​Como é possível empreender no serviço público

Ricardo Callado03/09/20189min

Conheça o intraempreendedorismo, movimento que cresce entre funcionários públicos para levar inovação ao setor, com soluções criativas para a manutenção e desburocratização dos órgãos governamentais. E mais: saiba como se tornar um intraempreendedor

O atual cenário econômico tem contribuído para novas ideias empreendedoras entrarem em ebulição. Métodos criativos e inovadores tomam a vez inclusive no serviço público, onde funcionários passam a contribuir com soluções criativas para a manutenção e evolução dos órgãos governamentais.

Dessa maneira, o intraempreendedorismo cresce nesse setor, fazendo com que atitudes diferentes sejam aplicadas aos desafios do trabalho. Para Mariana Borges, uma das idealizadoras da Ei! Comunidade de Aprendizagem para Empreendedores, da Fundação Assis Chateaubriand, esse movimento estimula a criatividade, a inovação e a colaboração, além de ser necessário para a renovação de organizações burocráticas.

“Os intraempreendedores são agentes de mudança e peças chaves na transformação da empresa ou órgão de dentro para fora. O maior desafio é mudar os paradigmas que os impedem de inovar e promover a disrupção em seus produtos e serviços”, acrescenta Mariana.

Compartilhando ideias intraempreendedoras – Sephora Lilian, servidora do Banco do Brasil há quase 20 anos, faz parte de um grupo chamado ETO. A sigla pode ser destrinchada como Estratégia Tática Operacional. Formado voluntariamente por vários funcionários com a mente voltada para pensar como conviver com o novo. O trabalho propõe inovação, integração e transformação cultural, debatendo o futuro do banco, com o objetivo de alcançar agilidade necessária tanto para os funcionários quanto para clientes.

Segundo Sephora, o grupo possui uma estrutura totalmente horizontal, sem nenhum tipo de hierarquia. A intenção é provocar reflexões e engajamento de funcionários para que mudem a realidade ao seu redor com pequenas atitudes. “Temos uma comunidade com mais de 1.600 pessoas, fazemos diversas palestras sobre inovação e futuro do trabalho, oficinas de Design Thinking e cursos online. Estimulamos o protagonismo e liderança circunstancial”, informa.

Sephora é também cofundadora do iGOV Brasília, movimento de funcionários públicos que promove o iGOVnights, encontros que contam com a troca de experiências de pessoas engajadas com o propósito de transformar o serviço público através da inovação.

7 passos para aplicar o intraempreendedorismo do setor público

Confira as dicas de Sephora Lilian para quem quer ser um intraempreendedor no serviço público.

Comece questionando:

  1. Você: meu comportamento ajuda outras pessoas a tentarem o novo ou a sugerirem novas ideias? Estou de fato atuando para inovar ou buscando o apoio dos outros para uma inovação? Como desenvolvo novas habilidades para melhorar o que estou fazendo? Qual a conexão com o que estou fazendo com a vida de alguém que está precisando desse serviço?
  1. Sistema: questione o sistema/processo. Será que esse processo faz sentido? Por que ele tem que ser feito dessa forma? Existe alguma forma mais rápida e eficiente de fazê-lo? Quem está sendo afetado/beneficiado por esse serviço?
  1. Experimentação: teste a mudança, comece com um processo simples, faça um protótipo e experimente, torne a ideia real e execute. Quando você materializa, é possível surgirem outros insights, e conhecer minimamente as consequências dessa nova ideia ou transformação, bem como as falhas que não foram identificadas. Lembre-se que as coisas darão errado. Haverá falhas durante o aprendizado em direção a uma inovação. Algumas ideias darão em nada. As pessoas tentarão coisas que não vão funcionar, então crie um ambiente para experimentar de forma segura, onde os erros serão discutidos e aprendidos, e não escondidos ou vistos como vergonhosos.
  1. Agregando valor: tente identificar por que isso tornará as coisas melhores. O que isso nos permitirá fazer? Como essa ideia irá contribuir para prioridades ou para o alcance de melhores resultados?
  1. Seja persistente: fazer mudanças não é fácil. Mudar o comportamento vai exigir que você saia da sua zona de conforto e possivelmente encontre resistência nos que estão ao seu redor, busque apoio de quem também está passando por isso.
  1. Ecossistema inovador: procure estar em ambientes de conexão, frequente eventos, palestras, conheça pessoas que estão inovando e amplie a sua rede. Aprenda com a expertise e com os erros dos outros. Seja curioso, pergunte, e compartilhe o que você descobriu e aprendeu.
  1. Seja proativo: diga sim ao invés de não. Dê o primeiro passo sem medo de errar e prefira pedir desculpas por ser proativo do que ficar aguardando alguém mandar você fazer alguma coisa. Tente colocar uma ideia em prática e se não der certo: tente de novo de uma nova maneira. Fazer > Dizer!

 

Sobre a Ei! – A Ei! Comunidade de Aprendizagem para Empreendedores, da Fundação Assis Chateaubriand, é um ambiente de conexão, conhecimento e experiências inovadoras, que surgiu em agosto de 2017 para transformar empreendedores de dentro para fora. Nesta comunidade, acredita-se na força das conexões, no aprender fazendo, na criação coletiva, entre outros. Desde o ano passado, são realizados diversos eventos que reúnem pessoas que pensam diferente e acreditam no potencial inovador da cidade. A Ei! Comunidade de Aprendizagem para Empreendedores está no Facebook, Instagram e Twitter, com o perfil @ComunidadeEi

 

Preparação completa para empreender – Além de compartilhar seu espaço com o ecossistema empreendedor de Brasília, a Ei! Comunidade de Aprendizagem para Empreendedores oferece um curso de cinco meses que prepara o empreendedor para encarar o mercado de forma mais disruptiva e humana, por meio de técnicas, ferramentas e experiências para quem quer desenvolver uma ideia, abrir um negócio, transformar sua empresa, desenvolver uma startup ou inovar no mercado. Para mais informações, acesse www.ei.org.br ou mande um e-mail para comunidade@ei.org.br

Ricardo Callado

Jornalista, blogueiro, escritor e consultor político. Exerceu a função de secretário de Comunicação Social do Governo do Distrito Federal. Foi Diretor de Redação do Grupo Comunidade de Comunicação – responsável pelos jornais da Comunidade e O Coletivo. É autor do livro PANDORA – e outros fatos que abalaram a política de Brasília.


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