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Ricardo Callado14/09/201813min

Eu não gosto deste termo ficha limpa e nem mãos limpas. Isso é uma obrigação de todo cidadão. É uma obrigação eu ser honesta, eu ser ética.(Paula Belmonte)

Por Delmo Menezes

Paula Belmonte (PPS-DF), candidata a deputada federal. Foto: Agenda Capital

Mãe de seis filhos, casada com o advogado Luís Felipe Belmonte, empresária de sucesso, mulher forte e determinada. Este é o perfil da candidata Paula Belmonte (PPS), que vai disputar pela primeira vez uma cadeira na Câmara dos Deputados. Paula acredita que a boa política transforma uma sociedade. Para ela, a educação é o único meio de mudar a vida das pessoas. “Vivemos em um país desigual, onde faltam oportunidades para todos”. Paula afirma que é urgente um pacto pela infância em todo o Brasil e quem deve assumir essa consciência é quem está no poder.

Como candidata a deputada federal, faz um alerta: “não podemos continuar financiando privilégios enquanto há pessoas em situação de miséria”, disse.

Nesta entrevista exclusiva ao Agenda Capital, Paula afirma que pretende restaurar a principal função de um deputado que é a fiscalização. Disse ainda que é uma obrigação de todo cidadão ser honesto e ficha limpa.

Leia a entrevista na íntegra:

AC –  Caso seja eleita, como será sua postura dentro da Câmara dos Deputados?

Paula Belmonte – Vou abrir mão de todos os privilégios políticos aos quais eu tiver direitos, porque não acho condizente um político ganhar um salário alto e ainda por cima ter vários privilégios como auxílio moradia, sendo que o nosso povo ainda tem muitas necessidades. Não está de acordo com a realidade que o país atravessa. Nenhum país sério paga o que nossos políticos recebem. Terei um perfil de fiscalização, por que este ano por exemplo, ocorrerá a destinação de 13 bilhões de reais ao GDF nas áreas de segurança pública, saúde e educação. Então uma das minhas propostas será criar uma comissão permanente de fiscalização para aplicação desses recursos. Esta comissão vai ser composta por todos os deputados da bancada do DF, senadores e quem quiser participar. O importante é fazermos o controle desses recursos. Não podemos continuar financiando privilégios enquanto há pessoas em situação de miséria.

AC – Como neófita na política e pontuando bem nas pesquisas, isto não lhe assusta?

Paula Belmonte – Isso mostra o reflexo da população. Ela quer esta mudança, e tenho feito um discurso em que as pessoas até se assustam. Eu explico às pessoas o poder do voto, da transformação, e acima de tudo, eu mostro como a corrupção é cruel.

Quando a gente fala de educação, a gente tá falando de esporte, cultura, empreendedorismo. (Paula Belmonte-PPS)

AC – Quais serão suas principais bandeiras a serem defendidas na Câmara dos Deputados?

Paula Belmonte – Primeiramente educação, porque só através dela nós teremos a transformação real de nosso país. Quando falamos em educação, a gente está falando de esporte, cultura, empreendedorismo, porque as pessoas precisam de dignidade. Eu acredito que as pessoas estão cansadas de assistencialismo. É lógico que eu tenho consciência de que infelizmente existem cidadãos que estão passando fome e necessitam do assistencialismo, porém devemos gerar empregos e gerar o empreendedorismo inclusive para o pequeno e médio empresário. Outro problema grave que assola a população brasileira é a corrupção. Não podemos mais aceitar essa “doença” em nosso país. Temos que extirpar este mal que tanto aflige nossa sociedade. O corte de gastos públicos também será uma das minhas bandeiras. Hoje a nossa máquina é muita cara, inchada e ineficiente. Temos que restaurar a grande função de um deputado que é a fiscalização. Fiscalizar os gastos do governo de forma transparente é a base de todas as mudanças que buscamos.

AC – Alguns dos seus opositores tem tentado denegrir sua imagem como sendo uma candidata da elite. Como avalia esta situação?

Paula Belmonte – Em relação à minha condição social, não vejo como um momento de denegrir minha imagem. Eu considero até como um crédito. Uma menina que nasceu em Brasília, filha de uma dona de casa, que estudou a vida toda em escolas públicas, sempre trabalhou (tenho carteira assinada desde os 16 anos de idade) e que construiu uma vida. Acho que na realidade é um mérito que me traz uma competência de saber fazer do jeito que tem que ser feito. Não vejo isso da forma como estão pregando meus opositores.

AC – O discurso de renovação na política e da ficha limpa tem sido muito usado pelos candidatos. Como pretende separar o “joio do trigo”?

Paula Belmonte – Primeiramente eu vejo que renovação por renovação não é eficiente. A renovação tem que vir como uma restauração da política verdadeira. A política quando foi inventada foi com o objetivo de cuidado com a sociedade, cuidado com o povo, com nosso estado, e para termos realmente uma democracia. A política veio para que a gente cuide com amor das pessoas. Quando falamos disso, estamos falando de ética, honestidade. Eu não gosto deste termo ficha limpa e nem mãos limpas. Isso é uma obrigação de todo cidadão. É uma obrigação eu ser honesta, eu ser ética, inclusive algo que tenho falado muito em minhas reuniões, é a gente começar a despertar em nosso coração, o sentimento de coletividade, porque algumas pessoas ainda falam assim: “farinha pouca, meu pirão primeiro”. E quando a gente fica com este discurso acaba que uns tem o pirão muito grande, mas sofre as consequências daqueles que não tem nenhum pirão. Temos que entender que esse Brasil é nosso, e temos que ter menos desigualdade social.

AC – Na sua biografia consta que quando adolescente vendia brigadeiros. A partir de então surgiu uma empreendedora? A candidata Paula é uma pessoa perseverante?

Paula Belmonte – A Paula é uma pessoa extremamente determinada, apesar de parecer uma mulher delicada, sou muito forte, mas ao mesmo tempo muito sensível. Eu vendia brigadeiros porque eu queria comprar minhas coisas. Graças a Deus eu tive um pai que nunca deixou faltar nada na minha cassa, e a venda desses brigadeiros era para comprar as coisas que eu queria mesmo.

Paula e Luís Felipe Belmonte. Foto: Agenda Capital

AC – O que lhe motivou concorrer a uma das oito cadeiras na Câmara dos Deputados?

Paula Belmonte – Apesar de não querer me expor (pausa…lágrimas). O que me motiva é a desigualdade social. É possível sim a gente viver num país mais justo, e a cada vez que olho uma criança com aquele olhar, eu lembro de cada mãe, de cada pai, que sonha com um futuro melhor para seus filhos, assim como eu sonho com os meus. De serem pessoas boas, de terem oportunidades.

AC – Como é ser mãe de 06 filhos e ainda ter tempo para disputar uma eleição muito concorrida?

Paula Belmonte – Está sendo muito difícil para mim. Eu estou vendo meus filhos de manhã e quando chego a noite. Eu os abraço quando estão dormindo comigo na cama. Não está sendo fácil, mas eu acredito que eles vão ter muita honra do que eu estou fazendo. Meu grande objetivo é despertar nas pessoas que é possível sim fazer uma política humana, uma política fraterna, uma política honesta. É nisso que eu acredito.

AC– A senhora é casada com o advogado Luís Felipe Belmonte que é suplente de senador em outra coligação. Isso cria algum conflito?

Paula Belmonte – Não acredito que isso crie conflitos. Eu acredito numa política de construção, mas de uma construção desse princípio que estou falando que é a ética. Hoje temos pessoas boas em todos os partidos políticos, porém temos aquelas que não são tão boas também. No caso do PSDB, estavam conosco até o último minuto do segundo tempo, mas eles tiveram que sair. Já era uma coisa prevista e tivemos que entender isso. Meu marido é uma pessoa trabalhadora, um cara extremamente competente, extremamente determinado, um cara inteligentíssimo. Acho que a sociedade ganha muito se tiver ele ao lado.

AC – De Paula Belmonte para Paula Belmonte.

Paula Belmonte – Uma pessoa com fé, determinada, que luta por seus objetivos. Acredito sim que a fé move montanhas.

Da Redação do Agenda Capital


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Ricardo Callado12/09/20182min

Segundo levantamento Metrópoles/FSB, 78% dos eleitores não escolheram o nome para a Câmara dos Deputados e 65% não têm candidato para a Câmara dos Deputados

Por Delmo Menezes

Pesquisa encomendada pelo Metrópoles ao Instituto FSB divulgada nesta terça-feira (11), aponta que 78% dos eleitores ainda não escolheram seus representantes na Câmara dos Deputados. Outros 16% já têm nome, enquanto 6% se dividem entre os que não souberam ou não responderam.

No caso da Câmara Legislativa (CLDF), o percentual de indecisos é de 65%. O índice de eleitores que já escolheram em quem votar é de 29%. Outros 5% não souberam ou não responderam aos questionamentos.

De acordo com especialistas, o processo de renovação tanto na Câmara Legislativa, quanto na Câmara Federal será bastante significativo. Dentre os vários nomes que disputam uma das oito cadeiras na Câmara Federal, Paula Belmonte (PPS) pontua bem nas pesquisas de intenção de votos de acordo com vários institutos.

Veja Pesquisa espontânea para Câmara dos Deputados

1º lugar – Erika Kokay (PT) – 8%

2º lugar – Júlio César (PRB) – 6%

3º lugar – Celina Leão (PP) – 6%

4º lugar – Flávia Arruda (PR) – 5%

5º lugar – Paula Belmonte (PPS) – 4%

6º lugar – Maria Abadia (PSB) – 3%

7º lugar – Laerte Bessa (PR) – 3%

Empatados com 2%

Paulo Fernando (Patriota) – 2%

Francimar (PSC) – 2%

Rodrigo Freire (Novo) – 2%

Professor Pacco (Podemos) – 2%

Miguel Lucena (PTB) – 2%

Filippelli (MDB) 2%

Olair (PP) – 2%

Nulo – 5%

Outros – 28%

Ninguém/Nenhum – 15%

Não sabe – 3%

Não respondeu – 1%

Da Redação do Agenda Capital


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Ricardo Callado07/09/20189min

Os representantes eleitos precisam se manter conectados com a população. Quando a gente fala de renovação, não é uma renovação por renovação. (Paula Belmonte)

Por Delmo Menezes

Uma linda história de superação e perseverança é a da pré-candidata a deputada federal pelo PPS-DF, Paula Belmonte. Casada com o advogado Luís Felipe, mãe de seis filhos, Paula é uma mulher forte, determinada, que não desiste de lutar por seus objetivos, mesmo nos momentos de muita dor, quando perdeu um dos seus filhos. Com três anos de idade, desembarca em Brasília, ainda na década de 1970 em plena ditadura militar.

Muita gente acaba simplesmente se entregando ao longo do caminho, desistindo de si mesmo. Por outro lado, existem mulheres como Paula que persistem até o último momento, conseguindo dar uma grande virada na vida e se transformando em um verdadeiro exemplo de resiliência.

Na sua adolescência, vendia brigadeiros para sustentar seus estudos e aos 16 anos conseguiu o primeiro emprego com carteira assinada. Logo descobriu sua vocação para o empreendedorismo, tendo graduado em administração de empresas.

“Graças a Deus tive uma infância muito feliz. Eu era uma criança inquieta, conhecida na quadra inteira e que gostava de desafios. Estudava em uma Escola Classe, na Asa Norte, e foi lá que dei os primeiros passos no empreendedorismo”, ressalta Paula.

Paula acredita que a boa política muda a vida das pessoas. Segundo ela, “vivemos em um país desigual, onde faltam oportunidades para todos. O abandono das crianças interfere diretamente em questões como saúde e segurança pública. É por esse motivo que é urgente um pacto pela infância em todo o Brasil. E quem tem que assumir essa consciência é quem está no poder. A sociedade precisa cobrar dos governantes uma resposta para os problemas da infância”, explica Paula Belmonte.

Na disputa por uma vaga à Câmara Federal, Paula tem percorrido todo o Distrito Federal, sendo recebida com carinho por centenas de pessoas, que fazem questão de abrir suas casas. “Os representantes eleitos precisam se manter conectados com a população”, afirma Belmonte.

“Quando a gente fala de renovação, não é uma renovação por renovação, porque é um gosto. A renovação tem que vir com esses princípios: O princípio da política humana, o princípio da política para a população e o princípio da política com amor. Porque é possível. É isso que eu acredito”, disse a pré-candidata.

Veja algumas bandeiras defendida por Paula Belmonte:

FORO PRIVILEGIADO

É imoral que os parlamentares sejam blindados na Justiça. Muitos deles respondem a processos por crimes graves e esperam julgamentos demorados no Supremo Tribunal Federal.

CARGA TRIBUTÁRIA

Já temos muitos impostos e não é justo que os governantes tenham tantas regalias enquanto os brasileiros continuam sendo penalizados. É preciso fazer uma reforma tributária que torne os impostos mais justos.

REELEIÇÃO

Acredito que o número de vezes que um parlamentar pode ser reeleito para o mesmo cargo tem que ser delimitado. A falta de renovação faz com que os projetos de lei que interessam a população sejam esquecidos. Os mesmos no poder perpetuam a corrupção e trazem danos enormes à democracia. O modelo ideal seria que cada deputado pudesse se reeleger apenas uma vez. Já os senadores, que têm mandato de oito anos, seriam proibidos de concorrer novamente ao cargo.

REGALIAS

Sou contra as regalias para deputados e senadores. Além de um salário altíssimo, os políticos têm auxílio moradia, carro e celular funcionais, cota de passagens aéreas e inúmeros benefícios. Além disso, cada parlamentar possui uma verba indenizatória que significa mais desperdício de dinheiro público. Vivemos em um país onde muitas pessoas sobrevivem com um salário mínimo. Não é justo que uma pequena parcela da sociedade seja privilegiada. Os gabinetes estão lotados de assessores, muitos deles sem função. Se cada deputado diminuísse o número de comissionados, a economia faria uma diferença enorme.

FISCALIZAÇÃO

Parlamentares e sociedade têm a missão de agir juntos para fiscalizar para onde são destinadas as verbas públicas. Parece simples, mas muitos deputados e senadores fazem oposição ou situação irresponsável, deixando de fiscalizar ou tendo rigor apenas por questões políticas. A arrecadação deve ser revertida para quem trabalhou arduamente para pagar impostos e, principalmente, para os que mais precisam do Estado.

EDUCAÇÃO INFANTIL UNIVERSAL

As crianças precisam estar assistidas desde a idade do berçário. Além dos estímulos educacionais a partir dos primeiros anos de vida, é uma questão socioeconômica. A mãe que matricula o filho em uma creche pode voltar à ativa e ser mais uma força de trabalho.

PRÉ-NATAL DE QUALIDADE

Em países desenvolvidos, as mães recebem acompanhamento da rede pública de saúde em casa, sem pagar nada por isso. Por que não aqui? O Estado precisa assistir as grávidas desde as primeiras semanas de gestação e dar condições de saúde dignas para mãe e filho.

QUALIDADE NA EDUCAÇÃO PÚBLICA

Não adianta ter vagas para todos se o ensino for ruim. Mais qualidade na educação significa fazer investimentos conscientes e que gerem retornos reais para estudantes e professores. Além da contribuição do Estado, a educação pública pode ser abraçada pelas comunidades e pela iniciativa privada. Afinal, quanto melhor for a educação, melhor será o Brasil que construiremos.

ENSINO PROFISSIONALIZANTE

Depois de concluir a educação básica, o jovem precisa ter o amparo do Estado para aprender uma profissão, seja no ensino técnico ou superior. Com emprego e geração de renda para mais pessoas, vários outros problemas são resolvidos ou minimizados, por isso a importância de oferecer alternativas

QUALIDADE NA EDUCAÇÃO

Além do aumento de investimento na educação, o dinheiro público precisa ser investido de maneira eficiente. A mesma transparência que a população cobra das obras governamentais precisa ser utilizada nas licitações e compras para as escolas. Os impostos pagos pelo contribuinte devem estar nas mãos de quem tenha capacidade para administrá-los.


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Ricardo Callado05/09/20183min

A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou nesta terça-feira (4) projeto para solucionar o desafio de gestão da área do Estádio Nacional Mané Garrincha, reformado para a Copa do Mundo de 2014. Proposta pelo Executivo, a solução consta do projeto de lei complementar nº 140/2018, que estabelece parâmetros de uso e ocupação do solo e autoriza a alteração do parcelamento da área, constituindo a chamada ArenaPlex.

A proposta prevê  criação de 4 mil empregos diretos; geração de, no mínimo, R$ 150 milhões de receita com a outorga; economia de R$ 455 milhões aos cofres públicos com despesas de manutenção e funcionamento; e incremento de R$ 700 milhões em arrecadação tributária ao longo do período de concessão do espaço; no caso, 35 anos.

Encaminhado para o Legislativo local em junho último, pouco antes do final do semestre legislativo, o projeto foi aprovado nesta tarde pelo plenário da Casa em primeiro e segundo turno, na forma de um substitutivo com seis emendas.

O texto agora retorna para o governador, para sanção ou veto. A proposta aprovada envolve a concessão de uma área total de 700 mil metros quadrados – o que inclui o Estádio Nacional, o ginásio Nilson Nelson e o complexo aquático Claudio Coutinho – a um consórcio privado, aliada à inclusão de um potencial construtivo para o desenvolvimento de equipamentos de esporte, lazer e entretenimento, como restaurantes, lojas, cinema e academia.

Em diagnóstico realizado pela Terracap em 2015, a diferença entre os custos e despesas da área a ser concedida (R$ 13 milhões) e as receitas geradas pelo espaço (R$ 2,4 mi) gerou um prejuízo de R$ 10,6 mi aos cofres públicos. O mesmo levantamento estima que, caso o governo do Distrito Federal continue a administrar a área nos próximos 35 anos, o déficit acumulado pode ultrapassar a cifra de R$ 370 milhões.

A aprovação da matéria foi comemorada por diversos parlamentares, tanto da base do governo como da oposição. E o empenho na apreciação do projeto foi elogiado pelo líder do governo na Casa, deputado Agaciel Maia (PR), que ressaltou que o assunto supera questões partidárias. Por sua vez, o deputado Chico Vigilante (PT) argumentou que o texto deveria ter sido encaminhado para o Legislativo no começo do governo Rollemberg em 2015: “Ele demorou para perceber a importância desse projeto, que vai trazer desenvolvimento e gerar empregos”.

 


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Ricardo Callado27/08/20183min

Por Karine Melo

O Senado adiou para a semana de 4 a 6 de setembro o esforço concentrado que faria esta semana. Segundo a Secretaria-Geral da Mesa, o presidente da Casa, Eunício Oliveira (MDB-CE), quer votar matérias importantes, mas ainda pedentes de votações na Câmara dos Deputados. Entre as pendências estão três medidas provisórias.

A MP 838/18 mantém até o final do ano o subsídio ao óleo diesel negociado pelo governo com os caminhoneiros autônomos em maio, durante a greve que provocou uma crise de abastecimento. A MP, no entanto, restringe o subsídio ao diesel rodoviário, que é usado por caminhões, ônibus, caminhonetes e máquinas agrícolas.

O valor do subsídio é de R$ 0,30 por litro, e destinado aos comercializadores (produtor e importador) do combustível. O objetivo final do governo é reduzir em R$ 0,46 o preço do diesel na bomba, conforme negociado com os caminhoneiros.

Há ainda a MP 830/18, que extinguiu o Fundo Soberano do Brasil (FSB), que perde a validade em 2 de outubro. Criado em 2008 como uma reserva financeira para o país enfrentar crises econômicas, o fundo tinha, até o fim de 2017, um patrimônio de R$ 26 bilhões. O FSB também tem por finalidade promover investimentos em ativos no Brasil e no exterior e formar poupança pública. Mas o governo alega que o contexto macrofiscal do país sofreu várias alterações, tornando menos óbvios os benefícios do FSB.

Já a Medida Provisória 840/2018, que perde a vigência no dia 17 de outubro, criou 164 cargos destinados ao Ministério da Segurança Pública. A MP criou cargos em comissão do Grupo Direção e Assessoramento Superiores (DAS) para atender a necessidades da área de segurança pública do governo.


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Ricardo Callado27/08/20182min

Por Karine Melo

Único cargo eletivo com mandato de oito anos estabelecido na Constituição Federal, o voto para senador é o que pode ser confuso nessas eleições.

É que, diferentemente das eleições de 2014, quando cada eleitor pôde votar em apenas um nome para o Senado, este ano duas das três vagas que cada estado e do Distrito Federal têm direito, o cidadão poderá votar em dois nomes para o Senado. Alternadamente, um terço, ou seja, 27 vagas e, dois terços, 54 vagas, são colocadas em disputa a cada quatro anos.

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, os dois votos têm pesos iguais. Não existe prioridade em razão do eleitor votar primeiro em um e depois em outro candidato.

Outro ponto importante, segundo a Justiça Eleitoral, é  que não é possível votar duas vezes no mesmo candidato. Em caso de repetição, o segundo voto é automaticamente anulado, sem prejudicar as demais votações.

Mais votos

Como a ordem de votação não importa no resultado final, o candidato que obtiver o maior número de votos na primeira e na segunda opção somadas será eleito, assim como o segundo candidato mais votado.

As eleições para o Senado são majoritárias, assim como para a Presidência da República e para os governos estaduais. Para o Senado, entretanto, não há possibilidade de segundo turno.

Além dos representantes para esses cargos, no dia 7 de outubro, os eleitores brasileiros também escolherão o próximo presidente da República e deputados federais, estaduais ou distritais.


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Ricardo Callado24/08/20184min
Paula Belmonte, candidato pelo PPS a Câmara dos Deputados.

Contra políticos tradicionais, Paula Belmonte, 45 anos, disputará sua primeira eleição para a Câmara dos Deputados. A empresária se coloca como uma opositora dos privilégios para políticos e levanta a bandeira da educação como forma de mudar o país. Nesta sexta-feira (24/8), a candidatura de Paula será lançada oficialmente em evento no espaço Arena Hall, em Vicente Pires.

A candidata pretende destinar metade das emendas parlamentares à construção de creches. É preciso dar uma resposta às mães, que precisam voltar ao mercado de trabalho, mas não podem, por falta de suporte do Estado”, afirmou.

Em sua primeira eleição, Paula Belmonte traz ideias como o combate à corrupção, a fiscalização do dinheiro do contribuinte e, principalmente, o investimento na infância. Segundo a candidata, mais qualidade na educação é urgente. “É um absurdo que tenhamos mais de 15 mil crianças esperando vagas em creches. É um tempo perdido, já que o desenvolvimento nessa fase é muito intenso”, afirma.

A empresária também quer ampliar o debate sobre a atuação do parlamentar. Para ela, deputados e senadores precisam ter independência e combater as regalias. Paula Belmonte abrirá mão de privilégios em seu mandato. “Não apenas vou abrir mão. Vou lutar para que o Congresso Nacional elimine abusos”, garante.

Paula Belmonte defende a nova política, feita por gente de bem, ficha limpa e com verdadeiro compromisso com o futuro da cidade e do país. Uma empresária que, após ter seis filhos, decidiu fazer sua parte para garantir um futuro melhor para as crianças do DF. Entre seus compromissos estão a fiscalização de gastos do governo, o investimento em educação de jovens e adultos e o apoio a medidas que beneficiem micro e pequenos empreendedores. “São eles que geram empregos e riqueza ao nosso país”, diz.

Paula nasceu em São Paulo e mora em Brasília desde os três anos de idade. É brasiliense de coração, casada com o advogado Luís Felipe Belmonte e mães de seis filhos. Durante toda a vida escolar, estudou na rede pública. Formada em administração de empresas, ela conciliou a vida profissional com os negócios, construindo uma carreira de sucesso no setor produtivo do DF e quer usar a experiência como executiva para levar eficiência à gestão pública.


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Ricardo Callado21/08/20183min

Por Karine Melo

O futuro político do deputado afastado Paulo Maluf (PP-SP), em prisão domiciliar, deve ser decido até amanhã (22). Apesar de há uma semana o advogado do parlamentar, Antônio Carlos de Almeida Castro, ter dito que Maluf poderia renunciar ao mandato, nesta terça-feira (21), procurado pela Agência Brasil, ele disse que ainda aguarda o ex-prefeito de São Paulo se manifestar. Com a cassação iminente, Maluf tem sido aconselhado a renunciar para evitar mais desgaste. “Como é uma questão personalista, não falei com ele hoje e não vou pressionar, ele vai me dar uma resposta quando tiver”, disse o advogado.

Caso não renuncie, já está marcada para amanhã (22), às 11h, na residência oficial do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), uma reunião da Mesa Diretora da Casa, na qual, segundo o corregedor-geral da Câmara, deputado Evandro Gussi (PV-SP), “de uma maneira ou de outra, com renúncia ou sem renúncia”, a Câmara decidirá sobre a situação de Maluf.

Histórico

Em maio do ano passado, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Maluf a 7 anos, 9 meses e 10 dias de prisão por lavagem de dinheiro e determinou que a Mesa Diretora da Câmara decretasse a perda do mandato. A decisão ainda não foi tomada porque um grupo defende que o plenário deve decidir sobre a cassação e não a Mesa da Casa. Outro grupo entende que a Câmara está descumprindo a determinação judicial.

O deputado Paulo Maluf ficou preso entre dezembro e março no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, mas ganhou o direito de cumprir prisão domiciliar devido a “graves problemas de saúde”, conforme alegou sua defesa em recurso aceito pelo ministro do STF Dias Toffoli. Aos 86 anos de idade, o ex-prefeito de São Paulo tem com problemas cardíacos, ortopédicos, além de câncer de próstata e diabetes.


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Ricardo Callado18/08/20182min

O desembargador Roberval Casemiro Belinati receberá nesta segunda-feira (20), às 19h, no plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal, o título de Cidadão Honorário de Brasília. O autor do projeto que outorga a homenagem é o vice-presidente do Parlamento local, deputado distrital Wellington Luiz.

Nascido na cidade de Cornélio Procópio, norte do Paraná, o desembargador Roberval Casemiro Belinati é casado e possui seis filhos. Formado em Direito pelo Uniceub, estudou na Escola da Magistratura do Paraná, fez o curso de mestrado (parcial) na Universidade Estadual de Londrina e o curso de Direito Privado na Universidade Católica de Brasília. Durante mais de 20 anos, ministrou aulas em várias instituições de ensino em Brasília, onde reside há 35 anos.

Aprovado em três concursos para o cargo de juiz substituto, no Paraná, Mato Grosso do Sul e em Brasília, atuou como juiz no TJMS, de janeiro a julho de 1989. Em 27 de julho de 1989, tomou posse no cargo de juiz substituto no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, onde permanece até os dias atuais, exercendo há 10 anos o cargo de desembargador.

Titular da 2ª Turma Criminal, da Câmara Criminal e do Conselho Especial do TJDFT, o magistrado ocupa também o cargo de presidente do Conselho Deliberativo do Pró-Saúde, o cargo de supervisor do Grupo de Monitoramento do Sistema Carcerário e Socioeducativo e integra a Comissão de Jurisprudência do TJDFT.


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Ricardo Callado16/08/20185min

Vários nomes se apresentaram para participar dessa renovação. São pessoas que nunca militaram em partidos políticos e que enfrentam as urnas pela primeira vez. Entre esses nomes está o da empresária Paula Belmonte

Paula Belmonte: “O desperdício de dinheiro do contribuinte é a mais absoluta falta de responsabilidade e compromisso com o cidadão”

A aversão à classe política é um fenômeno mundial. Eleições têm sido ganhas por candidatos que até recentemente não eram políticos e partidos recém-criados. A sociedade brasileira exige renovação política em todas as esferas.

Dos oito representantes do Distrito Federal na Câmara dos Deputados, quatro não concorrem à reeleição. Pode-se dizer que a renovação será no mínimo de 50%. Mas para essa renovação ser efetiva e concreta, é preciso que novos nomes sejam eleitos. Não adianta trocar seis por meia dúzia.

Vários nomes se apresentaram para participar dessa renovação. São pessoas que nunca militaram em partidos políticos e que enfrentam as urnas pela primeira vez. Entre esses nomes está o da empresária Paula Belmonte.

Além de nova na política, Paula pode contribuir para aumentar o número de representantes mulheres na Câmara dos Deputados.

O Distrito Federal pode dar exemplo ao país em termos de renovação. O número de deputados federais no Brasil tentando se reeleger deve ser recorde. Nove em cada dez deputados federais devem concorrer à reeleição por um simples motivo: manter o foro privilegiado para reduzir a probabilidade de que venham a ser presos por denúncias de corrupção.

O tempo de campanha será menor — só 45 dias —, tornando mais difícil para novos candidatos ficarem conhecidos, o que aumenta a importância da base eleitoral consolidada daqueles que já têm mandato.

Parlamentares concorrendo a novas eleições sempre tiveram muito mais poder de barganha nas negociações com os partidos por tempo de tevê, mas agora também têm acesso a mais recursos do fundo eleitoral criado por eles mesmos para financiar suas candidaturas.

Esses são alguns desafios que a sociedade enfrentará para renovar a classe política. E nomes como Paula Belmonte precisam ter as propostas conhecidas pela sociedade. São pessoas engajadas nessa renovação que podem fazer a diferença.

Paula Belmonte e Reguffe
Quando anunciou a intenção de participar das eleições, Paula Belmonte foi disputada por vários partidos. Recebeu convites, mas no final decidiu aceitar a recomendação do senador brasiliense José Antônio Reguffe para se filiar no PPS.

As propostas apresentadas por Paula foram elogiadas por Reguffe. Os dois possuem a mesma ideia de como fazer política, com seriedade, ética e honestidade. Representar o cidadão com o respeito que ele merece e ser realmente o seu representante, sem se envolver nas negociatas que infestam o Congresso Nacional.

Paula é casada com o advogado Luis Felipe Belmonte, que também foi convidado a entrar na política. Luis Felipe foi convidado para ser candidato a vice-governador de Alberto Fraga (DEM), mas como já havia um outro nome indicado, tomou a opção de ser primeiro suplente de senador de Izalci Lucas (PSDB).

Luis Felipe declarou que houve consenso na escolha do vice, e que ele faria tudo para harmonizar o grupo. “Tivemos uma conversa muito boa com o Fraga e disse a ele que para o bem do grupo, eu manteria minha posição e aceitaria o convite do Izalci para ser o primeiro suplente ao Senado, conforme configuração anteriormente definida”, enfatizou o advogado.



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