da importância da data, as atenções acabam voltadas, muitas vezes, apenas aos candidatos a cargos executivos, como é o caso do presidente e governadores. O fato de existirem muitos candidatos a cargos legislativos, que também possuem menor tempo de propaganda eleitoral e pouca cobertura da imprensa, são alguns dos motivos que justificam o baixo interesse do eleitor brasileiro aos demais cargos governamentais.

De acordo com o professor José Deocleciano, do curso de Ciência Política do Centro Universitário do Distrito Federal (UDF), o voto consciente para eleições de cargos voltados ao poder legislativo, formado por deputados e senadores, é tão importante quanto a eleição dos candidatos aos cargos executivos. “A eleição presidencial, naturalmente, costuma chamar mais atenção, mas não podemos esquecer que temos o poder de eleger os candidatos que formarão o congresso”. Explica. “No nosso país, o presidente depende do legislativo para governar pois a principal função do parlamento é propor novas leis, além de fiscalizar o poder executivo. Quando se analisa o governo de diversas matrizes ideológicas, percebe-se que em vários momentos o parlamento disse não para projetos importantes”, comenta o professor.

O Congresso Nacional:

O congresso nacional é composto pelo Senado e pela Câmara dos Deputados que são eleitos por sistemas eleitorais diferentes:

“No caso do Senado, os representantes são escolhidos por voto majoritário. Os candidatos eleitos representam os estados e têm o mesmo número de representantes, sendo três senadores para cada unidade federativa”, explica Deocleciano.

“Já na Câmera dos Deputados, o número de representantes por Estado é proporcional à sua população, sendo mínimo de oito e máximo de 70 deputados. Eles são escolhidos pelo sistema de voto proporcional, em que a peça chave é o partido político”, conclui.

Voto consciente:

Para garantir que os diferentes papéis do poder legislativo sejam exercidos, é preciso estar atento ao histórico dos candidatos, além de seus respectivos partidos. “Precisamos reparar bem em quem daremos nosso voto, pois são eles que darão “a cara” do próximo governo”, aponta o prof. José Deocleciano.

Ainda de acordo com o professor, é importante buscar informações oficiais e prestar atenção nas posições ideológicas dos candidatos. “No site do TSE e do TRE, o eleitor pode fazer buscas sobre as diversas opções de candidatos e seus partidos. O segundo passo é ir atrás das páginas dos partidos e buscar os conteúdos programáticos dos mesmos”, explica. “No caso dos deputados, não é obrigatório formalizar um programa de governo. Por isso, em tese, o programa de governo do partido representa o programa do candidato”.


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Ricardo Callado04/10/20185min

Votos válidos são divididos pelo número de vagas a serem preenchidas

Por Paulo Victor Chagas

Em 2014, o ator e palhaço Tiririca, nome de Francisco Everaldo Oliveira Silva, tentou a primeira reeleição para a Câmara dos Deputados por São Paulo e conseguiu repetir o feito de quatro anos antes. Com mais de 1 milhão de votos (1.016.796 votos), foi um dos parlamentares mais votados do país, ajudando a colocar no Congresso Nacional nomes que não obtiveram votação semelhante. O fenômeno se repete em casos de eleições proporcionais e ocorre graças ao chamado quociente eleitoral.
Segundo a legislação, a eleição para deputado federal, estadual, distrital e vereador ocorre de forma diferente das candidaturas majoritárias, em que são disputados os cargos de presidente da República, governador, senador e prefeito das cidades. No sistema proporcional, é necessário fazer um cálculo: divide-se o número de votos válidos registrados no estado ou cidade (no caso das eleições para Câmaras de Vereadores) pela quantidade de vagas a serem preenchidas.

Com essa regra, nem sempre os candidatos mais votados são eleitos. A partir do quociente eleitoral, cada legenda pode obter o número do quociente partidário, que significa a quantidade de cadeiras que o partido ou coligação terá direito pelos próximos quatro anos. Essa conta é feita dividindo a votação obtida pelas coligações pelo quociente eleitoral. Só então os candidatos mais votados de cada agremiação partidária poderão se considerar eleitos para a Câmara dos Deputados, a Assembleia Legislativa dos estados ou, no caso do Distrito Federal, a Câmara Legislativa.

Fortalecimento 

Esse tipo de eleição busca fortalecer as representações partidárias, já que o voto do eleitor vai indicar, na prática, a quantas vagas terá direito a legenda. Ao votar em um nome, os cidadãos na verdade escolhem ser representados pela sigla/coligação a que ele pertence e, preferencialmente, pelo candidato em que votou. Nos últimos anos, porém, com a pulverização partidária, os parlamentares têm buscado aprovar reformas eleitorais criando barreiras às chamadas “legendas de aluguel”.

Por exemplo, se o número de votos válidos registrado nas eleições em um estado hipotético foi de 100 mil e a casa legislativa em questão tem 100 vagas em disputa, o quociente eleitoral é de 1.000. Caso o partido tenha 20 mil votos, terá então direito a 20 cadeiras na Câmara. Se ele está coligado com outras siglas, o número de vagas é distribuído entre os mais votados de toda a coligação, e não somente daquele partido. Veja aqui a distribuição de deputados por unidade da Federação, feita com base na densidade demográfica.

Com 1 milhão e 16 mil votos, o deputado Tiririca ajudou a eleger, em 2014, mais cinco candidatos. Desses, dois não seriam eleitos caso o fator considerado fosse somente o total de votos recebido por cada parlamentar. Quando estreou na política, quatro anos antes, ele teve 1,3 milhão de votos e ajudou a eleger candidatos de outros partidos pertencentes à sua coligação.

Mudanças 

Essa, no entanto, será a última vez em que os partidos poderão formar coligações na disputa proporcional. Aprovada no ano passado, a Emenda Constitucional 97 proíbe a formação de alianças para os cargos de deputado e vereador a partir de 2020.

A partir de domingo (7), nas eleições gerais passa a valer a cláusula de desempenho individual, implementada na minirreforma eleitoral de 2015. Ela busca amenizar o fenômeno dos puxadores de votos, estabelecendo que os candidatos devem ter pelo menos 10% do quociente eleitoral para serem eleitos. Caso o político não alcance o número mínimo de votos, a vaga é repassada à próxima coligação com maior quociente partidário.


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Ricardo Callado02/10/20182min

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que reúne 261 deputados federais e senadores, anuncia apoio oficial ao candidato do PSL Jair Messias Bolsonaro, atendendo ao clamor do setor produtivo nacional, de empreendedores individuais aos pequenos agricultores e representantes dos grandes negócios.

Como signatária do apoio irrestrito às ações do Judiciário e do Congresso Nacional durante o processo de impeachment, a FPA reafirma seu compromisso com o desenvolvimento sustentável da nossa agricultura e do Brasil.

Entendemos que a geração de empregos e renda é a melhor forma de garantir estabilidade econômica e social, alcançando toda a população.

Alavancar nosso desenvolvimento econômico é a grande oportunidade de resgate da dignidade do povo brasileiro, a partir da construção de um Estado que proporcione educação, saúde e segurança pública de qualidade.

As recentes pesquisas eleitorais trazem o retrato da polarização na disputa nacional, o que causa grande preocupação com o futuro do Brasil.

Portanto, certos de nosso compromisso com os próximos anos de uma governabilidade responsável e transparente, uniremos esforços para evitar que candidatos ligados à esquemas de corrupção e ao aprofundamento da crise econômica brasileira retornem ao comando do nosso País.

TEREZA CRISTINA
Presidente da FPA


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Ricardo Callado27/09/20182min

Por Delmo Menezes

Na manhã desta quarta-feira (26), a Frente Cristã em defesa da Família, entidade que reúne centenas de igrejas e lideranças cristãs, fechou apoio à candidatura de Izalci Lucas (PSDB) para o Senado Federal.

De acordo com o Pr. Chancerley Santana, um dos idealizadores do encontro, “o nosso objetivo não é ficar na defensiva esperando o que vem pela frente. O deputado Izalci Lucas é cristão, e defende o respeito a vida e os nossos valores”, afirmou.

O candidato Izalci agradeceu o apoio da Frente Cristã, declarando que tem proposta inclusiva cristã e social em defesa da família.

Há trinta dias, o deputado e Pr. Ronaldo Fonseca reuniu em Taguatinga centenas de lideranças evangélicas em apoio à candidatura de Izalci para o Senado.

Participaram do encontro desta quarta-feira (26), o Pr. Josimar Francisco da Silva (Presidente do Conselho de Pastores Evangélicos do DF), Pr. Marcos Alencar, Bispo Emerson Paulo, Bispa Noemi Rutkoski, Pr. Chancerley Santana (Coordenador da Frente Evangélica), Pr. Francisco Trindade e Pr. Elias Castilho, além de outras lideranças evangélicas.

Da Redação do Agenda Capital


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Ricardo Callado14/09/201813min

Eu não gosto deste termo ficha limpa e nem mãos limpas. Isso é uma obrigação de todo cidadão. É uma obrigação eu ser honesta, eu ser ética.(Paula Belmonte)

Por Delmo Menezes

Paula Belmonte (PPS-DF), candidata a deputada federal. Foto: Agenda Capital

Mãe de seis filhos, casada com o advogado Luís Felipe Belmonte, empresária de sucesso, mulher forte e determinada. Este é o perfil da candidata Paula Belmonte (PPS), que vai disputar pela primeira vez uma cadeira na Câmara dos Deputados. Paula acredita que a boa política transforma uma sociedade. Para ela, a educação é o único meio de mudar a vida das pessoas. “Vivemos em um país desigual, onde faltam oportunidades para todos”. Paula afirma que é urgente um pacto pela infância em todo o Brasil e quem deve assumir essa consciência é quem está no poder.

Como candidata a deputada federal, faz um alerta: “não podemos continuar financiando privilégios enquanto há pessoas em situação de miséria”, disse.

Nesta entrevista exclusiva ao Agenda Capital, Paula afirma que pretende restaurar a principal função de um deputado que é a fiscalização. Disse ainda que é uma obrigação de todo cidadão ser honesto e ficha limpa.

Leia a entrevista na íntegra:

AC –  Caso seja eleita, como será sua postura dentro da Câmara dos Deputados?

Paula Belmonte – Vou abrir mão de todos os privilégios políticos aos quais eu tiver direitos, porque não acho condizente um político ganhar um salário alto e ainda por cima ter vários privilégios como auxílio moradia, sendo que o nosso povo ainda tem muitas necessidades. Não está de acordo com a realidade que o país atravessa. Nenhum país sério paga o que nossos políticos recebem. Terei um perfil de fiscalização, por que este ano por exemplo, ocorrerá a destinação de 13 bilhões de reais ao GDF nas áreas de segurança pública, saúde e educação. Então uma das minhas propostas será criar uma comissão permanente de fiscalização para aplicação desses recursos. Esta comissão vai ser composta por todos os deputados da bancada do DF, senadores e quem quiser participar. O importante é fazermos o controle desses recursos. Não podemos continuar financiando privilégios enquanto há pessoas em situação de miséria.

AC – Como neófita na política e pontuando bem nas pesquisas, isto não lhe assusta?

Paula Belmonte – Isso mostra o reflexo da população. Ela quer esta mudança, e tenho feito um discurso em que as pessoas até se assustam. Eu explico às pessoas o poder do voto, da transformação, e acima de tudo, eu mostro como a corrupção é cruel.

Quando a gente fala de educação, a gente tá falando de esporte, cultura, empreendedorismo. (Paula Belmonte-PPS)

AC – Quais serão suas principais bandeiras a serem defendidas na Câmara dos Deputados?

Paula Belmonte – Primeiramente educação, porque só através dela nós teremos a transformação real de nosso país. Quando falamos em educação, a gente está falando de esporte, cultura, empreendedorismo, porque as pessoas precisam de dignidade. Eu acredito que as pessoas estão cansadas de assistencialismo. É lógico que eu tenho consciência de que infelizmente existem cidadãos que estão passando fome e necessitam do assistencialismo, porém devemos gerar empregos e gerar o empreendedorismo inclusive para o pequeno e médio empresário. Outro problema grave que assola a população brasileira é a corrupção. Não podemos mais aceitar essa “doença” em nosso país. Temos que extirpar este mal que tanto aflige nossa sociedade. O corte de gastos públicos também será uma das minhas bandeiras. Hoje a nossa máquina é muita cara, inchada e ineficiente. Temos que restaurar a grande função de um deputado que é a fiscalização. Fiscalizar os gastos do governo de forma transparente é a base de todas as mudanças que buscamos.

AC – Alguns dos seus opositores tem tentado denegrir sua imagem como sendo uma candidata da elite. Como avalia esta situação?

Paula Belmonte – Em relação à minha condição social, não vejo como um momento de denegrir minha imagem. Eu considero até como um crédito. Uma menina que nasceu em Brasília, filha de uma dona de casa, que estudou a vida toda em escolas públicas, sempre trabalhou (tenho carteira assinada desde os 16 anos de idade) e que construiu uma vida. Acho que na realidade é um mérito que me traz uma competência de saber fazer do jeito que tem que ser feito. Não vejo isso da forma como estão pregando meus opositores.

AC – O discurso de renovação na política e da ficha limpa tem sido muito usado pelos candidatos. Como pretende separar o “joio do trigo”?

Paula Belmonte – Primeiramente eu vejo que renovação por renovação não é eficiente. A renovação tem que vir como uma restauração da política verdadeira. A política quando foi inventada foi com o objetivo de cuidado com a sociedade, cuidado com o povo, com nosso estado, e para termos realmente uma democracia. A política veio para que a gente cuide com amor das pessoas. Quando falamos disso, estamos falando de ética, honestidade. Eu não gosto deste termo ficha limpa e nem mãos limpas. Isso é uma obrigação de todo cidadão. É uma obrigação eu ser honesta, eu ser ética, inclusive algo que tenho falado muito em minhas reuniões, é a gente começar a despertar em nosso coração, o sentimento de coletividade, porque algumas pessoas ainda falam assim: “farinha pouca, meu pirão primeiro”. E quando a gente fica com este discurso acaba que uns tem o pirão muito grande, mas sofre as consequências daqueles que não tem nenhum pirão. Temos que entender que esse Brasil é nosso, e temos que ter menos desigualdade social.

AC – Na sua biografia consta que quando adolescente vendia brigadeiros. A partir de então surgiu uma empreendedora? A candidata Paula é uma pessoa perseverante?

Paula Belmonte – A Paula é uma pessoa extremamente determinada, apesar de parecer uma mulher delicada, sou muito forte, mas ao mesmo tempo muito sensível. Eu vendia brigadeiros porque eu queria comprar minhas coisas. Graças a Deus eu tive um pai que nunca deixou faltar nada na minha cassa, e a venda desses brigadeiros era para comprar as coisas que eu queria mesmo.

Paula e Luís Felipe Belmonte. Foto: Agenda Capital

AC – O que lhe motivou concorrer a uma das oito cadeiras na Câmara dos Deputados?

Paula Belmonte – Apesar de não querer me expor (pausa…lágrimas). O que me motiva é a desigualdade social. É possível sim a gente viver num país mais justo, e a cada vez que olho uma criança com aquele olhar, eu lembro de cada mãe, de cada pai, que sonha com um futuro melhor para seus filhos, assim como eu sonho com os meus. De serem pessoas boas, de terem oportunidades.

AC – Como é ser mãe de 06 filhos e ainda ter tempo para disputar uma eleição muito concorrida?

Paula Belmonte – Está sendo muito difícil para mim. Eu estou vendo meus filhos de manhã e quando chego a noite. Eu os abraço quando estão dormindo comigo na cama. Não está sendo fácil, mas eu acredito que eles vão ter muita honra do que eu estou fazendo. Meu grande objetivo é despertar nas pessoas que é possível sim fazer uma política humana, uma política fraterna, uma política honesta. É nisso que eu acredito.

AC– A senhora é casada com o advogado Luís Felipe Belmonte que é suplente de senador em outra coligação. Isso cria algum conflito?

Paula Belmonte – Não acredito que isso crie conflitos. Eu acredito numa política de construção, mas de uma construção desse princípio que estou falando que é a ética. Hoje temos pessoas boas em todos os partidos políticos, porém temos aquelas que não são tão boas também. No caso do PSDB, estavam conosco até o último minuto do segundo tempo, mas eles tiveram que sair. Já era uma coisa prevista e tivemos que entender isso. Meu marido é uma pessoa trabalhadora, um cara extremamente competente, extremamente determinado, um cara inteligentíssimo. Acho que a sociedade ganha muito se tiver ele ao lado.

AC – De Paula Belmonte para Paula Belmonte.

Paula Belmonte – Uma pessoa com fé, determinada, que luta por seus objetivos. Acredito sim que a fé move montanhas.

Da Redação do Agenda Capital



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