Ricardo Callado, Autor em Blog do Callado

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Ricardo Callado07/07/20182min

Apesar de terem subido nas últimas semanas nas refinarias, nos postos, os preços da gasolina, em valores médios, vêm caindo nos estados, revela pesquisa feita semanalmente pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

O litro da gasolina nas refinarias da Petrobras era de R$ 1,94 em 30 de junho e subiu, gradativamente, para R$ 2,02, valor do combustível partir deste sábado (7). Porém, de acordo com a ANP, era de R$ 4,57 na semana de 10 a 16 do mês passado, passou para R$ 4,53 entre os dias 17 e 23, caiu para R$ 4,498 entre 24 e 30 e ficou em R$ 4,49 de 1º a 7 de julho.

Da mesma forma, o diesel mantém-se em R$ 3,03 nas refinarias da Petrobras desde o dia 1º de junho, mas vem caindo nos postos: de R$ 3,43 na semana de 10 a 16 de junho caiu para R$ 3,38 entre 1º e 7 de julho, diz o levantamento da ANP.

O etanol, que não é refinado pela Petrobras, mas por dezenas de refinarias em várias regiões do país, também vem passando por uma curva descendente nos postos. De acordo com a ANP, o preço do litro caiu de R$ 2,94, na semana entre 10 e 16 de junho, para R$ 2,83 entre 1º e 7 de julho.

Além da lei de livre mercado, da oferta e da procura, incidem sobre os preços dos combustíveis fatores como impostos estaduais e o câmbio internacional, principalmente o valor do dólar frente ao real.


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Ricardo Callado07/07/20185min

Entre as condutas vedadas está a transferência voluntária de recursos

A transferência voluntária de recursos da União para os estados e municípios, bem como dos governos estaduais aos municipais, está proibida a partir de hoje (7), devido às eleições de outubro. Essa é uma das condutas vedadas pela Lei Eleitoral três meses antes do pleito, visando evitar que atos do poder público afetem a igualdade de oportunidades entre os diversos candidatos. O descumprimento das proibições pode levar desde a anulação do ato, passando por multa para o agente público responsável pela iniciativa até a cassação do registro ou do diploma do candidato beneficiado.

Segundo o assessor da Presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Sérgio Ricardo dos Santos, a legislação proíbe atos que possam influenciar o pleito, desequilibrando a disputa eleitoral. “Essa previsão visa trazer equilíbrio à eleição, ainda mais no cenário em vivemos em que é possível a reeleição. Quem tem a caneta na mão, no caso o governante, poderia eventualmente explorar aquele ato de uma forma não ortodoxa, incluindo aspectos que possam favorecer possíveis candidatos”, argumentou. “A promoção do equilíbrio da disputa é fundamental para a garantia da democracia”, completou.

Conforme dados do Portal da Transparência, neste ano, a União transferiu R$ 157,7 bilhões, o que representa 11,5% dos gastos públicos. Desse total, R$ 107,3 bilhões são repasses obrigatórios (constitucionais e royalties). Os demais R$ 50,5 bilhões são transferências voluntárias.

A Lei Eleitoral abre exceção para o repasse voluntário de recursos decorrentes de convênios assinados anteriormente, para a realização de obras ou serviços em andamento e com cronograma pré-fixado, além da liberação de verbas para atender situações de emergência e calamidade pública.

Condutas proibidas

Uma das ações vedadas mais recorrentes na Justiça Eleitoral é a propaganda institucional. Neste período é proibida a veiculação da propaganda institucional de órgãos públicos. Ou seja, a publicidade dos atos do governo terá caráter exclusivamente educativo, informativo ou de orientação social, sem nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção de autoridades. Pode ser veiculada também publicidade de produtos e serviços que disputem mercado. Por exemplo, do Banco do Brasil.

As campanhas de utilidade pública, como os anúncios de vacinação, são permitidas desde que submetidas à deliberação da Justiça Eleitoral. “É avaliado se existe gravidade de fato e urgência que indique a necessidade de o poder público fazer uso da mídia”, explicou Santos. Neste período também não pode haver pronunciamentos em rede de rádio e televisão, exceto em casos de urgência autorizados pela Justiça Eleitoral.

A Lei Eleitoral proíbe ainda nomear, contratar, admitir, demitir sem justa causa, tirar vantagens funcionais, impedir o exercício profissional, transferir, remover ou exonerar servidor público até a posse dos eleitos. Nesse caso também há exceções: são permitidas nomeações e exonerações de cargos de confiança, nomeações para cargos do Poder Judiciário, do Ministério Público, dos tribunais ou conselhos de contas e dos órgãos da Presidência da República, bem como de aprovados em concurso públicos homologados até este sábado.

A partir de hoje, o poder público não pode contratar shows pagos com dinheiro público para inaugurações de obras, bem como os candidatos não devem participar desses eventos. Em ano eleitoral é proibida a distribuição gratuita de bens, valores ou benefícios pela administração pública, exceto nos casos de calamidade pública, de estado de emergência ou de programas sociais autorizados em lei e já em execução orçamentária no exercício anterior. Os programas sociais não poderão ser executados por entidade nominalmente vinculada a candidato ou por ele mantida.


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Ricardo Callado06/07/201823min

Em entrevista ao JBr. o ex-secretário de Saúde e pré-candidato ao GDF, prometeu valorizar os servidores públicos e garantiu portas fechadas para o “toma-lá-dá-cá.

Por Eric Zambon, Francisco Dutra, Jorge Eduardo Antunes e Valdir Borges 

A reforma da previdência feita pelo Governo do Distrito Federal (GDF), no final de 2017, é uma bomba armada contra os futuros aposentados, segundo Jofran Frejat (PR), pré-candidato ao Palácio do Buriti. O ex-secretário e ex-deputado tentou a eleição para governador em 2014, chegando ao segundo turno no embalo da promessa da passagem de ônibus a R$ 1. Desta vez, a princípio, a proposta vai ficar na gaveta. Prometendo valorizar os servidores públicos, Frejat garante portas fechadas para o “toma-lá-dá-cá.

Onde está a passagem a R$ 1 da campanha passada? Foi promessa eleitoreira?

Quem me conhece sabe que eu não faço esse tipo de coisa. Nós tínhamos toda a responsabilidade de apresentar uma proposta. Hoje eu não posso dizer porque não tenho o orçamento na mão. Vou estudar o orçamento e ver o que se pode fazer. O que posso dizer é que quando a gente propôs R$ 1 o atual governo entendeu US$ 1. É por isso que a passagem está praticamente correspondente a US$ 1. Acontece que naquela época o GDF gastava com o transporte público de ônibus R$ 90 milhões mensais. Desses, R$ 40 milhões pagava diretamente para deficientes, estudantes e idosos. Ficavam R$ 50 milhões. Deles iam R$ 25 milhões para vale-transporte, pago pelas empresas. E o restante era para a catraca. A passagem custava R$ 2. Se reduzisse para R$ 1, o GDF teria que bancar mais R$ 12,5 milhões. O que era perfeitamente possível. Basta ver as multas no trânsito e o IPVA que você cobria tranquilamente isso. Foi um trabalho feito pelo pessoal do antigo Geipot e da universidade. Há três meses atrás, na Alemanha, cinco grandes cidades começaram a cobrar tarifa zero. Você não mede um indivíduo pela posse de um carro. Você mede uma sociedade inteira pela capacidade do transporte público, ônibus e metrô.

O sistema de ônibus é questionado pela Justiça e a Câmara Legislativa. O senhor vai revê-lo?

Vou ter que esperar a decisão da Justiça, Tribunal de Contas e da Câmara Legislativa. Se foi uma tomada de decisão legal, correta e beneficiando a população, muito bem. Agora, fizeram uma divisão em bacias. Como eu sou do interior do Piauí, bacia na minha cidade é para lavar a mão, não era para fazer transporte público. Precisa saber se essa bacia não está lavando a mão de muita gente.

Reduzirá as passagens?

Hoje não estou mostrando compromisso. Vou estudar. Ainda não sei. Mas naquela época eu tinha informações do orçamento. Eu não era o candidato à governador. Era o Arruda. Eu era a vice. Eu fiquei um mês na campanha. Esse estudo vinha sendo feito por um grupo que tinha esses elementos na mão. Sem eles, seria uma irresponsabilidade minha dizer que ia baixar a passagem. Vamos analisar e faremos a proposta.

Transporte para a periferia?

Qual é a dificuldade para você fazer uma proposta em que o governo se responsabilize pelo pagamento para que os ônibus ou outro tipo de transporte façam isso, sendo que o governo vai arcar com a responsabilidade de pagar? Não vejo. Ele não roda para lá porque o governo não está interessado. Não definiu em bacias? Porque não pode definir onde vai passar? As antigas cooperativas já tiveram essa função. E estão hoje tendo uma função dentro de condomínios. É alguma coisa que tem que ser analisada. E temos um grupo para isso.

O senhor pretende acabar com a Agefis e transferir a fiscalização para as administrações regionais? Mas há casos recentes de corrupção nelas.

Porque é praticamente impossível para um órgão centralizado verificar invasões lá na ponta. Se o juiz viu que botaram um barraco em Brazlândia, Ceilândia? Quem é que primeiro identifica isso? É a administração. Depois de construir a casa, em que o indivíduo coloca o seu barraco inicial, momento em que ninguém diz nada, constrói sua casa, gasta seu dinheiro comprando tijolo, você vai lá e derruba? Porque não fez antes? Isso é igual medicina, você tem que fazer a prevenção, impedir que aconteça. Centralizado, isso não vai acontecer. Essa questão de corrupção existe em qualquer canto. Se houver alguma corrupção, rua, cadeia. Eu não tenho mais idade para errar. Tenho um nome respeitado. Não vou jogar isso fora. Não vou entregar minha alma ao Diabo. Meu governo não será balcão de negócio.

Mas essa regionalização não dificulta a fiscalização?

Se for assim, não se coloca hospital regional, não se bota escola em região, porque também pode haver corrupção. Ou a gente escolhe pessoas com compromisso ou com corrupção. Isso há em qualquer setor.

Como o senhor avalia a reforma da previdência do GDF?

Isso vai dar um estouro lá na frente. Até 2080 nós estamos com um problema. Estou com um pessoal trabalhando em cima disso, para ver como é que resolve. Da maneira como está, na hora que esse pessoal começar a se aposentar, esse pessoal do qual foi retirado recurso, esse pessoal está na mão, está liquidado. Agora, tem um reforma da previdência nacional em andamento. Nós temos que ver qual é o caminho, qual é o resultado dessa previdência nacional, para tomarmos providência também. Agora, que tem encontrar saída, tem. Tem que conversar com o Governo Federal, com a Previdência Social para encontrar uma saída.

Tomará alguma medida?

Eu não posso deixar que isso continue da maneira como está. Porque isso vai estourar na mão de alguém. Não vai no governo atual, nem no próximo, mas lá na frente sabemos que vai. Então temos que fazer um planejamento. Vamos deixar isso acontecer? Precisamos ter responsabilidade. Tem que encontrar um mecanismo para repor isso aí. Dar a garantia para que as pessoas se aposentem adequadamente. É uma coisa curiosa. Só se procura bater no pobre do aposentado. É o indivíduo que participou da construção da cidade, do País e quando vem a chibatada vem em cima do pobre do aposentado. Ele não pode mais reagir. Não faz mais greve. E acaba levando a pancada grande.

Segurança Pública? E a paridade entre Polícia Civil e Federal?

Nós já fomos a melhor segurança pública da América Latina. Olha onde chegamos. Banalizou o crime. Nós já tivemos uma polícia muito eficiente. Há hoje uma briga permanente. A Polícia Civil quer a paridade com a Polícia Federal. E a Polícia Federal surgiu daqui, foi uma criação a partir da Polícia Civil do DF. Na época estabelecemos a paridade. Participamos disso como constituinte, na Câmara Federal. Foi reduzido. E hoje o policial está desmotivado, insatisfeito, não tem assistência médica e há uma permanente discordância entre a Polícia Civil e a Polícia Militar. O Civil quer a paridade e é justo que tenha. Como fazer? Temos que estudar o orçamento, conversar com eles. Se for possível, eu darei. Agora será parcelado? Será de imediato? Depende de termos recursos para fazer isso. Em qualquer lugar o policial civil e militar é prestigiado pelo governo, pela população. Aqui não. O bandido virou vítima.

Hoje grande parte do orçamento está comprometido com a folha de pagamento. Como resolver este nó?

O servidor é uma grande figura, importantíssima. Você vai a um hospital e a população está se queixando do servidor como se ele fosse o culpado. Ele não é o culpado. Por isso, ele vai trabalhar desmotivado. Existe o Fundo Constitucional para a polícia, saúde e educação. Fica em torno de quase R$ 15 bilhões, de um orçamento do DF de R$ 40 bilhões. Pois bem. O que aconteceu com o restante dos recursos? Comissionado? Isso você tem que diminuir. Comissionado não é uma preocupação nossa. O servidor concursado é que é. Agora, nós perdemos arrecadação. Aqueles que geram emprego e renda em Brasília estão indo embora. Estão indo para Goiás. É claro, o governador de lá reduziu imposto. Não estão saindo só empresários. Nossos filhos e netos também indo embora de Brasília e do Brasil. O DF deixou de gerar renda e emprego. Nós estamos hoje com mais de 300 mil desempregados. Você vai ter que chamar esse pessoal de volta. Temos que encontrar uma saída, porque gera recurso, imposto, renda e emprego. Com isso você aumenta a arrecadação e aumenta a possibilidade de aumentar o número de servidores, independentemente do Fundo Constitucional. Comissionado, meu amigo, é um grupinho de confiança e acabou-se.

Como fazer isso?

Dá para conversar com os governadores e estabelecer um planejamento. E conversar com os empresários e dizer que o percentual de imposto será esse. Discutir com eles. Hoje não estão ouvindo o setor, os empresários. E eles estão insatisfeitos. Brasília tem um mau hábito. Brasília tem as melhores cabeças deste Pais. Entra governo e se busca o secretário lá de não sei de aonde, outro de não sei das quantas. Podem ser inteligentíssimos, só que vão demorar no mínimo dois anos para entender a rede e o funcionamento.

Quem vai ser o secretário de Fazenda?

Estás brincando. Estamos analisando nomes do DF.

Como reduzir os comissionados e manter um bom trânsito com a Câmara Legislativa, que costuma fazer indicações nos governos?

Já disseram que eu sou incontrolável. Só tem uma pessoa que me controla. É minha mulher. Fora disso não há possibilidade. Gosto de contar uma história. Em uma das vezes que fui secretário de Saúde, me chega um chefe de gabinete do governador e disse: “Frejat você conhece fulano de tal?”. Eu disse: “É um excelente profissional”. E ele falou: “O governador quer que você coloque de diretor do Hospital de Base”. Digo: “Não posso”. E ele falou: “Você não está entendendo. O governador quer que você coloque fulano de tal”. E respondi: “Não posso colocar alguém no Hospital de Base que eu não possa demitir. Vai ficar muito difícil”. Ele respirou fundo e disse: “Mas você não está entendendo. O governador quer que você bote o fulano de tal como diretor do Hospital de Base”. Eu digo: “Eu tenho a solução, fala para o governador que tem um cargo de secretário de Saúde vago”. Acabou o problema. E alguém tentou me tirar? Todos os governadores, quando alguém queria falar alguma coisa da Saúde, diziam: vai falar com o Frejat, que não mexo na área da saúde. Funcionava. Porque na hora em que você coloca um diretor que foi deputado distrital porque alguém indicou, você vai fazer política. Não funciona. Tem que botar gente que possa responder.

Você vai extinguir a indicação política?

Se for uma pessoa competente, séria? Sim, posso botar. Agora, não vou fazer balcão de negócio. Ou faz um trabalho sério ou não faz.

Só vai aceitar indicação técnica?
Esquece. Não tenho esse compromisso. Meu compromisso é com a população. Se me quiserem do jeito que eu sou.

Isso não vai dificultar a relação com a Câmara?
Meu compromisso é com a população. Se me quiserem do jeito que eu sou. Pode até dificultar. Mas não estou preocupado com isso. Quem tiver preocupação que faça os seus acordos.

O atual governo foi eleito com o mesmo discurso contra o “toma-lá-dá-cá”. Sofreu na mão da Câmara. Hoje adota outra postura. O que o senhor fará para não repetir essa história?

Você está confundindo as coisas. Meu nome é Jofran Frejat.

Os discursos são parecidos.

Meu nome é Jofran Frejat. Não me chame por outro nome. Os acordos que fizeram por lá, cada um responda por seu acordo. Se eu não fazia isso na saúde, porque vou fazer agora?

Porque talvez fique difícil governar com uma Câmara Legislativa contra.
Vocês gostariam que não existisse a Câmara Legislativa?

Não. Gostaríamos de ouvir uma proposta concreta para o GDF de uma relação com a Câmara, livre do “toma-lá-dá-cá”. Que fosse factível. Que não ficasse apenas no discurso antes da eleição.
Não aceito essa crítica antecipadamente. Façam depois. São jornalistas para isso. Quando houver, se houver. Aí você fala: “Governador, você falou que não iria fazer isso”.

Iremos. O senhor criticou a reforma local da previdência. Mas ela teve o apoio do deputado distrital Agaciel Maia, que é o do PR, líder do governo na Câmara e é do seu partido. Indiretamente, o seu partido ajudou a construir uma coisa, que senhor diz que não pretende continuar.

Você tem que perguntar para o Agaciel Maia. Não para mim. Não fui eu que fiz.

O governo nunca é uma pessoa só. São grupos, entes. Governos bem sucedidos têm sintonia entre liderança e os satélites. Sempre vai ficar cada um respondendo por si?

Eu não quero mudar nada (resposta com tom irônico).

Qual vai ser sua relação com a Câmara Legislativa? Vai aceitar indicação de deputado? Vai ser absolutamente republicana?

Com certeza, como sempre fui. Não adianta vocês tentarem me empurrar. Parece que vocês querem me empurrar.

O que a gente não aguenta mais é ver a população sofrendo por conta desse “toma-lá-dá-cá”. Neste sentido, eleitores querem fugir da política, justamente, por conta das ações deste sistema. Como batalhar contra isso?

É um erro. Se você não escolhe um candidato, alguém escolhe por você, seguramente. Alguém que vai escolher por uma cesta básica, um tijolo, cimento, etc. O voto é uma coisa importante. Você daria uma procuração para alguém que você não conhece para representar você? Um parlamentar, um governador vai falar por você, discursar por você, tomar decisão por você, votar por você. Você daria uma procuração para qualquer um? Então é o que a população tem que ver. No momento em que você abre mão desse direito, dessa responsabilidade, você está dando chance para a eleição de um bandido, de um safado qualquer, um cara sem nenhum compromisso com a população. Depois não vai poder reclamar. Reclamar do quê? E se não votou, reclamar menos ainda. É imperioso que a população vote, escolha. É insatisfeito? Tem problema com a política? Todo lugar tem problema. Mas tem problema exatamente porque colocaram gente que não responde positivamente.

Já escolheu seu vice?

Já. É o Vasco da Gama. Por enquanto é. Eu posso falar do meu time. O que posso fazer? Dói na alma. Por enquanto, estamos conversando com muitas pessoas.

Ibaneis Rocha?

É um bom candidato. Existe um série de questões. A questão partidária. Eu tenho que ter um vice que, primeiro, não seja o meu opositor, como acontece hoje no GDF. E, segundo, que seja uma pessoa que não vai sujar a chapa. Porque com isso podemos ter problemas até de ordem jurídica. Não há razão nenhuma para sair correndo atrás disso.

Rôney Nemer?

É uma pessoa muito boa. Mas ele mesmo diz que ainda tem um problema na justiça pendente.

Flávia Arruda?

Ela foi candidata da outra vez. Houve uma exposição muito grande na outra campanha. Diziam que eu ia ser marionete do Arruda. Que ia ganhar a eleição e renunciar. A Flávia é uma excelente pessoa. Mas é candidata a deputada federal. Então o Arruda está fazendo a campanha dela. É muito justo.

Como anda a relação com Arruda?

Muito boa. Conheço o Arruda há 40 anos. As pessoas dizem: Ah! Mas e o Arruda! E daí? Tudo o que ele fez de bom a gente aprova, bate palma. Se ele fez, se ele fez, se, ele que responda. Não tenho que responder pelos outros.

O senhor responde a processos de improbidade?

Desde a época en que criei a Faculdade de Medicina que já entraram na Justiça contra mim. Estão errados. Tem o caso do Hospital do Paranoá e da compra sem licitação do quimioterápico para câncer de mama. Ganho todas. Não dou a menor confiança. Como administrador você tem responsabilidades. Imagina se eu não fizesse o Hospital do Paranoá? Disseram que estaria superfaturado. Depois não. Estaria é superestimado. Hoje, não dá mais conta dos pacientes.


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Ricardo Callado06/07/20184min

De acordo com especialista, itens que prejudicariam os resultados da dieta podem ser “neutralizados” por outros com um valor baixo da taxa

Com o advento dos digital influencers fitness e uma crescente conscientização em torno da saúde e da boa forma, as pessoas passaram a se informar mais sobre alimentação. De uns tempos para cá, muito tem se falado sobre o índice glicêmico dos alimentos e o quanto isso interfere na perda de peso. O IG mede a velocidade com que os níveis de insulina do organismo aumentam de acordo com a rapidez com que a glicose entra na corrente sanguínea.

Com isso, quanto maior o valor do IG, maior a velocidade que os carboidratos são transformados em glicose no organismo e maior o estoque de gordura que não será usada como energia, ou seja, aumento de peso na certa. O grande problema é que muitos alimentos “queridinhos” das dietas das pessoas têm este índice muito elevado. “A tapioca, por exemplo, tem um IG bem alto, maior até que o do açúcar e do pão”, explica o nutricionista Daniel Novais.

A notícia boa é que se estes alimentos forem combinados com itens de índice glicêmico baixo, menor ou igual a 55, ou médio, entre 56 e 69, eles não precisam ser cortados. “Muitos ingredientes podem ser incluídos no cardápio e até mesmo nas receitas preferidas das pessoas. Neles são encontradas grandes quantidades de fibras solúveis, que formam uma espécie de camada no estômago. Esta camada retarda a absorção de glicose e aumenta a sensação de saciedade”, diz Daniel.

 

Aveia

Muito utilizada no dia a dia, pouca gente sabe das propriedades da aveia. Com 58 de índice glicêmico, o farelo pode ser adicionado em massas de tapioca, sopas e frutas, evitando picos de glicose e ajudando no emagrecimento.

 

Farinhas funcionais

De uns tempos para cá, o acesso a ingredientes funcionais tem sido mais fácil e as farinhas são um exemplo disso. Existe uma infinidade de opções além da branca e da integral. Farinhas de maracujá, de feijão branco, de banana verde e até mesmo de aveia podem substituir a tradicional em receitas e fazer com que, mesmo na dieta, a pessoa não precise abrir mão de um pãozinho de vez em quando.

 

Biomassa de banana verde

Por ser feita da fruta ainda verde, a biomassa possui o que se chama de amido resistente, que é uma espécie de carboidrato que não libera glicose. O produto é muito usado em receitas de doces funcionais, como o queridinho brigadeiro. Já pensou em poder matar a vontade de sobremesa sem prejudicar a dieta?

 

Grãos de chia e linhaça

Já tão famosas nos planos alimentares, a chia e a linhaça são ricas em fibras solúveis, além de serem uma ótima fonte de ômega 3, fazendo bem para a saúde como um todo. Com um sabor neutro, elas podem ser adicionada tanto em receitas salgadas, como massas de pão e de tapioca, quanto em doces, como sucos, shakes, doces e saladas de frutas.


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Ricardo Callado06/07/20186min

Segunda parte da comemoração de 10 anos da label promete agitar cena eletrônica da cidade no dia 13 de julho

Os brasilienses que curtem música eletrônica de qualidade podem comemorar: vem aí a segunda parte da trilogia de 10 anos da My House. Após o sucesso da primeira festa no dia 10 de março, a edição, batizada de Episódio 2 – Moments, promete surpreender ainda mais seu público. Com data e local marcados, o evento será no dia 13 de julho no Estádio Nacional, com mood totalmente open air. “Nós apreciamos muito quando podemos oferecer esse tipo de experiência ao público, principalmente por causa das diferentes sensações que o amanhecer em um local aberto traz”, explica a produção.

Como de costume, a festa, que vem quebrando recordes de público a cada edição, vai trazer o melhor da cena para solo brasiliense no que diz respeito às atrações. Encabeçando o line-up, um duo com Lee Foss, dono do selo Hot Creations e renomado na cena underground de techno e house, com a cantora americana Anabel Englund. Além deles, também marcarão presença os “brazucas” Gabe, indicado como um dos DJ Mag Top 50; Barja, com seu timbre vocal grave e influência tech house; Clubbers, duo de mineiros que fizeram recentemente uma parceria de sucesso com o projeto Vintage Culture; e os brasilienses do Simple Jack, que são residentes da My House.

De acordo com Henrique Ferreira, produtor e sócio da My House, as três partes da comemoração estão conectadas, cada uma formando um capítulo desta primeira década de história. “As três festas submergirão o público em um mar de experiências únicas, que vão brincar com a noção de espaço e tempo. Vale ressaltar que, para compreender e aproveitar 100% dessa experiência, é importante estar presente nos três episódios”, diz.

Parte da experiência serão os drinks My House. Os presentes terão à disposição cinco opções de bebidas para curtir ainda mais o evento: o Tropical Gin, com Gin Tanqueray, Laranja e Red Bull Tropical; o Muv de Uva, com espumante Mumm e suco de uva MUV com pedaços da fruta; o My House Drink, com Gin Tanqueray, cajá, hortelã e gotas de limão, e a tradicional Gin com Tônica. A produção também pensou em quem segue uma alimentação balanceada e quer curtir sem sair da dieta. O drink 67 Calorias é feito com vodka, Red Bull Sugar Free e limão. Todas estas delícias custarão R$ 26.

 

Imersão visual

Nesta edição do evento, o público poderá desfrutar de dois momentos diferentes. No nível inferior, uma pista alongada e um palco grandioso, com 12 metros de altura e linguagem hexagonal. “A proposta é uma desconstrução do palco do primeiro episódio, que fará a transição para o grand finale no terceiro, que será em Dezembro”, entrega a produção do evento. Para complementar a experiência visual, um mapping 3D com conteúdo exclusivo, elaborado pelos VJs Reyzek e Artur Pessoa.

Já no piso superior, os my housers encontrarão uma grande novidade: a Varanda My House. Com vista panorâmica de todo o evento, o local contará com praça de alimentação, bar com drinks exclusivos, área de descanso com mobiliário sustentável de pallets e, pela primeira vez, um loja oficial da My House, na qual os presentes poderão encontrar chaveiros, copos, bonés, entre outros artigos da label.

 

Serviço

My House 10 Anos – EP.2

Data: 13 de julho, sexta-feira

Horário: a partir das 22h

Local: Estádio Nacional

Facebook:  /myhousebsb

Instagram: @myhousebsb

Ingressos: https://www.sympla.com.br/my-house–lee-foss–anabel–gabe__255656?afid=4268&d=rafaelsilvabsb

Classificação: 18 anos


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Ricardo Callado06/07/20185min

Por Delmo Menezes

O cenário político no Distrito Federal continua ainda totalmente indefinido. Muitas especulações e blefes de todos os lados, na tentativa de cacifar este ou aquele candidato, principalmente na disputa majoritária deste ano. Como o tempo urge, alguns pré-candidatos que se lançaram antecipadamente pleiteando uma vaga ao Senado, como é o caso do deputado Rogério Rosso (PSD), começam a recuar dentro de um cenário mais realista, onde de acordo com pesquisas, mais de 40% do eleitorado ainda continua indeciso na sua escolha.

Entre os pré-candidatos ao Palácio do Buriti, o cenário continua nublado. Ao que tudo indica o jogo vai mesmo para o segundo turno. Nomes que até então estavam fora do páreo, começam a ganhar corpo, como é o caso da ex-deputada distrital Eliana Pedrosa (PROS), que tem se saído bem nos últimos levantamentos.

O líder em todas as pesquisas Jofran Frejat (PR), segue com a indefinição do seu vice e dos dois nomes para o Senado. Nos bastidores comenta-se que Paulo Octávio (PP) e o deputado federal Alberto Fraga (DEM), não abrem mão de participar da chapa majoritária. Um dos principais entraves que atinge a futura composição do ex-secretário de saúde, é explicar à população e aos seus opositores, as alianças feitas com aliados que respondem a processos na justiça. Frejat tem uma oportunidade única, e caso não atue como líder nesse processo, poderá jogar tudo por água abaixo.

O atual Chefe do Executivo, Rodrigo Rollemberg (PSB), apesar da alta rejeição do seu governo, não é carta fora do baralho como muita gente pensa. Rollemberg tem a máquina nas mãos, e nos últimos dias tem se esforçado para passar à população uma imagem de gestor eficiente, com a inauguração de pequenas obras em todo o DF. Carrega sobre seus ombros a imagem de ter desconstruído tudo de bom que seu antecessor fez, principalmente na área da Saúde, na qual tem a pior avaliação, seguido pela segurança pública. Outro grande problema de Rollemberg foi a falta de habilidade política no trato com a Câmara Legislativa e a escolha do seu secretariado que deixa muito a desejar.

O deputado federal Izalci Lucas (PSDB), tem a seu favor um partido grande, mas ao mesmo tempo a legenda passa por uma grande rejeição no cenário nacional. Izalci que é considerado um bom executivo, tem se desgastado muito em disputas judiciais para se consolidar na presidência do partido no DF. O parlamentar tem visitado todas a cidades do DF, colhendo informações e necessidades, para montar o seu plano de governo. Seu vice ainda não está definido e nem os nomes para o Senado. O senador Cristovam Buarque (PPS), aparentemente será um reforço importante na chapa majoritária de Izalci, porém  Cristovam costuma trocar de lado conforme as suas conveniências políticas.

No caso do PT, segue a indefinição sobre a escolha do candidato ao GDF. De acordo com interlocutores da legenda, aguarda-se a definição do nome que disputará a Presidência da República, para só então o partido se posicionar em relação ao Buriti. Para o Senado, a escolha do deputado Wasny de Roure é dada como certa.

Apesar de o prazo estar se esgotando, o certo mesmo é que o cenário ainda está muito incerto e muita água vai rolar por debaixo desta ponte.

Como dizia Magalhães Pinto: “Política é igual uma nuvem. Você olha, está de um jeito. Olha de novo, e já mudou”.

Enquanto isso, o senador Reguffe fica só observando!!!

Da Redação do Agenda Capital


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Ricardo Callado06/07/20181min

Impulsionada pela variação dos preços dos alimentos, a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou o mês de junho com alta de 1,26%, a maior taxa para o mês desde os 2,26% de junho de 1995.

Os dados relativos ao IPCA, a inflação oficial do país, foram divulgados hoje (6), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os 1,26% relativos ao IPCA de julho significam uma variação de preços 0,86 ponto percentual acima do 0,40% registrado em maio e é, segundo o IBGE, a primeira vez desde os 1,27% de janeiro de 2016 que o índice fica acima de 1,0%.

Com o resultado de julho, o IPCA acumulado no ano passou a 2,60%, ficando acima dos 1,18% registrado em igual período do ano passado. Já a taxa acumulada nos últimos 12 meses subiu para 4,39%, contra os 2,86% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em junho do ano passado, a taxa fechou com deflação (inflação negativa) de 0,23%.


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Ricardo Callado06/07/20189min

Evento terá debates e palestras sobre educação financeira

O cenário de inadimplência no Brasil segue trazendo números alarmantes. De acordo com os últimos dados divulgados pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), o número de inadimplentes chegou a 63,29 milhões no mês de maio. Os dados por setor credor indicam um crescimento de 6,42% nas dívidas bancárias, que incluem cheque especial, cartões de crédito, empréstimos e financiamentos.

São muitos fatores que contribuem para que isso ocorra, mas o principal deles é a falta de entendimento do uso correto do dinheiro, por isso a Associação Brasileira de Educadores Financeiros (ABEFIN), em parceira com a DSOP Educação Financeira, realiza o primeiro Encontro Nacional de Educação Financeira, no dia 19 de Julho, quinta-feira, no Hotel San Marco, em Brasília (DF). A proposta é debater as causas da inadimplência e mostrar como a educação financeira pode combater esse problema.

Das 14h às 20h, o evento contará com uma cronograma especial para discutir o tema, trazendo debates, painéis e palestra para mostrar a importância do assunto para a população brasileira. O encontro é aberto ao público com entrada gratuita mediante inscrição, pois as vagas são limitadas.

“O encontro acontece em um momento no qual a educação financeira está ganhando mais visibilidade com importantes iniciativas públicas (ENEF) e também no campo privado (DSOP). Sabendo disso, queremos mostrar a relevância desse tema, não só para as crianças, mas também para as famílias, que hoje se encontram em uma situação de endividamento preocupante”, analisa o Presidente Reinaldo Domingos.

Serão três conversas para abranger todas as esferas de atuação da educação financeira.

No primeiro Painel será discutida a obrigatoriedade do ensino de educação financeira na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), resolução que irá preparar as nossas crianças para uma vida financeira mais saudável e ampliará os horizontes da educação financeira do País.

Já no Painel 2, um debate com o Presidente Reinaldo Domingos sobre os investimentos da aposentadoria para saber como potencializar e poupar dinheiro para o futuro.

O encontro contará ainda com uma conversa sobre o novo papel das empresas no universo da educação financeira e se encerra com uma palestra dos membros da Diretoria ABEFIN.

As inscrições já estão abertas e podem ser feitas pelo site (https://info.dsop.com.br/encontro-nacional-abefin) ou no local do evento, que é gratuito.

Cronograma

 

14h – Abertura

14h30 – Painel 1: Obrigatoriedade da Educação Financeira na Base Nacional Comum Curricular – BNCC – Rede Alub de Ensino, Lauri Cericato, Ana Rosa Vilches

16h – Painel 2: Investimentos e Aposentadoria- Como potencializar e poupar seu dinheiro no cenário atual? – Mauro Calil e Mutuo Prev

17h30 – Coffee Break

17h45 – Painel 3: O novo papel das empresas no universo da Educação Financeira – Reinaldo Domingos, Edward Claudio Jr.

19h15 – Diretoria Abefin

20h – Encerramento

Encontro Nacional de Educação Financeira

Data: 19 de Julho de 2018
Horário: das 14h às 20h
Local: Hotel San Marco – SHS Q. 05 BLOCO C – Setor Hoteleiro Sul – Asa Sul, Brasília/DF

Inscrições: No local ou https://info.dsop.com.br/encontro-nacional-abefin


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Ricardo Callado06/07/20181min

O prêmio da Mega-Sena mais uma vez acumulou. Ninguém acertou as dezenas: 18 – 22 – 29 – 34 – 36 – 47. Elas foram sorteadas pelo Caminhão da Sorte na noite dessa quinta-feira (5), na cidade de Rio Grande, no Rio Grande do Sul.

A quina registrou 80 apostas vencedoras. Cada ganhador receberá R$ 24.597,04. A quadra teve 4.927 apostas premiadas; cabendo a cada acertador levará R$ 570,54.

A estimativa da Caixa é de um prêmio de R$ 27,5 milhões para o próximo concurso da Mega-Sena, marcado para este sábado (7), às 20h.

As apostas podem ser feitas até as 19h (de Brasília) de amanhã, em qualquer loja lotérica credenciada pela Caixa em todo o país. A aposta mínima custa R$ 3,50.


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Ricardo Callado06/07/20187min

Por Wesley Oliveira (Destak)

Faltando menos de seis meses para encerrar seu mandato de governador, Rodrigo Rollemberg (PSB) conversou com exclusividade com o Destak e fez um balanço sobre suas principais ações à frente do Executivo local e quais serão metas para esse último semestre de governo. Entre os temas debatidos, Rollemberg falou sobre a falta de apoio da Câmara Legislativa, problemas da saúde, concessão do Mané Garrincha e supersalários das estatais. Leia a seguir os principais trechos.

Destak: Ao longo deste três anos e meio, o GDF teve dificuldades junto à Câmara Legislativa para aprovar projetos de sua autoria. De alguma forma essa falta de apoio dos distritais prejudicou sua gestão?
Rollemberg: De fato tivemos muitas dificuldades com os deputados nesses três anos de governo. Vi a minha base se dissolver e o apoio ir embora. Porém, sempre buscamos o dialogo e pautas que eram importantes para a população a gente conseguiu que fossem aprovadas, como a criação do Instituto Hospital de Base, reestruturação do Iprev entre outros.

Destak: O senhor tenta agora que os distritais votem um projeto de lei que iria agilizar a concessão do Mané Garrincha. Acredita que conseguirá esse apoio em ano eleitoral?
Rollemberg: Eu não posso afirmar que o projeto será aprovado, mas estamos trabalhando para isso. Os nossos parlamentares aprovam aquilo que acreditam que seja bom para a cidade, e transformar o nosso estádio em um grande complexo de eventos será bom para todo o DF. Então, acho que teremos sim esse apoio.
Destak: O GDF tem divulgado que zerou filas de mamografia e de cirurgias eletivas, porém a saúde é um dos pontos mais criticados da sua gestão. Há como melhorar isso nos seis meses que restam do seu mandato?
Rollemberg: Sem dúvida nenhuma, a saúde é um dos nossos principais problemas e ainda não está do jeito que eu quero. Mudamos o modelo de gestão do Hospital de Base, ampliamos a cobertura do Saúde da Família, inauguramos Unidades Básicas e pagamos as contas que tinha da gestão passada. De fato demorou muito para darmos alguns passos, mas assim como conseguimos zerar algumas filas outras poderão ser zeradas.

Destak: O modelo Instituto Hospital de Base pode ser ampliado para outros hospitais do DF?
Rollemberg: Sem dúvidas. Nossa sociedade demorou um pouco para entender o que era o modelo, e hoje vê que o que fizemos lá funciona, é uma mudança de cultura. Hoje o o Instituto Hospital de Base consegue comprar medicamentos em 45 dias, enquanto em outros hospitais demora até oito meses. Então eu pretendo, sim, levar para outras regiões do DF.

Destak: O DF enfrenta um grande problema que é a falta de vagas nas creches públicas. O senhor prometeu construir novas unidades, entregou algumas porém a lista de espera de crianças de zero até três anos não foi zerada. Como resolver isso no tempo que lhe resta no governo?
Rollemberg: Poucos países universalizaram creche para crianças de até três anos de idade. De fato existe essa demanda no DF, porém construímos 25 novas unidades, outras várias estão sendo ainda construídas e serão entregues neste ano, só em Samamabia teremos mais cinco. Talvez não seja ainda suficiente, mas estamos buscando recursos e parcerias para que essa demanda seja cada vez menor.

Destak: O senhor não concedeu nenhum reajuste para os servidores no seu mandato, existe chance de sair algum aumento nesses próximos seis meses?
Rollemberg: Entramos agora no período eleitoral e a justiça não permite fazer reajustes de salários. Mas eu quero explicar que eu não concedi reajuste porque não havia previsão orçamentária para isso. Eu peguei o DF com bilhões em dívida e tentei trabalhar para pagar esse débitos e manter os pagamentos de salários em dia dos nossos servidores.

Destak: No começo do seu mandato o senhor declarou que tinha recebido o DF com uma dívida de mais de R$ 6 bilhões. Essa dívida já foi quitada?
Rollemberg: Quando eu assumi eu fiz o compromisso de pagar todas as contas que o governo passado tinha feito. Irei finalizar meu mandato com quase tudo pago, o que restar será coisa mínima. Se não fossem essas dívidas eu iria entregar o DF com superávit.

Destak: O racionamento foi encerrado às vésperas das eleições. Não foi uma decisão eleitoreira do senhor?
Rollemberg: De forma alguma, foi uma decisão técnica. Estamos na seca e com 90% do nível do Descoberto, por isso resolvemos acabar com o rodízio. Posso falar que resolvi a crise hídrica do DF.



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