Arquivos Legislativo - Blog do Callado

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Ricardo Callado13/10/20183min

Por Luiza Damé

A bancada sindical na próxima legislatura, que começa no dia 1º de fevereiro de 2019, será menor do que na atual. Foram eleitos somente 33 representantes de sindicatos na última eleição para a Câmara Federal, contra os 51 que atualmente exercem mandato.

O levantamento foi feito pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), com base nos dados oficial da Justiça Eleitoral. A partir do próximo ano serão 18 deputados a menos no debate dos interesses dos trabalhadores, como direitos previdenciários e trabalhistas.

A queda segue uma tendência que já vinha se verificando desde as eleições de 2014, quando a bancada sindical caiu de 83 para 51 membros. Segundo o analista político Antônio Augusto de Queiroz, diretor do Diap, um conjunto de fatores levou à redução da bancada sindical, que já foi uma das mais atuantes e representativas na Câmara.

Primeiro, as reformas trabalhista e sindical enfraqueceram as entidades que perderam poder para investir nas campanhas eleitorais. “Além disso, houve um erro de estratégia do movimento sindical, lançando muitas candidaturas, o que pulverizou os esforços”, afirmou.

Queiroz prevê momentos de dificuldades na atuação da bancada. “Com um ambiente hostil, de desregulamentação de direitos trabalhistas, e uma bancada menor, as dificuldades serão enormes”, disse.

Dos 33 deputados da bancada sindical, 29 foram reeleitos e quatro são novos. Com 18 eleitos, o PT é o partido com maior número de deputados sindicalistas, seguido do PCdoB (quatro), do PSB (três) e do PRB (dois). PDT, Pode, PR, PSL, PSol e SD elegeram um integrante cada.

Bancada sindical

Alice Portugal (PCdoB-BA)

Daniel Almeida (PCdoB-BA)

Jandira Feghali  (PCdoB-RJ)

Orlando Silva (PCdoB-SP)

André Figueiredo (PDT-CE)

Roberto de Lucena (Pode-SP)

Giovani Cherini (PR-RS)

João Campos (PRB-GO)

Roberto Alves (PRB-SP)

Lídice da Mata (PSB-BA)

Vilson da FETAEMG (PSB-MG)

Heitor Schuch (PSB-RS)

Delegado Waldir (PSL-GO)

Ivan Valente (PSOL-SP)

Paulão (PT-AL)

Afonso Florence (PT-BA)

Pellegrino (PT-BA)

Valmir Assunção (PT-BA)

Waldenor Pereira (PT-BA)

Leonardo Monteiro (PT-MG)

Padre João (PT-MG)

Patrus Ananias (PT-MG)

Vander Loubet (PT-MS)

Beto Faro (PT-PA)

Assis Carvalho (PT-PI)

Bohn Gass (PT-RS)

Marcon (PT-RS)

João Daniel (PT-SE)

Arlindo Chinaglia (PT-SP)


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Ricardo Callado08/10/20184min

Os eleitores definiram nas urnas ontem (7) os 24 nomes que terão assento na Câmara Legislativa do Distrito Federal a partir de 1º de janeiro de 2019, por um período de quatro anos. Na próxima legislatura, dois terços da composição atual da Casa serão renovados; ou seja, um índice superior a 60%. Os deputados distritais eleitos tomam posse no 1º dia do ano, quando uma nova Mesa Diretora é escolhida para conduzir os trabalhos do Legislativo local. Na mesma data, o governador do DF também toma posse em solenidade na CLDF.

Dos 24 parlamentares com mandato na Casa, apenas oito se reelegeram: Professor Reginaldo Veras (PDT), o mais bem votado entre os que concorriam à reeleição; Rafael Prudente (MDB); Rodrigo Delmasso (PRB); Chico Vigilante (PT); Robério Negreiros (PSD); Agaciel Maia (PR); Cláudio Abrantes (PDT) e Telma Rufino (Pros).

As outras 16 cadeiras serão ocupadas, em sua maioria, por nomes estreantes no Legislativo, a exemplo do pastor da Igreja Universal Martins Machado (PRB), eleito com o maior número de votos ao cargo (29.457), e o empresário Eduardo Pedrosa (PTC), irmão da ex-deputada Eliana Pedrosa – que este ano concorreu ao governo do DF.

Pela primeira vez, partidos como o Psol e o Avante terão representantes na Casa.

Pelo Psol foi eleito o assistente social e ativista da causa LGBT Fábio Felix. O estreante Novo também assegurou uma cadeira na Câmara Legislativa, com a eleição da servidora pública Júlia Lucy.

Por sua vez, o bombeiro Roosevelt Vilela (PSB), que já exerceu mandato na Casa como suplente do atual presidente Joe Valle (PDT), teve o nome confirmado nas urnas e volta ao parlamento no próximo ano.

Segundo mais bem votado ao cargo nessas eleições, o Delegado Fernando Fernandes (Pros) também foi eleito para a suplência em 2014, mas nunca chegou a exercer o mandato. A veterana Arlete Sampaio (PT), que já foi distrital e vice-governadora do DF, volta ao Legislativo para seu terceiro mandato.

Confira abaixo a lista de todos os 24 eleitos, com seus partidos e número de votos:

– Martins Machado (PRB) – 29.457 votos;

– Delegado Fernando Fernandes (Pros) – 29.420 votos;

– Professor Reginaldo Veras (PDT) – 27.998 votos;

– Rafael Prudente (MDB) – 26.373 votos;

– Rodrigo Delmasso (PRB) – 23.227 votos;

– Chico Vigilante (PT) – 20.975 votos;

– Robério Negreiros (PSD) – 28.819 votos;

– Agaciel Maia (PR) – 17.715 votos;

– José Gomes (PSB) – 16.537 votos;

– Arlete Sampaio (PT) – 15.537 votos;

– Cláudio Abrantes (PDT) – 14.238 votos;

– Jorge Vianna (Podemos) – 13.070 votos;

– Iolando (PSC) – 13.000 votos;

– Eduardo Pedrosa (PTC) – 12.806 votos;

– João Cardoso Professor-Auditor (Avante) – 12.654 votos;

– Roosevelt Vilela (PSB) – 12.257 votos;

– Telma Rufino (Pros) – 11.715 votos;

– Hermeto (PHS) – 11.552 votos;

– Fábio Félix (PSOL) – 10.955 votos;

– Valdelino Barcelos (PP) – 9.704 votos;

– Daniel Donizet (PRP) – 9.128 votos;

– Júlia Lucy (Novo) – 7.655 votos;

– Reginaldo Sardinha (Avante) – 6.738 votos;

– Leandro Grass (Rede) – 6.578 votos


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Ricardo Callado04/10/20184min

 

Na disputa à Câmara dos Deputados, a candidata Paula Belmonte pontua entre os primeiros colocados nas pesquisas e acredita que a boa política transforma uma sociedade. Para ela, a educação é o único meio de mudar a vida das pessoas¨: “Vivemos em um país desigual, onde faltam oportunidades para todos

A candidata do PPS afirma caso seja eleita, que vai abrir mão de todos os privilégios políticos aos quais tenha direito. Para ela, não é condizente um político ganhar um salário alto e ter vários privilégios como auxílio moradia, sendo que o povo tem muitas necessidades

Por Delmo Menezes – As últimas pesquisas eleitorais bagunçaram os diversos prognósticos dos chamados entendidos na política. Há tempos, candidatos até então desconhecidos do eleitorado, e que jamais participaram de uma eleição, pontuam bem nas diversas pesquisas de intenção de voto nesta reta final de campanha.

No Distrito Federal, temos um caso típico de “outsider”, que é Ibaneis Rocha (MDB), candidato ao Palácio do Buriti. Há trinta dias atrás, Ibaneis estava com 1,7% nos diversos levantamentos dos institutos. Hoje aparece em primeiro lugar em todas as pesquisas de intenção de voto, com chances até de ganhar no primeiro turno ao governo do DF.

Na disputa à Câmara dos Deputados, a candidata Paula Belmonte (PPS), pontua entre os primeiros colocados nas pesquisas. Assim como Ibaneis, a candidata é neófita na política. Paula é mãe de seis filhos, casada com o advogado Luís Felipe Belmonte, administradora e empresária de sucesso. A empresária acredita que a boa política transforma uma sociedade. Para ela, a educação é o único meio de mudar a vida das pessoas. “Vivemos em um país desigual, onde faltam oportunidades para todos”, disse.

A candidata do PPS afirma caso seja eleita, que vai abrir mão de todos os privilégios políticos aos quais tenha direito. Para ela, não é condizente um político ganhar um salário alto e ter vários privilégios como auxílio moradia, sendo que o povo tem muitas necessidades. “Não está de acordo com a realidade que o país atravessa. Nenhum país sério paga o que nossos políticos recebem. Terei um perfil de fiscalização”, afirma a candidata.

Questionado pelo Agenda Capital, como é ser novata na política e pontuando bem nas pesquisas, a candidata Paula Belmonte ressaltou que isso mostra o reflexo da população. “O povo quer mudança. E tenho feito um discurso em que as pessoas até se assustam. Eu explico o poder do voto, da transformação, e acima de tudo, eu mostro como a corrupção é cruel”, concluiu.

Da Redação do Agenda Capital


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Ricardo Callado04/10/20184min

Eleitor brasileiro tende a dar mais atenção a disputa política pelos cargos de presidente e governador. José Deocleciano, coordenador do curso de Ciência Política do UDF, explica a importância do voto consciente para deputados e senadores

A data das Eleições 2018, que elegerá novos candidatos para o cargo de presidente, governador, deputado e senador, se aproxima e, com ela, cresce a expectativa dos brasileiros que desejam ver renovação e mudanças no cenário político no Brasil.

Apesar da importância da data, as atenções acabam voltadas, muitas vezes, apenas aos candidatos a cargos executivos, como é o caso do presidente e governadores. O fato de existirem muitos candidatos a cargos legislativos, que também possuem menor tempo de propaganda eleitoral e pouca cobertura da imprensa, são alguns dos motivos que justificam o baixo interesse do eleitor brasileiro aos demais cargos governamentais.

De acordo com o professor José Deocleciano, do curso de Ciência Política do Centro Universitário do Distrito Federal (UDF), o voto consciente para eleições de cargos voltados ao poder legislativo, formado por deputados e senadores, é tão importante quanto a eleição dos candidatos aos cargos executivos. “A eleição presidencial, naturalmente, costuma chamar mais atenção, mas não podemos esquecer que temos o poder de eleger os candidatos que formarão o congresso”. Explica. “No nosso país, o presidente depende do legislativo para governar pois a principal função do parlamento é propor novas leis, além de fiscalizar o poder executivo. Quando se analisa o governo de diversas matrizes ideológicas, percebe-se que em vários momentos o parlamento disse não para projetos importantes”, comenta o professor.

O Congresso Nacional:

O congresso nacional é composto pelo Senado e pela Câmara dos Deputados que são eleitos por sistemas eleitorais diferentes:

“No caso do Senado, os representantes são escolhidos por voto majoritário. Os candidatos eleitos representam os estados e têm o mesmo número de representantes, sendo três senadores para cada unidade federativa”, explica Deocleciano.

“Já na Câmera dos Deputados, o número de representantes por Estado é proporcional à sua população, sendo mínimo de oito e máximo de 70 deputados. Eles são escolhidos pelo sistema de voto proporcional, em que a peça chave é o partido político”, conclui.

Voto consciente:

Para garantir que os diferentes papéis do poder legislativo sejam exercidos, é preciso estar atento ao histórico dos candidatos, além de seus respectivos partidos. “Precisamos reparar bem em quem daremos nosso voto, pois são eles que darão “a cara” do próximo governo”, aponta o prof. José Deocleciano.

Ainda de acordo com o professor, é importante buscar informações oficiais e prestar atenção nas posições ideológicas dos candidatos. “No site do TSE e do TRE, o eleitor pode fazer buscas sobre as diversas opções de candidatos e seus partidos. O segundo passo é ir atrás das páginas dos partidos e buscar os conteúdos programáticos dos mesmos”, explica. “No caso dos deputados, não é obrigatório formalizar um programa de governo. Por isso, em tese, o programa de governo do partido representa o programa do candidato”.


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Ricardo Callado04/10/20185min

Votos válidos são divididos pelo número de vagas a serem preenchidas

Por Paulo Victor Chagas

Em 2014, o ator e palhaço Tiririca, nome de Francisco Everaldo Oliveira Silva, tentou a primeira reeleição para a Câmara dos Deputados por São Paulo e conseguiu repetir o feito de quatro anos antes. Com mais de 1 milhão de votos (1.016.796 votos), foi um dos parlamentares mais votados do país, ajudando a colocar no Congresso Nacional nomes que não obtiveram votação semelhante. O fenômeno se repete em casos de eleições proporcionais e ocorre graças ao chamado quociente eleitoral.
Segundo a legislação, a eleição para deputado federal, estadual, distrital e vereador ocorre de forma diferente das candidaturas majoritárias, em que são disputados os cargos de presidente da República, governador, senador e prefeito das cidades. No sistema proporcional, é necessário fazer um cálculo: divide-se o número de votos válidos registrados no estado ou cidade (no caso das eleições para Câmaras de Vereadores) pela quantidade de vagas a serem preenchidas.

Com essa regra, nem sempre os candidatos mais votados são eleitos. A partir do quociente eleitoral, cada legenda pode obter o número do quociente partidário, que significa a quantidade de cadeiras que o partido ou coligação terá direito pelos próximos quatro anos. Essa conta é feita dividindo a votação obtida pelas coligações pelo quociente eleitoral. Só então os candidatos mais votados de cada agremiação partidária poderão se considerar eleitos para a Câmara dos Deputados, a Assembleia Legislativa dos estados ou, no caso do Distrito Federal, a Câmara Legislativa.

Fortalecimento 

Esse tipo de eleição busca fortalecer as representações partidárias, já que o voto do eleitor vai indicar, na prática, a quantas vagas terá direito a legenda. Ao votar em um nome, os cidadãos na verdade escolhem ser representados pela sigla/coligação a que ele pertence e, preferencialmente, pelo candidato em que votou. Nos últimos anos, porém, com a pulverização partidária, os parlamentares têm buscado aprovar reformas eleitorais criando barreiras às chamadas “legendas de aluguel”.

Por exemplo, se o número de votos válidos registrado nas eleições em um estado hipotético foi de 100 mil e a casa legislativa em questão tem 100 vagas em disputa, o quociente eleitoral é de 1.000. Caso o partido tenha 20 mil votos, terá então direito a 20 cadeiras na Câmara. Se ele está coligado com outras siglas, o número de vagas é distribuído entre os mais votados de toda a coligação, e não somente daquele partido. Veja aqui a distribuição de deputados por unidade da Federação, feita com base na densidade demográfica.

Com 1 milhão e 16 mil votos, o deputado Tiririca ajudou a eleger, em 2014, mais cinco candidatos. Desses, dois não seriam eleitos caso o fator considerado fosse somente o total de votos recebido por cada parlamentar. Quando estreou na política, quatro anos antes, ele teve 1,3 milhão de votos e ajudou a eleger candidatos de outros partidos pertencentes à sua coligação.

Mudanças 

Essa, no entanto, será a última vez em que os partidos poderão formar coligações na disputa proporcional. Aprovada no ano passado, a Emenda Constitucional 97 proíbe a formação de alianças para os cargos de deputado e vereador a partir de 2020.

A partir de domingo (7), nas eleições gerais passa a valer a cláusula de desempenho individual, implementada na minirreforma eleitoral de 2015. Ela busca amenizar o fenômeno dos puxadores de votos, estabelecendo que os candidatos devem ter pelo menos 10% do quociente eleitoral para serem eleitos. Caso o político não alcance o número mínimo de votos, a vaga é repassada à próxima coligação com maior quociente partidário.


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Ricardo Callado02/10/20182min

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que reúne 261 deputados federais e senadores, anuncia apoio oficial ao candidato do PSL Jair Messias Bolsonaro, atendendo ao clamor do setor produtivo nacional, de empreendedores individuais aos pequenos agricultores e representantes dos grandes negócios.

Como signatária do apoio irrestrito às ações do Judiciário e do Congresso Nacional durante o processo de impeachment, a FPA reafirma seu compromisso com o desenvolvimento sustentável da nossa agricultura e do Brasil.

Entendemos que a geração de empregos e renda é a melhor forma de garantir estabilidade econômica e social, alcançando toda a população.

Alavancar nosso desenvolvimento econômico é a grande oportunidade de resgate da dignidade do povo brasileiro, a partir da construção de um Estado que proporcione educação, saúde e segurança pública de qualidade.

As recentes pesquisas eleitorais trazem o retrato da polarização na disputa nacional, o que causa grande preocupação com o futuro do Brasil.

Portanto, certos de nosso compromisso com os próximos anos de uma governabilidade responsável e transparente, uniremos esforços para evitar que candidatos ligados à esquemas de corrupção e ao aprofundamento da crise econômica brasileira retornem ao comando do nosso País.

TEREZA CRISTINA
Presidente da FPA


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Ricardo Callado27/09/20182min

Por Delmo Menezes

Na manhã desta quarta-feira (26), a Frente Cristã em defesa da Família, entidade que reúne centenas de igrejas e lideranças cristãs, fechou apoio à candidatura de Izalci Lucas (PSDB) para o Senado Federal.

De acordo com o Pr. Chancerley Santana, um dos idealizadores do encontro, “o nosso objetivo não é ficar na defensiva esperando o que vem pela frente. O deputado Izalci Lucas é cristão, e defende o respeito a vida e os nossos valores”, afirmou.

O candidato Izalci agradeceu o apoio da Frente Cristã, declarando que tem proposta inclusiva cristã e social em defesa da família.

Há trinta dias, o deputado e Pr. Ronaldo Fonseca reuniu em Taguatinga centenas de lideranças evangélicas em apoio à candidatura de Izalci para o Senado.

Participaram do encontro desta quarta-feira (26), o Pr. Josimar Francisco da Silva (Presidente do Conselho de Pastores Evangélicos do DF), Pr. Marcos Alencar, Bispo Emerson Paulo, Bispa Noemi Rutkoski, Pr. Chancerley Santana (Coordenador da Frente Evangélica), Pr. Francisco Trindade e Pr. Elias Castilho, além de outras lideranças evangélicas.

Da Redação do Agenda Capital


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Ricardo Callado14/09/201813min

Eu não gosto deste termo ficha limpa e nem mãos limpas. Isso é uma obrigação de todo cidadão. É uma obrigação eu ser honesta, eu ser ética.(Paula Belmonte)

Por Delmo Menezes

Paula Belmonte (PPS-DF), candidata a deputada federal. Foto: Agenda Capital

Mãe de seis filhos, casada com o advogado Luís Felipe Belmonte, empresária de sucesso, mulher forte e determinada. Este é o perfil da candidata Paula Belmonte (PPS), que vai disputar pela primeira vez uma cadeira na Câmara dos Deputados. Paula acredita que a boa política transforma uma sociedade. Para ela, a educação é o único meio de mudar a vida das pessoas. “Vivemos em um país desigual, onde faltam oportunidades para todos”. Paula afirma que é urgente um pacto pela infância em todo o Brasil e quem deve assumir essa consciência é quem está no poder.

Como candidata a deputada federal, faz um alerta: “não podemos continuar financiando privilégios enquanto há pessoas em situação de miséria”, disse.

Nesta entrevista exclusiva ao Agenda Capital, Paula afirma que pretende restaurar a principal função de um deputado que é a fiscalização. Disse ainda que é uma obrigação de todo cidadão ser honesto e ficha limpa.

Leia a entrevista na íntegra:

AC –  Caso seja eleita, como será sua postura dentro da Câmara dos Deputados?

Paula Belmonte – Vou abrir mão de todos os privilégios políticos aos quais eu tiver direitos, porque não acho condizente um político ganhar um salário alto e ainda por cima ter vários privilégios como auxílio moradia, sendo que o nosso povo ainda tem muitas necessidades. Não está de acordo com a realidade que o país atravessa. Nenhum país sério paga o que nossos políticos recebem. Terei um perfil de fiscalização, por que este ano por exemplo, ocorrerá a destinação de 13 bilhões de reais ao GDF nas áreas de segurança pública, saúde e educação. Então uma das minhas propostas será criar uma comissão permanente de fiscalização para aplicação desses recursos. Esta comissão vai ser composta por todos os deputados da bancada do DF, senadores e quem quiser participar. O importante é fazermos o controle desses recursos. Não podemos continuar financiando privilégios enquanto há pessoas em situação de miséria.

AC – Como neófita na política e pontuando bem nas pesquisas, isto não lhe assusta?

Paula Belmonte – Isso mostra o reflexo da população. Ela quer esta mudança, e tenho feito um discurso em que as pessoas até se assustam. Eu explico às pessoas o poder do voto, da transformação, e acima de tudo, eu mostro como a corrupção é cruel.

Quando a gente fala de educação, a gente tá falando de esporte, cultura, empreendedorismo. (Paula Belmonte-PPS)

AC – Quais serão suas principais bandeiras a serem defendidas na Câmara dos Deputados?

Paula Belmonte – Primeiramente educação, porque só através dela nós teremos a transformação real de nosso país. Quando falamos em educação, a gente está falando de esporte, cultura, empreendedorismo, porque as pessoas precisam de dignidade. Eu acredito que as pessoas estão cansadas de assistencialismo. É lógico que eu tenho consciência de que infelizmente existem cidadãos que estão passando fome e necessitam do assistencialismo, porém devemos gerar empregos e gerar o empreendedorismo inclusive para o pequeno e médio empresário. Outro problema grave que assola a população brasileira é a corrupção. Não podemos mais aceitar essa “doença” em nosso país. Temos que extirpar este mal que tanto aflige nossa sociedade. O corte de gastos públicos também será uma das minhas bandeiras. Hoje a nossa máquina é muita cara, inchada e ineficiente. Temos que restaurar a grande função de um deputado que é a fiscalização. Fiscalizar os gastos do governo de forma transparente é a base de todas as mudanças que buscamos.

AC – Alguns dos seus opositores tem tentado denegrir sua imagem como sendo uma candidata da elite. Como avalia esta situação?

Paula Belmonte – Em relação à minha condição social, não vejo como um momento de denegrir minha imagem. Eu considero até como um crédito. Uma menina que nasceu em Brasília, filha de uma dona de casa, que estudou a vida toda em escolas públicas, sempre trabalhou (tenho carteira assinada desde os 16 anos de idade) e que construiu uma vida. Acho que na realidade é um mérito que me traz uma competência de saber fazer do jeito que tem que ser feito. Não vejo isso da forma como estão pregando meus opositores.

AC – O discurso de renovação na política e da ficha limpa tem sido muito usado pelos candidatos. Como pretende separar o “joio do trigo”?

Paula Belmonte – Primeiramente eu vejo que renovação por renovação não é eficiente. A renovação tem que vir como uma restauração da política verdadeira. A política quando foi inventada foi com o objetivo de cuidado com a sociedade, cuidado com o povo, com nosso estado, e para termos realmente uma democracia. A política veio para que a gente cuide com amor das pessoas. Quando falamos disso, estamos falando de ética, honestidade. Eu não gosto deste termo ficha limpa e nem mãos limpas. Isso é uma obrigação de todo cidadão. É uma obrigação eu ser honesta, eu ser ética, inclusive algo que tenho falado muito em minhas reuniões, é a gente começar a despertar em nosso coração, o sentimento de coletividade, porque algumas pessoas ainda falam assim: “farinha pouca, meu pirão primeiro”. E quando a gente fica com este discurso acaba que uns tem o pirão muito grande, mas sofre as consequências daqueles que não tem nenhum pirão. Temos que entender que esse Brasil é nosso, e temos que ter menos desigualdade social.

AC – Na sua biografia consta que quando adolescente vendia brigadeiros. A partir de então surgiu uma empreendedora? A candidata Paula é uma pessoa perseverante?

Paula Belmonte – A Paula é uma pessoa extremamente determinada, apesar de parecer uma mulher delicada, sou muito forte, mas ao mesmo tempo muito sensível. Eu vendia brigadeiros porque eu queria comprar minhas coisas. Graças a Deus eu tive um pai que nunca deixou faltar nada na minha cassa, e a venda desses brigadeiros era para comprar as coisas que eu queria mesmo.

Paula e Luís Felipe Belmonte. Foto: Agenda Capital

AC – O que lhe motivou concorrer a uma das oito cadeiras na Câmara dos Deputados?

Paula Belmonte – Apesar de não querer me expor (pausa…lágrimas). O que me motiva é a desigualdade social. É possível sim a gente viver num país mais justo, e a cada vez que olho uma criança com aquele olhar, eu lembro de cada mãe, de cada pai, que sonha com um futuro melhor para seus filhos, assim como eu sonho com os meus. De serem pessoas boas, de terem oportunidades.

AC – Como é ser mãe de 06 filhos e ainda ter tempo para disputar uma eleição muito concorrida?

Paula Belmonte – Está sendo muito difícil para mim. Eu estou vendo meus filhos de manhã e quando chego a noite. Eu os abraço quando estão dormindo comigo na cama. Não está sendo fácil, mas eu acredito que eles vão ter muita honra do que eu estou fazendo. Meu grande objetivo é despertar nas pessoas que é possível sim fazer uma política humana, uma política fraterna, uma política honesta. É nisso que eu acredito.

AC– A senhora é casada com o advogado Luís Felipe Belmonte que é suplente de senador em outra coligação. Isso cria algum conflito?

Paula Belmonte – Não acredito que isso crie conflitos. Eu acredito numa política de construção, mas de uma construção desse princípio que estou falando que é a ética. Hoje temos pessoas boas em todos os partidos políticos, porém temos aquelas que não são tão boas também. No caso do PSDB, estavam conosco até o último minuto do segundo tempo, mas eles tiveram que sair. Já era uma coisa prevista e tivemos que entender isso. Meu marido é uma pessoa trabalhadora, um cara extremamente competente, extremamente determinado, um cara inteligentíssimo. Acho que a sociedade ganha muito se tiver ele ao lado.

AC – De Paula Belmonte para Paula Belmonte.

Paula Belmonte – Uma pessoa com fé, determinada, que luta por seus objetivos. Acredito sim que a fé move montanhas.

Da Redação do Agenda Capital


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Ricardo Callado12/09/20182min

Segundo levantamento Metrópoles/FSB, 78% dos eleitores não escolheram o nome para a Câmara dos Deputados e 65% não têm candidato para a Câmara dos Deputados

Por Delmo Menezes

Pesquisa encomendada pelo Metrópoles ao Instituto FSB divulgada nesta terça-feira (11), aponta que 78% dos eleitores ainda não escolheram seus representantes na Câmara dos Deputados. Outros 16% já têm nome, enquanto 6% se dividem entre os que não souberam ou não responderam.

No caso da Câmara Legislativa (CLDF), o percentual de indecisos é de 65%. O índice de eleitores que já escolheram em quem votar é de 29%. Outros 5% não souberam ou não responderam aos questionamentos.

De acordo com especialistas, o processo de renovação tanto na Câmara Legislativa, quanto na Câmara Federal será bastante significativo. Dentre os vários nomes que disputam uma das oito cadeiras na Câmara Federal, Paula Belmonte (PPS) pontua bem nas pesquisas de intenção de votos de acordo com vários institutos.

Veja Pesquisa espontânea para Câmara dos Deputados

1º lugar – Erika Kokay (PT) – 8%

2º lugar – Júlio César (PRB) – 6%

3º lugar – Celina Leão (PP) – 6%

4º lugar – Flávia Arruda (PR) – 5%

5º lugar – Paula Belmonte (PPS) – 4%

6º lugar – Maria Abadia (PSB) – 3%

7º lugar – Laerte Bessa (PR) – 3%

Empatados com 2%

Paulo Fernando (Patriota) – 2%

Francimar (PSC) – 2%

Rodrigo Freire (Novo) – 2%

Professor Pacco (Podemos) – 2%

Miguel Lucena (PTB) – 2%

Filippelli (MDB) 2%

Olair (PP) – 2%

Nulo – 5%

Outros – 28%

Ninguém/Nenhum – 15%

Não sabe – 3%

Não respondeu – 1%

Da Redação do Agenda Capital


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Ricardo Callado07/09/20189min

Os representantes eleitos precisam se manter conectados com a população. Quando a gente fala de renovação, não é uma renovação por renovação. (Paula Belmonte)

Por Delmo Menezes

Uma linda história de superação e perseverança é a da pré-candidata a deputada federal pelo PPS-DF, Paula Belmonte. Casada com o advogado Luís Felipe, mãe de seis filhos, Paula é uma mulher forte, determinada, que não desiste de lutar por seus objetivos, mesmo nos momentos de muita dor, quando perdeu um dos seus filhos. Com três anos de idade, desembarca em Brasília, ainda na década de 1970 em plena ditadura militar.

Muita gente acaba simplesmente se entregando ao longo do caminho, desistindo de si mesmo. Por outro lado, existem mulheres como Paula que persistem até o último momento, conseguindo dar uma grande virada na vida e se transformando em um verdadeiro exemplo de resiliência.

Na sua adolescência, vendia brigadeiros para sustentar seus estudos e aos 16 anos conseguiu o primeiro emprego com carteira assinada. Logo descobriu sua vocação para o empreendedorismo, tendo graduado em administração de empresas.

“Graças a Deus tive uma infância muito feliz. Eu era uma criança inquieta, conhecida na quadra inteira e que gostava de desafios. Estudava em uma Escola Classe, na Asa Norte, e foi lá que dei os primeiros passos no empreendedorismo”, ressalta Paula.

Paula acredita que a boa política muda a vida das pessoas. Segundo ela, “vivemos em um país desigual, onde faltam oportunidades para todos. O abandono das crianças interfere diretamente em questões como saúde e segurança pública. É por esse motivo que é urgente um pacto pela infância em todo o Brasil. E quem tem que assumir essa consciência é quem está no poder. A sociedade precisa cobrar dos governantes uma resposta para os problemas da infância”, explica Paula Belmonte.

Na disputa por uma vaga à Câmara Federal, Paula tem percorrido todo o Distrito Federal, sendo recebida com carinho por centenas de pessoas, que fazem questão de abrir suas casas. “Os representantes eleitos precisam se manter conectados com a população”, afirma Belmonte.

“Quando a gente fala de renovação, não é uma renovação por renovação, porque é um gosto. A renovação tem que vir com esses princípios: O princípio da política humana, o princípio da política para a população e o princípio da política com amor. Porque é possível. É isso que eu acredito”, disse a pré-candidata.

Veja algumas bandeiras defendida por Paula Belmonte:

FORO PRIVILEGIADO

É imoral que os parlamentares sejam blindados na Justiça. Muitos deles respondem a processos por crimes graves e esperam julgamentos demorados no Supremo Tribunal Federal.

CARGA TRIBUTÁRIA

Já temos muitos impostos e não é justo que os governantes tenham tantas regalias enquanto os brasileiros continuam sendo penalizados. É preciso fazer uma reforma tributária que torne os impostos mais justos.

REELEIÇÃO

Acredito que o número de vezes que um parlamentar pode ser reeleito para o mesmo cargo tem que ser delimitado. A falta de renovação faz com que os projetos de lei que interessam a população sejam esquecidos. Os mesmos no poder perpetuam a corrupção e trazem danos enormes à democracia. O modelo ideal seria que cada deputado pudesse se reeleger apenas uma vez. Já os senadores, que têm mandato de oito anos, seriam proibidos de concorrer novamente ao cargo.

REGALIAS

Sou contra as regalias para deputados e senadores. Além de um salário altíssimo, os políticos têm auxílio moradia, carro e celular funcionais, cota de passagens aéreas e inúmeros benefícios. Além disso, cada parlamentar possui uma verba indenizatória que significa mais desperdício de dinheiro público. Vivemos em um país onde muitas pessoas sobrevivem com um salário mínimo. Não é justo que uma pequena parcela da sociedade seja privilegiada. Os gabinetes estão lotados de assessores, muitos deles sem função. Se cada deputado diminuísse o número de comissionados, a economia faria uma diferença enorme.

FISCALIZAÇÃO

Parlamentares e sociedade têm a missão de agir juntos para fiscalizar para onde são destinadas as verbas públicas. Parece simples, mas muitos deputados e senadores fazem oposição ou situação irresponsável, deixando de fiscalizar ou tendo rigor apenas por questões políticas. A arrecadação deve ser revertida para quem trabalhou arduamente para pagar impostos e, principalmente, para os que mais precisam do Estado.

EDUCAÇÃO INFANTIL UNIVERSAL

As crianças precisam estar assistidas desde a idade do berçário. Além dos estímulos educacionais a partir dos primeiros anos de vida, é uma questão socioeconômica. A mãe que matricula o filho em uma creche pode voltar à ativa e ser mais uma força de trabalho.

PRÉ-NATAL DE QUALIDADE

Em países desenvolvidos, as mães recebem acompanhamento da rede pública de saúde em casa, sem pagar nada por isso. Por que não aqui? O Estado precisa assistir as grávidas desde as primeiras semanas de gestação e dar condições de saúde dignas para mãe e filho.

QUALIDADE NA EDUCAÇÃO PÚBLICA

Não adianta ter vagas para todos se o ensino for ruim. Mais qualidade na educação significa fazer investimentos conscientes e que gerem retornos reais para estudantes e professores. Além da contribuição do Estado, a educação pública pode ser abraçada pelas comunidades e pela iniciativa privada. Afinal, quanto melhor for a educação, melhor será o Brasil que construiremos.

ENSINO PROFISSIONALIZANTE

Depois de concluir a educação básica, o jovem precisa ter o amparo do Estado para aprender uma profissão, seja no ensino técnico ou superior. Com emprego e geração de renda para mais pessoas, vários outros problemas são resolvidos ou minimizados, por isso a importância de oferecer alternativas

QUALIDADE NA EDUCAÇÃO

Além do aumento de investimento na educação, o dinheiro público precisa ser investido de maneira eficiente. A mesma transparência que a população cobra das obras governamentais precisa ser utilizada nas licitações e compras para as escolas. Os impostos pagos pelo contribuinte devem estar nas mãos de quem tenha capacidade para administrá-los.



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